Grupo
7
Favorito:
Cruzeiro
Quem corre
por fora: Vélez Sársfield e Colo-Colo
Azarão: Deportivo
Italia
Após o frustrante
vice-campeonato na última edição da Libertadores, o
Cruzeiro
levou algum tempo para se reencontrar no Brasileirão, onde chegou a
frequentar a zona de rebaixamento. Porém, a arrancada no 2º turno
(que culminou com uma vaga no torneio continental) comprovou a
qualidade da equipe celeste. Sem falar no bônus de superar o
Atlético na reta final e ainda assistir de camarote o arqui-rival
perder a vaga no G-4 (onde o Galo se manteve durante grande parte
do torneio).
Agora, em sua terceira
participação consecutiva na Libertadores, os mineiro têm mais uma
chance de lutar pelo tão sonhado tri-campeonato da América e o
maior trunfo da equipe comandada por Adilson Batista nesse sentido
é o entrosamento do grupo, praticamente inalterado em relação ao
ano passado. Para se ter uma idéia, 15 dos 25 atletas inscritos
esse ano, disputaram a edição do ano passado.
Entre as baixas, apenas
jogadores que não estavam correspondendo às expectativas, como os
laterais Jancarlos e Athirson ou os zagueiros Gustavo e Thiago
Martinelli, todos suplentes.
Por outro lado, a família
Perrella também economizou nos reforços. Várias contratações de
peso foram cogitadas (entre elas Ayala, Macnelly Torres,
Valdívia e Kléber Pereira), mas
os poucos a chegar foram os jovens Pedro Ken e Anderson Lessa. O
nome mais conhecido a desembarcar na Toca da Raposa é o de Roger,
que retorna ao futebol nacional após passagem pelo Catar. Se
conseguir se firmar entre os titulares, deve complicar a vida de
Adílson, já que o treinador vem escalando Gilberto (que está de
volta a seleção brasileira) pelo meio, o que também garante uma
vaga na lateral esquerda para a jovem revelação Diego
Renan.
A permanência do artilheiro
Kléber também pode ser comemorada como um reforço, já que o
“Gladiador” era dado como certo no Porto, negociação
que acabou melando de última hora. Recuperado das lesões, o
atacante já mostrou que continua afiado nas primeiras partidas da
temporada e foi importante na goleada de 7x0 frente ao Real Potosí,
que garantiu a classificação na Pré-Libertadores. Agora cabe aos
remanescentes do Cruzeiro justificar a confiança recebida em uma
das chaves mais complicadas do torneio.
Time Base:
Fábio; Jonathan, Gil (Caçapa), Leonardo Silva, Diego Renan
(Gilberto); Henrique, Marquinhos Paraná, Fabrício, Gilberto
(Roger); Wellington Paulista (Thiago Ribeiro) e Kléber.
Técnico: Adílson
Batista.
Ao lado dos clubes brasileiros
e do conterrâneo e atual campeão
Estudiantes, o Vélez Sársfield é sem dúvida alguma
um dos principais candidatos ao título dessa Libertadores. Assim
como o Corinthians, o Fortín comemora seu centenário
em 2010 e espera brindar a torcida com a conquista continental (que
já faturou em 1994, quando contava com lendas como o treinador
Carlos Bianchi e o arqueiro paraguaio
Chilavert).
Uma das maiores forças de seu
país na atualidade, o clube se destacou na temporada passada com o
título do Clausura, conquistado de forma dramática apenas na última
rodada, graças a uma vitória sobre seu concorrente direto, o
Huracán.
O treinador Ricardo Gareca,
atacante que disputou três decisões consecutivas de Libertadores
com o América de Cali no final dos anos 80 sem nunca ter sido
campeão, assumiu o clube justamente nesse período e parte para o
segundo ano no comando da equipe.
Embora não conte com um grande
guarda-metas (Montoya), o técnico soube montar uma defesa sólida,
apoiada em Gastón Diaz (lateral presente
na conquista do ouro olímpico
argentino em 2008), além de Sebá Dominguez (ex-Corinthians),
Otamendi e Papa, todos convocados por Maradona para seleção
principal. Eles ainda contam com a proteção de um meio-campo
“pegador”, onde figuram Zapata (que jogou vários anos
no River Plate), Somoza (velho conhecido da torcida que teve
passagem apagada pelo futebol espanhol, onde defendeu Villarreal e
Real Betis), Cubero (atualmente, o sétimo jogador que mais jogou
pelo Vélez), além do pequenino Maximiliano Moralez (revelado pelo
Racing e com passagem pelas seleções de base do país). Cabrera
também é outro que pode pintar pelo setor, conforme a necessidade
de Gareca.
