Home Data de criação : 08/08/18 Última atualização : 11/10/17 11:22 / 205 Artigos publicados

Amigo leitor:  escrito em sexta 31 dezembro 2010 20:59

Blog de victorinonetto :Victorino Netto.futblog, Amigo leitor:

 

Saudações!!!

Estou desativando o blog para me dedicar exclusivamente ao Futebol de Seleções. Agradeço de verdade aos amigos que frequentaram este espaço e o tornaram palco de importantes discussões. Aproveito a oportunidade para manifestar minha insatisfação com o Blogorama (que hospeda e polui essa página com anúncios e spams), além de indicar meu novo projeto, o primeiro do país especializado na cobertura das seleções nacionais. Nos vemos por lá!

Grande abraço!!!

Att.
Victorino Netto

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A hora da verdade?  (Visão de Jogo) escrito em sábado 24 julho 2010 14:40

Mano Menezes é o novo treinador da seleção brasileira. Mas só após a recusa de Muricy Ramalho, é claro! Como bem lembrou o jornalista Paulo Vinicius Coelho, o PVC, o treinador do Fluminense é o 4º homem na história do país a adotar tal postura (Dino Sani e Oto Glória recusaram o cargo em 70, antes de Zagallo, enquanto Cilinho disse não em 1987, antes de Carlos Alberto Silva).

Algo que reflete bem a postura equivocada da CBF, através de seu presidente Ricardo Teixeira. Preocupado com os holofotes, o mandatário e sua cúpula preocuparam-se em aparecer ao vivo para as câmeras de todo país, almoçando em um pomposo clube de golfe carioca com o técnico mais vitorioso do país nos últimos anos (ao menos em termos internos). Discursos feitos, ocultou-se o fato da CBF atropelar o Flu na negociação pelo ânsia de divulgar a notícia. Horas mais tarde, o Brasil inteiro levava um chapéu da diretoria tricolor nas Laranjeiras, graças a palavra de Muricy e a pre$$ão do patrocinador (que fala em contrato até 2012, mas não garante ninguém após a 1ª crise).

O primeiro passo rumo a 2014 revelou-se um tropeço. Ao invés de antecipar o planejamento, decidindo entre a renovação de contrato com Dunga ou a escolha de um novo treinador, a CBF apenas esperou pelo fim da Copa e claro, no país do imediatismo, optou pelos caminhos mais óbvios. Mas ao escancarar sua preferência (que nem era tão "preferida" assim), automaticamente impôs a Mano Menezes o rótulo de 2º opção. Algo que pode ser facilmente esquecido nos próximos quatro anos ou extremamente lembrado após esse período.

Vamos aos fatos. Mano Menezes não é um treinador ruim. Aliás, há muitos anos está entre os melhores do país. Taticamente é um dos nomes mais capacitados, sempre antenado as novidades e de bom trato com a imprensa (como ficou comprovado no lobby realizado na semana que antecedeu sua escolha). Já provou que sabe montar elencos, muito embora levar grandes equipes tupiniquins da 2ª para 1ª divisão não constitua necessariamente um desafio.

Seu maior feito é a conquista de uma Copa do Brasil com o Corinthians, quando desafogou o país de um marasmo de 3-5-2's com um 4-2-3-1 que resgatou a nostalgia otimista de muitos torcedores (que acreditavam estar diante de um legítimo 4-3-3 a moda antiga). Mas após todo esse sucesso, a fórmula pareceu secar. O Timão sucumbiu (mais uma vez) na Libertadores desse ano e o início promissor em um torneio longo como o Brasileirão não representa muita coisa. Mas isso não coloca em xeque as qualidades de Mano.

O fato é que os anseios do técnico vem de encontro com os interesses da CBF. Como já antecipou Ricardo Teixeira diante de câmeras e entrevistadores exclusivos, a proposta é uma estúpida imposição de renovação. O desejo de muitos é que o Brasil se torne a Espanha (e até por isso o ar europeu de Menezes agradou tanto os fãs do Velho Continente). Mas a maior preocupação deveria ser por um time que assuma características próprias, baseado na capacidade de seus titulares. E de que esses, acima de tudo, devem ser os que estão em melhores condições, independente de idade, raça, religião, crença, dinheiro do patrocinador ou moral com o treinador.

