Home Data de criação : 08/08/18 Última atualização : 10/03/01 09:36 / 144 Artigos publicados
 

Copa do Mundo 2010: Última chamada para a África do Sul  (Seleções) escrito em quinta 12 novembro 2009 06:42

copa do mundo, eliminatórias

Nos próximos dias, o mundo acompanhará a definição dos últimos classificados para o mundial da África do Sul. Além do país-sede, outras 22 nações já garantiram seu passaporte. São elas: Japão, Austrália, Coréia do Sul e Coréia do Norte (Ásia); Holanda, Inglaterra, Espanha, Alemanha, Dinamarca, Sérvia, Itália, Suíça e Eslováquia (Europa); Brasil, Paraguai, Chile e Argentina (América do Sul); México, Estados Unidos e Honduras (América do Norte, Central e Caribe); Gana e Costa do Marfim (África).

Restam agora nove vagas, disputadas na última rodada das eliminatórias africanas (que apontará três classificados a Copa, mas também define vagas na próxima Copa Africana das Nações) e nas repescagens da América (decididas entre Uruguai e Costa Rica), Europa (que define mais quatro vagas), além de Ásia e Oceania (onde Bahrein e Nova Zelândia estarão frente a frente mais uma vez). Confira uma análise sobre esses confrontos e aposte nos seus favoritos: 

Europa (UEFA):

Portugal x Bósnia-Herzegovina

Considerando os atletas envolvidos no duelo entre portugueses e bósnios, pode-se dizer que essa disputa promete ser a de melhor nível técnico na repescagem européia. Deco, Simão e Liédson de um lado, Misimović, Džeko e Ibišević do outro. Enfim, o que não deve faltar são jogadores capazes de proporcionar um belo espetáculo ao público, ainda mais quando o que está em jogo é uma vaga para o mundial do ano que vem. Uma disputa inédita, diga-se de passagem, já que em sua recente história como nação independente (a seleção do país só começou a jogar internacionalmente em 1993), a Bósnia nunca enfrentou Portugal. Nos tempos em que os bósnios ainda compunham a Iugoslávia, ambas as nações se enfrentaram cinco vezes, com vantagem lusitana (três empates e duas derrotas), o que não diz muito, já que o último encontro se deu em 1984.

Pelo lado dos Tugas o clima é de otimismo após a reação na reta final da fase classificatória, quando a equipe superou Suécia e Hungria na briga pelo 2º lugar, deixando a impressão de que se tivesse acordado um pouco mais cedo, não seria preciso passar pelo atual sufoco. Não restam dúvidas de que foram as partidas iniciais (apenas uma vitória nos cinco primeiros jogos) que colocaram a equipe de Carlos Queiroz nessa situação. O que faz com que muitos torcedores ainda encarem o trabalho do técnico com relativa desconfiança. Mas também não se pode negar que algumas cartadas do treinador foram muito importantes na sobrevida portuguesa. A inclusão de Liédson na base do time foi muito discutida pela crítica, mas sustentada por Queiroz, que assistiu a uma participação efetiva do atacante em jogos decisivos contra Dinamarca e Hungria. O técnico também causou polêmica ao peitar o Real Madrid e convocar Cristiano Ronaldo, que posteriormente foi cortado devido a uma lesão no tornozelo agravada justamente em defesa da seleção, o que deixou os dirigentes de seu clube furiosos. Mas levando em conta a importância desse confronto, seria mais racional planejar a equipe contando com jogadores que estiverem com 100% de sua capacidade física. As maiores surpresas entre os convocados foram os nomes do veterano goleiro Hilário (do Chelsea) e do jovem meia-esquerda Fabio Coentrão (do Benfica), enquanto as ausências mais sentidas serão as do lateral Bosingwa (contundido), do volante Maniche, além do atacante Nuno Gomes.

Já os Liljani, uma das equipes mais simpáticas dessas eliminatórias devido ao jogo ofensivo de seu selecionado, sonham em continuar surpreendendo para carimbar seu passaporte ao primeiro mundial na história do país. Mas é justamente essa falta de experiência internacional que pode pesar em um momento como esse. Vale lembrar que apesar de assegurar a 2ª posição da chave com relativa vantagem diante de seus concorrentes, a Bósnia somou apenas um ponto nos quatro jogos diante de Espanha e Turquia, respectivamente líder e 3ª colocada do grupo. Por isso será preciso muito mais do que otimismo para derrubar o favoritismo de Portugal, por mais complicada que seja a fase dos Tugas. Nesse sentido, a rodagem de Miroslav Blažević (o homem que levou a Croácia ao 3ª lugar na Copa de 98) será crucial para equilibrar um pouco as coisas, principalmente o setor defensivo, que parece ser o “calcanhar de Aquiles” do time. No gol, Supić tem jogado como titular, embora Hasagić (que é apenas dois anos mais velho) tenha mais do que o triplo de jogos com a camisa da seleção e possa ser importante nessa repescagem. Na defesa, Berberović foi outro titular a perder espaço. Atualmente, o trio de zaga é composto por Nadarević, o versátil Jahić, além do capitão Spahić. Pelo meio, o que não faltam são opções capacitadas: Rahimić e Muratović são os carregadores de piano, enquanto Salihović e Pjanić ocupam as alas, embora seja consenso que a entrada do jogador do Lyon enfraquece ainda mais a defesa (o que coloca Ibričić como grande concorrente nessa disputa). O experiente Bajramović (do Eintracht Frankfurt) também é sempre uma boa opção no banco de reservas. Mais a frente está à trinca de estrelas: o garçom Misimović é responsável pela ligação com o ataque, enquanto a dupla Džeko e Ibišević (definitivamente recuperado da contusão que o prejudicou na temporada passada) pode ser considerada artilharia da mais pesada. Muslimović, que tem uma excelente média de gols pela seleção (13 gols em 19 jogos) é o substituto imediato no caso de alguma eventualidade. Teoricamente, o fato de decidir a vaga em casa, diante de uma torcida fanática e imprevisível, é outro trunfo bósnio na luta por um lugar ao sol sul-africano.

