Home Data de criação : 08/08/18 Última atualização : 10/03/01 09:36 / 144 Artigos publicados
 

Pelos gramados tupiniquins...  (Futebol Nacional) escrito em quarta 21 outubro 2009 05:34

No Campeonato Brasileiro, o Palmeiras mantém a liderança e persiste como principal candidato ao título, mesmo apresentando um desempenho irregular nas últimas partidas, agravado ainda mais pela convocação de Diego Souza, seu principal jogador, para seleção brasileira (onde não teve grandes oportunidades). Um dos grandes méritos do time de Muricy Ramalho foi ter acumulado gordura em um torneio que se revela cada vez mais nivelado. O equilíbrio dessa edição reflete-se, por exemplo, no desempenho do Atlético Mineiro, que chegou a liderar o torneio, oscilou na tabela, mas voltou a engrenar nesse 2º turno. Com boas contratações (como Carini, Corrêa, Ricardinho e Rentería), o Galo ao menos sugere maior consistência do que São Paulo e Inter, duas grandes incógnitas dessa competição.

Apontados como favoritos no início do torneio, ambos os clubes trocaram de comandante em meio à disputa (o Tricolor no início, com Ricardo Gomes, enquanto o Colorado só fez valer o desejo de seus torcedores nessa reta final, abdicando de Tite para dar lugar a Mário Sérgio), mas independente disso reúnem elenco suficiente para buscar a liderança da tabela. O problema é que por mais que insistam em uma suposta “perseguição”, ambas as agremiações decepcionam quando o assunto é aproveitar as brechas do líder e estabilizar-se na classificação. O fato de ambos os plantéis terem se notabilizado nos últimos anos em termos de conquistas sugere que pode estar faltando à motivação necessária para encarar o atual desafio, anunciando o desgaste de ciclos vitoriosos frente a uma inevitável renovação.

O Goiás foi outra equipe que começou muito bem, candidatando-se inclusive ao título, segundo seus próprios diretores (para quem a Libertadores parecia já estar no papo). Acontece que “pensar grande” não foi a melhor solução para o Esmeraldino, que entrou em declínio justamente após bancar a contratação do cobiçado Fernandão. Especula-se em Goiânia que o fato de investir muito dinheiro para repatriar o ídolo poderia ter contribuído diretamente para rachar o grupo, que vinha prosperando “humildemente” até então.

Na contramão dessa história toda está o Flamengo de Andrade, que com o tempo para trabalhar tem comprovado que “a sorte dos tempos de interino” era na verdade indício de sua capacidade profissional. E com Adriano e Petkovic (apontados por muitos críticos como incógnitas no começo dessa temporada) alternando grandes exibições, o Rubro-Negro tem provado em campo que uma vaga no principal torneio interclubes da América do Sul em 2010 é um objetivo absolutamente possível. Cruzeiro e Grêmio também ambicionam embalar nessa reta final de Brasileirão, embora demonstrem menos “lenha na fogueira” que os cariocas. A Raposa demorou muito tempo para se recuperar do trauma após a derrota na decisão da Libertadores, enquanto os gaúchos começam a se perguntar se o trabalho de Paulo Autuori é realmente tudo aquilo que os gremistas esperavam.

Vitória, Avaí e Barueri já tiveram altos e baixos ao longo da competição, complicando a vida de muita gente importante, mas devem terminar o ano em posição intermediária. E para quem era apontado como candidato ao rebaixamento por muitos “especialistas”, beliscar uma vaguinha na Sul-Americana já pode ser considerado um alento. O que não é o caso dos alvinegros paulistas Corinthians e Santos. Campeão estadual e da Copa do Brasil, o Timão entrou na disputa garantido na Libertadores do ano que vem (sua maior ambição no ano do centenário) e visivelmente sofreu com o “relaxamento natural”. Contribuiu para isso o relativo desmanche promovido durante a competição, que não só enfraqueceu a base do time como colocou em dúvida as possibilidades para o ano que vem. Já o Peixe se apegou em Vanderlei Luxemburgo para acreditar que uma vaga no G-4 seria plausível para um time que tem boas revelações (como Paulo Henrique e Neymar) e nomes experientes (casos de Rodrigo Souto ou Kléber Pereira). Mas a má fase de muitos desses atletas, aliada a contusões cruciais (como a de Emerson, que requereu alto investimento e gerou a dispensa do ex-titular Roberto Brum, um dos atletas mais queridos do grupo) prejudicaram muito as possibilidades do time da Vila Belmiro.

Outro alvinegro que passa um sufoco ainda maior é o Botafogo, atualmente respirando na luta contra o rebaixamento. Assim como o dueto paranaense composto por Atlético e Coritiba, que parece revigorado sob os respectivos comandos de Antônio Lopes e Ney Franco. Mesmo assim, uma realidade cruel para quem começou o Brasileirão pensando em brigar na parte de cima da tabela. Algo que também deve ter passado pela cabeça de muitos tricolores, desolados com a atual situação em que se encontra o Fluminense, lanterna e praticamente rebaixado, uma realidade que já conhece muito bem desde meados da década de 90. O Sport, que fez campanha digna na Libertadores desse ano, provoca desespero proporcional em toda massa rubro-negra pernambucana. O conterrâneo Náutico, além do Santo André, também estão emparelhados e dificilmente conseguirão evitar essa sina ao final da temporada.

Resta saber se as últimas rodadas dessa Série A confirmarão as perspectivas ou trarão consigo maiores novidades. Em se tratando do futebol nacional, tudo é sempre possível...

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Copa do Mundo 2010: Raio-X das Eliminatórias  (Seleções) escrito em terça 13 outubro 2009 02:53

A última rodada das eliminatórias definiu a classificação de Costa do Marfim, Alemanha, Dinamarca, Sérvia, Itália, Chile, México e Estados Unidos, que agora se juntam a Brasil, Austrália, Japão, Holanda, Gana, Inglaterra, Espanha, Paraguai, ambas as Coréias (do Sul e do Norte), além do país sede, na disputa mais importante do futebol mundial.

Restam ainda 13 vagas, disputadas por 32 seleções com possibilidades matemáticas de alcançá-las. Nos posts abaixo você pode conferir um perfil completo sobre a disputa em cada uma das confederações que compõe o quadro da FIFA. E para ficar atualizado sobre as possibilidades da rodada decisiva de quarta-feira, outra boa dica é o post do jornalista Leonardo Bertozzi, editor da Trivela.com e comentarista da ESPN Brasil:

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Fique ligado em tudo o que acontece nessas eliminatórias. Contribua com um comentário. Deixe seus pitacos sobre quem deve chegar à próxima Copa!

