Home Data de criação : 08/08/18 Última atualização : 10/03/01 09:36 / 144 Artigos publicados
 

Mundial Interclubes da FIFA 2009  (Futebol Internacional) escrito em terça 08 dezembro 2009 02:11

Pessoal, ao contrário do que acontece tradicionalmente por aqui, este ano o blog não vai apresentar seu guia para o Mundial Interclubes, que começa essa semana em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos). Peço sinceras desculpas a todos que aguardavam por esse material, mas a correria com outros trabalhos me impediria de abraçar tal conteúdo com a devida atenção.

Para não deixar os leitores totalmente na mão, fica aqui um link com o material produzido pela Trivela.com (referência no assunto), contendo textos de nomes como Felipe dos Santos Souza, Mayra Siqueira, Felipe Lobo e Renato Piccinin.

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Copa do Mundo 2010: Última chamada para a África do Sul  (Seleções) escrito em quinta 12 novembro 2009 06:42

Nos próximos dias, o mundo acompanhará a definição dos últimos classificados para o mundial da África do Sul. Além do país-sede, outras 22 nações já garantiram seu passaporte. São elas: Japão, Austrália, Coréia do Sul e Coréia do Norte (Ásia); Holanda, Inglaterra, Espanha, Alemanha, Dinamarca, Sérvia, Itália, Suíça e Eslováquia (Europa); Brasil, Paraguai, Chile e Argentina (América do Sul); México, Estados Unidos e Honduras (América do Norte, Central e Caribe); Gana e Costa do Marfim (África).

Restam agora nove vagas, disputadas na última rodada das eliminatórias africanas (que apontará três classificados a Copa, mas também define vagas na próxima Copa Africana das Nações) e nas repescagens da América (decididas entre Uruguai e Costa Rica), Europa (que define mais quatro vagas), além de Ásia e Oceania (onde Bahrein e Nova Zelândia estarão frente a frente mais uma vez). Confira uma análise sobre esses confrontos e aposte nos seus favoritos: 

Europa (UEFA):

Portugal x Bósnia-Herzegovina

Considerando os atletas envolvidos no duelo entre portugueses e bósnios, pode-se dizer que essa disputa promete ser a de melhor nível técnico na repescagem européia. Deco, Simão e Liédson de um lado, Misimović, Džeko e Ibišević do outro. Enfim, o que não deve faltar são jogadores capazes de proporcionar um belo espetáculo ao público, ainda mais quando o que está em jogo é uma vaga para o mundial do ano que vem. Uma disputa inédita, diga-se de passagem, já que em sua recente história como nação independente (a seleção do país só começou a jogar internacionalmente em 1993), a Bósnia nunca enfrentou Portugal. Nos tempos em que os bósnios ainda compunham a Iugoslávia, ambas as nações se enfrentaram cinco vezes, com vantagem lusitana (três empates e duas derrotas), o que não diz muito, já que o último encontro se deu em 1984.

Pelo lado dos Tugas o clima é de otimismo após a reação na reta final da fase classificatória, quando a equipe superou Suécia e Hungria na briga pelo 2º lugar, deixando a impressão de que se tivesse acordado um pouco mais cedo, não seria preciso passar pelo atual sufoco. Não restam dúvidas de que foram as partidas iniciais (apenas uma vitória nos cinco primeiros jogos) que colocaram a equipe de Carlos Queiroz nessa situação. O que faz com que muitos torcedores ainda encarem o trabalho do técnico com relativa desconfiança. Mas também não se pode negar que algumas cartadas do treinador foram muito importantes na sobrevida portuguesa. A inclusão de Liédson na base do time foi muito discutida pela crítica, mas sustentada por Queiroz, que assistiu a uma participação efetiva do atacante em jogos decisivos contra Dinamarca e Hungria. O técnico também causou polêmica ao peitar o Real Madrid e convocar Cristiano Ronaldo, que posteriormente foi cortado devido a uma lesão no tornozelo agravada justamente em defesa da seleção, o que deixou os dirigentes de seu clube furiosos. Mas levando em conta a importância desse confronto, seria mais racional planejar a equipe contando com jogadores que estiverem com 100% de sua capacidade física. As maiores surpresas entre os convocados foram os nomes do veterano goleiro Hilário (do Chelsea) e do jovem meia-esquerda Fabio Coentrão (do Benfica), enquanto as ausências mais sentidas serão as do lateral Bosingwa (contundido), do volante Maniche, além do atacante Nuno Gomes.

Já os Liljani, uma das equipes mais simpáticas dessas eliminatórias devido ao jogo ofensivo de seu selecionado, sonham em continuar surpreendendo para carimbar seu passaporte ao primeiro mundial na história do país. Mas é justamente essa falta de experiência internacional que pode pesar em um momento como esse. Vale lembrar que apesar de assegurar a 2ª posição da chave com relativa vantagem diante de seus concorrentes, a Bósnia somou apenas um ponto nos quatro jogos diante de Espanha e Turquia, respectivamente líder e 3ª colocada do grupo. Por isso será preciso muito mais do que otimismo para derrubar o favoritismo de Portugal, por mais complicada que seja a fase dos Tugas. Nesse sentido, a rodagem de Miroslav Blažević (o homem que levou a Croácia ao 3ª lugar na Copa de 98) será crucial para equilibrar um pouco as coisas, principalmente o setor defensivo, que parece ser o “calcanhar de Aquiles” do time. No gol, Supić tem jogado como titular, embora Hasagić (que é apenas dois anos mais velho) tenha mais do que o triplo de jogos com a camisa da seleção e possa ser importante nessa repescagem. Na defesa, Berberović foi outro titular a perder espaço. Atualmente, o trio de zaga é composto por Nadarević, o versátil Jahić, além do capitão Spahić. Pelo meio, o que não faltam são opções capacitadas: Rahimić e Muratović são os carregadores de piano, enquanto Salihović e Pjanić ocupam as alas, embora seja consenso que a entrada do jogador do Lyon enfraquece ainda mais a defesa (o que coloca Ibričić como grande concorrente nessa disputa). O experiente Bajramović (do Eintracht Frankfurt) também é sempre uma boa opção no banco de reservas. Mais a frente está à trinca de estrelas: o garçom Misimović é responsável pela ligação com o ataque, enquanto a dupla Džeko e Ibišević (definitivamente recuperado da contusão que o prejudicou na temporada passada) pode ser considerada artilharia da mais pesada. Muslimović, que tem uma excelente média de gols pela seleção (13 gols em 19 jogos) é o substituto imediato no caso de alguma eventualidade. Teoricamente, o fato de decidir a vaga em casa, diante de uma torcida fanática e imprevisível, é outro trunfo bósnio na luta por um lugar ao sol sul-africano.

Irlanda x França

Após o vice-campeonato na última Copa do Mundo, a seleção francesa acabou se complicando na fase de classificação dessas eliminatórias ao perder a vaga direta para a Sérvia. Já os irlandeses até que se esforçaram, mas não tiveram forças para superar a Itália, atual campeã mundial. Nesse quesito, vantagem para The Boys in Green (comandados pelo italiano Giovanni Trapattoni), que apenas cumprem seu papel nessa repescagem, enquanto Les Bleus (do contestado Raymond Domenech) estarão correndo atrás do prejuízo. Porém, se depender do retrospecto entre as duas nações, os franceses podem se considerar favoritos. Em 14 jogos, foram seis vitórias, quatro empates e quatro derrotas, a última delas ocorrida no longínquo ano de 1981. No último encontro entre as nações, em 2005, vitória da França (jogando no campo do adversário) por 1x0.

