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Copa do Mundo 2010: Raio-X das Eliminatórias (Europa)  (Seleções) escrito em sábado 10 outubro 2009 08:13

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Os próximos dias serão decisivos para a definição das nações que complementarão o quadro de participantes da próxima Copa do Mundo. Além do país sede, apenas Austrália, Japão, Holanda, Gana, Inglaterra, Espanha, Paraguai, ambas as Coréias (do Sul e do Norte) e o Brasil já estão garantidos na disputa. Das 21 vagas restantes, pelo menos 15 serão conhecidas nessa rodada, restando posteriormente apenas o desespero das repescagens... Vale à pena revisar o que foi apresentado até aqui para traçar um panorama consciente sobre as possibilidades de cada nação postulante a um lugar ao sol na África do Sul em 2010:

Europa (UEFA):

A rodada também promete grandes emoções no continente europeu, que já apresenta algumas definições. No Grupo 9 (que contava com apenas cinco seleções e já encerrou seus confrontos), por exemplo, os holandeses já carimbaram seu passaporte para a África do Sul, enquanto a Noruega aguarda ansiosa para saber se a campanha realizada será o suficiente para conquistar um lugar ao sol entre os segundos colocados (que disputarão a repescagem). Comandados novamente por Egil Olsen (que classificou o país para os mundiais de 94 e 98), os noruegueses apóiam-se em uma base onde se destacam o zagueiro Hangeland, um forte lado esquerdo formado pelo lateral John Arne Riise e o meia Pedersen, além do grandalhão Carew, principal referência ofensiva do time. Após um início irregular (quando somaram apenas três pontos nas cinco primeiras partidas), a equipe apresentou grande poder de reação na reta final da disputa, além de contar com uma “bambeada” da Escócia, que na última rodada precisava de apenas um ponto para garantir o 2º lugar, mas acabou derrotada pelos holandeses jogando em casa. Apresentando um futebol vistoso sob o comando de Bert van Marwijk, a Holanda assegurou 100% de aproveitamento em suas oito partidas, com 17 gols pró e apenas dois contra. Motivos de sobra para deixar sua empolgada torcida ainda mais otimista. Atletas como Sneijder, Van Persie, Robben, Kuyt e Huntelaar reforçam a qualidade ofensiva da equipe, tanto que Marwijk já acenou com a possibilidade de deixar Van der Vaart (que não vem jogando no Real Madrid) fora do grupo. Por outro lado, o sistema defensivo ainda não encontrou um substituto a altura do goleiro Van der Sar, atualmente aposentado da seleção.

No Grupo 5, a Espanha também já garantiu sua vaga com 100% de aproveitamento. Considerada por muitos como a maior potência do futebol mundial na atualidade, a Fúria impressiona por um futebol vistoso e ao mesmo tempo competitivo, concentrado na capacidade técnica de seu meio-campo (alicerçado em nomes como Xabi Alonso, Iniesta e Xavi), além de uma dupla de ataque altamente qualificada, composta por Fernando Torres e David Villa (que contundido, vai ficar de fora das partidas finais). O substituto imediato seria Dani Güiza, que também está machucado, o que abriu espaço para a convocação de Álvaro Negredo (recém contratado pelo Sevilla). Porém, os espanhóis insistem em corresponder expectativas com decepções, sina que muitos críticos afirmavam estar superada após a conquista da Euro 2008, mas que voltou a manifestar-se na última Copa das Confederações. Com os “pés no chão”, talvez os comandados de Vicente del Bosque possam até sonhar em superar a participação da Copa de 50, quando terminaram na 4ª colocação, seu melhor desempenho até os dias de hoje. Bósnia e Turquia brigam por um lugar na repescagem enquanto Bélgica, Estônia e Armênia já estão eliminadas. Os bósnios, que estão quatro pontos a frente dos turcos, podem garantir seu lugar antecipadamente caso derrotem os estonianos fora de casa na próxima rodada. A aposta do experiente Miroslav Blažević (técnico que levou a Croácia ao 3º lugar no mundial de 98) é no poderio ofensivo, onde brilham nomes como o meia Misimović, além dos atacantes Džeko e Ibišević (todos atuando no futebol alemão). Um nome que poderia acrescentar ainda mais experiência a esse grupo é o do meia Salihamidžić, que joga na Juventus e deixou a seleção em 2006. Caso não prosperem longe de seus domínios, a situação pode ficar complicada, já que o desfecho será em casa, mas contra os espanhóis. Para isso, a Turquia também precisará fazer sua parte, ou seja, vencer seus dois confrontos, além de contar com eventuais tropeços do rival. Apostando na mesma base que fez bonito na última Euro (quando chegou às semifinais), o treinador Fatih Terim só espera que sua equipe apresente a mesma capacidade de superação demonstrada durante aquela competição. Se conseguir superar os belgas (que vivem um momento delicado, mas podem estar animados com a estréia do treinador holandês Dick Advocaat) fora de casa, crescem as chances turcas na última rodada, quando recebem a limitada equipe da Armênia.

