Com o início dos estaduais as principais equipes do país começam a se movimentar, oferecendo aos fãs do futebol uma prévia de suas possibilidades para o primeiro semestre de 2010. Reforços e planejamento fazem parte da expectativa de qualquer torcedor... Mas será que sua equipe realmente acertou nesse sentido ou ainda está lhe devendo um pouco de otimismo? Confira uma análise sobre os principais clubes do Brasil e saiba o que esperar desse começo de temporada:
Atlético Mineiro:
Principais Reforços: Vanderlei Luxemburgo (T-Santos), Muriqui (A-Avaí), Jairo Campos (Z-LDU/EQU), Fabiano (M-Sport), Leandro (LE-Vitória), Hugo (M-Sport), Marcelo Nicácio (A-Fortaleza), Reinaldo (A-Botafogo), Obina (A-Palmeiras).
Principais Baixas: Celso Roth (T), Tchô (M-Marítimo/POR), Yuri (M-Marítimo/POR), Márcio Araújo (V-Palmeiras), Éder Luís (A-Benfica/POR), Rentería (A-Braga/POR), Alex Bruno (Z-Nacional/POR), Pedro Oldoni (A-Nacional/POR), Thiago Feltri (LE).
Pitacos:
Após naufragar na reta final do Brasileirão 2009, o Galo resolveu
demitir Celso Roth e aposta em Vanderlei Luxemburgo para conseguir
aquele “algo mais” que ficou faltando na última
temporada. Em baixa depois da saída de Marcelo Teixeira do Santos,
o técnico chega ao novo clube com um objetivo em comum: recuperar o
prestigio
perdido nos últimos anos. E se
não vai poder contar com algumas peças importantes que acabaram
negociadas (casos de Márcio Araújo, Éder Luís e Rentería), ao menos
ganhou reforços de sua confiança (como Leandro e Fabiano) para
remontar o time. A defesa (um dos pontos fracos no ano passado)
preocupa mesmo após a chegada do equatoriano Campos e por isso a
diretoria especula nomes como Edmílson (do Palmeiras), Adaílton
(ex-Santos), além do paraguaio Cáceres (que já jogou no Atlético).
No setor ofensivo, a esperança é que o artilheiro Diego Tardelli
(que foi mantido) mantenha a boa fase. Contratações como Kléber
Pereira foram cogitadas, mas quem realmente chegou para disputar
uma vaga no ataque foram Muriqui, Reinaldo e Obina. Sonhando em
retornar a vitrine do futebol nacional, a equipe deve concentrar
suas atenções na disputa estadual e principalmente na Copa do
Brasil. Se atletas como Renan Oliveira (uma eterna promessa) ou
Ricardinho (contratado em meio ao ano passado, mas que ainda não
parece adaptado ao novo clube) encontrarem seu melhor futebol, as
chances de sucesso podem crescer ainda
mais...
Time base: Carini; Coelho, Wélton Felipe (Werley), Jairo Campos, Júnior (Leandro); Carlos Alberto (Jonílson), Corrêa, Evandro (Fabiano), Ricardinho; Reinaldo (Obina) e Diego Tardelli. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Botafogo:
Principais Reforços: Sebastian Abreu (A), Renato Cajá (M-Grêmio), Somália (V-América-RN), Léo Guerreiro (A-Botafogo-DF), Marcelo Cordeiro (LE-Internacional), Antônio Carlos (Z-Atlético-PR), Edson (Z-Figueirense), Diguinho (M-América-RJ), Herrera (A-Grêmio), Fábio Ferreira (Z-Vitória), Vinicius (Flamengo).
Principais Baixas: Michael (M-Flamengo), Jônatas (V-Dispensado), Reinaldo (A-Atlético-MG), Juninho (Z-Samsung/CDS), Thiaguinho (LD-Fluminense), Laio (A-Macaé), Castillo (G-Deportivo Cali/COL), Emerson (Z-Avaí), Batista (V-Avaí), Victor Simões (A-Al-Ahli/ARS), Jean Coral (A-Ceará).