Mas os irlandeses estão confiantes na possibilidade de reverter às estatísticas e prometem vender caro sua derrota. A base da equipe atua no futebol inglês e é formada por velhos conhecidos como o goleiro Given, os defensores O’Shea, Kilbane e Dunne, além do atacante Robbie Keane, artilheiro do time com 5 gols. Nem por isso a convocação excluiu jovens valores como Eddie Nolan, Darren O'Dea e Anthony Stokes, todos eles com menos de três partidas pela seleção nacional. As declarações de Domenech, que comparou a Irlanda com uma “Inglaterra B”, também devem ser usadas por Trapattoni para motivar seus atletas a buscar a vitória. Chegado a uma retranca, o italiano se encaixou perfeitamente nas características do futebol irlandês, mas sabe que precisará de gols se quiser chegar a Copa do Mundo.

Os franceses por sua vez apostam em seus atacantes para tentar fazer valer o peso de sua camisa e superar algumas ausências importantes. Apesar de ter deixado Patrick Vieira (que voltou a jogar na Inter de Milão) de fora da lista, Domenech confia na rodagem de Henry e Anelka, além da ascensão de Benzema e Gignac, para compensar o desfalque de seu principal jogador, o meia Ribéry (do Bayern de Munique), atualmente contundido. Um teste de fogo para outro jovem, Yoann Gourcuff, que terá de assumir a responsabilidade e comprovar toda sua categoria pelo setor. Outro desfalque por contusão será o do lateral Clichy, que abriu espaço para a convocação do meia Moussa Sissoko, um dos grandes destaques do surpreendente Toulouse, que faz excelente campanha na atual temporada da Ligue 1.

Grécia x Ucrânia

Disputa que pouco empolga aqueles que não são simpatizantes das nações envolvidas, Grécia e Ucrânia fazem (ao menos em teoria) o duelo mais equilibrado dessa repescagem européia. Consequentemente é também o mais imprevisível, já que analisando o retrospecto (atual e histórico) dessas nações, nenhuma das equipes desponta como favorita. O primeiro jogo entre os países ocorreu apenas em 2002, em partida válida pelas eliminatórias da Eurocopa, com vitória dos ucranianos (que jogavam em casa) por 2x0. No ano seguinte foi a vez dos gregos saírem vitoriosos pela contagem mínima no duelo de volta, válido pela mesma competição. As eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006 colocaram Ucrânia e Grécia frente a frente mais uma vez e após um empate em seus domínios por 1x1, a ex-república soviética foi buscar uma vitória magra (1x0) na casa dos helênicos, resultado fundamental para a classificação ao mundial (até então inédita) e também para a eliminação da então campeã européia.

Nessas eliminatórias, apesar de somar um ponto a menos que a Ucrânia na fase classificatória, os gregos estiveram mais próximos da briga pelo 1º lugar em seu grupo, terminando apenas um ponto atrás da Suíça (enquanto os ucranianos ficaram a seis dos ingleses). O comando do time ainda pertence ao alemão Otto Rehhagel, o mesmo da histórica conquista de 2004, que continua apostando em diversas figurinhas carimbadas que estiveram presentes naquele título (como Basinas, Charisteas, Karagounis, Seitaridis, Dellas ou Katsouranis). Outros atletas (como Kyrgiakos, Gekas, Patsatzoglou ou Samaras) também não são nenhuma novidade para os torcedores do país, que lamentaram o desfalque de Ioannis Amanatidis nas partidas decisivas. A ausência do atacante do Eintracht Frankfurt abriu espaço para o novato Vasilis Koutsianikoulis, que ao lado de Kostas Mitroglou foi maior surpresa da convocação. E apesar de contar com outros jovens valores, como o defensor Papastathopoulos (do Genoa) ou os meias Pliatsikas (do Schalke) e Ninis (que com apenas 19 anos é considerado a maior esperança do país para os próximos anos), o esquema da Grécia para essa repescagem deve se concentrar na experiência de seus veteranos.

Pelo lado ucraniano não deve ser diferente, já que o time também apresenta poucas novidades. O eterno matador Shevchenko reflete bem essa realidade, já que esteve presente em 9 partidas dessas eliminatórias, mesmo em má fase por Chelsea e Milan. Além dele, também estiveram em campo jogadores como Rusol, Milevskyi, Gusev, Rotan e Tymoschuk (todos presentes no último mundial). Porém, o trabalho do ex-meia Oleksiy Mykhaylychenko inevitavelmente acarretou em maiores renovações se comparado ao selecionado grego, já que o atual treinador ucraniano sucede o ídolo Oleg Blokhin, que ficou quatro anos no comando da ex-república soviética. O novo técnico tem optado por algumas mudanças na base da equipe e graças a essa filosofia, caras novas como o arqueiro Pyatov, o zagueiro Chygrynskiy (contratado pelo Barcelona) e o atacante Seleznyov, têm recebido mais oportunidades. Por outro lado, Voronin, que possui relativa experiência internacional, mas não vem sendo muito aproveitado desde que retornou ao Liverpool, acabou ignorado na convocação de Mykhaylychenko. Além disso, também será preciso superar o desfalque dos contundidos Shovkovskiy (goleiro) e principalmente Nazarenko, peça fundamental ao meio-campo da equipe. A expectativa do treinador é que a equipe mantenha o mesmo crescimento apresentado na reta final da fase classificatória, quando a Ucrânia bateu os ingleses (líderes da chave) e conseguiu superar a Croácia na briga pelo 2º lugar.

Rússia x Eslovênia

Se os confrontos da repescagem européia apresentam relativo equilíbrio, tornando difícil qualquer previsão, russos e eslovenos fazem um jogo onde muitos dão como certa a classificação da equipe comandada pelo holandês Guus Hiddink. Mas analisando friamente a situação, esse suposto favoritismo não significa muita coisa quando levamos em conta o retrospecto entre ambas as nações, que se tornaram independentes apenas na década de 90 e só foram se cruzar pela primeira vez em 1996 (em um torneio amistoso disputado em Malta, com vitória da Rússia por 3x1). Porém, na segunda vez que o destino de ambos os países se cruzaram, quem levou a melhor foram os eslovenos, que nas eliminatórias para o mundial de 2002 obtiveram um empate na casa do adversário (1x1) e uma vitória em seus domínios (2x1). Mesmo assim, os russos terminaram na frente, conquistando a vaga direta a Copa, enquanto os eslovenos ainda precisaram superar a Romênia para chegar ao 1º mundial de sua história.