Aliás, é importante lembrar que no mesmo país onde se acusou Vanderlei Luxemburgo de escalar jogadores de acordo com o interesse alheios, contrata-se um técnico que sempre esteve ligado a empresários, carregando nas costas atletas como Alessandro, Souza e até mesmo Perdigão. E que também nunca teve problemas para se adaptar as ordens extra-campo, vide os privilégios que Ronaldo sempre manteve no Parque São Jorge. Assim, fica difícil de imaginar que o novo treinador encontre problemas para assimilar sua nova função. Como deve ficar claro em sua 1ª convocação...

A intenção aqui não é fazer de Mano Menezes o vilão da história. Apenas ressaltar o quanto os torcedores brasileiros são vítimas dos mandos e desmandos de Ricardo Teixeira e sua trupe. Todos sabiam que a preferência nacional era por Luis Felipe Scolari, mas a antecipação do Palmeiras (ou o atraso da CBF) nessa questão inviabilizou o sonho. Muricy parecia mais uma solução genérica. Seu jeitão estressado com a imprensa foi comparado ao estilo Dunga, mas na verdade suas broncas nunca de trataram de ataques pessoais e sim de extrema sinceridade diante dos percalços da profissão. Semelhante a postura de Felipão, que também não era unanimidade no país antes de 2002, mas virou ídolo depois de vencer a Copa no mesmo 3-5-2 que tanto irrita alguns hoje em dia. Aliás, escalando nomes como Edmílson, Gilberto Silva ou Kléberson (que naquela oportunidade ainda não tinham grife, mas faziam por merecer) e assumindo os riscos ao peitar Romário (na época, uma unânimidade entre os torcedores).

Confiar em Leonardo (que também esteve bem cotado), acreditando na suposta proposta ofensiva apresentada pelo Milan na última temporada, seria tão equivocado quanto acreditar que Dunga poderia dar certo na função apenas pelo mérito de ter sido o capitão do tetra. Falou-se no nome de Ricardo Gomes (o que mais parecia brincadeira de mau gosto!) e nos últimos dias ganhava força a idéia de Paulo Autuori (outra hipótese injustificada vide a passagem do treinador pela seleção peruana entre 2003 e 2005). Todos de uma passividade que lembra muito o estilo Parreira de ser, assim como Mano.

De fato, o ex-técnico do Corinthians é tão capacitado para o cargo quanto Muricy. Resta saber se no momento o país precisa de um discurso afinado ou de mais intensidade quando se trata de seleção brasileira...

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Observatório da Copa (11/07):  (Visão de Jogo) escrito em segunda 12 julho 2010 04:39

Blog de victorinonetto :Victorino Netto.futblog, Observatório da Copa (11/07):

Espanha 0x0 Holanda

Até o início dessa Copa, os clichês da bola incluíam apenas sete nações no seleto grupo que poderia ser considerado favorito ao título mundial por já possuírem tal relíquia em suas fileiras. Aliás, eram seis até os uruguaios relembrarem ao mundo o peso de sua camisa, recuperando o prestígio que gastaram com anos de ostracismo. A Itália, atual campeã e única equipe capaz de igualar o número de conquistas do recordista Brasil, sucumbiu logo na 1ª fase, assim como a França, 2ª colocada em 2006 e último país a entrar para o exclusivo grupo de campeões mundiais. Os ingleses se classificaram para as oitavas com muita dificuldade e aí deram o azar de esbarrar na jovem equipe alemã, que posteriormente eliminaria a Argentina.

Jogando mais bola do que todos esses figurões, Espanha e Holanda (os dois países que mais se aproximavam do status de grande seleção, mesmo sem nunca terem conquistado o torneio) chegaram a final da primeira Copa disputada em continente africano, ganhando a chance de exorcizar definitivamente o estigma de "amarelão", apelação recorrente entre seus detratores. Após faturar o título europeu, a Fúria ingressou no torneio como favorita e esperando confirmar o otimismo daqueles que consideravam a equipe madura o suficiente para fazer história na África do Sul. Perspectiva abalada logo na estreia, após a derrota para os suíços. Dali em diante os comandados de Del Bosque deixaram de lado o espetáculo, para adotar uma conduta objetiva, impondo sempre seu ritmo de constante troca de passes baseada principalmente em um meio-campo recheado de operários (como Xavi e Iniesta), além de um atacante (Villa) que viu sua estrela brilhar ao longo da competição.