A exemplo dos espanhóis, a Inglaterra também já garantiu seu lugar no mundial do ano que vem de maneira antecipada, mantendo 100% de aproveitamento no Grupo 6. Não restam dúvidas de que após o fracasso nas eliminatórias da última Euro, o futebol local renasceu sob a batuta do técnico italiano Fabio Capello, que reorganizou o esquema de jogo inglês e conseguiu dar liga em uma base que não empolgava com a camisa da seleção: novos nomes como Upson, Lescott, Glen Johnson, Milner, Carlton Cole e Agbonlahor ganharam oportunidades para se firmar no time; a inserção de Barry pelo meio deu mais liberdade para que Gerrard e Lampard reeditassem o belo desempenho que sempre apresentaram em seus respectivos clubes; Beckham deixou de ter lugar cativo na equipe e precisou começar a mostrar futebol para jogar; o ataque (o mais positivo até aqui com 31 tentos marcados) passou a funcionar com Heskey (que voltou a ser convocado) atuando como pivô e abrindo espaços para Rooney, artilheiro das eliminatórias européias com nove gols... Um dos poucos problemas que o treinador ainda não resolveu está na meta do English Team, que não conta com um titular absoluto. Porém, levando-se em conta o fato de que jovens como Joe Hart (do Birmingham), Carson (West Bromwich) e Ben Foster (reserva do Manchester United) não impressionaram quando tiveram oportunidades, a aposta de Capello em veteranos (uma velha prática na Inglaterra desde os tempos de Shilton e Seaman) parece mesmo à melhor pedida, mesmo que nomes como James, Green ou Paul Robinson, não inspirem muita segurança. Algoz dos ingleses na desclassificação do último continental, a Croácia acabou pagando o preço nessas eliminatórias, quando sofreu goleadas vexatórias (4x1 e 5x1) frente a esse adversário. Aliás, desde aqueles tempos o selecionado croata tem caído de produção e apesar de estar dois pontos à frente da Ucrânia na briga pela 2ª colocação, possui uma partida a mais do que a ex-república soviética. Porém, para desespero da trupe de Shevchenko (que mesmo decepcionando em suas últimas passagens por Chelsea e Milan, nunca deixou de jogar bem com a camisa ucraniana), esse duelo será justamente contra os ingleses. Se conseguir a proeza de quebrar a invencibilidade do English Team, a Ucrânia chega à última rodada (quando encara Andorra, já eliminada, fora de casa) em condições de lutar pela repescagem. A Croácia também finaliza sua participação jogando fora de casa contra o Cazaquistão, outra seleção já eliminada, assim como a Bielorússia (do meia Hleb, ex-Barcelona), que cumpre tabela diante dos ingleses.

Apesar de já ter seus dois classificados definidos, o Grupo 4 reserva o duelo mais eletrizante da rodada do final de semana. Isso porque Alemanha e Rússia definem em Moscou quem vai direto para o mundial e quem terá de pagar os pecados na repescagem. Os germânicos ainda precisarão superar os desfalques dos contundidos Enke (goleiro), Tasci (defensor) e Khedira (meia), mas contarão com as estrelas Schweinsteiger, Ballack, Podolski, Mario Gómez e Klose para superar esse desafio. A falta de renovação, fator determinante para o declínio do futebol alemão em meados da década de 90, gerou a necessidade de maior atenção as categorias de base do país, trabalho que hoje rende frutos a Nationalelf, como no caso dos defensores Beck (Hoffenheim) e Boateng (Hamburgo) ou os meias Mesut Özil e Marko Marin (ambos do Werder Bremen). Mesmo assim não será simples segurar o ímpeto da Rússia, que corresponde positivamente ao trabalho realizado pelo holandês Guus Hiddink. Após uma excelente campanha na Euro 2008, quando caiu apenas nas semifinais, os russos atraíram a atenção de clubes das principais ligas européias, o que resultou em transferências como as de Arshavin (que foi para o Arsenal), Pavlyuchenko (Tottenham), Bilyaletdinov (Everton), Pogrebnyak (Stuttgart) e Zhirkov (Chelsea), conferindo ainda mais experiência a base da seleção, normalmente composta por atletas que atuam em clubes locais. A expectativa agora é devolver aos alemães a única derrota sofrida nessa campanha (2x1 em Dortmund), o que colocaria os russos na ponta da tabela. Porém, desde que passou a atuar como uma nação independente, a Rússia nunca venceu o rival, acumulando três derrotas e um empate. Até por isso, o time comandado por Joachim Löw está confiante em voltar para casa com ao menos um pontinho na bagagem. Ressaltando que na rodada final, a Alemanha recebe a Finlândia, já eliminada, assim como o Azerbaijão, que por sua vez encara a Rússia. Liechtenstein e País de Gales, também sem chances de classificação, complementam a rodada.