Irlanda x França

Após o vice-campeonato na última Copa do Mundo, a seleção francesa acabou se complicando na fase de classificação dessas eliminatórias ao perder a vaga direta para a Sérvia. Já os irlandeses até que se esforçaram, mas não tiveram forças para superar a Itália, atual campeã mundial. Nesse quesito, vantagem para The Boys in Green (comandados pelo italiano Giovanni Trapattoni), que apenas cumprem seu papel nessa repescagem, enquanto Les Bleus (do contestado Raymond Domenech) estarão correndo atrás do prejuízo. Porém, se depender do retrospecto entre as duas nações, os franceses podem se considerar favoritos. Em 14 jogos, foram seis vitórias, quatro empates e quatro derrotas, a última delas ocorrida no longínquo ano de 1981. No último encontro entre as nações, em 2005, vitória da França (jogando no campo do adversário) por 1x0.

Mas os irlandeses estão confiantes na possibilidade de reverter às estatísticas e prometem vender caro sua derrota. A base da equipe atua no futebol inglês e é formada por velhos conhecidos como o goleiro Given, os defensores O’Shea, Kilbane e Dunne, além do atacante Robbie Keane, artilheiro do time com 5 gols. Nem por isso a convocação excluiu jovens valores como Eddie Nolan, Darren O'Dea e Anthony Stokes, todos eles com menos de três partidas pela seleção nacional. As declarações de Domenech, que comparou a Irlanda com uma “Inglaterra B”, também devem ser usadas por Trapattoni para motivar seus atletas a buscar a vitória. Chegado a uma retranca, o italiano se encaixou perfeitamente nas características do futebol irlandês, mas sabe que precisará de gols se quiser chegar a Copa do Mundo.

Os franceses por sua vez apostam em seus atacantes para tentar fazer valer o peso de sua camisa e superar algumas ausências importantes. Apesar de ter deixado Patrick Vieira (que voltou a jogar na Inter de Milão) de fora da lista, Domenech confia na rodagem de Henry e Anelka, além da ascensão de Benzema e Gignac, para compensar o desfalque de seu principal jogador, o meia Ribéry (do Bayern de Munique), atualmente contundido. Um teste de fogo para outro jovem, Yoann Gourcuff, que terá de assumir a responsabilidade e comprovar toda sua categoria pelo setor. Outro desfalque por contusão será o do lateral Clichy, que abriu espaço para a convocação do meia Moussa Sissoko, um dos grandes destaques do surpreendente Toulouse, que faz excelente campanha na atual temporada da Ligue 1.

Grécia x Ucrânia

Disputa que pouco empolga aqueles que não são simpatizantes das nações envolvidas, Grécia e Ucrânia fazem (ao menos em teoria) o duelo mais equilibrado dessa repescagem européia. Consequentemente é também o mais imprevisível, já que analisando o retrospecto (atual e histórico) dessas nações, nenhuma das equipes desponta como favorita. O primeiro jogo entre os países ocorreu apenas em 2002, em partida válida pelas eliminatórias da Eurocopa, com vitória dos ucranianos (que jogavam em casa) por 2x0. No ano seguinte foi a vez dos gregos saírem vitoriosos pela contagem mínima no duelo de volta, válido pela mesma competição. As eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006 colocaram Ucrânia e Grécia frente a frente mais uma vez e após um empate em seus domínios por 1x1, a ex-república soviética foi buscar uma vitória magra (1x0) na casa dos helênicos, resultado fundamental para a classificação ao mundial (até então inédita) e também para a eliminação da então campeã européia.