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Copa do Mundo 2010: Raio-X das Eliminatórias (Europa)  (Seleções) escrito em sábado 10 outubro 2009 08:13

Os próximos dias serão decisivos para a definição das nações que complementarão o quadro de participantes da próxima Copa do Mundo. Além do país sede, apenas Austrália, Japão, Holanda, Gana, Inglaterra, Espanha, Paraguai, ambas as Coréias (do Sul e do Norte) e o Brasil já estão garantidos na disputa. Das 21 vagas restantes, pelo menos 15 serão conhecidas nessa rodada, restando posteriormente apenas o desespero das repescagens... Vale à pena revisar o que foi apresentado até aqui para traçar um panorama consciente sobre as possibilidades de cada nação postulante a um lugar ao sol na África do Sul em 2010:

Europa (UEFA):

A rodada também promete grandes emoções no continente europeu, que já apresenta algumas definições. No Grupo 9 (que contava com apenas cinco seleções e já encerrou seus confrontos), por exemplo, os holandeses já carimbaram seu passaporte para a África do Sul, enquanto a Noruega aguarda ansiosa para saber se a campanha realizada será o suficiente para conquistar um lugar ao sol entre os segundos colocados (que disputarão a repescagem). Comandados novamente por Egil Olsen (que classificou o país para os mundiais de 94 e 98), os noruegueses apóiam-se em uma base onde se destacam o zagueiro Hangeland, um forte lado esquerdo formado pelo lateral John Arne Riise e o meia Pedersen, além do grandalhão Carew, principal referência ofensiva do time. Após um início irregular (quando somaram apenas três pontos nas cinco primeiras partidas), a equipe apresentou grande poder de reação na reta final da disputa, além de contar com uma “bambeada” da Escócia, que na última rodada precisava de apenas um ponto para garantir o 2º lugar, mas acabou derrotada pelos holandeses jogando em casa. Apresentando um futebol vistoso sob o comando de Bert van Marwijk, a Holanda assegurou 100% de aproveitamento em suas oito partidas, com 17 gols pró e apenas dois contra. Motivos de sobra para deixar sua empolgada torcida ainda mais otimista. Atletas como Sneijder, Van Persie, Robben, Kuyt e Huntelaar reforçam a qualidade ofensiva da equipe, tanto que Marwijk já acenou com a possibilidade de deixar Van der Vaart (que não vem jogando no Real Madrid) fora do grupo. Por outro lado, o sistema defensivo ainda não encontrou um substituto a altura do goleiro Van der Sar, atualmente aposentado da seleção.

No Grupo 5, a Espanha também já garantiu sua vaga com 100% de aproveitamento. Considerada por muitos como a maior potência do futebol mundial na atualidade, a Fúria impressiona por um futebol vistoso e ao mesmo tempo competitivo, concentrado na capacidade técnica de seu meio-campo (alicerçado em nomes como Xabi Alonso, Iniesta e Xavi), além de uma dupla de ataque altamente qualificada, composta por Fernando Torres e David Villa (que contundido, vai ficar de fora das partidas finais). O substituto imediato seria Dani Güiza, que também está machucado, o que abriu espaço para a convocação de Álvaro Negredo (recém contratado pelo Sevilla). Porém, os espanhóis insistem em corresponder expectativas com decepções, sina que muitos críticos afirmavam estar superada após a conquista da Euro 2008, mas que voltou a manifestar-se na última Copa das Confederações. Com os “pés no chão”, talvez os comandados de Vicente del Bosque possam até sonhar em superar a participação da Copa de 50, quando terminaram na 4ª colocação, seu melhor desempenho até os dias de hoje. Bósnia e Turquia brigam por um lugar na repescagem enquanto Bélgica, Estônia e Armênia já estão eliminadas. Os bósnios, que estão quatro pontos a frente dos turcos, podem garantir seu lugar antecipadamente caso derrotem os estonianos fora de casa na próxima rodada. A aposta do experiente Miroslav Blažević (técnico que levou a Croácia ao 3º lugar no mundial de 98) é no poderio ofensivo, onde brilham nomes como o meia Misimović, além dos atacantes Džeko e Ibišević (todos atuando no futebol alemão). Um nome que poderia acrescentar ainda mais experiência a esse grupo é o do meia Salihamidžić, que joga na Juventus e deixou a seleção em 2006. Caso não prosperem longe de seus domínios, a situação pode ficar complicada, já que o desfecho será em casa, mas contra os espanhóis. Para isso, a Turquia também precisará fazer sua parte, ou seja, vencer seus dois confrontos, além de contar com eventuais tropeços do rival. Apostando na mesma base que fez bonito na última Euro (quando chegou às semifinais), o treinador Fatih Terim só espera que sua equipe apresente a mesma capacidade de superação demonstrada durante aquela competição. Se conseguir superar os belgas (que vivem um momento delicado, mas podem estar animados com a estréia do treinador holandês Dick Advocaat) fora de casa, crescem as chances turcas na última rodada, quando recebem a limitada equipe da Armênia.

A exemplo dos espanhóis, a Inglaterra também já garantiu seu lugar no mundial do ano que vem de maneira antecipada, mantendo 100% de aproveitamento no Grupo 6. Não restam dúvidas de que após o fracasso nas eliminatórias da última Euro, o futebol local renasceu sob a batuta do técnico italiano Fabio Capello, que reorganizou o esquema de jogo inglês e conseguiu dar liga em uma base que não empolgava com a camisa da seleção: novos nomes como Upson, Lescott, Glen Johnson, Milner, Carlton Cole e Agbonlahor ganharam oportunidades para se firmar no time; a inserção de Barry pelo meio deu mais liberdade para que Gerrard e Lampard reeditassem o belo desempenho que sempre apresentaram em seus respectivos clubes; Beckham deixou de ter lugar cativo na equipe e precisou começar a mostrar futebol para jogar; o ataque (o mais positivo até aqui com 31 tentos marcados) passou a funcionar com Heskey (que voltou a ser convocado) atuando como pivô e abrindo espaços para Rooney, artilheiro das eliminatórias européias com nove gols... Um dos poucos problemas que o treinador ainda não resolveu está na meta do English Team, que não conta com um titular absoluto. Porém, levando-se em conta o fato de que jovens como Joe Hart (do Birmingham), Carson (West Bromwich) e Ben Foster (reserva do Manchester United) não impressionaram quando tiveram oportunidades, a aposta de Capello em veteranos (uma velha prática na Inglaterra desde os tempos de Shilton e Seaman) parece mesmo à melhor pedida, mesmo que nomes como James, Green ou Paul Robinson, não inspirem muita segurança. Algoz dos ingleses na desclassificação do último continental, a Croácia acabou pagando o preço nessas eliminatórias, quando sofreu goleadas vexatórias (4x1 e 5x1) frente a esse adversário. Aliás, desde aqueles tempos o selecionado croata tem caído de produção e apesar de estar dois pontos à frente da Ucrânia na briga pela 2ª colocação, possui uma partida a mais do que a ex-república soviética. Porém, para desespero da trupe de Shevchenko (que mesmo decepcionando em suas últimas passagens por Chelsea e Milan, nunca deixou de jogar bem com a camisa ucraniana), esse duelo será justamente contra os ingleses. Se conseguir a proeza de quebrar a invencibilidade do English Team, a Ucrânia chega à última rodada (quando encara Andorra, já eliminada, fora de casa) em condições de lutar pela repescagem. A Croácia também finaliza sua participação jogando fora de casa contra o Cazaquistão, outra seleção já eliminada, assim como a Bielorússia (do meia Hleb, ex-Barcelona), que cumpre tabela diante dos ingleses.