Durante a fase de classificação dessas eliminatórias, a campanha da Rússia foi um pouco melhor do que a da Eslovênia (em 10 jogos foram 22 pontos contra 20 do rival), mas com certeza, muito mais dolorosa. Isso porque se criou grande expectativa em relação às chances russas de superar a favorita Alemanha na briga pela vaga direta, fator que dependia exclusivamente de um resultado positivo no confronto direto entre ambas as nações, marcado para a penúltima rodada em Moscou. Acontece que a principal ex-república soviética acabou fracassando e saiu derrotada por 1x0 diante de seus torcedores, acumulando ainda um ridículo empate contra a fraca equipe do Azerbaijão no desfecho da disputa. O excelente futebol apresentado no último torneio continental chamou a atenção dos mercados vizinhos para algumas estrelas da equipe, como Zhirkov, Bilyaletdinov, Pavlyuchenko e Arshavin (que atuam no futebol inglês) e Pogrebnyak (que se transferiu nessa temporada para a Alemanha), o que inevitavelmente contribuiu para o aumento da experiência internacional do conjunto e coloca a nação como grande favorita nessa repescagem. Mas acontece que a aquela Eurocopa acabou em 2008 e não se pode viver eternamente do passado. Por isso, revelações como o meia Dzagoev (de apenas 19 anos) são importantes para trazer sangue-novo ao talentoso conjunto comandado por Hiddink, que deixou de fora das partidas decisivas nomes como o tarimbado volante Aldonin e o atacante Bukharov (vice-artilheiro da liga russa, atrás do brasileiro Wellinton).

Além disso, é preciso abrir bem os olhos com a Eslovênia do jovem treinador Matjaž Kek, um ex-defensor que iniciou sua carreira como técnico em 2000, tornando-se campeão nacional pelo NK Maribor e passando pelas seleções de base do país, até chegar à equipe principal em 2003, substituindo o renomado Branko Oblak. Desde então, o novo comandante vem alicerçando seu trabalho no jogo coletivo e na união do conjunto, até por não possuir grandes destaques individuais. Os nomes mais conhecidos entre os titulares são os do goleiro Samir Handanovič (da Udinese) e o atacante Novakovič (que atua no Colônia e é o artilheiro da campanha com 5 gols). O jovem Rene Krhin (meia alçado por Mourinho na Internazionale) também é visto com bons olhos, embora ainda seja apenas uma promessa (tanto que jogou apenas 5 minutos nessas eliminatórias). São operários como Brečko, Jokić, Šuler e Cesar (defensores), Koren, Kirm e Komac (meias), além de Birsa, Dedič ou Ljubijankič (atacantes) que fazem o esquema funcionar, tanto que na fase classificatória o país correu por fora sem chamar muito a atenção e acabou superando rivais mais bem cotados como Polônia, República Tcheca e Irlanda do Norte na luta pela repescagem (sem contar a pressão na líder Eslováquia, que chegou a temer pela perca da vaga direta). A meta agora é seguir trabalhando em silêncio para tentar mais uma vez superar as expectativas. 

América do Sul (CONMEBOL) x América do Norte, Central e Caribe (CONCACAF):

Uruguai x Costa Rica

A repescagem entre os países do continente americano (divido pela FIFA entre CONMEBOL e CONCACAF) coloca frente a frente duas potências de cada federação. E ambas em busca de recuperação. A Celeste Olímpica sonha em retornar a uma Copa do Mundo após ficar de fora de três das últimas cinco edições, inclusive a última, quando caiu diante da Austrália justamente na repescagem. Já os Ticos, que lideraram a fase final de sua zona durante boa parte da disputa, assustam-se com a possibilidade de perder uma vaga que parecia garantida. Ingredientes de um duelo que promete ser tenso e muito catimbado. Se depender do retrospecto histórico os uruguaios têm larga vantagem sobre o adversário, já que enfrentaram os costa-riquenhos em oito oportunidades, obtendo seis vitórias e dois empates. O último encontro entre esses países foi pela Copa América de 2001, quando as equipes se cruzaram em duas oportunidades: uma pela 1ª fase (empate em 1x1, embora a Costa Rica tenha terminado na liderança enquanto o Uruguai acabou em 3º) e outra pelas quartas-de-final (quando a charruas levaram a melhor por 2x1). Mas todos nós sabemos que no futebol continua valendo a máxima de que “no campo são 11 contra 11”!

O selecionado uruguaio insiste em se complicar, mesmo possuindo um grupo qualificado para os padrões sul-americanos. Durante a campanha nessas eliminatórias, o time cometeu vacilos imperdoáveis (principalmente em casa) para uma seleção que deseja chegar a Copa (para não falar da derrota derradeira diante da Argentina, podemos citar os empates em casa contra venezuelanos e equatorianos). Bi-campeão mundial, o país precisará mostrar serviço (como na penúltima rodada da fase anterior, quando arrancou nos minutos finais uma vitória diante do Equador jogando em Quito) se quiser fazer valer seu favoritismo. Porém, a conturbada derrota para os argentinos na última partida ainda deixa seqüelas graves, como as suspensões de Cáceres, Scotti, Diego Pérez e Maximiliano Pereira (que apesar de convocados, só poderão atuar no duelo de volta dessa decisão), além de Cristian Rodríguez (que pegou um gancho de quatro jogos). Outras baixas importantes são as de Fucile, Carlos Valdez e Jorge Martínez ambas por contusão, enquanto Edison Cavani (que participou de sete partidas nessas eliminatórias) acabou ignorado pelo técnico Oscar Tabárez. O treinador uruguaio aposta em homens de sua confiança, o que se pode verificar pela convocação do goleiro Castillo (que anda na reserva do Botafogo), enquanto Carini (que é titular do Atlético Mineiro e está entre os três atletas mais convocados na história de seu país) continua sendo ignorado. Entre os convocados, as maiores novidades ficam por conta dos jovens Sebastián Coates e Nicolás Lodeiro, além de Alvaro Gonzalez (todos do Nacional local). Mas a grande força do time se concentra mesmo no vigor do capitão Lugano e no potencial ofensivo da dupla formada por Luis Suárez e Diego Forlán.

Já a Costa Rica tenta se recuperar do baque sofrido no desfecho da fase final da CONCAF. Na liderança do certame, a seleção acumulou seguidas derrotas em suas últimas partidas, sendo superada em cima da hora por México, Estados Unidos e Honduras. Os resultados ruins foram responsáveis pela saída do técnico Rodrigo Kenton (com quem os Ticos tinham somado 12 dos 15 pontos possíveis no início do hexagonal final), que acabou substituído por Renê Simões (ex-Coritiba). Credenciado por ter levado a Jamaica ao mundial de 1998, o brasileiro trouxe de volta a seleção o veterano Luis Marín (que esteve presente nos dois últimos mundiais), mas também aposta na juventude de algumas revelações (como José Mena, Bryan Oviedo e Christian Gamboa, que recentemente estiveram no mundial sub-20). Nas partidas sob o comando do novo técnico, os costa-riquenhos até obtiveram bom aproveitamento, vencendo Trinindad e Tobago por 4x0, além de empatar com os Estados Unidos fora de casa (em um jogo que chegaram a estar vencendo por 2x0), resultado que acabou custando à suspensão do treinador, expulso por reclamação. Mas ao menos será possível contar com peças importantes como o arqueiro Keylor Navas (que tem se destacado no Saprissa e vem sendo sondado pelo futebol espanhol), Júnior Díaz (defensor polivalente que conta com a experiência de atuar no futebol europeu), o meia Centeno (que será fundamental na condução da equipe devido a sua experiência), além de Rolando Fonseca, Álvaro Saborío e Bryan Ruiz (esperança de gols no ataque).