Nessas eliminatórias, apesar de somar um ponto a menos que a Ucrânia na fase classificatória, os gregos estiveram mais próximos da briga pelo 1º lugar em seu grupo, terminando apenas um ponto atrás da Suíça (enquanto os ucranianos ficaram a seis dos ingleses). O comando do time ainda pertence ao alemão Otto Rehhagel, o mesmo da histórica conquista de 2004, que continua apostando em diversas figurinhas carimbadas que estiveram presentes naquele título (como Basinas, Charisteas, Karagounis, Seitaridis, Dellas ou Katsouranis). Outros atletas (como Kyrgiakos, Gekas, Patsatzoglou ou Samaras) também não são nenhuma novidade para os torcedores do país, que lamentaram o desfalque de Ioannis Amanatidis nas partidas decisivas. A ausência do atacante do Eintracht Frankfurt abriu espaço para o novato Vasilis Koutsianikoulis, que ao lado de Kostas Mitroglou foi maior surpresa da convocação. E apesar de contar com outros jovens valores, como o defensor Papastathopoulos (do Genoa) ou os meias Pliatsikas (do Schalke) e Ninis (que com apenas 19 anos é considerado a maior esperança do país para os próximos anos), o esquema da Grécia para essa repescagem deve se concentrar na experiência de seus veteranos.

Pelo lado ucraniano não deve ser diferente, já que o time também apresenta poucas novidades. O eterno matador Shevchenko reflete bem essa realidade, já que esteve presente em 9 partidas dessas eliminatórias, mesmo em má fase por Chelsea e Milan. Além dele, também estiveram em campo jogadores como Rusol, Milevskyi, Gusev, Rotan e Tymoschuk (todos presentes no último mundial). Porém, o trabalho do ex-meia Oleksiy Mykhaylychenko inevitavelmente acarretou em maiores renovações se comparado ao selecionado grego, já que o atual treinador ucraniano sucede o ídolo Oleg Blokhin, que ficou quatro anos no comando da ex-república soviética. O novo técnico tem optado por algumas mudanças na base da equipe e graças a essa filosofia, caras novas como o arqueiro Pyatov, o zagueiro Chygrynskiy (contratado pelo Barcelona) e o atacante Seleznyov, têm recebido mais oportunidades. Por outro lado, Voronin, que possui relativa experiência internacional, mas não vem sendo muito aproveitado desde que retornou ao Liverpool, acabou ignorado na convocação de Mykhaylychenko. Além disso, também será preciso superar o desfalque dos contundidos Shovkovskiy (goleiro) e principalmente Nazarenko, peça fundamental ao meio-campo da equipe. A expectativa do treinador é que a equipe mantenha o mesmo crescimento apresentado na reta final da fase classificatória, quando a Ucrânia bateu os ingleses (líderes da chave) e conseguiu superar a Croácia na briga pelo 2º lugar.

Rússia x Eslovênia

Se os confrontos da repescagem européia apresentam relativo equilíbrio, tornando difícil qualquer previsão, russos e eslovenos fazem um jogo onde muitos dão como certa a classificação da equipe comandada pelo holandês Guus Hiddink. Mas analisando friamente a situação, esse suposto favoritismo não significa muita coisa quando levamos em conta o retrospecto entre ambas as nações, que se tornaram independentes apenas na década de 90 e só foram se cruzar pela primeira vez em 1996 (em um torneio amistoso disputado em Malta, com vitória da Rússia por 3x1). Porém, na segunda vez que o destino de ambos os países se cruzaram, quem levou a melhor foram os eslovenos, que nas eliminatórias para o mundial de 2002 obtiveram um empate na casa do adversário (1x1) e uma vitória em seus domínios (2x1). Mesmo assim, os russos terminaram na frente, conquistando a vaga direta a Copa, enquanto os eslovenos ainda precisaram superar a Romênia para chegar ao 1º mundial de sua história.

Durante a fase de classificação dessas eliminatórias, a campanha da Rússia foi um pouco melhor do que a da Eslovênia (em 10 jogos foram 22 pontos contra 20 do rival), mas com certeza, muito mais dolorosa. Isso porque se criou grande expectativa em relação às chances russas de superar a favorita Alemanha na briga pela vaga direta, fator que dependia exclusivamente de um resultado positivo no confronto direto entre ambas as nações, marcado para a penúltima rodada em Moscou. Acontece que a principal ex-república soviética acabou fracassando e saiu derrotada por 1x0 diante de seus torcedores, acumulando ainda um ridículo empate contra a fraca equipe do Azerbaijão no desfecho da disputa. O excelente futebol apresentado no último torneio continental chamou a atenção dos mercados vizinhos para algumas estrelas da equipe, como Zhirkov, Bilyaletdinov, Pavlyuchenko e Arshavin (que atuam no futebol inglês) e Pogrebnyak (que se transferiu nessa temporada para a Alemanha), o que inevitavelmente contribuiu para o aumento da experiência internacional do conjunto e coloca a nação como grande favorita nessa repescagem. Mas acontece que a aquela Eurocopa acabou em 2008 e não se pode viver eternamente do passado. Por isso, revelações como o meia Dzagoev (de apenas 19 anos) são importantes para trazer sangue-novo ao talentoso conjunto comandado por Hiddink, que deixou de fora das partidas decisivas nomes como o tarimbado volante Aldonin e o atacante Bukharov (vice-artilheiro da liga russa, atrás do brasileiro Wellinton).