Apesar de já ter seus dois classificados definidos, o Grupo 4 reserva o duelo mais eletrizante da rodada do final de semana. Isso porque Alemanha e Rússia definem em Moscou quem vai direto para o mundial e quem terá de pagar os pecados na repescagem. Os germânicos ainda precisarão superar os desfalques dos contundidos Enke (goleiro), Tasci (defensor) e Khedira (meia), mas contarão com as estrelas Schweinsteiger, Ballack, Podolski, Mario Gómez e Klose para superar esse desafio. A falta de renovação, fator determinante para o declínio do futebol alemão em meados da década de 90, gerou a necessidade de maior atenção as categorias de base do país, trabalho que hoje rende frutos a Nationalelf, como no caso dos defensores Beck (Hoffenheim) e Boateng (Hamburgo) ou os meias Mesut Özil e Marko Marin (ambos do Werder Bremen). Mesmo assim não será simples segurar o ímpeto da Rússia, que corresponde positivamente ao trabalho realizado pelo holandês Guus Hiddink. Após uma excelente campanha na Euro 2008, quando caiu apenas nas semifinais, os russos atraíram a atenção de clubes das principais ligas européias, o que resultou em transferências como as de Arshavin (que foi para o Arsenal), Pavlyuchenko (Tottenham), Bilyaletdinov (Everton), Pogrebnyak (Stuttgart) e Zhirkov (Chelsea), conferindo ainda mais experiência a base da seleção, normalmente composta por atletas que atuam em clubes locais. A expectativa agora é devolver aos alemães a única derrota sofrida nessa campanha (2x1 em Dortmund), o que colocaria os russos na ponta da tabela. Porém, desde que passou a atuar como uma nação independente, a Rússia nunca venceu o rival, acumulando três derrotas e um empate. Até por isso, o time comandado por Joachim Löw está confiante em voltar para casa com ao menos um pontinho na bagagem. Ressaltando que na rodada final, a Alemanha recebe a Finlândia, já eliminada, assim como o Azerbaijão, que por sua vez encara a Rússia. Liechtenstein e País de Gales, também sem chances de classificação, complementam a rodada.

No Grupo 8, poucas surpresas devem acontecer. Isso porque Chipre, Montenegro e Geórgia estão fora da disputa, centrada agora apenas nas favoritas Itália e Irlanda, além da Bulgária (que corre por fora, mas não depende apenas de si para chegar a Copa). Na Azurra, destaque para os problemas do capitão Cannavaro, flagrado em um exame antidoping e que perderia a partida desse final de semana de qualquer forma devido a uma suspensão. Outra baixa, mas por contusão, é a do jovem meio-campista Claudio Marchisio, que atua na Juventus. Por outro lado, o volante Gattuso voltou a figurar na lista de Marcello Lippi, que insiste em ignorar o futebol de Cassano, em grande fase na Sampdoria. A partida fora de casa contra os irlandeses pode selar a classificação antecipada ou reduzir consideravelmente a diferença entre ambas às equipes (que atualmente é de quatro pontos), mas de qualquer forma a Azurra decide a vaga em casa contra o Chipre, que mesmo tendo melhorado muito nos últimos anos, ainda não representa grande perigo. A Irlanda, comandada pelo italiano Giovanni Trapattoni (que é chegado em um jogo defensivo), por sua vez encerra a rodada jogando novamente em casa, mas dessa vez contra a debutante seleção de Montenegro (que não poderá contar com seu capitão e principal jogador, o atacante Vučinić, afastado dos gramados devido a uma lesão no joelho). Motivos de sobra para a Bulgária (que precisa somar seis pontos e visita o Chipre, além de receber a lanterna Geórgia,) não se animar muito com suas possibilidades de chegar à repescagem.

No Grupo 7, também são esperadas poucas surpresas, afinal a Sérvia está a um passo da classificação, que já poderia ter vindo na última rodada, quando a ex-república iugoslava ficou no empate em casa atuando contra a França (na 2ª colocação). Mas se a diferença entre ambas as nações no momento é de quatro pontos, também se pode dizer que os Bleus têm confrontos “menos complicados”: enfrentam em casa as Ilhas Faroe (lanterna da chave e já eliminada) e a Áustria (3ª colocada com 11 pontos, mas que demitiu o treinador tcheco Karel Brückner em meio à disputa). Mesmo assim, os franceses precisarão superar os desfalques de Gourcuff e principalmente Ribéry (que contundidos, estão fora da disputa), além de torcer por um tropeço dos sérvios nos duelos finais. Ou a confirmação de uma punição da FIFA, que ameaça a Federação Sérvia com a perca de pontos em caso de novos incidentes com os torcedores do país (que já causaram tumulto nos duelos contra Áustria, Romênia e França). Tal realidade seria um duro golpe nas pretensões dos comandados de Radomir Antić, treinador com ampla experiência no futebol espanhol e que montou uma equipe azeitada, composta por diversos atletas que atuam nas principais ligas da Europa. Os nomes mais conhecidos são os de Vidić (do Manchester United), Stanković (da Inter de Milão) e Žigić (do Valencia), mas os sérvios têm diversos outros talentos como os defensores Ivanović e Obradović, os meio-campistas Krasić, Milijaš e Kuzmanović, além dos atacantes Pantelić e Jovanović. Será preciso confirmar essa expectativa em campo, em jogos decisivos contra a Romênia (em casa) e a Lituânia (fora). Apesar de ainda contarem com chances matemáticas, ambas as nações possuem poucas perspectivas de classificação, já que possuem apenas nove pontos na tabela. Os romenos (que levam vantagem nos critérios de desempate) estiveram na última Euro, mas desde então têm caíram muito de produção, o que colocou fim ao ciclo de Victor Piţurcă após quatro anos a frente da seleção. A contratação de Răzvan Lucescu (filho de Mircea Lucescu, técnico que faturou a última Copa da UEFA com o Shakthar Donetsk) iniciou um período de transição em meio à disputa e não por acaso, mais de 40 jogadores foram utilizados ao longo das eliminatórias. Já a Lituânia, que chegou a liderar o grupo nas primeiras rodadas, tem como objetivo mais sensato terminar em uma colocação honrosa para melhorar sua posição no ranking da FIFA.

No Grupo 3, apenas San Marino (tradicional “saco de pancadas” do continente) está eliminado, na última colocação sem somar um ponto sequer. Por outro lado, a Eslováquia caminha a passos largos (com 19 pontos) para chegar a sua primeira Copa do Mundo. Apenas um ponto nos duelos contra eslovenos e poloneses já seria suficiente para assegurar a classificação. Méritos para o trabalho do técnico Vladimír Weiss (ex-jogador que esteve no Mundial de 90 com a extinta Tchecoslováquia), que barrou medalhões como Marek Čech e Mintál, apostando suas fichas na base composta pelo zagueiro Škrtel, nos meias Karhan e Hamšík, além dos atacantes Šesták e Vittek. Na briga pelo 2º lugar, Eslovênia e Irlanda do Norte estão empatadas com 14 pontos, enquanto República Tcheca (com 12) e a Polônia (11) vêm logo atrás. Os eslovenos têm a desvantagem de realizar suas últimas partidas fora de casa: enfrentam os líderes da chave e na rodada final o lanterna do grupo. Motivos para contar com o goleirão Handanovič (da Udinese) e também o atacante Novakovič (do Colônia), dois de seus principais jogadores. Após somar apenas um ponto nas últimas duas rodadas, os poloneses mandaram embora o treinador holandês Leo Beenhakker, nomeando às pressas Stefan Majewski. Mas a justificativa da federação, que alegou a necessidade de apostar em um técnico local para resgatar às origens do futebol polonês, soou estranho para uma seleção que tem Roger Guerreiro em suas fileiras... O novo técnico até causou surpresas ao convocar o goleiro Dudek (atualmente na reserva do Real Madrid), que estava afastado a algum tempo da seleção, mas mesmo assim precisará de muita inspiração para superar Republica Tcheca e Eslováquia nos duelos finais. Os tchecos, aliás, tem grandes possibilidades de beliscar a vaga, já que definem sua sorte jogando em casa nos dois últimos confrontos. A reação na tabela aconteceu após uma medida que poderia ser considerada amadora: após os resultados ruins acumulados por Petr Rada e František Straka (dois ex-defensores locais), o presidente da federação (e também ex-atleta) Ivan Hašek assumiu a direção do time, acumulando quatro pontos em suas duas primeiras partidas no comando. Não restam dúvidas de que se levar a República Tcheca a Copa, será considerado um gênio por seus compatriotas. Além disso, os norte-irlandeses (que só realizam mais uma partida,) ainda contarão com diversos desfalques por contusão (casos de Martin Paterson, Sammy Clingan, Chris Brunt e Andrew Little) para a partida derradeira contra os tchecos.