No Grupo 8, poucas surpresas devem acontecer. Isso porque Chipre, Montenegro e Geórgia estão fora da disputa, centrada agora apenas nas favoritas Itália e Irlanda, além da Bulgária (que corre por fora, mas não depende apenas de si para chegar a Copa). Na Azurra, destaque para os problemas do capitão Cannavaro, flagrado em um exame antidoping e que perderia a partida desse final de semana de qualquer forma devido a uma suspensão. Outra baixa, mas por contusão, é a do jovem meio-campista Claudio Marchisio, que atua na Juventus. Por outro lado, o volante Gattuso voltou a figurar na lista de Marcello Lippi, que insiste em ignorar o futebol de Cassano, em grande fase na Sampdoria. A partida fora de casa contra os irlandeses pode selar a classificação antecipada ou reduzir consideravelmente a diferença entre ambas às equipes (que atualmente é de quatro pontos), mas de qualquer forma a Azurra decide a vaga em casa contra o Chipre, que mesmo tendo melhorado muito nos últimos anos, ainda não representa grande perigo. A Irlanda, comandada pelo italiano Giovanni Trapattoni (que é chegado em um jogo defensivo), por sua vez encerra a rodada jogando novamente em casa, mas dessa vez contra a debutante seleção de Montenegro (que não poderá contar com seu capitão e principal jogador, o atacante Vučinić, afastado dos gramados devido a uma lesão no joelho). Motivos de sobra para a Bulgária (que precisa somar seis pontos e visita o Chipre, além de receber a lanterna Geórgia,) não se animar muito com suas possibilidades de chegar à repescagem.

No Grupo 7, também são esperadas poucas surpresas, afinal a Sérvia está a um passo da classificação, que já poderia ter vindo na última rodada, quando a ex-república iugoslava ficou no empate em casa atuando contra a França (na 2ª colocação). Mas se a diferença entre ambas as nações no momento é de quatro pontos, também se pode dizer que os Bleus têm confrontos “menos complicados”: enfrentam em casa as Ilhas Faroe (lanterna da chave e já eliminada) e a Áustria (3ª colocada com 11 pontos, mas que demitiu o treinador tcheco Karel Brückner em meio à disputa). Mesmo assim, os franceses precisarão superar os desfalques de Gourcuff e principalmente Ribéry (que contundidos, estão fora da disputa), além de torcer por um tropeço dos sérvios nos duelos finais. Ou a confirmação de uma punição da FIFA, que ameaça a Federação Sérvia com a perca de pontos em caso de novos incidentes com os torcedores do país (que já causaram tumulto nos duelos contra Áustria, Romênia e França). Tal realidade seria um duro golpe nas pretensões dos comandados de Radomir Antić, treinador com ampla experiência no futebol espanhol e que montou uma equipe azeitada, composta por diversos atletas que atuam nas principais ligas da Europa. Os nomes mais conhecidos são os de Vidić (do Manchester United), Stanković (da Inter de Milão) e Žigić (do Valencia), mas os sérvios têm diversos outros talentos como os defensores Ivanović e Obradović, os meio-campistas Krasić, Milijaš e Kuzmanović, além dos atacantes Pantelić e Jovanović. Será preciso confirmar essa expectativa em campo, em jogos decisivos contra a Romênia (em casa) e a Lituânia (fora). Apesar de ainda contarem com chances matemáticas, ambas as nações possuem poucas perspectivas de classificação, já que possuem apenas nove pontos na tabela. Os romenos (que levam vantagem nos critérios de desempate) estiveram na última Euro, mas desde então têm caíram muito de produção, o que colocou fim ao ciclo de Victor Piţurcă após quatro anos a frente da seleção. A contratação de Răzvan Lucescu (filho de Mircea Lucescu, técnico que faturou a última Copa da UEFA com o Shakthar Donetsk) iniciou um período de transição em meio à disputa e não por acaso, mais de 40 jogadores foram utilizados ao longo das eliminatórias. Já a Lituânia, que chegou a liderar o grupo nas primeiras rodadas, tem como objetivo mais sensato terminar em uma colocação honrosa para melhorar sua posição no ranking da FIFA.