Além disso, é preciso abrir bem os olhos com a Eslovênia do jovem treinador Matjaž Kek, um ex-defensor que iniciou sua carreira como técnico em 2000, tornando-se campeão nacional pelo NK Maribor e passando pelas seleções de base do país, até chegar à equipe principal em 2003, substituindo o renomado Branko Oblak. Desde então, o novo comandante vem alicerçando seu trabalho no jogo coletivo e na união do conjunto, até por não possuir grandes destaques individuais. Os nomes mais conhecidos entre os titulares são os do goleiro Samir Handanovič (da Udinese) e o atacante Novakovič (que atua no Colônia e é o artilheiro da campanha com 5 gols). O jovem Rene Krhin (meia alçado por Mourinho na Internazionale) também é visto com bons olhos, embora ainda seja apenas uma promessa (tanto que jogou apenas 5 minutos nessas eliminatórias). São operários como Brečko, Jokić, Šuler e Cesar (defensores), Koren, Kirm e Komac (meias), além de Birsa, Dedič ou Ljubijankič (atacantes) que fazem o esquema funcionar, tanto que na fase classificatória o país correu por fora sem chamar muito a atenção e acabou superando rivais mais bem cotados como Polônia, República Tcheca e Irlanda do Norte na luta pela repescagem (sem contar a pressão na líder Eslováquia, que chegou a temer pela perca da vaga direta). A meta agora é seguir trabalhando em silêncio para tentar mais uma vez superar as expectativas. 

América do Sul (CONMEBOL) x América do Norte, Central e Caribe (CONCACAF):

Uruguai x Costa Rica

A repescagem entre os países do continente americano (divido pela FIFA entre CONMEBOL e CONCACAF) coloca frente a frente duas potências de cada federação. E ambas em busca de recuperação. A Celeste Olímpica sonha em retornar a uma Copa do Mundo após ficar de fora de três das últimas cinco edições, inclusive a última, quando caiu diante da Austrália justamente na repescagem. Já os Ticos, que lideraram a fase final de sua zona durante boa parte da disputa, assustam-se com a possibilidade de perder uma vaga que parecia garantida. Ingredientes de um duelo que promete ser tenso e muito catimbado. Se depender do retrospecto histórico os uruguaios têm larga vantagem sobre o adversário, já que enfrentaram os costa-riquenhos em oito oportunidades, obtendo seis vitórias e dois empates. O último encontro entre esses países foi pela Copa América de 2001, quando as equipes se cruzaram em duas oportunidades: uma pela 1ª fase (empate em 1x1, embora a Costa Rica tenha terminado na liderança enquanto o Uruguai acabou em 3º) e outra pelas quartas-de-final (quando a charruas levaram a melhor por 2x1). Mas todos nós sabemos que no futebol continua valendo a máxima de que “no campo são 11 contra 11”!

O selecionado uruguaio insiste em se complicar, mesmo possuindo um grupo qualificado para os padrões sul-americanos. Durante a campanha nessas eliminatórias, o time cometeu vacilos imperdoáveis (principalmente em casa) para uma seleção que deseja chegar a Copa (para não falar da derrota derradeira diante da Argentina, podemos citar os empates em casa contra venezuelanos e equatorianos). Bi-campeão mundial, o país precisará mostrar serviço (como na penúltima rodada da fase anterior, quando arrancou nos minutos finais uma vitória diante do Equador jogando em Quito) se quiser fazer valer seu favoritismo. Porém, a conturbada derrota para os argentinos na última partida ainda deixa seqüelas graves, como as suspensões de Cáceres, Scotti, Diego Pérez e Maximiliano Pereira (que apesar de convocados, só poderão atuar no duelo de volta dessa decisão), além de Cristian Rodríguez (que pegou um gancho de quatro jogos). Outras baixas importantes são as de Fucile, Carlos Valdez e Jorge Martínez ambas por contusão, enquanto Edison Cavani (que participou de sete partidas nessas eliminatórias) acabou ignorado pelo técnico Oscar Tabárez. O treinador uruguaio aposta em homens de sua confiança, o que se pode verificar pela convocação do goleiro Castillo (que anda na reserva do Botafogo), enquanto Carini (que é titular do Atlético Mineiro e está entre os três atletas mais convocados na história de seu país) continua sendo ignorado. Entre os convocados, as maiores novidades ficam por conta dos jovens Sebastián Coates e Nicolás Lodeiro, além de Alvaro Gonzalez (todos do Nacional local). Mas a grande força do time se concentra mesmo no vigor do capitão Lugano e no potencial ofensivo da dupla formada por Luis Suárez e Diego Forlán.

