Nos próximos dias, o mundo acompanhará a definição dos últimos classificados para o mundial da África do Sul. Além do país-sede, outras 22 nações já garantiram seu passaporte. São elas: Japão, Austrália, Coréia do Sul e Coréia do Norte (Ásia); Holanda, Inglaterra, Espanha, Alemanha, Dinamarca, Sérvia, Itália, Suíça e Eslováquia (Europa); Brasil, Paraguai, Chile e Argentina (América do Sul); México, Estados Unidos e Honduras (América do Norte, Central e Caribe); Gana e Costa do Marfim (África).
Restam agora nove vagas, disputadas na última rodada das eliminatórias africanas (que apontará três classificados a Copa, mas também define vagas na próxima Copa Africana das Nações) e nas repescagens da América (decididas entre Uruguai e Costa Rica), Europa (que define mais quatro vagas), além de Ásia e Oceania (onde Bahrein e Nova Zelândia estarão frente a frente mais uma vez). Confira uma análise sobre esses confrontos e aposte nos seus favoritos:
Europa (UEFA):
Portugal x Bósnia-Herzegovina
Considerando os atletas envolvidos no duelo entre portugueses e bósnios, pode-se dizer que essa disputa promete ser a de melhor nível técnico na repescagem européia. Deco, Simão e Liédson de um lado, Misimović, Džeko e Ibišević do outro. Enfim, o que não deve faltar são jogadores capazes de proporcionar um belo espetáculo ao público, ainda mais quando o que está em jogo é uma vaga para o mundial do ano que vem. Uma disputa inédita, diga-se de passagem, já que em sua recente história como nação independente (a seleção do país só começou a jogar internacionalmente em 1993), a Bósnia nunca enfrentou Portugal. Nos tempos em que os bósnios ainda compunham a Iugoslávia, ambas as nações se enfrentaram cinco vezes, com vantagem lusitana (três empates e duas derrotas), o que não diz muito, já que o último encontro se deu em 1984.
Pelo lado dos Tugas o clima é de
otimismo após a reação na reta
final da fase classificatória, quando a equipe superou Suécia e
Hungria na briga pelo 2º lugar, deixando a impressão de que se
tivesse acordado um pouco mais cedo, não seria preciso passar pelo
atual sufoco. Não restam dúvidas de que foram as partidas iniciais
(apenas uma vitória nos cinco primeiros jogos) que colocaram a
equipe de Carlos Queiroz nessa situação. O que faz com que muitos
torcedores ainda encarem o trabalho do técnico com relativa
desconfiança. Mas também não se pode negar que algumas cartadas do
treinador foram muito importantes na sobrevida portuguesa. A
inclusão de Liédson na base do time foi muito discutida pela
crítica, mas sustentada por Queiroz, que assistiu a uma
participação efetiva do atacante em jogos decisivos contra
Dinamarca e Hungria. O técnico também causou polêmica ao peitar o
Real Madrid e convocar Cristiano Ronaldo, que posteriormente foi
cortado devido a uma lesão no tornozelo agravada justamente em
defesa da seleção, o que deixou os dirigentes de seu clube
furiosos. Mas levando em conta a importância desse confronto, seria
mais racional planejar a equipe contando com jogadores que
estiverem com 100% de sua capacidade física. As maiores surpresas
entre os convocados foram os nomes do veterano goleiro Hilário (do
Chelsea) e do jovem meia-esquerda Fabio Coentrão (do Benfica),
enquanto as ausências mais sentidas serão as do lateral Bosingwa
(contundido), do volante Maniche, além do atacante Nuno
Gomes.
Já os Liljani, uma das equipes mais
simpáticas dessas eliminatórias devido ao jogo ofensivo de seu
selecionado, sonham em continuar surpreendendo para carimbar seu
passaporte
ao primeiro mundial
na história do país. Mas é justamente essa falta de experiência
internacional que pode pesar em um momento como esse. Vale lembrar
que apesar de assegurar a 2ª posição da chave com relativa vantagem
diante de seus concorrentes, a Bósnia somou apenas um ponto nos
quatro jogos diante de Espanha e Turquia, respectivamente líder e
3ª
colocada do grupo. Por isso será preciso muito mais
do que otimismo para derrubar o favoritismo de Portugal, por mais
complicada que seja a fase dos Tugas. Nesse sentido, a rodagem
de Miroslav Blažević (o homem que levou a Croácia ao 3ª
lugar na Copa de 98) será crucial para equilibrar um pouco as
coisas, principalmente o setor defensivo, que parece ser o
“calcanhar de Aquiles” do time. No gol, Supić tem
jogado como titular, embora Hasagić (que é apenas dois anos
mais velho) tenha mais do que o triplo de jogos com a camisa da
seleção e possa ser importante nessa repescagem. Na defesa,
Berberović foi outro titular a perder espaço. Atualmente, o
trio de zaga é composto por Nadarević, o versátil Jahić,
além do capitão Spahić. Pelo meio, o que não faltam são opções
capacitadas: Rahimić e Muratović são os carregadores de
piano, enquanto Salihović e Pjanić ocupam as alas, embora
seja consenso que a entrada do jogador do Lyon enfraquece ainda
mais a defesa (o que coloca Ibričić como grande
concorrente nessa disputa). O experiente Bajramović (do
Eintracht Frankfurt) também é sempre uma boa opção no banco de
reservas. Mais a frente está à trinca de estrelas: o garçom
Misimović é responsável pela ligação com o ataque, enquanto a
dupla Džeko e Ibišević (definitivamente recuperado
da contusão que o prejudicou na temporada passada) pode ser
considerada artilharia da mais pesada. Muslimović, que tem uma
excelente média de gols pela seleção (13 gols em 19 jogos) é o
substituto imediato no caso de alguma eventualidade. Teoricamente,
o fato de decidir a vaga em casa, diante de uma torcida fanática e
imprevisível, é outro trunfo bósnio na luta por um lugar ao sol
sul-africano.
