Os próximos dias serão decisivos para a
definição das nações que complementarão o quadro de participantes
da próxima Copa do Mundo. Além do país sede, apenas Austrália,
Japão, Holanda, Gana, Inglaterra, Espanha, Paraguai, ambas as
Coréias (do Sul e do Norte) e o Brasil já estão garantidos na
disputa. Das 21 vagas restantes, pelo menos 15 serão conhecidas
nessa rodada, restando posteriormente apenas o desespero das
repescagens... Vale à pena revisar o que foi apresentado até aqui
para traçar um panorama consciente sobre as possibilidades de cada
nação postulante a um lugar ao sol na África do Sul em
2010:
Europa
(UEFA):
A rodada também
promete grandes emoções no continente europeu, que já apresenta
algumas definições. No Grupo
9 (que contava com
apenas cinco seleções e já encerrou seus confrontos), por exemplo,
os holandeses já carimbaram seu passaporte para a África do Sul,
enquanto a Noruega aguarda ansiosa para
saber se a campanha realizada será o suficiente para conquistar um
lugar ao sol entre os segundos colocados (que disputarão a
repescagem). Comandados novamente por Egil Olsen (que classificou o
país para os mundiais de 94 e 98), os noruegueses apóiam-se em uma
base onde se destacam o zagueiro Hangeland, um forte lado esquerdo
formado pelo lateral John Arne Riise e o meia Pedersen, além do
grandalhão Carew, principal referência ofensiva do time. Após um
início irregular (quando somaram apenas três pontos nas cinco
primeiras partidas), a equipe apresentou grande poder de reação na
reta final da disputa, além de contar com uma
“bambeada” da Escócia, que na última rodada
precisava de apenas um
ponto para garantir o 2º lugar,
mas acabou derrotada pelos holandeses jogando em casa. Apresentando
um futebol vistoso sob o comando de Bert van Marwijk, a
Holanda assegurou 100% de
aproveitamento em suas oito partidas, com 17 gols pró e apenas dois
contra. Motivos de sobra para deixar sua empolgada torcida ainda
mais otimista. Atletas como Sneijder, Van Persie, Robben, Kuyt e
Huntelaar reforçam a qualidade ofensiva da equipe, tanto que
Marwijk já acenou com a possibilidade de deixar Van der Vaart (que
não vem jogando no Real Madrid) fora do grupo. Por outro lado, o
sistema defensivo ainda não encontrou um substituto a altura do
goleiro Van der Sar, atualmente aposentado da
seleção.
No
Grupo 5, a
Espanha também já garantiu sua
vaga com 100% de
aproveitamento. Considerada por
muitos como a maior potência do futebol mundial na atualidade, a
Fúria impressiona por
um futebol vistoso e ao mesmo tempo competitivo, concentrado na
capacidade técnica de seu meio-campo (alicerçado em nomes como Xabi
Alonso, Iniesta e Xavi), além de uma dupla de ataque altamente
qualificada, composta por Fernando Torres e David Villa (que
contundido, vai ficar de fora das partidas finais). O substituto
imediato seria Dani Güiza, que também está machucado, o que abriu
espaço para a convocação de Álvaro Negredo (recém contratado pelo
Sevilla). Porém, os espanhóis insistem em corresponder expectativas
com decepções, sina que muitos críticos afirmavam estar superada
após a conquista da Euro 2008, mas que voltou a manifestar-se na
última Copa das Confederações. Com os “pés no chão”,
talvez os comandados de Vicente del Bosque possam até sonhar em
superar a participação da Copa de 50, quando terminaram na 4ª
colocação, seu melhor desempenho até os dias de hoje.
Bósnia e
Turquia brigam por um lugar na repescagem enquanto
Bélgica,
Estônia e
Armênia já estão eliminadas.