Na frente, atacantes de
respeito garantem artilharia pesada ao Fortín. O uruguaio Hernán López
agora ganhou a companhia de “El Tanque” Santiago Silva,
que retorna de empréstimo do Banfield, onde faturou um título
nacional e se consagrou como artilheiro da última temporada. Além
dele, Rolando Zárate é outro que está de volta à equipe, disposto a
fazer história em um ano que pode ser glorioso (ou terrível!) para
o clube.
Time Base:
Montoya; Gastón Díaz, Sebá Dominguez, Otamendi, Papa; Somoza,
Zapata, Cubero, Moralez; Hernán López e Santiago Silva (Rolando
Zárate). Técnico: Ricardo
Gareca.
Após a traumática eliminação na
fase de grupos da Libertadores 2009 (frente ao Palmeiras, nos
minutos finais da última rodada), o Colo-Colo
buscou conforto nos gramados locais, assegurando a conquista do
Clausura chileno (o sexto título nacional de 2006 para cá) frente
ao Universidad Católica. Renovado os ânimos, a expectativa era dar
a volta por cima na disputa continental desse ano, mas por ironia
do destino, os Caciques caíram novamente em
uma das chaves mais complicadas do torneio e o sonho de repetir a
histórica conquista de 1991 (única vez em que os Albos conquistaram a América)
ficou ainda mais distante.
Há 18 anos sem um título
internacional (o mais próximo que chegou disso foi o
vice-campeonato da Copa Sul-Americana em 2006), o clube sabe da
expectativa de sua torcida (a maior do país) e por isso não
economizou na contratação de reforços para disputa da Libertadores.
Foram gastos quase US$ 5 milhões em contratações, visando
principalmente o setor defensivo, único a sofrer baixas em relação
ao ano passado.
No gol, o time fez uma troca
pro empréstimo com o Huachipato, enviando o experiente Muñoz e
recebendo em troca o
promissor Veloso (que espera
aproveitar a vitrine para assegurar uma vaga na convocação de
Bielsa para a Copa do Mundo). Na zaga, saiu o venezuelano Rey
(jogador com maior número de convocações pela seleção de seu país),
mas chegou o uruguaio Andrés Scotti, nome certo na equipe Celeste
que vai ao próximo mundial. Eles devem compor a defesa ao lado dos
laterais Magalhaes e Cereceda, além dos zagueiros Riffo, Luis Mena
e Toro. Pelo meio, o elenco também conta com boas opções. Na
contenção, o experiente Meléndez (que durante anos defendeu a
camisa de La Roja)
tem a companhia de Sanhueza, que por sua vez sofre forte
concorrência do ascendente "The Prince” Charles Aránguiz. O
colombiano Macnelly Torres (sondado por vários clubes brasileiros)
é fundamental na criação, enquanto Rodrigo Millar tem mais
liberdade para se movimentar e chegar à
frente.
E mesmo perdendo seus maiores
atacantes nos últimos anos para o futebol estrangeiro (caso de
Humberto Suazo, que jogou no clube até 2007, além de Barrios,
negociado na última temporada), El Eterno Campeón conseguiu
encontrar uma nova dupla de respeito, composta por Esteban Paredes
e o argentino Miralles (artilheiro do Colo-Colo na última
temporada). Na reserva, Graf e o paraguaio Bogado também estão
sempre prontos para entrar em ação. Bom para o treinador Hugo
Tocalli (campeão mundial com a seleção argentina sub-20 em 2007),
que vai mesmo precisar de muito poder de fogo se não quiser que sua
equipe morra mais uma vez na praia!
Time Base:
Prieto (Veloso); Magalhaes, Scotti, Toro (Riffo), Cereceda;
Meléndez, Sanhueza (Aránguiz), Macnelly Torres, Rodrigo Millar;
Paredes e Miralles. Técnico: Hugo
Tocalli.