O fato de começar essa decisão jogando em casa, diante de um time desfalcado pelas suspensões, obriga os Ticos a tomarem a iniciativa, já que o duelo de volta em Montevidéu, quando a Celeste contará com sua força máxima, promete um ambiente de grande pressão. Vale ressaltar que a arbitragem dos dois confrontos será européia: o espanhol Alberto Undiano Mallenco apita o jogo inicial enquanto o polêmico suíço Massimo Busacca (famoso por mostrar o dedo aos torcedores e supostamente ter feito xixi em campo) comanda a partida derradeira. 

África (CAF):

O continente africano também promete grandes emoções, já não define apenas três vagas para o mundial, mas também outros quatro classificados para a próxima Copa Africana das Nações (que classifica os três primeiros colocados de cada chave). No Grupo D já está tudo definido e as equipes entram em campo apenas para cumprir tabela. Gana, que garantiu a vaga antecipadamente, mas perdeu sua invencibilidade na última rodada diante do Benin, encara a seleção de Mali (onde brilham o meia Seydou Keita e o atacante Kanouté), que por sua vez já classificada para o torneio continental. O grande mérito dos Estrelas Negras foi a manutenção da base que chegou as oitavas de final do último mundial (onde figuram estrelas como Muntari, Essien e Appiah) mesclada a novos talentos que começam a se firmar no cenário internacional, como por exemplo, o versátil Tony Annan, volante do Rosenborg (da Noruega) que ganhou a alcunha de “novo Makalele”. O Benin, uma das gratas surpresas da fase final africana e que também já se garantiu na próxima Copa da África, aposta em atletas que se destacam no futebol francês (como o defensor Chrysostome, o meia Sessegnon e o atacante Omotoyossi) para fechar com chave de ouro sua participação diante do já eliminado Sudão.

No Grupo E, a Costa do Marfim também já se garantiu e agora encara Guiné, que com três pontos ainda sonha em terminar entre os três primeiros colocados. Missão ingrata para o time do meia Pascal Feindouno e do atacante Ismaël Bangoura, que terá de enfrentar os marfinenses jogando na casa do adversário. Não bastasse isso, os Elefantes (que vem jogando muita bola e se mantém invictos até aqui) ainda contarão com seus principais jogadores, como Eboué, Zokora, Salomon Kalou, Sanogo, além do matador Drogba (artilheiro do certame africano com seis gols). Já o Malauí (que tem um ponto a mais na tabela) também encara outra grata revelação dessas eliminatórias: a seleção de Burkina Faso. Se o selecionado do meia Pitroipa (que joga no Hamburgo) e do ídolo Dagano não estará na Copa do Mundo, ao menos já se garantiu na próxima edição do torneio continental, assegurando o 2º lugar do grupo com nove pontos. Para os malauienses (onde brilham o meia Kamwendo e o jovem atacante Msowoya), resta a esperança de repetir o desempenho da última rodada, quando interromperam uma série de cinco vitórias consecutivas da Costa do Marfim com um empate por 1x1. O único problema é que desta vez (ao contrário do último jogo) a partida será na casa do rival...

Nas demais chaves, a luta pela vaga está mais equilibrada e será definida apenas no último confronto de cada participante. No Grupo A, a grande surpresa é o Gabão, que sob o comando do francês Alain Giresse mescla a experiência de figurões (como Daniel Cousin, do Hull City) a juventude de novos talentos, como o meia Stéphane Nguéma (do PSG) ou o atacante Roguy Méyé (do Ankaraspor). Após uma arrancada no início dessa fase final, quando chegaram a liderar seu grupo, os gabonenses acabaram esbarrando na experiência dos camaroneses, responsáveis pelas duas derrotas do time até aqui. Os pontos perdidos não apenas ressuscitaram o adversário, como também deixaram o Gabão em uma situação delicada, já que não depende mais apenas de si para se classificar a sua 1ª Copa do Mundo. Para isso, seria preciso vencer o Togo fora de casa, além de contar com um tropeço dos Leões Indomáveis. O retrospecto histórico diante dos togoleses ao menos é animador, já que em sete confrontos, o Gabão se mantém invicto com cinco vitórias e dois empates. No primeiro encontro válido por essas eliminatórias, os gabonenses venceram por 3x0. Porém, mesmo em caso de fracasso, só o fato de garantir antecipadamente o passaporte para sua 4ª Copa Africana de Nações diante de adversários mais tradicionais, já deveria ser motivo de orgulho para o país. Na liderança da chave, os camaroneses seguiram o caminho contrário: após um início irregular, os Leões Indomáveis finalmente mostraram serviço nos últimos três jogos, quando somaram dez de seus onze pontos. Contribuiu para isso o excelente trabalho de outro técnico francês, Paul Le Guen, que assumiu o time em cima da hora, após as saídas do alemão Otto Pfister (que levou Togo ao último mundial) e do interino Thomas N’kono (ex-goleiro que foi titular na excelente campanha da Copa de 1990). Tal atitude foi questionada por grande parte da imprensa especializada, inclusive a brasileira. Muitos alegavam que os dirigentes camaroneses eram amadores ou que Le Guen não sabia “o problema em que estava se metendo”. Porém, com muita personalidade o treinador devolveu a confiança ao grupo, realizado poucas mudanças na base, apesar de algumas modificações significativas na estrutura do conjunto (a transferência da braçadeira de capitão do experiente zagueiro Rigobert Song para a estrela Samuel Eto’o foi a mais clara delas). Resta saber se contra os marroquinos, os Leões Indomáveis confirmarão sua ascensão ou se irão repetir o vacilo de 2006, quando ficaram de fora da Copa na última rodada das eliminatórias. Apesar de não contar com diversos jogadores importantes (casos de El Kaddouri, Kharja, El Zhar, Youssouf Hadji, El Hamdaoui e Chamakh), que atuam no futebol europeu e foram ignorados na lista do treinador Hassan Moumen (substituto do francês Roger Lemerre), os marroquinos merecem respeito por jogar em casa, mesmo que nunca tenham vencido Camarões na história deste confronto (quatro derrotas e quatro empates) e ainda tenham de superar os desfalques de Ouaddou, Chafni e Boussoufa, cortados de última hora por estarem lesionados.