Os holandeses também sobravam em seu continente há um bom tempo, uma realidade que acabou ofuscada na Euro 2008 pela Rússia (em dia inspiradíssimo de Arshavin), mas que não poderia ser negada após a campanha extremamente convincente nas eliminatórias e o excelente desempenho nos amistosos de preparação para esse mundial. Os 100% de aproveitamento obtidos no qualificatório europeu se repetiram na Copa, onde o país também assumiu uma postura mais cautelosa, porém não menos eficiente. E depois de fazer o suficiente para se classificar com sobras em uma chave tranquila e eliminar a "azarona" Eslováquia nas oitavas, a Oranje se consolidou como postulante ao título depois de eliminar com méritos a trupe de Dunga.

O problema é que no jogo dessa tarde, ambos os finalistas pareciam ter se esquecido da fórmula responsável pelo sucesso no torneio, preferindo resguardar-se em uma forte marcação (muitas vezes truculenta) ao invés de tomar a iniciativa. Conivente, o árbitro Howard Webb insistia em conversar, permitindo que entradas cada vez mais ríspidas se sucedessem em campo. Uma emblemática voadora de De Jong no peito de Xabi Alonso ilustrou perfeitamente esse contexto, repetido diversas vezes ao longo dos 120 minutos.

Com uma partida tão amarrada, o placar só poderia ser inaugurado em um mero detalhe. Dominando a posse de bola, a Espanha poderia ter criado tal acaso, não fosse a inconsistência ofensiva de um setor que contava com o ascendente Pedrito (que apesar de promissor, não parecia maduro suficiente para começar jogando uma decisão) e um apagado Villa. Pior do que isso: em um descuido da defesa, a Fúria quase viu o rival abrir a contagem em um lance onde Casillas mostrou todos os méritos que Robben não teve. O atacante do Bayern de Munique também pediu pênalti em outra boa chance no decorrer da peleja, depositando todas as suas frustrações na reclamação com a arbitragem (em jogada corretamente ignorada pela arbitragem, que ainda lhe valeu um cartão pelos excessos).

Villa também desperdiçou ótima chance no decorrer dos 90 minutos, assim como Sergio Ramos, que fez grande partida, mas cabeceou por cima uma grande chance de marcar o gol do título. Veio a prorrogação e a superioridade latina (que não lhe valeu nada durante a etapa regulamentar) começou a se sobressair frente ao cansaço da Oranje. Nesse momento, a qualidade do elenco espanhol também fez toda diferença, já que enquanto Vicente Del Bosque pode contar com Fábregas ou Torres para mudar a cara do time, Bert van Marwijk teve de se contentar com o tímido Elia ou o limitado Braafheid.

Melhor na partida, a Fúria teve boa chance de marcar com Fábregas (que apesar da fama, nunca se firmou como titular da seleção), mas Stekelenburg foi bem, confirmando seu nome entre os melhores goleiros dessa Copa. Sem recursos, a Holanda teve de apelar, até que finalmente alguém acabou expulso na final com maior número de cartões da história. E quem pagou o pato foi Heitinga. Aproveitando-se da vantagem numérica, os espanhóis cresceram nos minutos finais e acabaram recompensados após uma finalização do incansável Iniesta muito questionada pelos adversários, que pediam erroneamente impedimento no lance. Um gol que finalmente confirmava um destino tão perseguido pela Espanha na história das Copas. Destino esse que insiste em trair os holandeses.

O fato mais importante após o apito final é que nesse mundial prosperou quem se preocupou em jogar bola. Quem entendeu que um pingo de talento em meio a cautela tática que beira a covardia pode fazer toda diferença. O que nos remete a esperança de que dias melhores virão...

Confira a ficha da partida:

Holanda 0x0 Espanha (*Na prorrogação, Espanha 1x0)

Local: Estádio Soccer City (Johanesburgo).

Árbitro: Howard Webb (ING).

Público: 84.490 pessoas.

Gol: Iniesta aos 11’/2T da prorrogação (Espanha)

Cartões amarelos: Van Persie, Van Bommel, De Jong, Van Bronckhorst, Heitinga, Robben, Van der Wiel e Mathijsen (Holanda); Sergio Ramos, Puyol, Capdevilla, Iniesta e Xavi (Espanha).

Cartão vermelho: John Heitinga (Holanda) aos 4'/2T da prorrogação.