Após um começo irregular, quando conseguiu inclusive a façanha de perder em casa para a limitada seleção de Luxemburgo, a Suíça acordou em tempo de reagir na tabela, ocupando atualmente a liderança do Grupo 2 com três pontos de vantagem em relação ao 2º colocado, no caso, os gregos. Destaque para o goleiro Benaglio (titular absoluto do Wolfsburg) e a dupla de ataque composta por Frei e N'Kufo (nascido no antigo Zaire), que juntos marcaram 10 dos 15 gols do time até aqui. O comando do experiente Ottmar Hitzfeld, que faturou a Liga dos Campeões e o Mundial Interclubes por Borussia Dortmund e Bayern de Munique, também tem pesado bastante nesse sentido. Agora resta devolver a derrota sofrida para os luxemburgueses antes do duelo final contra os israelenses. Outro treinador alemão, Otto Rehhagel, sabe que as derrotas nos confrontos diretos contra o líder da chave foram cruciais para colocar sua Grécia na situação delicada em que se encontra. Além de não depender apenas de si para se classificar, os gregos precisam fazer a lição de casa contra Letônia e Luxemburgo para sonhar ao menos com a repescagem. Para isso, continuam apostando em velhos conhecidos como Kyrgiakos, Katsouranis, Karagounis, Samaras, Amanatidis e Gekas, além de Basinas e Charisteas (que ficaram de fora da convocação). Mas não será tão simples, já que os letões estão empatados em número de pontos com os helênicos e também sonham com um lugar ao sol. O grande nome da equipe comandada por Aleksandrs Starkovs (o mesmo que levou o país a Eurocopa de 2004) é o capitão Astafjevs, que nas próximas partidas deve se tornar o jogador europeu com maior número de partidas internacionais. Outros jogadores que faziam parte do grupo de 2004 e ainda resistem no time são o meia Rubins e o atacante Verpakovskis. Além deles, também se destaca o seguro goleiro Vaņins, eleito melhor jogador do país no ano passado. O último jogo dos letões será dentro de seus domínios, contra a lanterna Moldávia. Correndo por fora e torcendo para toda essa turma se engalfinhar pelo caminho está Israel, que também enfrenta a última colocada, antes de encarar os líderes suíços. Os maiores trunfos da “Terra Santa” são o goleiro Aouate, o defensor Bem Haim, o meia Cohen, o artilheiro Barda, além é claro, do capitão Benayoun (que atua no Liverpool).

No Grupo 1, as seleções de Malta e Albânia já não têm mais chances de classificação e nomes importantes do futebol mundial, como Cristiano Ronaldo ou Ibrahimović, podem se juntar a essa turma. Atualmente, a situação mais complicada é a de Portugal, que ainda não se acertou sob o comando de Carlos Queiroz, ocupando a 3ª colocação da chave com os mesmos 13 pontos dos húngaros. Porém, os Tugas contam com a vantagem de jogar em casa no confronto direto contra a Magyar, assim como na partida contra os malteses, o que pode lhe valer preciosos seis pontos, que o recolocariam na disputa pela vaga. O brasileiro Liédson naturalizou-se recentemente e causou polêmica no país ao ser incorporado a seleção, mas já mostrou serviço nas duas partidas em que teve oportunidade, anotando inclusive um gol. A Hungria também se revelou uma grata surpresa, já que vive um período de ostracismo desde meados da década de 80. Sob o comando do ex-jogador holandês Erwin Koeman (que tem se mostrado mais competente que o irmão Ronald Koeman na função de treinador), o selecionado húngaro voltou a apresentar poder de competitividade como há muito tempo não se via e a julgar pelas boas campanhas de suas seleções de base em competições da categoria, as perspectivas para o futuro do futebol local são as mais otimistas possíveis. O clássico escandinavo entre Dinamarca e Suécia neste final de semana promete ser decisivo para as pretensões de ambas as seleções: líderes da chave com 15 pontos, os dinamarqueses podem recuperar a boa vantagem que tinham em relação aos concorrentes até colecionar dois empates nas últimas rodadas (atuando em casa contra Portugal e fora contra a Albânia). Além disso, levam a vantagem de já terem vencido os suecos na casa do adversário no primeiro encontro entre essas equipes. Mesmo assim, os finalistas do mundial de 58 estão dispostos a aproveitar o chamado “duelo de seis pontos” contra o 1º colocado para firmar-se na disputa por um lugar na África do Sul no ano que vem. Até porque o duelo derradeiro contra os albaneses promete ser bem mais tranquilo...

Agora faça suas apostas...

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Copa do Mundo 2010: Raio-X das Eliminatórias (Américas)  (Seleções) escrito em sábado 10 outubro 2009 08:07

Os próximos dias serão decisivos para a definição das nações que complementarão o quadro de participantes da próxima Copa do Mundo. Além do país sede, apenas Austrália, Japão, Holanda, Gana, Inglaterra, Espanha, Paraguai, ambas as Coréias (do Sul e do Norte) e o Brasil já estão garantidos na disputa. Das 21 vagas restantes, pelo menos 15 serão conhecidas nessa rodada, restando posteriormente apenas o desespero das repescagens... Vale à pena revisar o que foi apresentado até aqui para traçar um panorama consciente sobre as possibilidades de cada nação postulante a um lugar ao sol na África do Sul em 2010: 

América do Sul (CONMEBOL):

Os sul-americanos conheceram nas últimas rodadas dois de seus representantes na próxima Copa, quando Brasil e Paraguai asseguraram sua classificação de forma antecipada. Restam agora mais duas vagas diretas, além de uma terceira indireta (decidida na repescagem contra o 4º colocado da CONCACAF), que será disputada por seis equipes. Recentemente campeões da Copa das Confederações e já garantidos no mundial da África do Sul, os brasileiros chegam aos dois últimos jogos na ponta da tabela (além de possuir o melhor ataque e a melhor defesa da competição), uma situação totalmente diferente da pressão que sofreram durante todas essas eliminatórias. Tanto que os desfalques no miolo de zaga (Lúcio e Juan estão contundidos) não preocupam e o contestado Dunga deve aproveitar o silêncio dos críticos para poupar jogadores (como Gilberto Silva, Kaká, Elano e Luis Fabiano) e fazer alguns testes. Não é segredo para ninguém que ainda falta um substituto a altura de Júlio César (Hélton ganhou mais uma chance já que Vitor está machucado); opções na lateral-esquerda (Filipe vai finalmente ter uma oportunidade?) e no meio (Diego Souza ou Aléx precisam mostrar se têm ou não condições de garantir um lugar no grupo); além de suplentes para o ataque (Nilmar já está encaminhado, mas Adriano ainda não mostrou todo seu potencial). E o jogo na altitude de La Paz é uma boa oportunidade para se obter respostas, além de evitar possíveis críticas em caso de um resultado negativo diante de uma Bolívia já eliminada e que por pouco não ficou sem atletas para atuar graças a uma greve do sindicato de jogadores bolivianos (Fabol), que cobra mudanças no futebol local.