No Grupo B, a briga está centrada em duas potências do continente: Tunísia e Nigéria, ambas já garantidas na próxima Copa Africana das Nações. Na briga pela vaga ao mundial, os tunisianos levam a vantagem de estar na frente com onze pontos, enquanto os rivais somam apenas nove. Após encontrar dificuldades na etapa anterior (quando ficou atrás de Burkina Faso e classificou-se como melhor 3ª colocada), a Tunísia finalmente se acertou nessa fase final. Depois de utilizar 40 jogadores, o português Humberto Coelho parece ter encontrado a base ideal, onde brilham o meia Ben Saada e o atacante Issam Jemâa (que atuam no futebol francês), mas o ídolo Selim Benachour (que causou polêmica no país ao ficar de fora da última Copa) continua sendo ignorado. Os nigerianos acabaram seguindo o caminho contrário, já que realizaram a melhor campanha da fase classificatória, mas acabaram decaindo justamente na “hora H”. Os confrontos diretos contra os tunisianos seriam decisivos para as pretensões dos comandados de Shaibu Amodu e após fazer sua parte jogando fora de casa (empate em 0x0), a Nigéria acabou vacilando justamente diante de sua torcida (quando empatou novamente, dessa vez por 2x2, sofrendo um gol nos minutos finais). Quem pode acabar influenciando em uma possível reviravolta na classificação são Moçambique (3º colocado com quatro pontos) e Quênia (que com um ponto a menos, ocupa a lanterna do grupo). Além de brigar pela vaga restante ao torneio continental, ambas as nações ainda contarão com a vantagem de jogar em casa nas partidas decisivas. Os quenianos encaram as Super Águias, lutando para superar a enorme desvantagem histórica, já que em 10 jogos contra os nigerianos, o time do atacante Dennis Oliech nunca conseguiu vencer (foram nove derrotas, sendo quatro em casa, além de um empate). Já os moçambicanos esperam conter o entusiasmo do líder para assegurar seu retorno a Copa da África, que não disputam desde 1998. O primeiro encontro entre esses países ocorreu justamente pelo torneio continental, mas em 96, quando o duelo acabou empatado em 1x1. A segunda partida aconteceu nessas eliminatórias, quando a Tunísia fez o dever de casa vencendo por 2x0. Resta saber como terminará a primeira partida disputada em solo moçambicano...

Outra disputa ainda mais equilibrada acontece no Grupo C, onde a Argélia tem grandes perspectivas de retornar a uma Copa do Mundo (de onde está afastada desde 1986). Comandados pelo experiente Rabah Saâdane (que já comandou a seleção em outras cinco oportunidades, inclusive na última vez em que o país esteve em um mundial), as Raposas do Deserto ainda estão invictas nessa fase final e somam três pontos a mais que o Egito, segundo colocado e rival no duelo decisivo. Apoiados em um sólido sistema defensivo, onde figuram nomes como Bougherra (que atua no Glasgow Rangers), Yahia (do Bochum) e Belhadj (atualmente no Portsmouth), um meio-campo experimentado (destaque para o Ziani e o capitão Mansouri, que jogam no futebol francês), além de um ataque que mescla a rodagem do artilheiro Saïfi, com o ímpeto de revelações como Ghezzal (do Siena), Matmour (Borussia Mönchengladbach), Ghilas (Hull City) e Djebbour (AEK), a Argélia também conta com a sina egípcia de desapontar seus torcedores quando o assunto é Copa do Mundo. Uma das grandes forças do futebol africano (basta ressaltar que os Faraós são atualmente bicampeões continentais), os egípcios não disputam um mundial desde 1990. De lá para cá, colecionaram seguidos fracassos em termos de eliminatórias, mesmo possuindo elencos qualificados para prosperar nesse objetivo. A participação do país na Copa das Confederações desse ano sintetiza bem essa realidade: após endurecer contra o Brasil na estréia e conquistar uma histórica vitória contra os italianos, a seleção tinha tudo para chegar às semifinais do torneio, mas conseguiu a proeza de perder para os Estados Unidos por 3x0 na última rodada, desperdiçando uma chance de ouro de terminar entre os quatro primeiros colocados. E mesmo contando com atletas tarimbados, como o goleiro El-Hadary, os meias Ahmed Hassan e Aboutrika, além do atacante Amr Zaki, o treinador Hassan Shehata teve de dar o braço a torcer, convocando nomes importantes que até então vinham sendo ignorados (casos de Emad Moteab e Mohamed Zidan). O treinador também apostou na experiência do defensor El Sakka, que com mais de 100 partidas pela seleção, andava aposentado do futebol internacional desde 2007 e deve ser importante na ausência do suspenso Wael Gomaa (que só teria condições em um possível jogo-extra). Mesmo assim, Shehata insiste em deixar de fora das convocações o atacante Mido (com quem já teve tempo suficiente para superar os atritos do passado). Para chegar à redenção, será preciso vencer os argelinos por pelo menos três gols de diferença, o que só aconteceu uma vez em 23 jogos disputados na história desse confronto. Uma vitória por dois gols de diferença igualaria as campanhas e forçaria a realização de um duelo de desempate disputado em campo neutro (no caso, o Sudão), enquanto qualquer outro resultado classifica as Raposas do Deserto. O clima em Cairo é de nervosismo e o ônibus que transportava a delegação argelina acabou apedrejado por torcedores rivais. O incidente apimenta ainda mais os bastidores do confronto, que promete ser um dos mais tensos dessa rodada. Já a outra partida da chave vale vaga na próxima Copa Africana das Nações. A seleção da Zâmbia (que até começou bem, mas depois se complicou) garante a vaga com um empate diante de Ruanda, que por sua vez atua em casa precisando de uma vitória por no mínimo dois gols de diferença para repassar a lanterna do grupo ao rival, assegurando a 3º colocação. 

Ásia (AFC) x Oceania (OFC):

Nova Zelândia x Bahrein

Após o empate sem gols no primeiro encontro, neozelandeses e bareinitas voltam a se enfrentar para definir quem fica com a vaga para o mundial. Ao contrário do que muitos críticos imaginavam (ou o placar possa sugerir), o primeiro confronto entre essas nações (disputado em solo asiático) teve seus atrativos, com os donos da casa tomando a iniciativa, mas encontrando dificuldades no setor ofensivo, onde perderam gols incríveis (Salman Isa conseguiu driblar o goleiro adversário e com o gol aberto acertar a trave), além de esbarrar na forte marcação dos All Whites. Nos contra-ataques, a Nova Zelândia também criou suas oportunidades, inclusive em uma bela jogada de sua dupla de ataque que culminou com uma perigosa bicicleta (Chris Wood ainda teve um gol anulado por ter marcado em posição irregular). Mas no final das contas nenhuma seleção conseguiu mudar o placar, deixando tudo em aberto para o duelo de volta, que será disputado no Westpac Stadium (localizado em Wellington) sob a arbitragem do uruguaio Jorge Larrionda.