Pitacos:
Apesar de se salvar do rebaixamento de forma emocionante nas
rodadas finais do no último Brasileirão, a campanha botafoguense
foi um forte indício de que alguma coisa precisava mudar em General
Severiano. E por sorte, reinventar-se não tem sido problema para o
Alvinegro
nesses últimos anos. A diretoria
resolveu dar um voto de confiança a Estevam Soares, que chegou no
meio de 2009 e agora tem a oportunidade de comandar o planejamento
desde o início. Porém, a saída de alguns titulares (Thiaguinho,
Juninho, Victor Simões e André Lima) e outros medalhões que não
estavam rendendo o esperado (Castillo, Michael e Reinaldo)
enfraqueceu uma base que já era contestável. A reposição ao menos
tem sido inteligente, aproveitando bons jogadores disponíveis no
mercado (a nova dupla de ataque, composta pelo argentino Herrera e
o uruguaio “El Loco” Abreu, é o maior exemplo nesse
sentido). Mas a defesa ainda precisa de mais atenção. Por isso,
alguns nomes sondados (como Betão e Danny Morais) seriam muito
bem-vindos. Como sonhar não custa nada, a diretoria apresentou até
um projeto para contratar Ronaldinho Gaúcho. Mas o que o Botafogo
realmente precisa em 2010 é fincar os pés nos
chão.
Time base: Jefferson; Alessandro, Wellington, Antônio Carlos (Fábio Ferreira), Marcelo Cordeiro; Fahel, Leandro Guerreiro, Lúcio Flávio, Renato Cajá (Eduardo); Herrera e Abreu. Técnico: Estevam Soares.
Corinthians:
Principais Reforços: Danilo (M-Kashima Antlers/JAP), Roberto Carlos (LE-Fenerbahce/TUR), Tcheco (M-Grêmio), Iarley (A-Goiás), Ralf (V-Barueri), Moacir (V e L-Sport), Leandro Castan (Z-Barueri).
Principais Baixas: Marcelo Oliveira (V-Barueri), Marcelinho (A-Monte Azul), Bruno Bertucci (LE-São Caetano), Moradei (V-São Caetano), Diego (Z-Ceará), Henrique (A-Vitória de Setúbal/POR), Denis (LD-Náutico), Acosta (A-Oeste).
Pitacos:
Não é segredo para ninguém que a obsessão corinthiana no ano de seu
centenário é a Libertadores. Por ela, a equipe sacrificou todo
segundo semestre em 2009, após um início
de temporada arrasador (quando
faturou o estdual e a Copa do Brasil). É verdade que a negociação
de alguns destaques (como André Santos, Cristian e Douglas) também
prejudicou o desempenho do time, mas desde então a diretoria vem
trabalhando para manter o Corinthians forte em 2010. Após muitos
boatos em torno de Riquelme, a chegada de Roberto Carlos foi o
grande trunfo da pré-temporada e a expectativa é que essa
contratação seja bem-sucedida como foi a de Ronaldo no ano passado.
O técnico Mano Menezes também buscou soluções para as demais
posições enfraquecidas: Tcheco e Danilo são os principais
candidatos a organização do meio-campo, enquanto Iarley pode cavar
uma vaga na frente. O setor defensivo ganhou opções (como Moacir,
Leandro Castan e Ralf), mas o treinador ainda espera a chegada de
um zagueiro no nível dos titulares (falou-se em Henrique, Aléx
Silva e Lima). Contratações que chegaram em meio a última
temporada, mas ainda não se acertaram (casos de Marcelo Mattos, Edu
e Defederico) também podem ser importantes na formação de um grupo
que pretende quebrar o maior tabu da história do
Timão!
Time base: Felipe; Alessandro, Chicão, William, Roberto Carlos; Marcelo Mattos (Edu), Elias, Danilo (Tcheco); Dentinho (Iarley), Jorge Henrique (Defederico) e Ronaldo. Técnico: Mano Menezes.
Cruzeiro:
Principais Reforços: Anderson Lessa (A-Náutico), Pedro Ken (M-Coritiba).
Principais Baixas: Gustavo (Z-Vasco), Andrey (G-Portuguesa), Athirson (LE-Portuguesa), Jancarlos (LD-Dispensado), Patric (LD-Avaí), Wanderley (São Caetano), Thiago Martinelli (Z-Vasco).
Pitacos:
Depois do frustrante vice-campeonato na última Libertadores, os
cruzeirenses precisaram de algum tempo para reencontrar seu melhor
futebol. E a arrancada no 2º turno do Brasileirão mostrou que o
time celeste ainda
tinha “bala na
agulha”. Além de garantir um lugar na principal competição
interclubes do futebol sul-americano em 2010, a Raposa ainda teve o
gostinho de superar o Atlético, comprovando o significado da
expressão “quem ri por último, ri melhor”! Passada a
festa, pode-se dizer que as contratações para a nova temporada
foram discretas se comparadas aos anos anteriores. Falou-se em
Ayala, Macnelly Torres, Valdívia e Kléber Pereira, mas os únicos
reforços a desembarcar no Cruzeiro por enquanto foram os jovens
Pedro Ken e Anderson Lessa. Por outro lado, muitos atletas que não
estavam correspondendo às expectativas foram liberados. Uma
possível baixa seria Kléber (teoricamente insatisfeito no clube e
assediado pelo Palmeiras), mas a diretoria mineira bancou a
permanência do jogador, contando com um desempenho melhor que o do
último semestre (quando o Gladiador passou boa parte do
tempo lesionado). Sinal de que não deve haver grandes mudanças na
Toca da Raposa e que Adilson Batista vai ter de se virar com o
material humano que já possui em mãos (o que convenhamos não chega
a ser um problema levando em consideração a qualidade do
elenco).