Os bósnios, que estão quatro pontos a frente dos turcos, podem
garantir seu lugar antecipadamente caso derrotem os estonianos fora
de casa na próxima rodada. A aposta do experiente Miroslav
Blažević (técnico que levou a Croácia ao 3º lugar no
mundial de 98) é no poderio ofensivo, onde brilham nomes como o
meia Misimović, além dos atacantes Džeko e
Ibišević (todos atuando no futebol alemão). Um nome que
poderia acrescentar ainda mais experiência a esse grupo é o do meia
Salihamidžić, que joga na Juventus e deixou a seleção em
2006. Caso não prosperem longe de seus domínios, a situação pode
ficar complicada, já que o desfecho será em casa, mas contra os
espanhóis. Para isso, a Turquia também precisará fazer
sua parte, ou seja, vencer seus dois confrontos, além de contar com
eventuais tropeços do rival. Apostando na mesma base que fez bonito
na última Euro (quando chegou às semifinais), o treinador Fatih
Terim só espera que sua equipe apresente a mesma capacidade de
superação demonstrada durante aquela competição. Se conseguir
superar os belgas (que vivem um momento delicado, mas podem estar
animados com a estréia do treinador holandês Dick Advocaat) fora de
casa, crescem as chances turcas na última rodada, quando recebem a
limitada equipe da Armênia.
A exemplo dos espanhóis, a
Inglaterra também já garantiu seu
lugar no mundial do ano que vem de maneira antecipada, mantendo
100% de aproveitamento no Grupo
6. Não restam dúvidas
de que após o fracasso nas eliminatórias da última Euro, o futebol
local renasceu sob a batuta do técnico italiano Fabio Capello, que
reorganizou o esquema de jogo inglês e conseguiu dar liga em uma
base que não empolgava com a camisa da seleção: novos nomes como
Upson, Lescott, Glen Johnson, Milner, Carlton Cole e Agbonlahor
ganharam oportunidades para se firmar no time; a inserção de Barry
pelo meio deu mais liberdade para que Gerrard e Lampard reeditassem
o belo desempenho que sempre apresentaram em seus respectivos
clubes; Beckham deixou de ter lugar cativo na equipe e precisou
começar a mostrar futebol para jogar; o ataque (o mais positivo até
aqui com 31 tentos marcados) passou a funcionar com Heskey (que
voltou a ser convocado) atuando como pivô e abrindo espaços para
Rooney, artilheiro das eliminatórias européias com nove gols... Um
dos poucos problemas que o treinador ainda não resolveu está na
meta do English Team,
que não conta com um titular absoluto. Porém, levando-se em conta o
fato de que jovens como Joe Hart (do Birmingham), Carson (West
Bromwich) e Ben Foster (reserva do Manchester United) não
impressionaram quando tiveram oportunidades, a aposta de Capello em
veteranos (uma velha prática na Inglaterra desde os tempos de
Shilton e Seaman) parece mesmo à melhor pedida, mesmo que nomes
como James, Green ou Paul Robinson, não inspirem muita segurança.
Algoz dos ingleses na desclassificação do último continental,
a Croácia acabou pagando o preço
nessas eliminatórias, quando sofreu goleadas vexatórias (4x1 e 5x1)
frente a esse adversário. Aliás, desde aqueles tempos o selecionado
croata tem caído de produção e apesar de estar dois pontos à frente
da Ucrânia
na briga
pela 2ª colocação, possui uma partida a mais do que a ex-república
soviética. Porém, para desespero da trupe de Shevchenko (que mesmo
decepcionando em suas últimas passagens por Chelsea e Milan, nunca
deixou de jogar bem com a camisa ucraniana), esse duelo será
justamente contra os ingleses. Se conseguir a proeza de quebrar a
invencibilidade do English
Team, a Ucrânia chega à última rodada (quando encara
Andorra, já eliminada, fora
de casa) em condições de lutar pela repescagem. A Croácia também
finaliza sua participação jogando fora de casa contra o
Cazaquistão, outra seleção já
eliminada, assim como a Bielorússia (do meia Hleb,
ex-Barcelona), que cumpre tabela diante dos
ingleses.
Apesar de já ter seus
dois classificados definidos, o Grupo
4 reserva o duelo mais
eletrizante da rodada do final de semana. Isso porque
Alemanha e Rússia definem em
Moscou quem vai direto para o mundial e quem terá de pagar os
pecados na repescagem. Os germânicos ainda precisarão superar os
desfalques dos contundidos Enke (goleiro), Tasci
(defensor) e Khedira (meia), mas
contarão com as estrelas Schweinsteiger, Ballack, Podolski, Mario
Gómez e Klose para superar esse desafio. A falta de renovação,
fator determinante para o declínio do futebol alemão em meados da
década de 90, gerou a necessidade de maior atenção as categorias de
base do país, trabalho que hoje rende frutos a Nationalelf, como no caso dos
defensores Beck (Hoffenheim) e Boateng (Hamburgo) ou os meias Mesut
Özil e Marko Marin (ambos do Werder Bremen). Mesmo assim não será
simples segurar o ímpeto da Rússia, que corresponde
positivamente ao trabalho realizado pelo holandês Guus Hiddink.