Irlanda x França
Após o vice-campeonato na última Copa do Mundo, a seleção francesa acabou se complicando na fase de classificação dessas eliminatórias ao perder a vaga direta para a Sérvia. Já os irlandeses até que se esforçaram, mas não tiveram forças para superar a Itália, atual campeã mundial. Nesse quesito, vantagem para The Boys in Green (comandados pelo italiano Giovanni Trapattoni), que apenas cumprem seu papel nessa repescagem, enquanto Les Bleus (do contestado Raymond Domenech) estarão correndo atrás do prejuízo. Porém, se depender do retrospecto entre as duas nações, os franceses podem se considerar favoritos. Em 14 jogos, foram seis vitórias, quatro empates e quatro derrotas, a última delas ocorrida no longínquo ano de 1981. No último encontro entre as nações, em 2005, vitória da França (jogando no campo do adversário) por 1x0.
Mas os irlandeses estão
confiantes na possibilidade de reverter às
estatísticas e prometem vender
caro sua derrota. A base da equipe atua no futebol inglês e é
formada por velhos conhecidos como o goleiro Given, os defensores
O’Shea, Kilbane e Dunne, além do atacante Robbie Keane,
artilheiro do time com 5 gols. Nem por isso a convocação excluiu
jovens valores como Eddie Nolan, Darren O'Dea e Anthony Stokes,
todos eles com menos de três partidas pela seleção nacional. As
declarações de Domenech, que comparou a Irlanda com uma
“Inglaterra B”, também devem ser usadas por Trapattoni
para motivar seus atletas a buscar a vitória. Chegado a uma
retranca, o italiano se encaixou perfeitamente nas características
do futebol irlandês, mas sabe que precisará de gols se quiser
chegar a Copa do Mundo.
Os franceses por sua vez
apostam em seus atacantes para tentar fazer
valer o peso
de sua camisa e superar algumas ausências importantes. Apesar de
ter deixado Patrick Vieira (que voltou a jogar na Inter de Milão)
de fora da lista, Domenech confia na rodagem de Henry e Anelka,
além da ascensão de Benzema e Gignac, para compensar o desfalque de
seu principal jogador, o meia Ribéry (do Bayern de Munique),
atualmente contundido. Um teste de fogo para outro jovem, Yoann
Gourcuff, que terá de assumir a responsabilidade e comprovar toda
sua categoria pelo setor. Outro desfalque por contusão será o do
lateral Clichy, que abriu espaço para a convocação do meia Moussa
Sissoko, um dos grandes destaques do surpreendente Toulouse, que
faz excelente campanha na atual temporada da Ligue
1.
Grécia x Ucrânia
Disputa que pouco empolga aqueles que não são simpatizantes das nações envolvidas, Grécia e Ucrânia fazem (ao menos em teoria) o duelo mais equilibrado dessa repescagem européia. Consequentemente é também o mais imprevisível, já que analisando o retrospecto (atual e histórico) dessas nações, nenhuma das equipes desponta como favorita. O primeiro jogo entre os países ocorreu apenas em 2002, em partida válida pelas eliminatórias da Eurocopa, com vitória dos ucranianos (que jogavam em casa) por 2x0. No ano seguinte foi a vez dos gregos saírem vitoriosos pela contagem mínima no duelo de volta, válido pela mesma competição. As eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006 colocaram Ucrânia e Grécia frente a frente mais uma vez e após um empate em seus domínios por 1x1, a ex-república soviética foi buscar uma vitória magra (1x0) na casa dos helênicos, resultado fundamental para a classificação ao mundial (até então inédita) e também para a eliminação da então campeã européia.