A Nova Zelândia, que precisa apenas de uma vitória simples diante de seus torcedores, já está classificada para essa repescagem desde novembro do ano passado, quando conquistou o título continental sem maiores dificuldades, sete pontos a frente do 2º colocado. De fato, a debandada da Austrália para a Federação Asiática contribuiu e muito para a supremacia absoluta dos neozelandeses, que agora não possuem mais nenhum concorrente a altura pelos lados da Oceania. Em busca de uma vaga na Copa (o que não ocorre desde 1982), o técnico Ricki Herbert (que era defensor da seleção naquela ocasião) vem preparando sua equipe desde então para esse grande desafio. Na Copa das Confederações desse ano, ele aproveitou para dar chance a diversos jogadores com o intuito de fornecer maior rodagem internacional a seus comandados. Porém, algumas medidas form surpreendentes, como o fato do goleiro Paston (titular durante toda campanha das eliminatórias) ter ficado no banco de Glen Moss (que suspenso, não disputa as partidas decisivas da repescagem). A base do time se concentra no defensor e capitão Ryan Nelsen, nos meias Tim Brown e Simon Elliott, além dos atacantes Killen (que joga no Celtic) e Smeltz (eleito o melhor jogador da Oceania nas duas últimas temporadas). O fato de ter o futebol britânico como grande referência (e o rugby como principal modalidade no país), faz do selecionado neozelandês uma equipe de forte marcação e que tem no jogo aéreo sua principal característica ofensiva. Além disso, os All Whites também apostam em um retrospecto histórico favorável diante do adversário: em três jogos foram duas vitórias e um empate (sem contar uma derrota válida pelo qualificatório olímpico de 84), embora essa seja a primeira vez que as nações se enfrentam na Oceania.

Já o Bahrein se caracteriza por um estilo de jogo mais amarrado, valorizando demais o setor defensivo e apostando suas fichas na inspiração de seus poucos atacantes (costuma jogar no 4-5-1) para prosperar nos contra-ataques. Nesse sentido, chama a atenção o futebol de alguns atletas africanos naturalizados pelo país, como os meias Abdullah Omar (nascido no Chade) e Abdulla Baba Fatadi, além do atacante Jaycee John Okwunwanne (ambos nigerianos). Entre os atletas nascidos em solo bareinita, as grandes estrelas são o ofensivo lateral Salman Isa, o meia Mohamed Salmeen (experiente camisa 10 que é o cérebro do time e portador da braçadeira de capitão), além do matador Ala’a Hubail (que sofreu grave contusão e será um importante desfalque). Nas eliminatórias da última Copa, o país acabou fracassando na repescagem diante de Trinidad e Tobago (então 4ª colocada da CONCACAF) de maneira trágica, perdendo a vaga inédita diante de sua torcida após um empate na casa do adversário. Por outro lado, os comandados do tcheco Milan Máčala já deram provas na atual disputa de que sua capacidade de superação não pode ser desprezada, como no duelo diante da favorita Arábia Saudita (válido pela fase anterior), quando o Bahrein assegurou a classificação para repescagem atuando na casa do adversário de maneira heróica (empatando o jogo no último segundo, após sofrer um gol nos acréscimos da partida). Caso a história se repita, os bareinitas podem se tornar o menor país da história a se classificar para disputa de uma Copa do Mundo.

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Sobre a convocação da seleção...  (Seleções) escrito em terça 10 novembro 2009 06:15

Nos próximos dias, o Brasil encara um tour pela Ásia, onde enfrenta a Inglaterra (jogando no Catar!) e Omã. Antes de debochar do segundo adversário, é preciso saber que a seleção asiática vive excelente momento, já que no início do ano conquistou pela 1ª vez a Copa do Golfo (tradicional torneio entre os países do Golfo Pérsico) vencendo potências locais como Iraque (atual campeão asiático e que disputou a última edição da Copa das Confederações), Bahrein (que briga com a Nova Zelândia por um lugar no próximo Mundial), além da tradicional Arábia Saudita (que caiu nos pênaltis após empate sem gols na grande decisão). Os maiores destaques da equipe comandada pelo francês Claude Le Roy (que já comandou diversas seleções africanas como Camarões, Senegal e Gana) são o goleiro Ali Al Habsi (que atua no futebol inglês pelo Bolton) e o matador Imad Al Hosni (maior artilheiro da seleção nacional com 30 gols).

Ciente disso, aí sim se pode dizer que a partida contra Omã não representa grande perigo aos pupilos de Dunga e até abre margem para os testes propostos pelo treinador. O problema é que contra o English Team (que renasceu sob a batuta do italiano Fabio Capello) dificilmente haverá brechas para isso e apostas mais ousadas podem acabar se tornando um duro golpe na auto-estima tupiniquim (que convenhamos, anda alta até demais).

Júlio César, Maicon, Daniel Alves, Lúcio, Juan, Luisão, Gilberto Silva, Felipe Melo, Josué, Ramires, Elano, Kaká, Robinho, Nilmar e Luis Fabiano só não jogam a próxima Copa do Mundo se algo muito ruim acontecer. Presentes constantemente nas convocações de Dunga, eles contam com total confiança do treinador não apenas pelo futebol, mas também pela “cumplicidade” com a filosofia de trabalho implantada pela nova comissão técnica da seleção. Motivos que também indicam que são grandes as chances dos “relembrados” Doni e Júlio Baptista (atletas da Roma) se firmarem no grupo dos garantidos, já que apesar de alguns problemas em seu clube (o primeiro sofre com as contusões, enquanto o segundo não atravessa grande fase), ambos os jogadores sempre tiveram moral com o “professor” (que por sinal, peitou os dirigentes romanistas que não queriam liberar os atletas).

Seguindo esse raciocínio, restariam apenas mais sete vagas no time que disputará o mundial da África do Sul. O terceiro goleiro deve mesmo ser Victor, que tem grandes chances de ser um dos poucos representantes do futebol nacional na Copa. Hélton e Gomes, que atuam na Europa, também ganharam algumas oportunidades, mas parecem não ter agradado a comissão técnica o suficiente para ganhar maior sequência. Na zaga, Miranda se prejudicou com a expulsão infantil na última partida das eliminatórias e que terá de ser cumprida no Mundial, o que abre espaço para algumas alternativas. E se Aléx (do Chelsea) se queimou após pedir dispensa da Copa das Confederações, outros jogadores tem a grande chance de cavar um lugar no time. O “gigante” Naldo parece um forte azarão nesse sentido: firme na defesa do Werder Bremen, não é de hoje que o rapaz nascido em Londrina e que se profissionalizou em Caxias do Sul pelo Juventude firmou-se como um dos melhores defensores da Bundesliga, praticando sempre um futebol vigoroso, apoiado em 1,98 de altura e um chute extremamente violento. Estilo que se adéqua perfeitamente ao perfil idealizado por Dunga, mas também pode contribuir para uma defesa suplente extremamente limitada no quesito técnico, levando-se em consideração as características semelhantes de Luisão. Aliás, o corte do zagueiro do Benfica também abriu espaço para Thiago Silva, que quando estava parado era constantemente convocado, mas andava meio esquecido desde que começou a jogar no Milan. Adaptado ao futebol italiano, o atleta vem provando seu valor desde os tempos do Fluminense e tem qualidade suficiente para estar entre os 23 jogadores que disputarão a próxima Copa. Como os titulares “incontestáveis” da posição andam sofrendo com as contusões, atenção redobrada com o setor não faria mal algum...

A lateral-esquerda continua em aberto, o que não é segredo para ninguém. Por isso, as apostas de Dunga são válidas e merecem crédito, mesmo que o resultado ainda não tenha sido positivo. Fábio Aurélio agrada muitos que acompanham de perto o futebol europeu e tem características interessantes: ao contrário da maioria dos brasileiros, aprendeu a defender, o que é essencial para os laterais no futebol atual. Levando em conta o constante apoio pela direita, o ex-jogador do São Paulo não teria problemas para se segurar, subindo apenas “na boa” e contrabalanceando o setor. O problema é que Fábio Aurélio acabou prejudicado pelas contusões, sendo convocado apenas posteriormente ao ápice de suas performances (que se deram principalmente em meio a última temporada), enquanto ainda readquire ritmo de jogo.