Após uma excelente campanha na Euro 2008, quando caiu apenas nas
semifinais, os russos atraíram a atenção de clubes das principais
ligas européias, o que resultou em transferências como as de
Arshavin (que foi para o Arsenal), Pavlyuchenko (Tottenham),
Bilyaletdinov (Everton), Pogrebnyak (Stuttgart) e Zhirkov
(Chelsea), conferindo ainda mais experiência a base da seleção,
normalmente composta por atletas que atuam em clubes locais. A
expectativa agora é devolver aos alemães a única derrota sofrida
nessa campanha (2x1 em Dortmund), o que colocaria os russos na
ponta da tabela. Porém, desde que passou a atuar como uma nação
independente, a Rússia nunca venceu o rival, acumulando três
derrotas e um empate. Até por isso, o time comandado por Joachim
Löw está confiante em voltar para casa com ao menos um pontinho na
bagagem. Ressaltando que na rodada final, a Alemanha recebe
a Finlândia, já eliminada, assim
como o Azerbaijão, que por sua
vez encara a Rússia. Liechtenstein e
País de Gales, também sem chances
de classificação, complementam a rodada.
No
Grupo 8, poucas surpresas
devem acontecer. Isso porque Chipre, Montenegro e Geórgia estão
fora da disputa, centrada agora apenas nas
favoritas Itália e Irlanda, além da
Bulgária (que corre por fora, mas não depende apenas de si para
chegar a Copa). Na Azurra, destaque para os
problemas do capitão Cannavaro, flagrado em um exame antidoping e
que perderia a partida desse final de semana de qualquer forma
devido a uma suspensão. Outra baixa, mas por contusão, é a do jovem
meio-campista Claudio Marchisio, que atua na Juventus. Por outro
lado, o volante Gattuso voltou a figurar na lista de Marcello
Lippi, que insiste em ignorar o futebol de Cassano, em grande fase
na Sampdoria. A partida fora de casa contra os irlandeses pode
selar a classificação antecipada ou reduzir consideravelmente a
diferença entre ambas às equipes (que atualmente é de quatro
pontos), mas de qualquer forma a Azurra decide a vaga em casa
contra o Chipre, que mesmo tendo
melhorado muito nos últimos anos, ainda não representa grande
perigo. A Irlanda, comandada pelo
italiano Giovanni Trapattoni (que é chegado em um jogo defensivo),
por sua vez encerra a rodada jogando novamente em casa, mas dessa
vez contra a debutante seleção de Montenegro (que não poderá contar
com seu capitão e principal jogador, o atacante Vučinić,
afastado dos gramados devido a uma lesão no joelho). Motivos de
sobra para a Bulgária (que precisa somar
seis pontos e visita o Chipre, além de receber a lanterna
Geórgia,) não se animar muito
com suas possibilidades de chegar à
repescagem.
No
Grupo 7, também são esperadas
poucas surpresas, afinal a Sérvia está a um passo da
classificação, que já poderia ter vindo na última
rodada, quando a ex-república
iugoslava ficou no empate em casa atuando contra a
França (na 2ª colocação). Mas
se a diferença entre ambas as nações no momento é de quatro pontos,
também se pode dizer que os Bleus têm confrontos
“menos complicados”: enfrentam em casa as
Ilhas Faroe (lanterna da chave e
já eliminada) e a Áustria (3ª colocada com 11
pontos, mas que demitiu o treinador tcheco Karel Brückner em meio à
disputa). Mesmo assim, os franceses precisarão superar os
desfalques de Gourcuff e principalmente Ribéry (que contundidos,
estão fora da disputa), além de torcer por um tropeço dos sérvios
nos duelos finais. Ou a confirmação de uma punição da FIFA, que
ameaça a Federação Sérvia com a perca de pontos em caso de novos
incidentes com os torcedores do país (que já causaram tumulto nos
duelos contra Áustria, Romênia e França). Tal realidade seria um
duro golpe nas pretensões dos comandados de Radomir Antić,
treinador com ampla experiência no futebol espanhol e que montou
uma equipe azeitada, composta por diversos atletas que atuam nas
principais ligas da Europa. Os nomes mais conhecidos são os de
Vidić (do Manchester United), Stanković (da Inter de
Milão) e Žigić (do Valencia), mas os sérvios têm diversos
outros talentos como os defensores Ivanović e Obradović,
os meio-campistas Krasić, Milijaš e Kuzmanović,
além dos atacantes Pantelić e Jovanović. Será preciso
confirmar essa expectativa em campo, em jogos decisivos contra
a Romênia (em casa) e a Lituânia
(fora). Apesar de ainda contarem com chances matemáticas, ambas as
nações possuem poucas perspectivas de classificação, já que possuem
apenas nove pontos na tabela. Os romenos (que levam vantagem nos
critérios de desempate) estiveram na última Euro, mas desde então
têm caíram muito de produção, o que colocou fim ao ciclo de Victor
Piţurcă após quatro anos a frente da seleção. A
contratação de Răzvan Lucescu (filho de Mircea Lucescu,
técnico que faturou a última Copa da UEFA com o Shakthar Donetsk)
iniciou um período de transição em meio à disputa e não por acaso,
mais de 40 jogadores foram utilizados ao longo das eliminatórias.