Nessas eliminatórias, apesar de
somar um ponto a menos que a Ucrânia na fase classificatória, os
gregos estiveram mais próximos da briga pelo
1º lugar em seu grupo,
terminando apenas um ponto atrás da Suíça (enquanto os ucranianos
ficaram a seis dos ingleses). O comando do time ainda pertence ao
alemão Otto Rehhagel, o mesmo da histórica conquista de 2004, que
continua apostando em diversas figurinhas carimbadas que estiveram
presentes naquele título (como Basinas, Charisteas, Karagounis,
Seitaridis, Dellas ou Katsouranis). Outros atletas (como Kyrgiakos,
Gekas, Patsatzoglou ou Samaras) também não são nenhuma novidade
para os torcedores do país, que lamentaram o desfalque de Ioannis
Amanatidis nas partidas decisivas. A ausência do atacante do
Eintracht Frankfurt abriu espaço para o novato Vasilis
Koutsianikoulis, que ao lado de Kostas Mitroglou foi maior surpresa
da convocação. E apesar de contar com outros jovens valores, como o
defensor Papastathopoulos (do Genoa) ou os meias Pliatsikas (do
Schalke) e Ninis (que com apenas 19 anos é considerado a maior
esperança do país para os próximos anos), o esquema da Grécia para
essa repescagem deve se concentrar na experiência de seus
veteranos.
Pelo lado ucraniano não deve
ser diferente, já que o time também apresenta poucas novidades. O
eterno matador Shevchenko reflete bem
essa realidade, já que esteve
presente em 9 partidas dessas eliminatórias, mesmo em má fase por
Chelsea e Milan. Além dele, também estiveram em campo jogadores
como Rusol, Milevskyi, Gusev, Rotan e Tymoschuk (todos presentes no
último mundial). Porém, o trabalho do ex-meia Oleksiy
Mykhaylychenko inevitavelmente acarretou em maiores renovações se
comparado ao selecionado grego, já que o atual treinador ucraniano
sucede o ídolo Oleg Blokhin, que ficou quatro anos no comando da
ex-república soviética. O novo técnico tem optado por algumas
mudanças na base da equipe e graças a essa filosofia, caras novas
como o arqueiro Pyatov, o zagueiro Chygrynskiy (contratado pelo
Barcelona) e o atacante Seleznyov, têm recebido mais oportunidades.
Por outro lado, Voronin, que possui relativa experiência
internacional, mas não vem sendo muito aproveitado desde que
retornou ao Liverpool, acabou ignorado na convocação de
Mykhaylychenko. Além disso, também será preciso superar o desfalque
dos contundidos Shovkovskiy (goleiro) e principalmente Nazarenko,
peça fundamental ao meio-campo da equipe. A expectativa do
treinador é que a equipe mantenha o mesmo crescimento apresentado
na reta final da fase classificatória, quando a Ucrânia bateu os
ingleses (líderes da chave) e conseguiu superar a Croácia na briga
pelo 2º lugar.
Rússia x Eslovênia
Se os confrontos da repescagem européia apresentam relativo equilíbrio, tornando difícil qualquer previsão, russos e eslovenos fazem um jogo onde muitos dão como certa a classificação da equipe comandada pelo holandês Guus Hiddink. Mas analisando friamente a situação, esse suposto favoritismo não significa muita coisa quando levamos em conta o retrospecto entre ambas as nações, que se tornaram independentes apenas na década de 90 e só foram se cruzar pela primeira vez em 1996 (em um torneio amistoso disputado em Malta, com vitória da Rússia por 3x1). Porém, na segunda vez que o destino de ambos os países se cruzaram, quem levou a melhor foram os eslovenos, que nas eliminatórias para o mundial de 2002 obtiveram um empate na casa do adversário (1x1) e uma vitória em seus domínios (2x1). Mesmo assim, os russos terminaram na frente, conquistando a vaga direta a Copa, enquanto os eslovenos ainda precisaram superar a Romênia para chegar ao 1º mundial de sua história.
Durante a fase de classificação
dessas eliminatórias, a campanha da Rússia foi um pouco melhor do
que a da Eslovênia (em 10 jogos foram 22 pontos contra 20 do
rival), mas com certeza, muito mais dolorosa. Isso
porque se criou grande
expectativa em relação às chances russas de superar a favorita
Alemanha na briga pela vaga direta, fator que dependia
exclusivamente de um resultado positivo no confronto direto entre
ambas as nações, marcado para a penúltima rodada em Moscou.