A outra aposta foi em Michel Bastos, ex-atleta de Atlético Paranaense, Grêmio e Figueirense, que vem jogando muito bem no futebol francês, mas nem por isso deixa de ser uma convocação alternativa. Desde 2006 em terras gaulesas, o atleta tornou-se um dos principais nomes do Lille graças ao potente pé esquerdo, extremamente calibrado quando o assunto são as bolas paradas (um fundamento que anda enfraquecido no scratch canarinho) até se transferir na atual temporada para o renovado time do Lyon. A questão é que desde quando desembarcou na França, o brasileiro tem atuado como um meio-campista, ou seja, mais a frente e sem tantas obrigações defensivas, o que coloca em dúvida sua capacidade de se readaptar a função de origem (mesmo que o jogador já tenha comprovado sua capacidade no Sul do país atuando justamente na lateral).

Pelo meio-campo, o companheiro de Josué na reserva também provoca dúvidas na cabeça dos torcedores. Anderson era grande aposta de Dunga, mesmo quando não vinha obtendo grandes oportunidades no Manchester United, mas acabou decepcionando. Atualmente, usufruindo de maior regularidade no time de Alex Ferguson, tem sido ignorado por Dunga, que parece ter elegido outro conterrâneo como favorito a vaga: o ex-gremista Lucas, atualmente no Liverpool. Outro atleta que também começa a receber mais oportunidades na atual temporada da Premier League, o jovem de cabelos esguios precisa deixar de lado as atuações inseguras e reeditar as exibições que lhe valeram uma bola de ouro nos tempos de Olímpico se quiser carimbar seu passaporte para a África do Sul. Fábio Simplício é mais uma novidade e só ganhou uma chance de última hora graças à contusão de Ramires. Revelado pelo São Paulo, o volante atua a cinco anos no futebol italiano, onde evoluiu tanto tecnicamente quanto taticamente, tornando-se titular do Parma e posteriormente do Palermo, seu clube atual. Um atleta que tem características admiradas pelo capitão do tetracampeonato e pode cair no gosto do técnico caso aproveite uma eventual oportunidade.

O meia Alex, ex-Inter e atualmente no futebol russo, também é outro nome que tem grandes possibilidades de cair nas graças de Dunga. Quando saiu do Colorado, era considerado por muitos críticos como um dos principais atletas do futebol nacional. Em Moscou, tornou-se rapidamente ídolo no Spartak, continuando em evidência com o técnico brasileiro. Não é de hoje que este nobre escriba repete que Alex tem totais condições de desempenhar pela a esquerda a função que Elano ou Ramirez (até mesmo Daniel Alves) executam pela direita. Não apenas por ser um jogador extremamente polivalente, mas também devido a sua grande consistência tática. Aliás, essa versatilidade faz de Alex uma interessante (e desesperada) alternativa para a lateral-esquerda, função que já ocupou com sucesso (e de improviso) nos tempos de Internacional e que também pode ser encarada como uma carta na manga do jogador na briga pela posição. E como Diego (que vinha bem até se prejudicar com as contusões) e Ronaldinho Gaúcho (que tem melhorado gradativamente), ambos atuando no futebol italiano, parecem definitivamente fora dos planos, é bom não dar muita sopa para o azar...

Outro meia-esquerda que recebeu uma chance nessa série de amistosos é Carlos Eduardo, mais um atleta revelado no futebol gaúcho e que atua com regularidade (e relativo destaque) no futebol alemão. Desde o ano passado, o ex-gremista tem sido uma das boas alternativas ofensivas do caçula Hoffenheim, que surpreendeu em sua estréia na Bundesliga. Até por isso torna-se inevitável uma comparação com o ex-flamenguista Renato Augusto, que também se destaca em gramados germânicos gastando a bola pelo Bayer Leverkusen (um dos líderes da atual temporada), mas nem por isso foi lembrado pelo treinador (embora atualmente esteja contundido).

No ataque, a convocação de Hulk agradou a todos os fãs do futebol mambembe/alternativo, onde nobres operários brilham todos os dias em estádios espalhados pelo mundo à custa de muito suor e talento. Mas nem por isso deixou de ser uma contradição. Basta ressaltar que Liédson se tornou um dos maiores atacantes do Sporting ao longo dos últimos seis anos sem nunca ter recebido uma chance sequer (a ponto de ter se naturalizado português, tornando-se peça fundamental no grupo que assegurou vaga na repescagem), enquanto o atacante do Porto foi convocado de forma meteórica (assim como ascendeu na renovada equipe dos Tripeiros). O oportunismo demonstrado na atual temporada portuguesa não é para ser desprezado, embora outros atacantes brasileiros estejam jogando tão bem (ou até mais) mundo afora, como por exemplo, Grafite (que começa a decair no Wolfsburg) ou até mesmo Amauri (que voltou a marcar gols na Juventus). Mas de fato, nenhum provoca tantas expectativas nos torcedores quanto Adriano (em grande fase no Flamengo e que conta com a simpatia de Dunga) ou Alexandre Pato (que mesmo afastado da seleção nas últimas convocações, tem demonstrado grande potencial no Milan).

Enfim, a contagem regressiva para o mundial já está valendo e as oportunidades para testes tendem a se tornar cada vez mais escassas. Duas partidas seguidas são uma sequência rara para aqueles que buscam um lugar ao sol da África do Sul e se o jogo contra os ingleses promete ser um teste de fogo, a partida contra Omã pode ser uma boa chance para tentar encher os olhos do treinador. Resta saber como estará o prestígio (da seleção, dos jogadores testados e de Dunga) após estes confrontos...

* Atualizando (13/09): Posteriormente a publicação desse texto, o lateral Fábio Aurélio não se apresentou a convocação, alegando uma contusão e desperdiçando uma grande chance de se firmar no grupo que vai a Copa do Mundo.  

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Ah, o futebol...  (Visão de Jogo) escrito em domingo 25 outubro 2009 21:15

Nos últimos dias falou-se muito (com justiça) na equipe de futebol feminino do Santos, que venceu a Libertadores da categoria. Em alta, "as meninas da Vila" ganharam cobertura da TV aberta e nos principais veículos do jornalismo esportivo. Mas não se engane. O futebol feminino precisa de muito mais do que apenas "cinco minutos de fama" para prosperar no Brasil. O esquecimento natural que ocorre após algum resultado positivo não é novidade para Marta e companhia, que sabem o quanto é difícil manter essa atenção, fundamental para uma continuidade na estruturação da categoria em gramados brasileiros.

Muitos adeptos não simpatizam com a versão feminina do futebol. Alegam que se trata de um jogo "sem graça", vide as limitações das jogadoras, principalmente das goleiras. Esse preconceito reflete-se nas declarações do treinador Vanderlei Luxemburgo, que comanda a categoria masculina do Santos e alegou que a disputa da Libertadores feminina prejudicou o gramado da Vila Belmiro. Entendo que o gramado realmente não está em suas melhores condições (historicamente nunca esteve!), mas então que a diretoria definisse um planejamento mais inteligente nesse sentido. Os jogos do Peixe no Pacaembu já provaram que são viáveis e como as meninas chegaram a levar mais público a Vila Belmiro que o clássico Santos e Palmeiras desse Brasileirão, que se usasse o bom senso...