Já a Lituânia, que chegou a liderar
o grupo nas primeiras rodadas, tem como objetivo mais sensato
terminar em uma colocação honrosa para melhorar sua posição no
ranking da FIFA.
No
Grupo 3, apenas
San Marino (tradicional
“saco de pancadas” do continente) está eliminado, na
última colocação sem somar um ponto
sequer. Por outro lado, a
Eslováquia caminha a passos
largos (com 19 pontos) para chegar a sua primeira Copa do Mundo.
Apenas um ponto nos duelos contra eslovenos e poloneses já seria
suficiente para assegurar a classificação. Méritos para o trabalho
do técnico Vladimír Weiss (ex-jogador que esteve no Mundial de 90
com a extinta Tchecoslováquia), que barrou medalhões como Marek
Čech e Mintál, apostando suas fichas na base composta pelo
zagueiro Škrtel, nos meias Karhan e Hamšík, além dos
atacantes Šesták e Vittek. Na briga pelo 2º lugar,
Eslovênia e
Irlanda do Norte estão empatadas com 14
pontos, enquanto República Tcheca (com 12) e a
Polônia (11) vêm logo atrás.
Os eslovenos têm a desvantagem de realizar suas últimas partidas
fora de casa: enfrentam os líderes da chave e na rodada final o
lanterna do grupo. Motivos para contar com o goleirão
Handanovič (da Udinese) e também o atacante Novakovič (do
Colônia), dois de seus principais jogadores. Após somar apenas um
ponto nas últimas duas rodadas, os poloneses mandaram embora o
treinador holandês Leo Beenhakker, nomeando às pressas Stefan
Majewski. Mas a justificativa da federação, que alegou a
necessidade de apostar em um técnico local para resgatar às origens
do futebol polonês, soou estranho para uma seleção que tem Roger
Guerreiro em suas fileiras... O novo técnico até causou surpresas
ao convocar o goleiro Dudek (atualmente na reserva do Real Madrid),
que estava afastado a algum tempo da seleção, mas mesmo assim
precisará de muita inspiração para superar Republica Tcheca e
Eslováquia nos duelos finais. Os tchecos, aliás, tem grandes
possibilidades de beliscar a vaga, já que definem sua sorte jogando
em casa nos dois últimos confrontos. A reação na tabela aconteceu
após uma medida que poderia ser considerada amadora: após os
resultados ruins acumulados por Petr Rada e František Straka
(dois ex-defensores locais), o presidente da federação (e também
ex-atleta) Ivan Hašek assumiu a direção do time, acumulando
quatro pontos em suas duas primeiras partidas no comando. Não
restam dúvidas de que se levar a República
Tcheca a Copa, será
considerado um gênio por seus compatriotas. Além disso, os
norte-irlandeses (que só realizam mais uma partida,) ainda contarão
com diversos desfalques por contusão (casos de Martin Paterson,
Sammy Clingan, Chris Brunt e Andrew Little) para a partida
derradeira contra os tchecos.