Acontece que a principal ex-república soviética acabou fracassando
e saiu derrotada por 1x0 diante de seus torcedores, acumulando
ainda um ridículo empate contra a fraca equipe do Azerbaijão no
desfecho da disputa. O excelente futebol apresentado no último
torneio continental chamou a atenção dos mercados vizinhos para
algumas estrelas da equipe, como Zhirkov, Bilyaletdinov,
Pavlyuchenko e Arshavin (que atuam no futebol inglês) e Pogrebnyak
(que se transferiu nessa temporada para a Alemanha), o que
inevitavelmente contribuiu para o aumento da experiência
internacional do conjunto e coloca a nação como grande favorita
nessa repescagem. Mas acontece que a aquela Eurocopa acabou em 2008
e não se pode viver eternamente do passado. Por isso, revelações
como o meia Dzagoev (de apenas 19 anos) são importantes para trazer
sangue-novo ao talentoso conjunto comandado por Hiddink, que deixou
de fora das partidas decisivas nomes como o tarimbado volante
Aldonin e o atacante Bukharov (vice-artilheiro da liga russa, atrás
do brasileiro Wellinton).
Além disso, é preciso abrir bem
os olhos com a Eslovênia do jovem treinador Matjaž Kek, um
ex-defensor que iniciou sua carreira como
técnico em 2000, tornando-se
campeão nacional pelo NK Maribor e passando pelas seleções de base
do país, até chegar à equipe principal em 2003, substituindo o
renomado Branko Oblak. Desde então, o novo comandante vem
alicerçando seu trabalho no jogo coletivo e na união do conjunto,
até por não possuir grandes destaques individuais. Os nomes mais
conhecidos entre os titulares são os do goleiro Samir
Handanovič (da Udinese) e o atacante Novakovič (que atua
no Colônia e é o artilheiro da campanha com 5 gols). O jovem Rene
Krhin (meia alçado por Mourinho na Internazionale) também é visto
com bons olhos, embora ainda seja apenas uma promessa (tanto que
jogou apenas 5 minutos nessas eliminatórias). São operários como
Brečko, Jokić, Šuler e Cesar (defensores), Koren,
Kirm e Komac (meias), além de Birsa, Dedič ou Ljubijankič
(atacantes) que fazem o esquema funcionar, tanto que na fase
classificatória o país correu por fora sem chamar muito a atenção e
acabou superando rivais mais bem cotados como Polônia, República
Tcheca e Irlanda do Norte na luta pela repescagem (sem contar a
pressão na líder Eslováquia, que chegou a temer pela perca da vaga
direta). A meta agora é seguir trabalhando em silêncio para tentar
mais uma vez superar as
expectativas.
América do Sul (CONMEBOL) x América do Norte, Central e Caribe (CONCACAF):
Uruguai x Costa Rica
A repescagem entre os países do
continente americano (divido pela FIFA entre CONMEBOL e CONCACAF)
coloca frente a frente duas potências de
cada federação. E ambas em busca
de recuperação. A Celeste
Olímpica sonha em retornar a uma Copa do Mundo após ficar de
fora de três das últimas cinco edições, inclusive a última, quando
caiu diante da Austrália justamente na repescagem. Já os Ticos, que lideraram a fase
final de sua zona durante boa parte da disputa, assustam-se com a
possibilidade de perder uma vaga que parecia garantida.
Ingredientes de um duelo que promete ser tenso e muito catimbado.
Se depender do retrospecto histórico os uruguaios têm larga
vantagem sobre o adversário, já que enfrentaram os costa-riquenhos
em oito oportunidades, obtendo seis vitórias e dois empates. O
último encontro entre esses países foi pela Copa América de 2001,
quando as equipes se cruzaram em duas oportunidades: uma pela 1ª
fase (empate em 1x1, embora a Costa Rica tenha terminado na
liderança enquanto o Uruguai acabou em 3º) e outra pelas
quartas-de-final (quando a charruas levaram a melhor por 2x1). Mas
todos nós sabemos que no futebol continua valendo a máxima de que
“no campo são 11 contra 11”!
O selecionado uruguaio insiste em se complicar, mesmo possuindo um grupo qualificado para os padrões sul-americanos. Durante a campanha nessas eliminatórias, o time cometeu vacilos imperdoáveis (principalmente em casa) para uma seleção que deseja chegar a Copa (para não falar da derrota derradeira diante da Argentina, podemos citar os empates em casa contra venezuelanos e equatorianos). Bi-campeão mundial, o país precisará mostrar serviço (como na penúltima rodada da fase anterior, quando arrancou nos minutos finais uma vitória diante do Equador jogando em Quito) se quiser fazer valer seu favoritismo. Porém, a conturbada derrota para os argentinos na última partida ainda deixa seqüelas graves, como as suspensões de Cáceres, Scotti, Diego Pérez e Maximiliano Pereira (que apesar de convocados, só poderão atuar no duelo de volta dessa decisão), além de Cristian Rodríguez (que pegou um gancho de quatro jogos). Outras baixas importantes são as de Fucile, Carlos Valdez e Jorge Martínez ambas por contusão, enquanto Edison Cavani (que participou de sete partidas nessas eliminatórias) acabou ignorado pelo técnico Oscar Tabárez. O treinador uruguaio aposta em homens de sua confiança, o que se pode verificar pela convocação do goleiro Castillo (que anda na reserva do Botafogo), enquanto Carini (que é titular do Atlético Mineiro e está entre os três atletas mais convocados na história de seu país) continua sendo ignorado. Entre os convocados, as maiores novidades ficam por conta dos jovens Sebastián Coates e Nicolás Lodeiro, além de Alvaro Gonzalez (todos do Nacional local). Mas a grande força do time se concentra mesmo no vigor do capitão Lugano e no potencial ofensivo da dupla formada por Luis Suárez e Diego Forlán.