Consciente dessa realidade, o Paraguai está confiante em fazer sua parte e quem sabe tomar de volta dos brasileiros a liderança da tabela, que ocupou durante boa parte da competição. Treinados pelo argentino Gerardo Martino, os guaranis se destacam pelo poder ofensivo, que conta com bons nomes como Cabañas (que atua no América do México), Nelson Haedo Valdez (Borussia Dortmund), Oscar Cardozo (Benfica) ou então Roque Santa Cruz (que recentemente se transferiu para o Manchester City, mas tem sofrido com as contusões, tanto que ficou de fora da convocação). Outros problemas para La Albirroja (que encara venezuelanos e colombianos) são os desfalques do zagueiro Julio César Cáceres (com uma distensão muscular) e Santana (que terá de cumprir suspensão no duelo desse final de semana).

Quem também está bem encaminhado para a próxima copa é o Chile, comandado por Marcelo Bielsa, outro técnico argentino que faz bonito nessas eliminatórias. Precisando de apenas dois pontos para se garantir matematicamente, La Roja está próxima de retornar ao mundial, que não disputa desde 1998. Apesar da fama de jogadores como Maldonado (que sequer é convocado), David Pizarro (que abdicou de sua aposentadoria, mas continua sendo ignorado) e Valdivia (que costuma esquentar o banco na seleção), Bielsa tem apostado na coletividade, dando prioridade a jogadores menos renomados como Cereceda ou Beausejour. Entre os nomes mais conhecidos, destaque para Arturo Vidal (do Bayer Leverkusen), Mark González (CSKA Moscou), Alexis Sánchez (Udinese), além do artilheiro Humberto Suazo (que já anotou oito gols nessas eliminatórias).  Já Isla, Gary Medel e Matías Fernández, outros jogadores importantes no versátil esquema chileno, ainda se recuperam de lesão e são dúvidas para os próximos compromissos. E como as últimas rodadas não foram muito boas para a equipe (que somou apenas um ponto nos dois últimos jogos), é bom o Chile não dar muita sopa para o azar, afinal encara colombianos e equatorianos, que ainda estão na briga.

O Equador é o 4º colocado com 23 pontos e definitivamente renasceu sob o comando de Sixto Vizuete. Após estrear em Copas do Mundo na edição de 2002, os equatorianos conseguiram chegar as oitavas do último mundial. Mesmo assim, começaram essas eliminatórias de forma decadente, quando chegaram a ocupar a lanterna, motivos que levaram os dirigentes a demitir o colombiano Luis Fernando Suárez. Desde então, a seleção voltou a jogar com regularidade, fato que também coincidiu com o afastamento de diversos convocados que não vinham rendendo o esperado (Urrutia, Bolaños e Guerrón, que atuam no futebol brasileiro, ilustram bem essa questão). Outro ponto importante foi o aproveitamento em casa, uma tradicional arma dos equatorianos que não vinha sendo devidamente aproveitada. Jogando na altitude de Quito, Vizuete se manteve invicto diante de fortes concorrentes como Brasil, Paraguai e Argentina (derrotada por 2x0), fator que contribuiu para a arrancada de La Tri e que pode culminar na 3º participação (consecutiva) em uma Copa do Mundo. Para isso será preciso fazer a lição de casa diante do Uruguai e se dar bem contra os chilenos na rodada final.

Quem também precisa fazer sua parte para chegar ao mundial é a Argentina, que está em situação delicada na tabela, na 5ª colocação com 22 pontos. Se as eliminatórias terminassem hoje, o time de Maradona estaria classificado ao menos para a repescagem, mas o problema é que pode chegar à última rodada brigando por um lugar contra os uruguaios (que nesse caso, levariam a vantagem de decidir em Montevidéu). Por isso, os argentinos não podem nem sonhar em se complicar (como aconteceu no 1º turno) diante do lanterna Peru, adversário na rodada do final de semana. Ainda mais porque os peruanos sequer vão contar com seus principais jogadores (os atacantes Guerrero, Farfán e Pizarro), dando a entender que a maior motivação para o duelo seria uma possível “mala-branca” da concorrência interessada no resultado. Pelos lados dos hermanos, Maradona realiza novas mudanças na esperança de resultados. Extremamente criticado pela imprensa especializada, inclusive a de seu país (algo que muito jornalista brasileiro duvidava, já que os “argentinos sabem respeitar seus ídolos”), o treinador deixou no ar a possibilidade de abandonar o comando da seleção mesmo classificando-se para Copa.  Com a contusão de Zabaleta, a equipe fica sem um lateral-direito de ofício, o que deve obrigar o técnico a improvisar o canhoto Jonás Gutiérrez pelo setor. No meio, Aimar (que voltou a jogar bem no Benfica) foi escolhido como a solução para cobrir uma carência estabelecida desde o afastamento de Riquelme. E na frente, até o veterano Palermo tem sido cogitado, embora quem deva sair jogando é Híguain, em boa fase pelo Real Madrid. A torcida só espera que dessa vez, o conjunto comandado por “Don Diego” reaja positivamente às novas mudanças ou os Albicelestes correm sérios riscos de repetir o vexame de 1970, quando ficou de fora do mundial, eliminado por uma tal seleção peruana...

Correndo por fora estão Uruguai e Venezuela (ambos com 21 pontos), além da Colômbia (com 20). Teoricamente, a missão mais complicada é a dos venezuelanos, que têm evoluído notavelmente nos últimos anos, mas dificilmente chegarão à inédita classificação para uma fase final de Copa do Mundo em 2010. Isso porque os confrontos finais são contra os dois primeiros colocados da tabela: inicialmente o Paraguai em casa e posteriormente o Brasil (que tem tudo para escalar seus titulares em um jogo festivo) no campo do adversário. Mesmo assim, o país do meia Juan Arango (que afirmou ainda sonhar com esse “milagre”) assiste a uma abertura do mercado internacional para seus jogadores (vide os exemplos de Rosales, Fuenmayor, Tomás Rincón, Vargas, Fedor e Maldonado, todos atuando no futebol europeu), o que deve ser fundamental para adquirir a experiência necessária para prosperar em situações como essa. Aliado ao surgimento de novas promessas (como Jeffrén, do Barcelona, que atua pelas seleções de base espanhola, mas tem sido sondado para defender seu país de nascimento), o futebol venezuelano promete incomodar ainda mais. Quem sabe nos próximos anos...