Holanda: 1- Stekelenburg, 2- Van der Wiel, 3- Heitinga, 4- Mathijsen e 6- Van Bronckhorst (15- Braafheid aos 14’/1T da prorrogação); 5- De Jong (23- Van der Vaart aos 8’/1T da prorrogação), 6- Van Bommel e 10- Sneijder; 7- Kuyt(17- Elia aos 25’/2T), 11- Robben e 9- Van Persie. Técnico: Bert van Marwijk.

Espanha: 1- Casillas, 15-Sergio Ramos, 3- Piqué, 5- Puyol e 11- Capdevilla; 16-Sergio Busquets, 14-Xabi Alonso (10-Cesc Fábregas aos 41’/2T), 6- Iniesta e 8-Xavi; 18-Pedro (22-Jesús Navas aos 14’/2T) e 7-David Villa (9-Fernando Torres no intervalo da prorrogação). Técnico: Vicente Del Bosque.

Melhores em campo: Iniesta (Espanha) e Sneijder (Holanda).

Clique aqui e confira a análise oficial da partida no site da FIFA

Clique aqui e assista aos melhores momentos da decisão

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Observatório da Copa (10/07):  (Visão de Jogo) escrito em domingo 11 julho 2010 13:18

Blog de victorinonetto :Victorino Netto.futblog, Observatório da Copa (10/07):

Alemanha 3x2 Uruguai

O confronto entre alemães e uruguaios colocou frente a frente equipes abatidas pela derrota nas semifinais e que entraram em campo refletindo diferentes ambições. Enquanto os sul-americanos mantinham sua equipe titular na expectativa de conquistar um honroso 3º lugar, os europeus mandaram a campo vários jogadores que ainda não tinham jogado nessa Copa do Mundo (assim como fizeram no mundial passado contra Portugal). Quando a bola rolou, a camisa de ambos países acabou falando mais alto e sem grandes preocupações, as equipes acabaram fazendo um duelo franco, que agradou o público presente no estádio Nelson Mandela Bay.

Contando com o retorno de Thomas Müller, de longe o "melhor jogador jovem" dessa Copa (como nosso blog cansou de prever), os germânicos abriram o placar em um rebote de Muslera após uma "patada" de Schweinsteiger. Em desvantagem, a Celeste correu atrás do prejuízo e na base da raça (personificada na roubada de bola dura, mas extremamente leal de Diego Pérez) chegou ao empate com Cavani, que finalmente marcou seu primeiro gol no torneio e foi extremamente importante no ataque uruguaio ao longo da competição, apesar dos excessos de individualismo. Depois do intervalo, os comandados de Oscar Tabárez voltaram com tudo e logo aos cinco minutos Forlán acertou um belo "semi-voleio" para desempatar a peleja e se consagrar como um dos melhores atletas desse mundial.

O problema é que Muslera insistia em comprovar porque Carini é o 2º atleta com o maior número de convocações pela seleção uruguaia e após mais uma falha gritante, entregou o ouro para Jansen empatar de cabeça. Abatida, a Celeste não conseguiu mais compensar suas limitações com disposição e fazendo valer sua superioridade técnica, a Nationalef conquistou a virada em mais uma cabeçada, desta vez de Khedira. Se Klose não teve a chance de entrar em campo para marcar os gols que o tornariam o maior artilheiro na história das Copas, os germânicos ao menos comemoraram a descoberta de uma geração capaz de levar o país novamente ao lugar mais alto do pódio. Já o Uruguai, mesmo derrotado, ao menos relembrou a todos o peso de sua camisa...

Confira a ficha da partida:

Uruguai 2x3 Alemanha

Local: Nelson Mandela Bay (Porto Elizabeth).

Árbitro: Benito Archundia (MEX).

Gols: Thomas Müller aos 18’/1T, Jansen aos 11’/2T (Alemanha), Cavani aos 28’/1T, Forlán aos 6’/2T (Uruguai).

Cartões Amarelos: Dennis Aogo e Cacau (Alemaha); Diego Pérez (Uruguai)

Uruguai: 1- Muslera, 4- Fucile, 3- Godín, 2- Lugano e 22-Martín Cáceres; 16-Maxi Pereira, 15-Diego Pérez (5- Gargano aos 31’/2T), 17-Egidio Arevalo Rios; 7- Cavani (13-Sebastián Abreu aos 43’/2T), 10- Forlán e 9-Luis Suárez. Técnico: Oscar Tabárez.