Otimismo e nostalgia. Essas são
as palavras de ordem para o Deportivo Italia
em 2010. Fundado no final dos anos 40 por um grupo de nove
imigrantes italianos radicados na Venezuela, o clube viveu seu
apogeu
entre 1958 e 1978, quando
conquistou quatro vezes a Primeira Divisão local (1961, 1963, 1966
e 1972), três Copas da Venezuela (1961, 1962 e 1970), além de se
tornar o primeiro representante do país na Copa Libertadores (que
disputou seis vezes entre 1964 e 1972). Foi justamente nesse
período, conhecido como “A era dourada D'Ambrosio”
(homenagem ao sobrenome dos irmãos Mino e Pompeo, que comandavam o
clube nessa época), que Los
Azules conseguiram um dos maiores feitos de sua história: uma
vitória sobre o Fluminense válida pela Libertadores de 1971 em
pleno Maracanã, resultado que foi chamado pela imprensa do país de
“Pequeno Maracanazo”.
Porém, na década de 80 o time
caiu em declínio até se fundir com o Deportivo Chacao FC em agosto
de 1998, dando origem ao Fútbol Club Deportivo Italchacao AS. Como
o resultado não foi o esperado, a equipe retornou ao seu nome
original na temporada 2006-07 e como em um passe de mágica, o
resgate das origens resultou no título do Apertura venezuelano
2008-09.
A conquista credenciou o time
para a decisão contra o Caracas (vencedor
do Clausura daquela temporada),
no Clásico capitalino de
Fútbol, onde
El Italia acabou
sucumbindo após uma vexatória goleada em casa por 5x0. Mesmo assim
o clube não desanimou e de lá para cá já acumulou o vice-campeonato
do último Apertura, além de se manter na briga pela liderança da
atual edição do Clausura.
Os maiores trunfos do treinador
Eduardo Sarago são o defensor Mcintosh, os meias Jiménez e
Urdaneta, além do arisco Cristian Cásseres, todos com passagem pela
seleção venezuelana. O zagueiro argentino Maidana e o atacante
Blanco também são fundamentais ao esquema do técnico, que ganhou
alguns reforços importantes, como o goleiro boliviano José Carlo
“El Gato” Fernández, de 40 anos. O maior problema está
na ausência de peças de reposição do mesmo nível que os titulares,
o que pode comprometer o desempenho da equipe em uma competição
como a Libertadores. De volta ao torneio após 25 anos, o Deportivo
Italia tem reduzidas chances de classificação, mas pode ser
decisivo no grupo roubando pontos preciosos de quem
vacilar.
Time Base:
José Fernández; López, Mcintosh, Maidana, Diez (Lobo); Di Julio
(Morales), Jiménez, Giroletti (Hernández), Urdaneta; Blanco e
Cristian Cásseres. Técnico: Eduardo
Sarago.
Grupo
8
Favorito:
Flamengo
Quem corre
por fora: Universidad de Chile e Universidad
Católica
Azarão: Caracas
Atual campeão nacional, o
Flamengo luta
contra uma sina na atual edição da Libertadores. A última equipe
do país que conseguiu emendar
essa “dobradinha” foi o Vasco, entre 97 e 98. De lá
para cá, Cruzeiro (em 2004), Santos (2005), Corinthians (2006) e
São Paulo (desde 2007) sequer conseguiram terminar como
representante brasileiro mais bem classificado no torneio. O
Rubro-Negro tem ainda outro agravante: chegou às oitavas-de-final
como favorito nas duas últimas vezes em que disputou a Libertadores
(2007 e 2008), mas acabou surpreendido. Em ambas as ocasiões
realizou a 2ª melhor campanha na fase de grupos, sendo eliminado
respectivamente por Defensor e América (com direito a uma derrota
por 3x0 em pleno Maracanã, após vencer o primeiro confronto no
México por 4x2).
A transição na presidência do
clube durante a virada do ano não afetou drasticamente o
planejamento para 2010, tanto que a nova diretoria renovou o
contrato do treinador Andrade (um dos heróis na conquista do
Brasileirão) e manteve praticamente a mesma base que prosperou em
2009. As maiores baixas foram o Airton (negociado com o Benfica) e
Zé Roberto (que retornou ao Schalke), ambos titulares no último
Brasileirão.