Já a Costa Rica tenta se
recuperar do baque sofrido no desfecho da fase final da CONCAF. Na
liderança do certame, a seleção
acumulou seguidas derrotas em suas últimas partidas, sendo superada
em cima da hora por México, Estados Unidos e Honduras. Os
resultados ruins foram responsáveis pela saída do técnico Rodrigo
Kenton (com quem os Ticos tinham somado 12 dos 15
pontos possíveis no início do hexagonal final), que acabou
substituído por Renê Simões (ex-Coritiba). Credenciado por ter
levado a Jamaica ao mundial de 1998, o brasileiro trouxe de volta a
seleção o veterano Luis Marín (que esteve presente nos dois últimos
mundiais), mas também aposta na juventude de algumas revelações
(como José Mena, Bryan Oviedo e Christian Gamboa, que recentemente
estiveram no mundial sub-20). Nas partidas sob o comando do novo
técnico, os costa-riquenhos até obtiveram bom aproveitamento,
vencendo Trinindad e Tobago por 4x0, além de empatar com os Estados
Unidos fora de casa (em um jogo que chegaram a estar vencendo por
2x0), resultado que acabou custando à suspensão do treinador,
expulso por reclamação. Mas ao menos será possível contar com peças
importantes como o arqueiro Keylor Navas (que tem se destacado no
Saprissa e vem sendo sondado pelo futebol espanhol), Júnior Díaz
(defensor polivalente que conta com a experiência de atuar no
futebol europeu), o meia Centeno (que será fundamental na condução
da equipe devido a sua experiência), além de Rolando Fonseca,
Álvaro Saborío e Bryan Ruiz (esperança de gols no
ataque).
O fato de começar essa decisão jogando em casa, diante de um time desfalcado pelas suspensões, obriga os Ticos a tomarem a iniciativa, já que o duelo de volta em Montevidéu, quando a Celeste contará com sua força máxima, promete um ambiente de grande pressão. Vale ressaltar que a arbitragem dos dois confrontos será européia: o espanhol Alberto Undiano Mallenco apita o jogo inicial enquanto o polêmico suíço Massimo Busacca (famoso por mostrar o dedo aos torcedores e supostamente ter feito xixi em campo) comanda a partida derradeira.
África (CAF):
O continente africano também
promete grandes emoções, já não define apenas três vagas para o
mundial, mas também outros quatro classificados para a próxima Copa
Africana das Nações (que classifica os três primeiros colocados de
cada chave). No Grupo
D já está tudo
definido e as equipes entram em
campo apenas para cumprir tabela. Gana, que garantiu a vaga
antecipadamente, mas perdeu sua invencibilidade na última rodada
diante do Benin, encara a seleção de Mali (onde brilham o meia
Seydou Keita e o atacante Kanouté), que por sua vez já classificada
para o torneio continental. O grande mérito dos Estrelas Negras foi a
manutenção da base que chegou as oitavas de final do último mundial
(onde figuram estrelas como Muntari, Essien e Appiah) mesclada a
novos talentos que começam a se firmar no cenário internacional,
como por exemplo, o versátil Tony Annan, volante do Rosenborg (da
Noruega) que ganhou a alcunha de “novo Makalele”. O
Benin, uma das gratas surpresas da fase final africana e que também
já se garantiu na próxima Copa da África, aposta em atletas que se
destacam no futebol francês (como o defensor Chrysostome, o meia
Sessegnon e o atacante Omotoyossi) para fechar com chave de ouro
sua participação diante do já eliminado
Sudão.
No Grupo E, a Costa do Marfim
também já se garantiu e agora encara Guiné, que com três pontos
ainda sonha em terminar entre os três
primeiros colocados. Missão
ingrata para o time do meia Pascal Feindouno e do atacante Ismaël
Bangoura, que terá de enfrentar os marfinenses jogando na casa do
adversário. Não bastasse isso, os Elefantes (que vem jogando
muita bola e se mantém invictos até aqui) ainda contarão com seus
principais jogadores, como Eboué, Zokora, Salomon Kalou, Sanogo,
além do matador Drogba (artilheiro do certame africano com seis
gols). Já o Malauí (que tem um ponto a mais na tabela) também
encara outra grata revelação dessas eliminatórias: a seleção de
Burkina Faso. Se o selecionado do meia Pitroipa (que joga no
Hamburgo) e do ídolo Dagano não estará na Copa do Mundo, ao menos
já se garantiu na próxima edição do torneio continental,
assegurando o 2º lugar do grupo com nove pontos. Para os
malauienses (onde brilham o meia Kamwendo e o jovem atacante
Msowoya), resta a esperança de repetir o desempenho da última
rodada, quando interromperam uma série de cinco vitórias
consecutivas da Costa do Marfim com um empate por 1x1. O único
problema é que desta vez (ao contrário do último jogo) a partida
será na casa do rival...