Já a Costa Rica tenta se recuperar do baque sofrido no desfecho da fase final da CONCAF. Na liderança do certame, a seleção acumulou seguidas derrotas em suas últimas partidas, sendo superada em cima da hora por México, Estados Unidos e Honduras. Os resultados ruins foram responsáveis pela saída do técnico Rodrigo Kenton (com quem os Ticos tinham somado 12 dos 15 pontos possíveis no início do hexagonal final), que acabou substituído por Renê Simões (ex-Coritiba). Credenciado por ter levado a Jamaica ao mundial de 1998, o brasileiro trouxe de volta a seleção o veterano Luis Marín (que esteve presente nos dois últimos mundiais), mas também aposta na juventude de algumas revelações (como José Mena, Bryan Oviedo e Christian Gamboa, que recentemente estiveram no mundial sub-20). Nas partidas sob o comando do novo técnico, os costa-riquenhos até obtiveram bom aproveitamento, vencendo Trinindad e Tobago por 4x0, além de empatar com os Estados Unidos fora de casa (em um jogo que chegaram a estar vencendo por 2x0), resultado que acabou custando à suspensão do treinador, expulso por reclamação. Mas ao menos será possível contar com peças importantes como o arqueiro Keylor Navas (que tem se destacado no Saprissa e vem sendo sondado pelo futebol espanhol), Júnior Díaz (defensor polivalente que conta com a experiência de atuar no futebol europeu), o meia Centeno (que será fundamental na condução da equipe devido a sua experiência), além de Rolando Fonseca, Álvaro Saborío e Bryan Ruiz (esperança de gols no ataque).

O fato de começar essa decisão jogando em casa, diante de um time desfalcado pelas suspensões, obriga os Ticos a tomarem a iniciativa, já que o duelo de volta em Montevidéu, quando a Celeste contará com sua força máxima, promete um ambiente de grande pressão. Vale ressaltar que a arbitragem dos dois confrontos será européia: o espanhol Alberto Undiano Mallenco apita o jogo inicial enquanto o polêmico suíço Massimo Busacca (famoso por mostrar o dedo aos torcedores e supostamente ter feito xixi em campo) comanda a partida derradeira. 

África (CAF):

O continente africano também promete grandes emoções, já não define apenas três vagas para o mundial, mas também outros quatro classificados para a próxima Copa Africana das Nações (que classifica os três primeiros colocados de cada chave). No Grupo D já está tudo definido e as equipes entram em campo apenas para cumprir tabela. Gana, que garantiu a vaga antecipadamente, mas perdeu sua invencibilidade na última rodada diante do Benin, encara a seleção de Mali (onde brilham o meia Seydou Keita e o atacante Kanouté), que por sua vez já classificada para o torneio continental. O grande mérito dos Estrelas Negras foi a manutenção da base que chegou as oitavas de final do último mundial (onde figuram estrelas como Muntari, Essien e Appiah) mesclada a novos talentos que começam a se firmar no cenário internacional, como por exemplo, o versátil Tony Annan, volante do Rosenborg (da Noruega) que ganhou a alcunha de “novo Makalele”. O Benin, uma das gratas surpresas da fase final africana e que também já se garantiu na próxima Copa da África, aposta em atletas que se destacam no futebol francês (como o defensor Chrysostome, o meia Sessegnon e o atacante Omotoyossi) para fechar com chave de ouro sua participação diante do já eliminado Sudão.

No Grupo E, a Costa do Marfim também já se garantiu e agora encara Guiné, que com três pontos ainda sonha em terminar entre os três primeiros colocados. Missão ingrata para o time do meia Pascal Feindouno e do atacante Ismaël Bangoura, que terá de enfrentar os marfinenses jogando na casa do adversário. Não bastasse isso, os Elefantes (que vem jogando muita bola e se mantém invictos até aqui) ainda contarão com seus principais jogadores, como Eboué, Zokora, Salomon Kalou, Sanogo, além do matador Drogba (artilheiro do certame africano com seis gols). Já o Malauí (que tem um ponto a mais na tabela) também encara outra grata revelação dessas eliminatórias: a seleção de Burkina Faso. Se o selecionado do meia Pitroipa (que joga no Hamburgo) e do ídolo Dagano não estará na Copa do Mundo, ao menos já se garantiu na próxima edição do torneio continental, assegurando o 2º lugar do grupo com nove pontos. Para os malauienses (onde brilham o meia Kamwendo e o jovem atacante Msowoya), resta a esperança de repetir o desempenho da última rodada, quando interromperam uma série de cinco vitórias consecutivas da Costa do Marfim com um empate por 1x1. O único problema é que desta vez (ao contrário do último jogo) a partida será na casa do rival...