Após um começo
irregular, quando conseguiu inclusive a façanha de perder em casa
para a limitada seleção de Luxemburgo, a
Suíça acordou
em tempo de reagir na tabela,
ocupando atualmente a liderança do Grupo
2 com três pontos de
vantagem em relação ao 2º colocado, no caso, os gregos. Destaque
para o goleiro Benaglio (titular absoluto do Wolfsburg) e a dupla
de ataque composta por Frei e N'Kufo (nascido no antigo Zaire), que
juntos marcaram 10 dos 15 gols do time até aqui. O comando do
experiente Ottmar Hitzfeld, que faturou a Liga dos Campeões e o
Mundial Interclubes por Borussia Dortmund e Bayern de Munique,
também tem pesado bastante nesse sentido. Agora resta devolver a
derrota sofrida para os luxemburgueses antes do duelo final contra
os israelenses. Outro treinador alemão, Otto Rehhagel, sabe que as
derrotas nos confrontos diretos contra o líder da chave foram
cruciais para colocar sua Grécia na situação delicada
em que se encontra. Além de não depender apenas de si para se
classificar, os gregos precisam fazer a lição de casa contra
Letônia e Luxemburgo para
sonhar ao menos com a repescagem. Para isso, continuam apostando em
velhos conhecidos como Kyrgiakos, Katsouranis, Karagounis, Samaras,
Amanatidis e Gekas, além de Basinas e Charisteas (que ficaram de
fora da convocação). Mas não será tão simples, já que os letões
estão empatados em número de pontos com os helênicos e também
sonham com um lugar ao sol. O grande nome da equipe comandada por
Aleksandrs Starkovs (o mesmo que levou o país a Eurocopa de 2004) é
o capitão Astafjevs, que nas próximas partidas deve se tornar o
jogador europeu com maior número de partidas internacionais. Outros
jogadores que faziam parte do grupo de 2004 e ainda resistem no
time são o meia Rubins e o atacante Verpakovskis. Além deles,
também se destaca o seguro goleiro Vaņins, eleito melhor
jogador do país no ano passado. O último jogo dos letões será
dentro de seus domínios, contra a lanterna Moldávia. Correndo por fora e
torcendo para toda essa turma se engalfinhar pelo caminho
está Israel, que também enfrenta
a última colocada, antes de encarar os líderes suíços. Os maiores
trunfos da “Terra Santa” são o goleiro Aouate, o
defensor Bem Haim, o meia Cohen, o artilheiro Barda, além é claro,
do capitão Benayoun (que atua no
Liverpool).
No
Grupo 1, as seleções
de Malta
e
Albânia já não têm mais
chances de classificação e nomes importantes do futebol mundial,
como Cristiano Ronaldo ou Ibrahimović, podem se juntar a essa
turma. Atualmente, a
situação mais complicada é a
de Portugal,
que ainda não se acertou sob o comando de Carlos Queiroz, ocupando
a 3ª colocação da chave com os mesmos 13 pontos dos húngaros.
Porém, os Tugas
contam com a vantagem de jogar em casa no confronto direto contra a
Magyar, assim como na
partida contra os malteses, o que pode lhe valer preciosos seis
pontos, que o recolocariam na disputa pela vaga. O brasileiro
Liédson naturalizou-se recentemente e causou polêmica no país ao
ser incorporado a seleção, mas já mostrou serviço nas duas partidas
em que teve oportunidade, anotando inclusive um gol. A
Hungria também se revelou uma
grata surpresa, já que vive um período de ostracismo desde meados
da década de 80. Sob o comando do ex-jogador holandês Erwin Koeman
(que tem se mostrado mais competente que o irmão Ronald Koeman na
função de treinador), o selecionado húngaro voltou a apresentar
poder de competitividade como há muito tempo não se via e a julgar
pelas boas campanhas de suas seleções de base em competições da
categoria, as perspectivas para o futuro do futebol local são as
mais otimistas possíveis. O clássico escandinavo entre
Dinamarca e
Suécia neste final de semana
promete ser decisivo para as pretensões de ambas as seleções:
líderes da chave com 15 pontos, os dinamarqueses podem recuperar a
boa vantagem que tinham em relação aos concorrentes até colecionar
dois empates nas últimas rodadas (atuando em casa contra Portugal e
fora contra a Albânia). Além disso, levam a vantagem de já terem
vencido os suecos na casa do adversário no primeiro encontro entre
essas equipes. Mesmo assim, os finalistas do mundial de 58 estão
dispostos a aproveitar o chamado “duelo de seis pontos”
contra o 1º colocado para firmar-se na disputa por um lugar na
África do Sul no ano que vem. Até porque o duelo derradeiro contra
os albaneses promete ser bem mais
tranquilo...
Agora faça suas
apostas...
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