Time base: Fábio; Jonathan, Cláudio Caçapa (Thiago Heleno), Leonardo Silva, Diego Renan; Henrique, Marquinhos Paraná (Fabinho), Fabrício, Gilberto (Guerrón); Wellington Paulista (Thiago Ribeiro) e Kléber. Técnico: Adilson Batista.
Flamengo:
Principais Reforços: Fernando (V-Goiás), Léo Medeiros (M-Bahia), Michael (M-Botafogo), Vágner Love (A-Palmeiras).
Principais Baixas: Aírton (V-Benfica/POR), Diego (G-Sem Clube), Maxi Biancucchi (A-Cruz Azul/MEX), Éverton (M-Tigres/MEX), Zé Roberto (M-Schalke/ALE), Marlon (Z-Duque de Caxias).
Pitacos:
Atual campeão brasileiro, o Flamengo viveu dias conturbados nessa
virada de ano. A transição na presidência do clube trouxe algumas
mudanças para a realidade Rubro-Negra, o que colaborou para a
indefinição na renovação com o treinador Andrade (um dos grandes
responsáveis pela
conquista nacional), deixando a
torcida apreensiva em relação às possibilidades da equipe para
2010. Valorizado, o técnico acabou permanecendo após muita
negociação, chegando a um acordo que agradou a todos os lados (ele
próprio, a diretoria e principalmente a torcida). Porém, alguns
atletas não tiveram o mesmo destino e acabaram deixando a Gávea,
como por exemplo, Aírton e Zé Roberto, ambos titulares no último
Brasileirão. Os reforços limitavam-se ao retorno de alguns
jogadores emprestados (casos de Léo Medeiros e Obina), além de
discretas aquisições, como os contestáveis Fernando e Michael. Mas
a poucos dias do início da temporada o clube anunciou a contratação
de Vágner Love, que estava insatisfeito no Palmeiras e desembarcou
na Gávea fazendo juras de amor ao novo time. Se não extrapolar com
Adriano nas tabelinhas extra-campo, o novo atacante flamenguista
tem totais condições de recuperar seu melhor futebol e ajudar o
Urubu no principal objetivo de 2010: comprovar que o sucesso obtido
no último semestre não foi apenas uma “fase
passageira”.
Time base: Bruno; Leonardo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim, Juan; Maldonado, Willians, Kléberson (Toró), Petkovic; Vágner Love e Adriano. Técnico: Andrade.
Fluminense:
Principais Reforços: Thiaguinho (LD-Botafogo), Julio Cesar (LE-Goiás), David (M-Náutico), Ewerton (M-Barueri), Willians (M-Palmeiras), Leandro Euzébio (Z-Goiás), Matheus (A-São Caetano).
Principais Baixas: Luiz Alberto (Z-Dispensado), Edcarlos (Z-Cruz Azul/MEX), Fabinho (V-Sem Clube), Wellington Monteiro (V-Goiás), Augusto (LE-Ceará), Urrutia (V-LDU/EQU), Ruy (LD-Boavista), Radamés (V-Botafogo/SP), Roni (A-Dispensado), Leandro Amaral (A-Sem Clube), João Paulo (LE-Figueirense), Carlos Eduardo (M-Barueri), Paulo César (LD-Dispensado), Tartá (M-Atlético-PR).