Nas demais chaves, a luta pela
vaga está mais equilibrada e será definida apenas no último
confronto de cada participante. No Grupo A, a grande surpresa
é o Gabão, que sob o comando do francês Alain Giresse mescla a
experiência de figurões (como Daniel Cousin, do Hull City) a
juventude de novos talentos, como o meia Stéphane Nguéma (do PSG)
ou o atacante Roguy Méyé (do Ankaraspor). Após uma arrancada no
início dessa fase final, quando chegaram a liderar seu grupo, os
gabonenses acabaram esbarrando na experiência
dos camaroneses, responsáveis
pelas duas derrotas do time até aqui. Os pontos perdidos não apenas
ressuscitaram o adversário, como também deixaram o Gabão em uma
situação delicada, já que não depende mais apenas de si para se
classificar a sua 1ª Copa do Mundo. Para isso, seria preciso vencer
o Togo fora de casa, além de contar com um tropeço dos Leões Indomáveis. O retrospecto
histórico diante dos togoleses ao menos é animador, já que em sete
confrontos, o Gabão se mantém invicto com cinco vitórias e dois
empates. No primeiro encontro válido por essas eliminatórias, os
gabonenses venceram por 3x0. Porém, mesmo em caso de fracasso, só o
fato de garantir antecipadamente o passaporte para sua 4ª Copa
Africana de Nações diante de adversários mais tradicionais, já
deveria ser motivo de orgulho para o país. Na liderança da chave,
os camaroneses seguiram o caminho contrário: após um início
irregular, os Leões Indomáveis finalmente mostraram serviço nos
últimos três jogos, quando somaram dez de seus onze pontos.
Contribuiu para isso o excelente trabalho de outro técnico francês,
Paul Le Guen, que assumiu o time em cima da hora, após as saídas do
alemão Otto Pfister (que levou Togo ao último mundial) e do
interino Thomas N’kono (ex-goleiro que foi titular na
excelente campanha da Copa de 1990). Tal atitude foi questionada
por grande parte da imprensa especializada, inclusive a brasileira.
Muitos alegavam que os dirigentes camaroneses eram amadores ou que
Le Guen não sabia “o problema em que estava se
metendo”. Porém, com muita personalidade o treinador devolveu
a confiança ao grupo, realizado poucas mudanças na base, apesar de
algumas modificações significativas na estrutura do conjunto (a
transferência da braçadeira de capitão do experiente zagueiro
Rigobert Song para a estrela Samuel Eto’o foi a mais clara
delas). Resta saber se contra os marroquinos, os Leões Indomáveis confirmarão
sua ascensão ou se irão repetir o vacilo de 2006, quando ficaram de
fora da Copa na última rodada das eliminatórias. Apesar de não
contar com diversos jogadores importantes (casos de El Kaddouri,
Kharja, El Zhar, Youssouf Hadji, El Hamdaoui e Chamakh), que atuam
no futebol europeu e foram ignorados na lista do treinador Hassan
Moumen (substituto do francês Roger Lemerre), os marroquinos
merecem respeito por jogar em casa, mesmo que nunca tenham vencido
Camarões na história deste confronto (quatro derrotas e quatro
empates) e ainda tenham de superar os desfalques de Ouaddou, Chafni
e Boussoufa, cortados de última hora por estarem
lesionados.
No Grupo B, a briga está
centrada em duas potências do continente: Tunísia e Nigéria, ambas
já garantidas na próxima Copa Africana das Nações. Na briga pela
vaga ao mundial, os tunisianos levam a vantagem de estar na frente
com onze pontos, enquanto os rivais somam apenas
nove. Após encontrar dificuldades
na etapa anterior (quando ficou atrás de Burkina Faso e
classificou-se como melhor 3ª colocada), a Tunísia finalmente se
acertou nessa fase final. Depois de utilizar 40 jogadores, o
português Humberto Coelho parece ter encontrado a base ideal, onde
brilham o meia Ben Saada e o atacante Issam Jemâa (que atuam no
futebol francês), mas o ídolo Selim Benachour (que causou polêmica
no país ao ficar de fora da última Copa) continua sendo ignorado.