Alemanha: 22- Butt, 20-Jérôme Boateng, 3-Arne Friedrich, 17- Mertesacker e 4- Aogo; 6- Khedira, 7- Schweinsteiger, 13-Thomas Müller, 8-Mesut Özil (5- Tasci aos 46’/2T), 2- Jansen (18-Toni Kroos aos 35’/2T); 19-Cacau (9- Kießling aos 28’/2T). Técnico: Joachim Löw.

Melhores em campo: Forlán (Uruguai) e Thomas Müller (Alemanha).

Clique aqui e confira a análise oficial da partida no site da FIFA

Clique aqui e assista aos melhores momentos da partida

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Observatório da Copa (07/07):  (Visão de Jogo) escrito em quinta 08 julho 2010 21:58

Blog de victorinonetto :Victorino Netto.futblog, Observatório da Copa (07/07):

Espanha 1x0 Alemanha

Na reedição da final da última Eurocopa, a Alemanha não conseguiu apresentar o mesmo futebol que lhe valeu o rótulo de "sensação da Copa" e acabou sucumbindo novamente diante dos espanhóis. O triunfo consagrou definitivamente a ressurreição da Fúria, que começou o torneio com derrota para Suíça e mesmo sem apresentar um futebol empolgante, tem feito valer o status de favorita, chegando a uma inédita final. Sem contar com o suspenso Thomas Müller, sério candidato ao prêmio de "melhor jogador jovem", os germânicos iniciaram o duelo compactados na defesa, assistindo a Espanha tocar a bola sem também criar grandes oportunidades.

A inoperância ofensiva da Nationalef não lembrava em nada o futebol envolvente que vitimou adversários como Inglaterra e Argentina, enquanto os latinos até demonstraram melhorias com a entrada de Pedro no lugar de Fernando Torres, mas não conseguiram fazer valer a maior posse de bola nos 45 minutos iniciais. Na segunda etapa, os espanhóis passaram a arriscar mais em chutes de fora da área e Xabi Alonso tratou de colocar Neuer para trabalhar. Iniesta e Xavi também se mostravam incansáveis no meio campo, criando boas jogadas, embora Villa insistisse em não chegar na bola a tempo de fazer história.

Quando os espanhóis desenhavam seu gol, a Alemanha mostrou que estava viva em um contra-ataque finalizado por Kroos e defendido por Casillas. O lance parecia um sinal de que a camisa germânica poderia pesar mesmo diante da superioridade espanhola evidenciada ao longo da partida. Foi quando Puyol surgiu para fazer justiça, subindo mais do que todos em uma cobrança de escanteio para cabecear bola, companheiro e marcador para dentro do gol, colocando a Fúria em vantagem no placar. Um tento que consolidou as previsões do polvo Paul e comprovou que nessa Copa do Mundo, o que realmente tem feito diferença é jogar bola!

Confira a ficha da partida:

Alemanha 0x1 Espanha

Local: Estádio Moses Mabhida (Durban).

Árbitro: Viktor Kassai (HUN).

Público: 60.960 pessoas.

Gols: Puyol aos 28'/2T (Espanha).

Alemanha: 1- Neuer, 16- Lahm, 3-Arne Friedrich, 17- Mertesacker e 20-Jérôme Boateng (2- Jansen aos 7'/2T); 6- Khedira (23-Mario Gomez aos 36'/2T), 7- Schweinsteiger; 15- Trochowski (18-Toni Kroos aos 17'/2T), 8-Mesut Özil e 10- Podolski; 11- Klose. Técnico: Joachim Löw.

Espanha: 1- Casillas, 15-Sergio Ramos, 3- Piqué, 5- Puyol e 11- Capdevila; 16-Sergio Busquets, 14-Xabi Alonso (4- Marchena aos 48'/2T), 6- Iniesta, 8-Xavi e 18-Pedro Rodríguez (21-David Silva aos 40'/2T); 7-David Villa (9-Fernando Torres aos 36'/2T). Técnico: Vicente del Bosque.

Melhores em campo: Iniesta (Espanha) e Toni Kroos (Alemanha).

Clique aqui e confira a análise oficial da partida no site da FIFA

Clique aqui e assista ao melhores momentos da partida

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