Nas demais chaves, a luta pela vaga está mais equilibrada e será definida apenas no último confronto de cada participante. No Grupo A, a grande surpresa é o Gabão, que sob o comando do francês Alain Giresse mescla a experiência de figurões (como Daniel Cousin, do Hull City) a juventude de novos talentos, como o meia Stéphane Nguéma (do PSG) ou o atacante Roguy Méyé (do Ankaraspor). Após uma arrancada no início dessa fase final, quando chegaram a liderar seu grupo, os gabonenses acabaram esbarrando na experiência dos camaroneses, responsáveis pelas duas derrotas do time até aqui. Os pontos perdidos não apenas ressuscitaram o adversário, como também deixaram o Gabão em uma situação delicada, já que não depende mais apenas de si para se classificar a sua 1ª Copa do Mundo. Para isso, seria preciso vencer o Togo fora de casa, além de contar com um tropeço dos Leões Indomáveis. O retrospecto histórico diante dos togoleses ao menos é animador, já que em sete confrontos, o Gabão se mantém invicto com cinco vitórias e dois empates. No primeiro encontro válido por essas eliminatórias, os gabonenses venceram por 3x0. Porém, mesmo em caso de fracasso, só o fato de garantir antecipadamente o passaporte para sua 4ª Copa Africana de Nações diante de adversários mais tradicionais, já deveria ser motivo de orgulho para o país. Na liderança da chave, os camaroneses seguiram o caminho contrário: após um início irregular, os Leões Indomáveis finalmente mostraram serviço nos últimos três jogos, quando somaram dez de seus onze pontos. Contribuiu para isso o excelente trabalho de outro técnico francês, Paul Le Guen, que assumiu o time em cima da hora, após as saídas do alemão Otto Pfister (que levou Togo ao último mundial) e do interino Thomas N’kono (ex-goleiro que foi titular na excelente campanha da Copa de 1990). Tal atitude foi questionada por grande parte da imprensa especializada, inclusive a brasileira. Muitos alegavam que os dirigentes camaroneses eram amadores ou que Le Guen não sabia “o problema em que estava se metendo”. Porém, com muita personalidade o treinador devolveu a confiança ao grupo, realizado poucas mudanças na base, apesar de algumas modificações significativas na estrutura do conjunto (a transferência da braçadeira de capitão do experiente zagueiro Rigobert Song para a estrela Samuel Eto’o foi a mais clara delas). Resta saber se contra os marroquinos, os Leões Indomáveis confirmarão sua ascensão ou se irão repetir o vacilo de 2006, quando ficaram de fora da Copa na última rodada das eliminatórias. Apesar de não contar com diversos jogadores importantes (casos de El Kaddouri, Kharja, El Zhar, Youssouf Hadji, El Hamdaoui e Chamakh), que atuam no futebol europeu e foram ignorados na lista do treinador Hassan Moumen (substituto do francês Roger Lemerre), os marroquinos merecem respeito por jogar em casa, mesmo que nunca tenham vencido Camarões na história deste confronto (quatro derrotas e quatro empates) e ainda tenham de superar os desfalques de Ouaddou, Chafni e Boussoufa, cortados de última hora por estarem lesionados.

No Grupo B, a briga está centrada em duas potências do continente: Tunísia e Nigéria, ambas já garantidas na próxima Copa Africana das Nações. Na briga pela vaga ao mundial, os tunisianos levam a vantagem de estar na frente com onze pontos, enquanto os rivais somam apenas nove. Após encontrar dificuldades na etapa anterior (quando ficou atrás de Burkina Faso e classificou-se como melhor 3ª colocada), a Tunísia finalmente se acertou nessa fase final. Depois de utilizar 40 jogadores, o português Humberto Coelho parece ter encontrado a base ideal, onde brilham o meia Ben Saada e o atacante Issam Jemâa (que atuam no futebol francês), mas o ídolo Selim Benachour (que causou polêmica no país ao ficar de fora da última Copa) continua sendo ignorado. Os nigerianos acabaram seguindo o caminho contrário, já que realizaram a melhor campanha da fase classificatória, mas acabaram decaindo justamente na “hora H”. Os confrontos diretos contra os tunisianos seriam decisivos para as pretensões dos comandados de Shaibu Amodu e após fazer sua parte jogando fora de casa (empate em 0x0), a Nigéria acabou vacilando justamente diante de sua torcida (quando empatou novamente, dessa vez por 2x2, sofrendo um gol nos minutos finais). Quem pode acabar influenciando em uma possível reviravolta na classificação são Moçambique (3º colocado com quatro pontos) e Quênia (que com um ponto a menos, ocupa a lanterna do grupo). Além de brigar pela vaga restante ao torneio continental, ambas as nações ainda contarão com a vantagem de jogar em casa nas partidas decisivas. Os quenianos encaram as Super Águias, lutando para superar a enorme desvantagem histórica, já que em 10 jogos contra os nigerianos, o time do atacante Dennis Oliech nunca conseguiu vencer (foram nove derrotas, sendo quatro em casa, além de um empate). Já os moçambicanos esperam conter o entusiasmo do líder para assegurar seu retorno a Copa da África, que não disputam desde 1998. O primeiro encontro entre esses países ocorreu justamente pelo torneio continental, mas em 96, quando o duelo acabou empatado em 1x1. A segunda partida aconteceu nessas eliminatórias, quando a Tunísia fez o dever de casa vencendo por 2x0. Resta saber como terminará a primeira partida disputada em solo moçambicano...