Os nigerianos acabaram seguindo o caminho contrário, já que
realizaram a melhor campanha da fase classificatória, mas acabaram
decaindo justamente na “hora H”. Os confrontos diretos
contra os tunisianos seriam decisivos para as pretensões dos
comandados de Shaibu Amodu e após fazer sua parte jogando fora de
casa (empate em 0x0), a Nigéria acabou vacilando justamente diante
de sua torcida (quando empatou novamente, dessa vez por 2x2,
sofrendo um gol nos minutos finais). Quem pode acabar influenciando
em uma possível reviravolta na classificação são Moçambique (3º
colocado com quatro pontos) e Quênia (que com um ponto a menos,
ocupa a lanterna do grupo). Além de brigar pela vaga restante ao
torneio continental, ambas as nações ainda contarão com a vantagem
de jogar em casa nas partidas decisivas. Os quenianos encaram as
Super Águias, lutando
para superar a enorme desvantagem histórica, já que em 10 jogos
contra os nigerianos, o time do atacante Dennis Oliech nunca
conseguiu vencer (foram nove derrotas, sendo quatro em casa, além
de um empate). Já os moçambicanos esperam conter o entusiasmo do
líder para assegurar seu retorno a Copa da África, que não disputam
desde 1998. O primeiro encontro entre esses países ocorreu
justamente pelo torneio continental, mas em 96, quando o duelo
acabou empatado em 1x1. A segunda partida aconteceu nessas
eliminatórias, quando a Tunísia fez o dever de casa vencendo por
2x0. Resta saber como terminará a primeira partida disputada em
solo moçambicano...
Outra disputa ainda mais
equilibrada acontece no Grupo C, onde a Argélia
tem grandes perspectivas de retornar a uma Copa do Mundo (de onde
está afastada desde 1986). Comandados pelo experiente Rabah Saâdane
(que já comandou a seleção em outras cinco oportunidades, inclusive
na última vez em que o país esteve em um mundial), as Raposas do Deserto ainda estão
invictas nessa fase final e somam três pontos a mais que o Egito,
segundo colocado e rival no duelo decisivo.
Apoiados em um sólido sistema
defensivo, onde figuram nomes como Bougherra (que atua no Glasgow
Rangers), Yahia (do Bochum) e Belhadj (atualmente no Portsmouth),
um meio-campo experimentado (destaque para o Ziani e o capitão
Mansouri, que jogam no futebol francês), além de um ataque que
mescla a rodagem do artilheiro Saïfi, com o ímpeto de revelações
como Ghezzal (do Siena), Matmour (Borussia Mönchengladbach), Ghilas
(Hull City) e Djebbour (AEK), a Argélia também conta com a sina
egípcia de desapontar seus torcedores quando o assunto é Copa do
Mundo. Uma das grandes forças do futebol africano (basta ressaltar
que os Faraós são
atualmente bicampeões continentais), os egípcios não disputam um
mundial desde 1990. De lá para cá, colecionaram seguidos fracassos
em termos de eliminatórias, mesmo possuindo elencos qualificados
para prosperar nesse objetivo. A participação do país na Copa das
Confederações desse ano sintetiza bem essa realidade: após
endurecer contra o Brasil na estréia e conquistar uma histórica
vitória contra os italianos, a seleção tinha tudo para chegar às
semifinais do torneio, mas conseguiu a proeza de perder para os
Estados Unidos por 3x0 na última rodada, desperdiçando uma chance
de ouro de terminar entre os quatro primeiros colocados. E mesmo
contando com atletas tarimbados, como o goleiro El-Hadary, os meias
Ahmed Hassan e Aboutrika, além do atacante Amr Zaki, o treinador
Hassan Shehata teve de dar o braço a torcer, convocando nomes
importantes que até então vinham sendo ignorados (casos de Emad
Moteab e Mohamed Zidan). O treinador também apostou na experiência
do defensor El Sakka, que com mais de 100 partidas pela seleção,
andava aposentado do futebol internacional desde 2007 e deve ser
importante na ausência do suspenso Wael Gomaa (que só teria
condições em um possível jogo-extra). Mesmo assim, Shehata insiste
em deixar de fora das convocações o atacante Mido (com quem já teve
tempo suficiente para superar os atritos do passado). Para chegar à
redenção, será preciso vencer os argelinos por pelo menos três gols
de diferença, o que só aconteceu uma vez em 23 jogos disputados na
história desse confronto. Uma vitória por dois gols de diferença
igualaria as campanhas e forçaria a realização de um duelo de
desempate disputado em campo neutro (no caso, o Sudão), enquanto
qualquer outro resultado classifica as Raposas do Deserto. O clima em
Cairo é de nervosismo e o ônibus que transportava a delegação
argelina acabou apedrejado por torcedores rivais. O incidente
apimenta ainda mais os bastidores do confronto, que promete ser um
dos mais tensos dessa rodada. Já a outra partida da chave vale vaga
na próxima Copa Africana das Nações. A seleção da Zâmbia (que até
começou bem, mas depois se complicou) garante a vaga com um empate
diante de Ruanda, que por sua vez atua em casa precisando de uma
vitória por no mínimo dois gols de diferença para repassar a
lanterna do grupo ao rival, assegurando a 3º
colocação.