Mesmo assim, permanecem
destaques como o guarda-redes Bruno, a dupla de laterais Léo Moura
e Juan, os zagueiros Álvaro e Ronaldo Angelim, os
cães-de-guarda William e
Maldonado (que se recupera de contusão), o
“selecionável” Kléberson, além das estrelas Petkovic e
Adriano. Após fechar a última temporada de forma brilhante, o
sérvio envolve-se em uma polêmica no começo do ano ao discutir com
Marcos Braz (vice-presidente de futebol) e ficar afastado do time
titular. Já o “Imperador” promete ser um dos principais
destaques da competição, onde brilhou em 2008 (quando marcou seis
gols jogando pelo São Paulo).
Eles agora contam com a
companhia de Vágner Love, principal contratação para 2010 e que
desembarcou na Gávea mostrando faro de gols. O nome do goleador
também ameniza a escassez de contratações, limitadas aos discretos
Fernando, Michael, Rodrigo Alvim e Ramón, mas não esconde o fato de
que a equipe não conta com substitutos a altura para o ataque. A
nação rubro-negra só espera que o talento de seus titulares seja o
suficiente para voltar também ao topo da
América.
Time Base:
Bruno; Léo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim, Juan; Maldonado,
William, Kléberson, Petkovic; Vágner Love e Adriano. Técnico:
Andrade.
Entre os gigantes de seu país,
o Universidad de Chile é o que possui
menor
representatividade internacional.
Enquanto o Colo-Colo faturou a Libertadores de 1991 e o Universidad
Católica ficou com o vice dois anos depois, o melhor desempenho de
La U em suas 15
participações no torneio foram os vice-campeonatos nas edições de
1970 e 1996. No ano passado, a equipe foi eliminada logo nas
oitavas pelo Cruzeiro e no segundo semestre acabou caindo nas
quartas-de-final da Copa Sul-Americana diante do
Fluminense.
Em âmbitos locais, o clube até
começou bem ao faturar seu 13º título nacional com a conquista do
Torneio Apertura sobre o Unión Española. Porém, durante o Clausura
ficou muito aquém do esperado, terminando na 10ª colocação da fase
classificatória (resultado que o deixou de fora do Playoff
decisivo). O desempenho custou à cabeça do técnico José Basualdo,
ex-meia que vestiu a camisa da seleção argentina durante os anos
90. Para o seu lugar a diretoria resolveu apostar no trabalho do
uruguaio Gerardo Pelusso, que em 2009 chegou as semifinais da
Libertadores com o Nacional.
A expectativa é que o novo
treinador repita o sucesso e consiga levar os Chunchos a uma campanha de
destaque em nível continental. Para isso a
diretoria não mediu esforços e
investiu pesado na contratação de dez reforços, entre eles o
argentino Matías Rodríguez e o ponta Eduardo Vargas, além do
goleiro Conde e do meia Álvaro Fernández (ambos compatriotas de
Pelusso). Entre os atletas que já estavam no clube, destaque para o
goleiro Miguel Pinto, além dos defensores Victorino, Contreras,
Olarra e Iturra (os três últimos com relativa experiência na
seleção chilena).
Mais a frente, o prata-da-casa
Felipe Seymour é responsável pela marcação, enquanto Estrada e
Montillo apresentam maior mobilidade no setor de criação. No
ataque, Vargas e Rivarola disputam uma vaga para jogar ao lado da
grande referência ofensiva do elenco: o também uruguaio Juan Manuel
Oliveira, que se consagrou como artilheiro do time na última
temporada. Contando com o apoio de sua fanática torcida, o clube
tem boas chances de beliscar uma classificação. Isso se não voltar
a tropeçar na própria sina...
Time Base:
Miguel Pinto (Conde); Contreras, Victorino, Olarra, José Rojas
(Martín Rodríguez); Seymour, Álvaro Fernández, Estrada, Montillo;
Vargas (Rivarola) e Oliveira. Técnico: Gerardo
Pelusso.