Respeito essas mulheres desde os tempos de Sissi e como sou fã exclusivo de bom futebol, nunca tive preconceito em acompanhar uma partida da modalidade (desde que ela não me desestimulasse ao contrário). Em um futebol virulento e de preparo físico, onde atualmente as questões táticas e a forte marcação prevalecem sobre a técnica, considero um "oásis" algumas jogadas protagonizadas pelas craques, que ainda possuem um futebol "mais primitivo", no sentido de privilegiar o ataque, as jogadas individuais, como era o futebol masculino em um passado recente. Veja bem, não estou dizendo que as garotas do Santos praticam o futebol dos tempos de Pelé, mas que protagonizam diversas jogadas capazes de nos empolgar.

Me recordava deste lance pitoresco, com o qual cruzei hoje acidentalmente e que é digno de registro dado a raiz "folclórica/tupiniquim", que nos remete aquelas jogadas típicas das peladas dos tempos de moleque. Ou vai falar que você não gostaria de ver seu time ser campeão com um gol desses?

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Sobre o futebol internacional...  (Visão de Jogo) escrito em domingo 25 outubro 2009 17:57

Essa semana, conversando com um aluno da 5º série da escola municipal onde leciono, notei como o mundo da bola anda mesmo globalizado. O garoto discutia comigo sobre Real Madrid e Milan, que seria transmitido posteriormente naquela tarde e em meio a uma empolgada conversa, percebi que quando tinha aquela idade, nunca tive um amigo na escola com quem discutir sobre a modalidade no Velho Continente.

Aqueles que acompanham o futebol europeu há mais tempo, sabem que até o início da década de 90 era muito mais complicado obter informações sobre o futebol internacional. Naqueles tempos, por exemplo, álbuns de figurinha e os jornais de segunda-feira eram minha grande sacada para conhecer as equipes e seus craques, assim como ficar interado nos resultados e na classificação.

Com certeza, os mais velhos começaram com o Campeonato Italiano, transmitido pela TV Bandeirantes nos bons tempos dos “holandeses do Milan” ou dos “alemães da Inter”... Na época em que a Juventus ainda fazia grandes clássicos com o Torino... Que Maradona e Careca quebravam tudo pelo Napoli... Quando o Parma era uma pedra no sapato de muita gente ou que os Silvio’s (Luiz e Lancelotti) ainda eram unanimidades entre a rapaziada.

Os que se apegam ao bom futebol, com certeza migraram suas atenções para a Espanha anos depois, quando Romário (ou Ronaldo... Ou Rivaldo...) faziam a alegria da Catalunha (para não falar em Zubizarreta, Koeman, Guardiola, Stoichkov...). Nos bons tempos em que o Real Madrid não precisava do marketing de “galáctico” para fazer valer o peso de sua história (que Casillas e Raul, o quê? Estamos falando de Buyo ou Hugo Sánchez!). Quando o Atlético de Madrid com Caminero, Kiko e Penev... O Valencia de Rafa Benítez... Ou o La Coruña de Djalminha... Não se contentavam apenas com uma “vaguinha” na UCL!

Pois é...  O tempo passou e nos últimos anos quem entrou na briga pelo status de melhor liga nacional foi à Inglaterra, abastecida de investimento estrangeiro e atletas comuns aos jogadores de vídeo-game. A Premier League virou cult entre os adolescentes, o Chelsea virou time grande (coisa que nem Zola foi capaz de fazer) com Abramovich, o Liverpool virou desculpa para quem queria bancar o tradicional e o Arsenal um talentoso “jardim de infância”. Enquanto isso o Manchester United cansava de levantar troféus... Sim, é claro que houve John Barnes, Lineker, Eric Cantona ou Shearer (campeão nacional com o BLACKBURN!), mas tudo isso apenas para os mais “velhinhos” e não a grande massa que hoje assiste às partidas da Terra da Rainha (e naquela época ainda devia assistir Power Rangers ou Show da Xuxa).

Os mais fanáticos reclamarão: “E os tempos em que o PSG era o time mais simpático de França? Que o Ajax arrebentava com Van der Sar, Litmanen, Overmars e Kluivert? Que o Jardel reinava absoluto na artilharia do Campeonato Português? Ou que Maradona e Caniggia comemoravam gols com beijos no (e na) Boca? Até mesmo quando Zico era freguês de Kazu na J. League, transmitida pela finada Rede Manchete?”

Enfim, o que de fato não se pode negar é que o futebol internacional (principalmente o europeu!) torna-se cada vez mais comum entre os populares nos últimos anos. Uma afirmação dessas em um mundo que atualmente transmite os gols da UEFA Champions League no Jornal Nacional pode parecer “discurso ideológico de gente velha e rabugenta”, mas na verdade tem como objetivo apenas ressaltar o quão acessível tornou-se acompanhar as partidas disputadas fora do Brasil em universo “realista” (leia-se: composto por TV’s abertas!). O que é extremamente positivo para aqueles que gostam de futebol, independentemente das fronteiras... Mas também é preciso excetuar a alienação decorrente desse processo. Afinal, é cada vez maior o número de “especialistas” no assunto, que surgem sabe-se lá de onde, discutindo minuciosamente as questões táticas, mas que ao mesmo tempo se esquecem de dar atenção a um princípio básico (e que também deveria ser obrigatório no futebol) que é o talento. O jogo bem jogado!

A modalidade atual, centrada no preparo físico intensivo e verdadeiras estratégias de guerra, precisa na verdade é de menos teoria e (muito) mais prática! De mais dribles e menos jogadas ensaiadas. De mais paixão e menos modismo. E não se trata de nostalgia, mas de simplesmente gostar de futebol. Não é preciso chegar ao extremo de torcer pelos Red Devils ou dizer que na Europa só existem “João’s” que não jogariam nem na Série C do Brasileirão. Mas de constatar o quanto é preciso publicidade para encobrir a chatice em que esse jogo vem se tornando. Nada contra a disciplina tática dos demais continentes, mas vender Real Madrid e Milan como um “jogaço de bola” é tapar o sol com a peneira. Assistir Kaká e Ronaldinho Gaúcho fora de suas características, sem arriscar uma jogada individual e mesmo assim serem exaltados na “assessoria de imprensa” que rola nas manchetes esportivas é enjoativo. Saber que foi preciso contribuição direta dos goleiros para ver 5 gols em uma partida é o cúmulo...

E por mais que Real e Milan tenha sido um bom jogo para os padrões atuais (não, eu não sou da turma do Calazans, que acha que Pelé e Garrincha ainda jogam ao comentar futebol!), espero de coração que a atual geração tenha fatos e ídolos inesquecíveis (como os que saltaram de nossa memória durante o texto) para se lembrar daqui alguns anos. E não dormir achando que um carrinho bem dado já valeu o ingresso!!!

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