O Uruguai insiste em se complicar, mesmo possuindo um grupo altamente qualificado para os padrões sul-americanos (ou alguém dúvida da capacidade de nomes como o defensor Lugano ou os atacantes Luis Suárez e Forlán?). Durante a campanha das eliminatórias, os Charrúas cometeram vacilos imperdoáveis para uma seleção que deseja chegar a Copa, como os empates em casa contra venezuelanos e equatorianos, concorrentes diretos a classificação. Bi-campeão mundial, a Celeste ficou fora de três os últimos cinco mundiais e agora corre sérios riscos de repetir sua sina, já que sua missão não será das mais simples: precisará mostrar serviço diante do Equador na altitude de Quito (até para não ser eliminada de forma precoce), além de superar uma desesperada Argentina na rodada final.

A Colômbia vive situação parecida desde o fim da geração liderada por Valderrama, Asprilla e Rincón, que participou das três copas disputadas na década de 90, mas desde então nunca mais conseguiu se classificar. A falta de renovação foi um fator determinante nessa sequência de insucessos e reflete-se na convocação do rodado arqueiro Óscar Córdoba (de 39 anos), que substituí o lesionado Agustín Julio nos duelos decisivos contra chilenos e paraguaios. Outros veteranos (como Yepes, Iván Córdoba e Giovanni Hernández) também fazem parte do grupo comandado por Eduardo Lara. Consciente dessa situação, o técnico tem apostado em jovens talentos como o goleiro Ospina; os defensores Zuñiga, Zapata e Armero; os meias Aguilar e Guarín; além dos atacantes Falcao García e Rodallega; todos com menos de 25 anos. Resta saber como as novas estrelas de Los Cafeteros irão reagir a esse desafio... 

América do Norte, Central e Caribe (CONCACAF):

Sem dúvida alguma, as últimas rodadas na disputa pelas vagas da CONCACAF foram emocionantes e marcadas por diversas reviravoltas na tabela. Para se ter uma idéia, a Costa Rica, que liderava o certame, sofreu três derrotas que lhe deixaram na 4ª colocação (que representa a disputa da repescagem contra o 5º colocado da América do Sul). Os resultados ruins acabaram gerando a saída do técnico Rodrigo Kenton (com quem os Ticos tinham somado 12 dos 15 pontos possíveis no início do hexagonal final até entrar em declínio), substituído por Renê Simões (ex-Coritiba). Credenciado por ter levado a Jamaica ao mundial de 1998, resta saber se o brasileiro terá tempo de implementar sua filosofia de trabalho faltando duas rodadas para o fim da disputa. Para piorar, o experiente zagueiro Gilberto Martínez (jogador do Brescia), que havia solicitado a federação local o adiamento de sua apresentação a seleção para resolver problemas pessoais, foi flagrado em uma praia, sendo imediatamente desligado da convocação pelos dirigentes costa-riquenhos. Os defensores Roy Myrie e Seravalli, além do volante Celso Borges, todos contundidos, também constituem ausências importantes. Por outro lado, o veterano defensor Luis Marín (que esteve nos mundiais de 2002 e 2006) retorna a seleção contando com a confiança de Renê, que tem afirmado a imprensa do país que acredita na classificação para a Copa.

Um bom exemplo para se espelhar é a seleção do México, que colecionou fracassos sob o comando do sueco Sven-Göran Eriksson e parecia fadada ao fracasso ao somar apenas três pontos nas primeiras quatro partidas. O estopim foi a derrota para El Salvador (para quem os mexicanos não perdiam em eliminatórias desde 1993), que culminou com a demissão de Eriksson e a contratação providencial de Javier Aguirre. Velho conhecido do torcedor, El Vasco (apelido de Aguirre) tem reprisado o mesmo filme de 2002, quando assumiu La Tri em condições semelhantes e levou o país ao mundial com uma impressionante arrancada. Além de devolver a confiança aos atletas (principalmente após a conquista da última Copa Ouro), ele também reincorporou veteranos como Palencia e Blanco ao grupo, que com sua experiência, ajudam a amenizar a pressão sobre jogadores mais jovens, como Giovanni dos Santos (que voltou a jogar bem, mas ficou de fora da última convocação) ou Carlos Vela. Apostando em uma defesa compacta e um esquema ofensivo, os mexicanos ao menos têm feito valer o peso de sua camisa em âmbito continental, encostando-se à liderança da tabela.

Outra nação que merece grande destaque são os Estados Unidos, que desde o início do hexagonal final tem apresentado grande regularidade, ocupando atualmente o topo da tabela. Apostando em um time jovem, mas que já possui relativa rodagem internacional, os americanos tem feito um bom papel em torneios importantes, como por exemplo, a última Copa das Confederações, quando chegaram à final da disputa e quase surpreenderam o Brasil. Nessas eliminatórias, o treinador Bob Bradley já utilizou mais de 40 jogadores, descobrindo novas peças (caso dos atacantes Davies e Altidore) que com certeza estarão na África do Sul no ano que vem. A espinha dorsal do time é complementada por figurinhas carimbadas como o goleiro Tim Howard; os defensores Bocanegra, Cherundulo, Onyewu e Hedjuk; o meia Dempsey (que contundido, acabou cortado das rodadas finais dessas eliminatórias) ou o atacante Donovan.

Na luta por uma das vagas também estão Honduras (atualmente na 3ª posição com 15 pontos) e El Salvador (em 5º com 8), afastados da principal competição mundial desde a década de 80. Contando com uma das melhores gerações das últimas décadas, os hondurenhos fatalmente devem ficar entre os quatro primeiros colocados. Para isso, confiam na bagagem de atletas como os defensores Bernárdez e Figueroa; os meias León, Palácios e Thomas; os atacantes Costly e Suazo (todos atuando no futebol europeu), além de ídolos locais como o Guevara e Pavón. Já os salvadorenhos, que têm uma missão um pouco mais complicada, confiam no trabalho do treinador mexicano Carlos de los Cobos, que por sua vez aposta no talento ofensivo de nomes como o meia Quintanilla ou os atacantes Corrales e Zelaya.  Trinidad e Tobago acabou pagando o preço por não renovar sua seleção, que com cinco pontos já está eliminada e agora precisará aprender a sobreviver sem os veteranos Dwight Yorke (37 anos), Stern John (que tem 32) e Latapy (que aos 41 anos, também acumula o cargo de treinador). Talvez seja uma boa hora para pensar em 2014 e abrir os olhos para revelações como o meia Keon Daniel ou o atacante Kenwyne Jones.

Nos duelos que definem as eliminatórias da CONCACAF, as perspectivas mais otimistas ficam por conta dos mexicanos, que tem boas chances de confirmar sua ascensão e terminar na liderança nos duelos contra El Salvador (em seus domínios), além da lanterna Trinidad e Tobago (na casa do adversário). Se conseguir alguma coisa contra o México, os salvadorenhos irão contar com a vantagem de definir sua situação jogando contra Honduras em San Salvador. Para não correrem riscos, os hondurenhos precisam se garantir no duelo contra os americanos (que acontece em San Pedro Sula em meio à crise política que assola o país), assim como a Costa Rica precisará superar em casa os trinitinos. Dessa forma, ambas as nações não poderiam mais ser alcançadas por El Salvador, disputando na última rodada apenas a vaga direta ao mundial (ou a repescagem). E nesse caso a vantagem seria de Honduras, que enfrentaria os salvadorenhos desmotivados pela eliminação, ao contrário dos costa-riquenhos, que terão de encarar os Estados Unidos jogando em casa e brigando pela liderança da chave. 