O Universidad
Católica chega a sua 22ª participação em
Libertadores
(competição da qual já foi
finalista em 1993, quando acabou derrotado pelo São Paulo) sob a
desconfiança de muitos em seu país. Na última temporada, a equipe
fez campanhas convincentes tanto no Apertura (quando caiu nas
semifinais), quanto no Clausura (onde realizou a melhor campanha da
fase classificatória e acabou derrotado na final diante do
Colo-Colo), mas a sina de sucumbir nos momentos decisivos deixou a
torcida ressabiada para os duelos válidos pela fase preliminar da
Libertadores, diante do argentino Colón.
Na primeira partida, La Católica perdia por 3x1, mas
a menos de dez minutos do apito final reduziu seu prejuízo para
3x2. Já no duelo de volta, após sair na frente, sofreu uma virada
em dois minutos, mas ainda sim teve forças para reagir e chegar aos
3x2 que levaram a decisão da vaga para os pênaltis. Nela, os
Cruzados se saíram
melhor (vitória por 5x3) e afastaram parcialmente o descrédito
geral.
Agora, a missão do treinador
Marco Antonio Figueroa (eleito o melhor do
Chile em 2009) é superar a fase
de grupos em meio a profundas mudanças na direção do time, que se
tornou clube-empresa. Algumas baixas importantes como Zenteno,
Imboden e principalmente Roberto Gutiérrez (todos negociados), além
de Marcos González e Sebastián Barrientos (que se recuperam de
contusão) foram recompensadas com as aquisições de oito jogadores,
entre eles o meia Carreño e os defensores Ismael Fuentes e Ponce,
ambos com passagens pela seleção chilena.
Os experientes Valenzuela e
Mirosevic, que também foram figurinhas carimbadas em La Roja durante muito tempo, são
os grandes pilares do meio-campo ao lado do cão-de-guarda Ormeño,
enquanto Toloza e Damián Díaz têm maior liberdade para chegar à
frente. A responsabilidade de marcar os gols cabe a Juan José
Morales, que não decepcionou durante a Pré-Libertadores, anotando
três gols nas partidas diante do Colón. Resta saber se na sequência
da competição o Universidad Católica irá manter essa inspiração ou
se vai voltar a tropeçar nos momentos decisivos como fez na última
temporada.
Time Base:
Garcés; Fuentes, Henríquez (Ponce), Martínez; Ormeño (Carreño),
Silva, Mirosevic, Valenzuela, Toloza, Damián Díaz; Morales.
Técnico: Marco Antonio
Figueroa.
Fundado em 1967 como Yamaha
Football Club, o Caracas só ganhou a
nomenclatura atual em 86, quando
teve parte de seus direitos adquiridos pela Radio Caracas
Televisión (RCTV), a mais antiga emissora de TV do país. Dois anos
depois a equipe conquistaria seu primeiro título expressivo, a Copa
da Venezuela, mas foi a partir da década de 90 que o clube passou a
se firmar como grande potência do futebol local. De lá para cá
foram dez títulos nacionais, além de mais quatro copas, sem falar
nas dez participações em Libertadores e uma final da extinta Copa
Merconorte (1999).
Essa ascensão foi coroada na
última temporada, quando Los Rojos del Avila realizaram
sua melhor campanha na principal competição interclubes da América
do Sul e chegaram até as quartas-de-final, caindo bravamente diante
do Grêmio. Se ressaltarmos que essa foi apenas a segunda vez na
história do torneio em que um clube da Venezuela conseguiu superar
as oitavas (a outra foi com o Deportivo Táchira em 2004), o feito
do Caracas merece ainda mais créditos. Isso explica o otimismo
exacerbado da imprensa do país, que acredita ser possível superar
esse desempenho já que o clube montou um elenco ainda mais forte
para este ano.
Efetivado no comando da equipe
desde o fim da temporada 2001-2002, o
técnico Noel Sanvicente aposta
em um 4-4-2 clássico, onde figuram diversos jogadores com histórico
pela seleção venezuelana. A defesa, por exemplo, é um dos pontos
fortes e conta com os goleiros Vega e Toyo, além dos defensores
Alejandro Cichero e Rey (que retorna de empréstimo do
Colo-Colo).
Mais a frente, os grandes
destaques são o argentino Figueroa e o capitão Luis Vera (que
atualmente se recupera de contusão), enquanto o ídolo Castellín
(maior artilheiro da história do clube) é o grande nome do
ataque.