Outra disputa ainda mais equilibrada acontece no Grupo C, onde a Argélia tem grandes perspectivas de retornar a uma Copa do Mundo (de onde está afastada desde 1986). Comandados pelo experiente Rabah Saâdane (que já comandou a seleção em outras cinco oportunidades, inclusive na última vez em que o país esteve em um mundial), as Raposas do Deserto ainda estão invictas nessa fase final e somam três pontos a mais que o Egito, segundo colocado e rival no duelo decisivo. Apoiados em um sólido sistema defensivo, onde figuram nomes como Bougherra (que atua no Glasgow Rangers), Yahia (do Bochum) e Belhadj (atualmente no Portsmouth), um meio-campo experimentado (destaque para o Ziani e o capitão Mansouri, que jogam no futebol francês), além de um ataque que mescla a rodagem do artilheiro Saïfi, com o ímpeto de revelações como Ghezzal (do Siena), Matmour (Borussia Mönchengladbach), Ghilas (Hull City) e Djebbour (AEK), a Argélia também conta com a sina egípcia de desapontar seus torcedores quando o assunto é Copa do Mundo. Uma das grandes forças do futebol africano (basta ressaltar que os Faraós são atualmente bicampeões continentais), os egípcios não disputam um mundial desde 1990. De lá para cá, colecionaram seguidos fracassos em termos de eliminatórias, mesmo possuindo elencos qualificados para prosperar nesse objetivo. A participação do país na Copa das Confederações desse ano sintetiza bem essa realidade: após endurecer contra o Brasil na estréia e conquistar uma histórica vitória contra os italianos, a seleção tinha tudo para chegar às semifinais do torneio, mas conseguiu a proeza de perder para os Estados Unidos por 3x0 na última rodada, desperdiçando uma chance de ouro de terminar entre os quatro primeiros colocados. E mesmo contando com atletas tarimbados, como o goleiro El-Hadary, os meias Ahmed Hassan e Aboutrika, além do atacante Amr Zaki, o treinador Hassan Shehata teve de dar o braço a torcer, convocando nomes importantes que até então vinham sendo ignorados (casos de Emad Moteab e Mohamed Zidan). O treinador também apostou na experiência do defensor El Sakka, que com mais de 100 partidas pela seleção, andava aposentado do futebol internacional desde 2007 e deve ser importante na ausência do suspenso Wael Gomaa (que só teria condições em um possível jogo-extra). Mesmo assim, Shehata insiste em deixar de fora das convocações o atacante Mido (com quem já teve tempo suficiente para superar os atritos do passado). Para chegar à redenção, será preciso vencer os argelinos por pelo menos três gols de diferença, o que só aconteceu uma vez em 23 jogos disputados na história desse confronto. Uma vitória por dois gols de diferença igualaria as campanhas e forçaria a realização de um duelo de desempate disputado em campo neutro (no caso, o Sudão), enquanto qualquer outro resultado classifica as Raposas do Deserto. O clima em Cairo é de nervosismo e o ônibus que transportava a delegação argelina acabou apedrejado por torcedores rivais. O incidente apimenta ainda mais os bastidores do confronto, que promete ser um dos mais tensos dessa rodada. Já a outra partida da chave vale vaga na próxima Copa Africana das Nações. A seleção da Zâmbia (que até começou bem, mas depois se complicou) garante a vaga com um empate diante de Ruanda, que por sua vez atua em casa precisando de uma vitória por no mínimo dois gols de diferença para repassar a lanterna do grupo ao rival, assegurando a 3º colocação. 

Ásia (AFC) x Oceania (OFC):

Nova Zelândia x Bahrein

Após o empate sem gols no primeiro encontro, neozelandeses e bareinitas voltam a se enfrentar para definir quem fica com a vaga para o mundial. Ao contrário do que muitos críticos imaginavam (ou o placar possa sugerir), o primeiro confronto entre essas nações (disputado em solo asiático) teve seus atrativos, com os donos da casa tomando a iniciativa, mas encontrando dificuldades no setor ofensivo, onde perderam gols incríveis (Salman Isa conseguiu driblar o goleiro adversário e com o gol aberto acertar a trave), além de esbarrar na forte marcação dos All Whites. Nos contra-ataques, a Nova Zelândia também criou suas oportunidades, inclusive em uma bela jogada de sua dupla de ataque que culminou com uma perigosa bicicleta (Chris Wood ainda teve um gol anulado por ter marcado em posição irregular). Mas no final das contas nenhuma seleção conseguiu mudar o placar, deixando tudo em aberto para o duelo de volta, que será disputado no Westpac Stadium (localizado em Wellington) sob a arbitragem do uruguaio Jorge Larrionda.

A Nova Zelândia, que precisa apenas de uma vitória simples diante de seus torcedores, já está classificada para essa repescagem desde novembro do ano passado, quando conquistou o título continental sem maiores dificuldades, sete pontos a frente do 2º colocado. De fato, a debandada da Austrália para a Federação Asiática contribuiu e muito para a supremacia absoluta dos neozelandeses, que agora não possuem mais nenhum concorrente a altura pelos lados da Oceania. Em busca de uma vaga na Copa (o que não ocorre desde 1982), o técnico Ricki Herbert (que era defensor da seleção naquela ocasião) vem preparando sua equipe desde então para esse grande desafio. Na Copa das Confederações desse ano, ele aproveitou para dar chance a diversos jogadores com o intuito de fornecer maior rodagem internacional a seus comandados. Porém, algumas medidas form surpreendentes, como o fato do goleiro Paston (titular durante toda campanha das eliminatórias) ter ficado no banco de Glen Moss (que suspenso, não disputa as partidas decisivas da repescagem). A base do time se concentra no defensor e capitão Ryan Nelsen, nos meias Tim Brown e Simon Elliott, além dos atacantes Killen (que joga no Celtic) e Smeltz (eleito o melhor jogador da Oceania nas duas últimas temporadas). O fato de ter o futebol britânico como grande referência (e o rugby como principal modalidade no país), faz do selecionado neozelandês uma equipe de forte marcação e que tem no jogo aéreo sua principal característica ofensiva. Além disso, os All Whites também apostam em um retrospecto histórico favorável diante do adversário: em três jogos foram duas vitórias e um empate (sem contar uma derrota válida pelo qualificatório olímpico de 84), embora essa seja a primeira vez que as nações se enfrentam na Oceania.