Agora faça suas apostas...

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Copa do Mundo 2010: Raio-X das Eliminatórias (África, Ásia e Oceania)  (Seleções) escrito em sábado 10 outubro 2009 07:30

Os próximos dias serão decisivos para a definição das nações que complementarão o quadro de participantes da próxima Copa do Mundo. Além do país sede, apenas Austrália, Japão, Holanda, Gana, Inglaterra, Espanha, Paraguai, ambas as Coréias (do Sul e do Norte) e o Brasil já estão garantidos na disputa. Das 21 vagas restantes, pelo menos 15 serão conhecidas nessa rodada, restando posteriormente apenas o desespero das repescagens... Vale à pena revisar o que foi apresentado até aqui para traçar um panorama consciente sobre as possibilidades de cada nação postulante a um lugar ao sol na África do Sul em 2010: 

África (CAF):

A disputa no continente africano já apresenta algumas certezas, mas também reserva grandes emoções para as rodadas finais. Gana já garantiu sua vaga no Grupo D, mantendo 100% de aproveitamento em suas quatro partidas (sem sofrer sequer um gol!) e agora apenas cumpre tabela contra Benin e Mali (que irá contar com o reforço de Mahamadou Diarra, volante do Real Madrid, afastado a 11 meses da seleção devido a uma grave contusão no joelho). O grande mérito dos ganeses (além de ressuscitar a camisa amarela, agora como 3º uniforme) foi a manutenção da base que chegou as oitavas de final do último mundial (onde figuram estrelas como Muntari, Essien e Appiah) mesclada a novos talentos que começam a se firmar no cenário internacional, como por exemplo, o versátil Tony Annan, volante do Rosenborg (da Noruega), chamado de “novo Makalele”. E se já não têm mais chances de chegar a Copa do Mundo, Mali (com cinco pontos) e Benin (que tem quatro) ao menos lutam pelo 2º lugar da chave, suficiente para garantir um lugar na próxima Copa Africana de Nações. O Sudão, que soma apenas um ponto e joga contra ambas as seleções, tem poucas chances. Atualmente em vantagem na tabela, Kanouté e sua trupe levam a desvantagem de jogar contra os líderes da chave fora de casa, enquanto o Benin, uma das gratas surpresas da fase final africana, fará esse duelo em seus domínios. Resta saber se a base onde se destacam nomes que atuam no futebol francês (como o defensor Chrysostome, o meia Sessegnon e o atacante Omotoyossi) não vai sentir o peso dessa responsabilidade...

No Grupo E, a Costa do Marfim também está praticamente garantida, somando 12 pontos (o dobro do 2º colocado) e precisando de apenas mais um nos dois duelos restantes para confirmar sua vaga. Algo que não deve representar muitos problemas para o melhor ataque das eliminatórias africanas (com 12 gols somados) e que enfrenta justamente as seleções de Guiné e Malauí, ambas já eliminadas. Uma grande oportunidade para Drogba (artilheiro do certame continental com cinco gols em quatro partidas) e companhia confirmarem o rótulo de geração dourada do futebol marfinense com sua 2ª participação (consecutiva) em um mundial. Restará a Burkina Faso, que jogou o fino da bola, mas deu azar de cair na chave de uma das maiores potências da CAF (senão a maior) na atualidade, lutar por uma vaga na Copa Africana das Nações, que representaria mais uma chance para a equipe do meia Pitroipa (que joga no Hamburgo) e do matador Dagano (ídolo no país) demonstrar todo seu potencial. Com seis pontos, os burquinenses contam com a vantagem de realizar confrontos diretos contra Guiné e Malauí, que somam apenas três e ainda enfrentam o grande favorito do grupo. 

Nas demais chaves, tudo ainda está em aberto. No Grupo A, por exemplo, todos ainda possuem chances de chegar ao mundial. A grande surpresa é o Gabão, que sob o comando do francês Alain Giresse aposta em uma equipe renovada, deixando um pouco de lado figurões como Daniel Cousin (do Hull City) para dar oportunidades a novos talentos, como o meia Stéphane Nguéma (do PSG) ou o atacante Roguy Méyé (do Ankaraspor). Após uma arrancada no início dessa fase final, quando chegaram a liderar seu grupo, os gabonenses acabaram esbarrando na experiência dos camaroneses, algozes nas duas últimas partidas. Os pontos perdidos não apenas ressuscitaram o adversário, como também deixaram o Gabão em uma situação delicada, já que não depende mais apenas de si para se classificar a Copa. Porém, se garantirem o passaporte para sua 4ª Copa Africana de Nações (atualmente estão na 2º colocação com seis pontos) nas duas partidas restantes (contra adversários tradicionais como Marrocos e Togo), os gaboneses já podem dar-se por satisfeitos. Na liderança da chave, Camarões seguiu o caminho contrário: após um início irregular, os Leões Indomáveis finalmente mostraram serviço nos dois últimos jogos, quando somaram seis de seus sete pontos. Contribuiu para isso o excelente trabalho de outro técnico francês, Paul Le Guen, que assumiu o time em cima da hora, após as saídas do alemão Otto Pfister (que levou Togo ao último mundial) e do interino Thomas N’kono (ex-goleiro que foi titular na excelente campanha do Mundial de 1990). Tal atitude foi questionada por grande parte da imprensa especializada, inclusive a brasileira. Muitos alegavam que os dirigentes camaroneses eram amadores ou que Le Guen não sabia “o problema em que estava se metendo”. Porém, com muita personalidade, o treinador devolveu a confiança ao seu grupo, mantendo a mesma base que não vinha dando resultados, embora tenha realizado algumas mudanças (a transferência da braçadeira de capitão do experiente zagueiro Rigobert Song para a estrela Samuel Eto’o foi a mais clara delas). Resta saber se contra togoleses e marroquinos (contra quem somaram apenas um ponto até aqui), os camaroneses confirmarão sua ascensão ou se irão repetir o vacilo de 2006, quando ficaram de fora da Copa na última rodada das eliminatórias. A oscilante seleção do Togo (que quase ficou de fora da fase final) e o decepcionante Marrocos (que ainda não venceu nessa chave), possuem respectivamente cinco e três pontos, mas contam com o trunfo (ou o fardo) de enfrentar diretamente os primeiros colocados para reverterem sua situação. Porém, para isso será preciso muito mais do que o talento dos artilheiros Adebayor e Chamakh...