Falta um companheiro a sua
altura e como desgraça pouca é bobagem, o colombiano Trujillo (uma
das apostas para essa temporada) já chegou ao chegou ao time
machucado (o que deixa a posição em aberto para o mexicano Prieto).
E se o sonho da classificação parece mais complicado do que no
último ano, o Caracas pode ao menos se tornar um grande pesadelo
para os rivais na busca por uma vaga às
oitavas-de-final.
Time Base:
Veja; González (Romero), Alejandro Cichero, Rey, Gabriel Cichero;
Vera (Guerra), Piñango (Gómez), Jiménez, Figueroa; Prieto
(Trujillo) e Castellín. Técnico: Noel
Sanvicente.
Oitavas-de-Final:
O furor causado pelo surto da
“gripe suína” fez com que a CONMEBOL excluísse os
representantes mexicanos já classificados para as oitavas da
Libertadores 2009. O impasse gerou um mal estar com a CONCACAF e
estremeceu as relações entre as confederações que comandam o
futebol das Américas. Para tentar “consertar” a
situação, os sul-americanos resolveram incluir Chivas Guadalajara e
San Luís na mesma situação em que deixaram o torneio na edição
passada, ou seja, respectivamente como 13º e 14º colocados (o que
diminui o número de vagas nas oitavas para apenas 14, tornando a
fase de grupos desse ano ainda mais
complexa).
O fato de não admitir
estrangeiros faz com que o Chivas Guadalajara
aposte principalmente em suas
categorias de base, sendo responsável pela revelação de diversos
jogadores nos últimos anos. Alguns figuram há muito tempo no time
titular, como os defensores Reynoso e Araujo, o ala Esparza, o meia
Medina e o matador Omar Bravo, a maioria com passagens pela seleção
mexicana. Além deles, o clube possui estrelas como o goleiro
Michel, o zagueiro Galindo e os atacantes Omar Arellano e Bautista,
que também já defenderam as cores de seu país. Porém, a maior
aposta para a atual temporada é o jovem Javier Hernández, de apenas
21 anos. Prata-da-casa, o garoto é apontado como uma das maiores
revelações de seu país, sendo cogitado pela imprensa local para a
próxima Copa do Mundo.
Na última temporada o
desempenho dos Rojiblancos ficou abaixo da
média e a equipe sequer se classificou para os Playoffs finais,
tanto no Apertura, quanto no Clausura. Mas esse ano o time vem
demonstrando grande potencial, obtendo 100% de aproveitamento nas
primeiras sete rodadas do Campeonato
Mexicano.
Time Base:
Michel; Esparza, Galindo, Reynoso, Magallón; Araújo, Mejía (Baez),
Medina; Bautista; Hernández e Omar Bravo. Técnico: José Luis
Real.
Já o San Luís, que só disputou 10 vezes a
1ª divisão mexicana e estreou na
Libertadores em 2009, conquistou
sua vaga na “bacia das almas” após terminar a fase de
grupos do ano passado empatado em número de pontos com o
Universitário, mas levando vantagem nos critérios de desempate. Na
última temporada a equipe também fez uma campanha interessante em
âmbito local, caindo frente ao Toluca nas quartas-de-final do
Apertura mexicano. Um dos grandes responsáveis por esse feito não
está mais na equipe. Trata-se do treinador Miguel Angel López, que
cedeu lugar ao inexperiente Ignacio Ambriz, ex-zagueiro do México
na Copa de 1994. E desde que estreou, o treinador não tem
encontrado moleza, enfrentando altos e baixos nas primeiras rodadas
da liga nacional.
Apesar de não possuir um elenco
forte, os Tuneros
contam com bons estrangeiros, como o defensor Aguilar (paraguaio),
os meias César González (venezuelano) e Rodríguez (uruguaio
recém-contratado), além da dupla de ataque formada pelo argentino
Moreno e o panamenho Blas Perez. Entre os nativos, destaque para o
veterano Luna (que esteve nos mundiais de 98 e 2002) e o reforço
Pineda (que por sua vez, disputou a Copa de
2006).
Time Base:
Adrián Martínez; Daniel Martínez, Aguilar, Mascorro, Maya; Torres
(Salinas), Pineda, González, Luna; Blas Perez (Rodríguez) e Moreno.
Técnico: Ignacio
Ambriz.
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