No Grupo 3, apenas San Marino (tradicional “saco de pancadas” do continente) está eliminado, na última colocação sem somar um ponto sequer. Por outro lado, a Eslováquia caminha a passos largos (com 19 pontos) para chegar a sua primeira Copa do Mundo. Apenas um ponto nos duelos contra eslovenos e poloneses já seria suficiente para assegurar a classificação. Méritos para o trabalho do técnico Vladimír Weiss (ex-jogador que esteve no Mundial de 90 com a extinta Tchecoslováquia), que barrou medalhões como Marek Čech e Mintál, apostando suas fichas na base composta pelo zagueiro Škrtel, nos meias Karhan e Hamšík, além dos atacantes Šesták e Vittek. Na briga pelo 2º lugar, Eslovênia e Irlanda do Norte estão empatadas com 14 pontos, enquanto República Tcheca (com 12) e a Polônia (11) vêm logo atrás. Os eslovenos têm a desvantagem de realizar suas últimas partidas fora de casa: enfrentam os líderes da chave e na rodada final o lanterna do grupo. Motivos para contar com o goleirão Handanovič (da Udinese) e também o atacante Novakovič (do Colônia), dois de seus principais jogadores. Após somar apenas um ponto nas últimas duas rodadas, os poloneses mandaram embora o treinador holandês Leo Beenhakker, nomeando às pressas Stefan Majewski. Mas a justificativa da federação, que alegou a necessidade de apostar em um técnico local para resgatar às origens do futebol polonês, soou estranho para uma seleção que tem Roger Guerreiro em suas fileiras... O novo técnico até causou surpresas ao convocar o goleiro Dudek (atualmente na reserva do Real Madrid), que estava afastado a algum tempo da seleção, mas mesmo assim precisará de muita inspiração para superar Republica Tcheca e Eslováquia nos duelos finais. Os tchecos, aliás, tem grandes possibilidades de beliscar a vaga, já que definem sua sorte jogando em casa nos dois últimos confrontos. A reação na tabela aconteceu após uma medida que poderia ser considerada amadora: após os resultados ruins acumulados por Petr Rada e František Straka (dois ex-defensores locais), o presidente da federação (e também ex-atleta) Ivan Hašek assumiu a direção do time, acumulando quatro pontos em suas duas primeiras partidas no comando. Não restam dúvidas de que se levar a República Tcheca a Copa, será considerado um gênio por seus compatriotas. Além disso, os norte-irlandeses (que só realizam mais uma partida,) ainda contarão com diversos desfalques por contusão (casos de Martin Paterson, Sammy Clingan, Chris Brunt e Andrew Little) para a partida derradeira contra os tchecos.