No Grupo B, a briga parece centrada em duas potências do continente: Tunísia e Nigéria. Nesse sentido, os tunisianos levam a vantagem de estar na frente com oito pontos, enquanto os rivais somam apenas seis. Após encontrar dificuldades na fase anterior (quando ficou atrás de Burkina Faso e classificou-se como melhor 3ª colocada), a Tunísia finalmente se acertou nessa fase final. Depois de utilizar 40 jogadores, o português Humberto Coelho parece ter encontrado a base ideal, onde brilha o atacante Issam Jemâa (que atua no Lens), mas o ídolo local Selim Benachour (que causou polêmica no país ao ficar de fora da Copa de 2006) continua sendo ignorado. Os nigerianos acabaram seguindo o caminho contrário, já que realizaram a melhor campanha da fase classificatória e acabaram decaindo justamente na “hora H”. Os confrontos diretos contra os tunisianos seriam decisivos para as pretensões dos comandados de Shaibu Amodu e após fazer sua parte jogando fora de casa (empate em 0x0), a Nigéria acabou vacilando justamente diante de sua torcida (quando empatou novamente, dessa vez por 2x2 e sofrendo um gol nos minutos finais do confronto). Quem pode acabar influenciando em uma possível reviravolta são Moçambique (3º colocado com quatro pontos) e Quênia (que com um ponto a menos, ocupa a lanterna do grupo), adversários dos favoritos nos duelos finais. Nesse sentido, os nigerianos precisam somar os seis pontos que irão disputar e ter fé para que a Tunísia se complique em um de seus duelos. E não convém desacreditar, afinal os moçambicanos (que encaram os tunisianos em seus domínios) já conseguiram arrancar um empate (0x0) contra a Nigéria no duelo inaugural dessa fase final.

Finalizando nossa revisão pelo continente africano, chegamos ao Grupo C, onde a Argélia tem grandes perspectivas de retornar a uma Copa do Mundo (de onde está afastada desde 1986). Comandados pelo experiente Rabah Saâdane (que já comandou a seleção em outras cinco oportunidades, inclusive na última vez em que o país esteve em um mundial), as Raposas do Deserto ainda estão invictas nessa fase final e somam três pontos a mais que o Egito, segundo colocado. Se fizer a lição de casa contra Ruanda (lanterna do grupo e já eliminada) e contar com um tropeço dos egípcios (que tem uma partida complicada contra Zâmbia) na próxima rodada, os argelinos podem garantir sua classificação com uma partida de antecedência. Apoiados em um sólido sistema defensivo, onde figuram nomes como Bougherra (que atua no Glasgow Rangers), Yahia (do Bochum) e Belhadj (atualmente no Portsmouth); um meio-campo experimentado (destaque para o Ziani e o capitão Mansouri, que jogam no futebol francês); além de um ataque que mescla a rodagem do artilheiro Saïfi, com o ímpeto de revelações como Ghezzal (do Siena), Ghilas (do Hull City) e Djebbour (do AEK); a Argélia também conta com a sina do Egito, que insiste em desapontar seus torcedores quando o assunto é Copa do Mundo. Uma das grandes forças do futebol africano (basta ressaltar que os Faraós são atualmente bicampeões continentais), os egípcios não disputam um mundial desde 1990. De lá para cá, colecionaram seguidos fracassos em termos de eliminatórias, mesmo possuindo elencos qualificados para prosperar nesse sentido. A participação do país na Copa das Confederações desse ano sintetiza bem essa realidade: após endurecer contra o Brasil na estréia e conquistar uma histórica vitória contra os italianos, a seleção tinha tudo para chegar às semifinais do torneio, mas conseguiu a proeza de perder para os Estados Unidos por 3x0 na última rodada, desperdiçando uma chance de ouro de terminar entre os quatro primeiros colocados. E mesmo contando com atletas tarimbados, como o goleiro El-Hadary, os meias Ahmed Hassan e Aboutrika, além do atacante Amr Zaki, fica difícil entender os critérios do treinador Hassan Shehata que insiste em deixar de fora das convocações jogadores como Mohamed Zidan e Mido (com quem já teve tempo suficiente para superar os atritos do passado). Para chegar à redenção, primeiro será preciso passar pela Zâmbia jogando fora de casa. Após um início convincente, onde faturou inclusive um empate contra o Egito na casa do rival, os zambianos complicaram-se diante dos argelinos nas duas últimas rodadas, quando sofreram consecutivas derrotas. Mesmo assim ainda possuem chances matemáticas de lutar por uma vaga no mundial ou no torneio continental (objetivo mais realista), um fator motivante para o duelo contra os Faraós. Caso superem essa pedreira, os egípcios decidem a vaga em casa contra a Argélia, porém ainda em desvantagem em critérios de desempate como saldo de gols ou confronto direto... 

Ásia (AFC) x Oceania (OFC):

Após uma classificação heróica diante da favorita Arábia Saudita, a seleção do Bahrein tem mais uma chance de obter a inédita classificação para o mundial. Na última Copa, eles acabaram fracassando na repescagem diante de Trinidad e Tobago (então 4ª colocada da CONCACAF) de maneira trágica, perdendo em casa após conseguir um empate na casa do adversário. Porém, essa lição parece ter sido assimilada pelos comandados do tcheco Milan Máčala, que na partida contra os árabes precisavam de um empate com gols para se garantir e seguravam o 1x1 até o desempate do rival nos acréscimos do 2º tempo. Sem se entregar, os bareinitas foram em busca de um novo empate logo na sequência, eliminando o adversário (que jogava em seus domínios) de maneira heróica.

Agora o desafio é superar a Nova Zelândia, que já está classificada desde novembro do ano passado, quando conquistou o título continental sem maiores dificuldades, sete pontos a frente do 2º colocado. De fato, a debandada da Austrália para a Federação Asiática contribuiu e muito para a supremacia absoluta dos neozelandeses, que agora não possuem mais nenhum concorrente a altura pelos lados da Oceania. Em busca de uma vaga na Copa que não ocorre desde 1982, o técnico Ricki Herbert (que era defensor da seleção naquela ocasião) vem preparando sua equipe desde então para esse grande desafio. Na Copa das Confederações desse ano, ele aproveitou para dar chance a diversos jogadores com o intuito de fornecer maior rodagem internacional a seus comandados. Porém, algumas medidas soaram um pouco incoerentes, como o fato do goleiro Paston (titular durante toda campanha das eliminatórias) ter ficado no banco de Glen Moss (que acabou nem sendo convocado para a primeira partida decisiva da repescagem). A base do time se concentra no defensor Ryan Nelsen (capitão dos All Whites), nos meias Tim Brown e Simon Elliott, além dos atacantes Killen e Smeltz.

Por outro lado, o Bahrein se caracteriza por um estilo de jogo mais amarrado, valorizando demais o setor defensivo e apostando suas fichas na inspiração de seus poucos atacantes para prosperar nos contra-ataques. Nesse sentido, chama a atenção o futebol de alguns atletas africanos naturalizados pelo país, como os meias Abdullah Omar (nascido no Chade) e Abdulla Baba Fatadi, além do atacante Jaycee John Okwunwanne (ambos nigerianos). Entre os atletas nascidos em solo bareinita, as grandes estrelas são o ofensivo lateral Salman Isa, Mohamed Salmeen (experiente camisa 10 que é o cérebro do time e portador da braçadeira de capitão) e o matador Ala’a Hubail. O fato de realizar a primeira partida em casa coloca a responsabilidade da vitória sobre os ombros dos asiáticos, embora fique difícil prever qualquer resultado, em se tratando de duas escolas totalmente diferentes. Mas vale destacar que talvez a Nova Zelândia, que tem como grande referência o estilo de jogo britânico, se adapte melhor a arbitragem do húngaro Viktor Kassai, escalado para apitar o confronto.

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