Ásia (AFC) x Oceania (OFC):
Nova Zelândia x Bahrein
Após o empate sem gols no
primeiro encontro, neozelandeses e
bareinitas voltam a se enfrentar
para definir quem fica com a vaga para o mundial. Ao contrário do
que muitos críticos imaginavam (ou o placar possa sugerir), o
primeiro confronto entre essas nações (disputado em solo asiático)
teve seus atrativos, com os donos da casa tomando a iniciativa, mas
encontrando dificuldades no setor ofensivo, onde perderam gols
incríveis (Salman Isa conseguiu driblar o goleiro adversário e com
o gol aberto acertar a trave), além de esbarrar na forte marcação
dos All Whites. Nos
contra-ataques, a Nova Zelândia também criou suas oportunidades,
inclusive em uma bela jogada de sua dupla de ataque que culminou
com uma perigosa bicicleta (Chris Wood ainda teve um gol anulado
por ter marcado em posição irregular). Mas no final das contas
nenhuma seleção conseguiu mudar o placar, deixando tudo em aberto
para o duelo de volta, que será disputado no Westpac Stadium
(localizado em Wellington) sob a arbitragem do uruguaio Jorge
Larrionda.
A Nova Zelândia, que precisa apenas de uma vitória simples diante de seus torcedores, já está classificada para essa repescagem desde novembro do ano passado, quando conquistou o título continental sem maiores dificuldades, sete pontos a frente do 2º colocado. De fato, a debandada da Austrália para a Federação Asiática contribuiu e muito para a supremacia absoluta dos neozelandeses, que agora não possuem mais nenhum concorrente a altura pelos lados da Oceania. Em busca de uma vaga na Copa (o que não ocorre desde 1982), o técnico Ricki Herbert (que era defensor da seleção naquela ocasião) vem preparando sua equipe desde então para esse grande desafio. Na Copa das Confederações desse ano, ele aproveitou para dar chance a diversos jogadores com o intuito de fornecer maior rodagem internacional a seus comandados. Porém, algumas medidas form surpreendentes, como o fato do goleiro Paston (titular durante toda campanha das eliminatórias) ter ficado no banco de Glen Moss (que suspenso, não disputa as partidas decisivas da repescagem). A base do time se concentra no defensor e capitão Ryan Nelsen, nos meias Tim Brown e Simon Elliott, além dos atacantes Killen (que joga no Celtic) e Smeltz (eleito o melhor jogador da Oceania nas duas últimas temporadas). O fato de ter o futebol britânico como grande referência (e o rugby como principal modalidade no país), faz do selecionado neozelandês uma equipe de forte marcação e que tem no jogo aéreo sua principal característica ofensiva. Além disso, os All Whites também apostam em um retrospecto histórico favorável diante do adversário: em três jogos foram duas vitórias e um empate (sem contar uma derrota válida pelo qualificatório olímpico de 84), embora essa seja a primeira vez que as nações se enfrentam na Oceania.
Já o Bahrein se caracteriza por
um estilo de jogo mais amarrado, valorizando demais o setor
defensivo e apostando suas fichas na
inspiração de seus poucos
atacantes (costuma jogar no 4-5-1) para prosperar nos
contra-ataques. Nesse sentido, chama a atenção o futebol de alguns
atletas africanos naturalizados pelo país, como os meias Abdullah
Omar (nascido no Chade) e Abdulla Baba Fatadi, além do atacante
Jaycee John Okwunwanne (ambos nigerianos). Entre os atletas
nascidos em solo bareinita, as grandes estrelas são o ofensivo
lateral Salman Isa, o meia Mohamed Salmeen (experiente camisa 10
que é o cérebro do time e portador da braçadeira de capitão), além
do matador Ala’a Hubail (que sofreu grave contusão e será um
importante desfalque). Nas eliminatórias da última Copa, o país
acabou fracassando na repescagem diante de Trinidad e Tobago (então
4ª colocada da CONCACAF) de maneira trágica, perdendo a vaga
inédita diante de sua torcida após um empate na casa do adversário.
Por outro lado, os comandados do tcheco Milan Máčala já deram
provas na atual disputa de que sua capacidade de superação não pode
ser desprezada, como no duelo diante da favorita Arábia Saudita
(válido pela fase anterior), quando o Bahrein assegurou a
classificação para repescagem atuando na casa do adversário de
maneira heróica (empatando o jogo no último segundo, após sofrer um
gol nos acréscimos da partida). Caso a história se repita, os
bareinitas podem se tornar o menor país da história a se
classificar para disputa de uma Copa do
Mundo.









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