Já o Bahrein se caracteriza por um estilo de jogo mais amarrado, valorizando demais o setor defensivo e apostando suas fichas na inspiração de seus poucos atacantes (costuma jogar no 4-5-1) para prosperar nos contra-ataques. Nesse sentido, chama a atenção o futebol de alguns atletas africanos naturalizados pelo país, como os meias Abdullah Omar (nascido no Chade) e Abdulla Baba Fatadi, além do atacante Jaycee John Okwunwanne (ambos nigerianos). Entre os atletas nascidos em solo bareinita, as grandes estrelas são o ofensivo lateral Salman Isa, o meia Mohamed Salmeen (experiente camisa 10 que é o cérebro do time e portador da braçadeira de capitão), além do matador Ala’a Hubail (que sofreu grave contusão e será um importante desfalque). Nas eliminatórias da última Copa, o país acabou fracassando na repescagem diante de Trinidad e Tobago (então 4ª colocada da CONCACAF) de maneira trágica, perdendo a vaga inédita diante de sua torcida após um empate na casa do adversário. Por outro lado, os comandados do tcheco Milan Máčala já deram provas na atual disputa de que sua capacidade de superação não pode ser desprezada, como no duelo diante da favorita Arábia Saudita (válido pela fase anterior), quando o Bahrein assegurou a classificação para repescagem atuando na casa do adversário de maneira heróica (empatando o jogo no último segundo, após sofrer um gol nos acréscimos da partida). Caso a história se repita, os bareinitas podem se tornar o menor país da história a se classificar para disputa de uma Copa do Mundo.

Partager

Faça um comentário!

(Opcional)

(Opcional)

error

Importante: comentários racistas, insultas, etc. são proibidos nesse site.
Caso um usuário preste queixa, usaremos o seu endereço IP (38.107.191.115) para se identificar     

Todos os comentários desse artigo:
Copa do Mundo 2010: Última chamada para a África do Sul

  • Yuri mailto

    Ter 24 Nov 2009 15:43

    Bósnia e Rússia fora, um crime contra o futebol. Nada menos que isso.

    A FIFA e seus asseclas conseguiram botar as duas tralhas, Portugal e França (principalmente essa!!) em 2010. A classificação da França foi ridícula, nem pelo gol deveras irregular, mas pelo futebol ruim.

    Portugal está a virar grande no futebol mundial.... jogadores chinelos, treinador tosco, metidos, futebol tosco, astro que não faz nada, convocações inexplicáveis e ainda assim marca presença em todas as competições importantes. Igualzinho às grandes seleções.


    À propósito, deixei um comentário no seu texto publicado no blog do Philippe, no qual discordo um pouco dele, apesar de achar muito bem escrito.

  • Michel mailto

    Sáb 14 Nov 2009 13:09

    É meu camarada, a Nova Zelândia está na Copa. E como a Austrália disputa as Eliminatórias asiáticas, teremos, pela primeira vez, dois representantes da Oceania numa Copa. Sinceramente, não sei se isso é bom ou ruim.
    No mais, queria apenas retificar os nomes de dois bósnios que postei. Por ter copiado do seu próprio texto, os nomes de Misimovic e Ibiševic saíram desconfigurados.

    Abraço.

  • victorinonetto Sáb 14 Nov 2009 06:07
    Valeu pela força, Michel!!!

    Estou aqui acordado... Ansioso pelo início das partidas (Nova Zelândia x Bahrein começa às 5h)... Estou na TORCIDA pelos All Whites, além de Bósnia (países do leste europeu sempre surpreendem na Copa... Vide a própria antiga Iugoslávia), Ucrânia, Rússia, França, Uruguai, Camarões, Nigéria e Argélia (os Faraós também seriam bem-vindos). Mas sinceramente acho que Portugal, Grécia e Tunísia não ficam de fora!

    É esperar p/ ver…

    Abração!!!

  • Michel mailto

    Sáb 14 Nov 2009 00:13

    Cara, quanto material, Victorino!
    E de muita qualidade, o que é mais importante. Dentre todos os jogos deste fim de semana, meus olhos estarão mais voltados para o confronto entre Portugal e Bósnia. Para mim, a equipe comandada pelo trio Misimović, Džeko e Ibišević pode surpreender muita gente e se garantir na Copa. Além disso, acho que a ausência de Cristiano Ronaldo dá aos bósnios um leve favoritismo.
    Agora, cá entre nós, estou torcendo para que Portugal fique de fora. E a razão é a ingratidão que os lusos demonstraram com Scolari sem reconhecer em (quase) nenhum momento o trabalho que o brasileiro desenvolveu na seleção.

    Abraço.