Após um começo irregular, quando conseguiu inclusive a façanha de perder em casa para a limitada seleção de Luxemburgo, a Suíça acordou em tempo de reagir na tabela, ocupando atualmente a liderança do Grupo 2 com três pontos de vantagem em relação ao 2º colocado, no caso, os gregos. Destaque para o goleiro Benaglio (titular absoluto do Wolfsburg) e a dupla de ataque composta por Frei e N'Kufo (nascido no antigo Zaire), que juntos marcaram 10 dos 15 gols do time até aqui. O comando do experiente Ottmar Hitzfeld, que faturou a Liga dos Campeões e o Mundial Interclubes por Borussia Dortmund e Bayern de Munique, também tem pesado bastante nesse sentido. Agora resta devolver a derrota sofrida para os luxemburgueses antes do duelo final contra os israelenses. Outro treinador alemão, Otto Rehhagel, sabe que as derrotas nos confrontos diretos contra o líder da chave foram cruciais para colocar sua Grécia na situação delicada em que se encontra. Além de não depender apenas de si para se classificar, os gregos precisam fazer a lição de casa contra Letônia e Luxemburgo para sonhar ao menos com a repescagem. Para isso, continuam apostando em velhos conhecidos como Kyrgiakos, Katsouranis, Karagounis, Samaras, Amanatidis e Gekas, além de Basinas e Charisteas (que ficaram de fora da convocação). Mas não será tão simples, já que os letões estão empatados em número de pontos com os helênicos e também sonham com um lugar ao sol. O grande nome da equipe comandada por Aleksandrs Starkovs (o mesmo que levou o país a Eurocopa de 2004) é o capitão Astafjevs, que nas próximas partidas deve se tornar o jogador europeu com maior número de partidas internacionais. Outros jogadores que faziam parte do grupo de 2004 e ainda resistem no time são o meia Rubins e o atacante Verpakovskis. Além deles, também se destaca o seguro goleiro Vaņins, eleito melhor jogador do país no ano passado. O último jogo dos letões será dentro de seus domínios, contra a lanterna Moldávia. Correndo por fora e torcendo para toda essa turma se engalfinhar pelo caminho está Israel, que também enfrenta a última colocada, antes de encarar os líderes suíços. Os maiores trunfos da “Terra Santa” são o goleiro Aouate, o defensor Bem Haim, o meia Cohen, o artilheiro Barda, além é claro, do capitão Benayoun (que atua no Liverpool).

No Grupo 1, as seleções de Malta e Albânia já não têm mais chances de classificação e nomes importantes do futebol mundial, como Cristiano Ronaldo ou Ibrahimović, podem se juntar a essa turma. Atualmente, a situação mais complicada é a de Portugal, que ainda não se acertou sob o comando de Carlos Queiroz, ocupando a 3ª colocação da chave com os mesmos 13 pontos dos húngaros. Porém, os Tugas contam com a vantagem de jogar em casa no confronto direto contra a Magyar, assim como na partida contra os malteses, o que pode lhe valer preciosos seis pontos, que o recolocariam na disputa pela vaga. O brasileiro Liédson naturalizou-se recentemente e causou polêmica no país ao ser incorporado a seleção, mas já mostrou serviço nas duas partidas em que teve oportunidade, anotando inclusive um gol. A Hungria também se revelou uma grata surpresa, já que vive um período de ostracismo desde meados da década de 80. Sob o comando do ex-jogador holandês Erwin Koeman (que tem se mostrado mais competente que o irmão Ronald Koeman na função de treinador), o selecionado húngaro voltou a apresentar poder de competitividade como há muito tempo não se via e a julgar pelas boas campanhas de suas seleções de base em competições da categoria, as perspectivas para o futuro do futebol local são as mais otimistas possíveis. O clássico escandinavo entre Dinamarca e Suécia neste final de semana promete ser decisivo para as pretensões de ambas as seleções: líderes da chave com 15 pontos, os dinamarqueses podem recuperar a boa vantagem que tinham em relação aos concorrentes até colecionar dois empates nas últimas rodadas (atuando em casa contra Portugal e fora contra a Albânia). Além disso, levam a vantagem de já terem vencido os suecos na casa do adversário no primeiro encontro entre essas equipes. Mesmo assim, os finalistas do mundial de 58 estão dispostos a aproveitar o chamado “duelo de seis pontos” contra o 1º colocado para firmar-se na disputa por um lugar na África do Sul no ano que vem. Até porque o duelo derradeiro contra os albaneses promete ser bem mais tranquilo...

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Todos os comentários desse artigo:
Copa do Mundo 2010: Raio-X das Eliminatórias (Europa)

  • victorinonetto Ter 13 Out 2009 22:28
    Obrigado pela força, Michel!!!

    Também acho que os Tugas têm mais a acrescentar ao mundial do que os escandinavos!!! Sobre o Ibrahimovic, concordo que não seja muito simpático. Mas Cristiano Ronaldo também é um tanto entojado!!! Então gostaria que os dois ficassem de fora e a Hungria milagrosamente se classificasse!!!

    Sonhar não custa nada...

    Grande abraço!!!

  • Michel Costa mailto

    Dom 11 Out 2009 19:00

    Ótima anáilse, Victorino.
    Particularmente, gostei da derrota da Suécia. Não quero ver Ibrahimovic nessa Copa. Um tipo que acha que o seu time deve ganhar por ele não merece o meu respeito.
    Abraço.