Pitacos:
Em 2009, o Fluminense contrariou a lógica dos matemáticos e
permaneceu de forma heróica na elite do futebol nacional. Apontado
como “virtual rebaixado” após um 1º turno medíocre, o
Tricolor teve forças para uma impressionante arrancada na reta
final do torneio, sobrevivendo ao
pessimismo alheio. Nem por isso
o técnico Cuca deixou de fazer uma faxina no elenco, dispensando os
serviços de muitos jogadores que andavam devendo bom futebol pelos
lados das Laranjeiras (entre ele, medalhões como Ruy, Luiz Alberto,
Edcarlos, Paulo César, Fabinho, Wellington Monteiro, Urrutia, Roni
e Leandro Amaral). A idéia é apostar naqueles que vestiram
literalmente a camisa durante os momentos de crise, ganhando não só
a confiança do treinador, como também dos torcedores. As novas
contratações se destacam justamente nesse sentido: atletas pouco
badalados, mas reconhecidamente eficientes, como os meias Ewerton e
Willians. Talvez o nome mais conhecido seja o do lateral Júlio
César, que apesar das excelentes campanhas com o Goiás ainda não
brilhou em um grande centro. Porém, as maiores esperanças continuam
depositadas na inspiração do argentino Conca e no faro de gols do
artilheiro Fred (que espera manter a boa fase do ano passado para
sonhar com uma vaga na seleção). Quem sabe assim, o Fluminense
tenha ambições maiores (e realmente o que comemorar!) em
2010...
Time base: Rafael; Mariano (Thiaguinho), Dalton, Gum, Júlio César; Diguinho, Thiaguinho (Marquinho), Ewerton, Conca, Willians; Fred. Técnico: Cuca.
Grêmio:
Principais Reforços: Maurício (Z-Palmeiras), Silas (T-Avaí), Leandro (A-Verdy Tokio/JAP), Henrique (V-Campinense), Ferdinando (LD-Avaí), Hugo (M-São Paulo), Borges (A-São Paulo), William (A-Avaí).
Principais Baixas: Maxi López (A), Léo (Z-Palmeiras), Renato Cajá (M-Botafogo), Tcheco (M-Corinthians), Paulo Autuori (T-Al-Rayyan/CAT), Herrera (A-Botafogo), Douglas Costa (M-Shakhtar Donetsk/UCR), William Thiego (Z-Kyoto Purple/JAP).
Pitacos:
Na última temporada, o Grêmio pagou pela indefinição no comando
técnico. Após decidir que o trabalho de Celso Roth não servia, o
clube foi buscar um treinador mais experiente. O problema é que
enquanto a diretoria fechava com Paulo Autuori, o time engrenava
sob o comando do interino Marcelo
Rospide, realizando a melhor campanha na 1ª fase da Libertadores.
Na transição, o Tricolor seguiu vivo até as semifinais, quando
acabou eliminado pelo Cruzeiro. A confirmação de que o trabalho do
novo técnico não tinha dado liga veio no Brasileirão, quando os
gaúchos realizaram uma campanha caseira, mantendo-se na parte
intermediária da tabela ao longo da competição. O que levou os
gremistas a apostarem no trabalho do promissor Silas, um dos
grandes responsáveis pelo sucesso do Avaí nos últimos anos. Após a
saída de peças importantes (como Tcheco, Herrera e Máxi López) e
jovens valores (casos de Thiego e Douglas Costa), o novo treinador
ao menos ganhou reforços interessantes, entre eles Hugo, Leandro e
Borges (com passagens recentes pelo São Paulo), além de Ferdinando
e William (que trabalharam com ele em SC). Mas ainda será preciso
quebrar a cabeça para resolver alguns problemas, como a lateral
direita (onde Vitor e o argentino Angeleri são os sonhos de
consumo). A possível chegada de Douglas (ex-Corinthians) também
fortaleceria consideravelmente o novo poderio ofensivo gremista,
que na atual temporada espera alçar vôos mais altos do que no ano
passado!
Time base: Victor; Mário Fernandes, Réver, Maurício (Rafael Marques), Fábio Santos (Lúcio); Adílson, Fábio Rochemback, Souza, Hugo; Leandro e Borges. Técnico: Silas.
Internacional:
Principais Reforços: Thiago Humberto (A-Barueri), Bruno Silva (LD-Ajax/HOL), Adriano (A-Vasco), Ramon (LE-Vasco), Muriel (G-Portuguesa), Titi (Z-Vasco), Nei (LD-Atlético-PR), Jorge Fossati (T-LDU/EQU), Wilson Mathias (V-Monarcas/MEX), Guto (A-Sport).
Principais Baixas: Clemer (G-Aposentado), Bolaños (A-Barcelona-EQU), Alan Kardec (A-Benfica-POR), Marcelo Cordeiro (LE-Botafogo), Michel Alves (G-Sem Clube).
Pitacos:
Depois da saída de Tite no ano passado, a diretoria do Colorado foi
buscar Mário Sérgio para comandar a equipe durante a reta final do
Campeonato Brasileiro. Apesar de providencial, a medida quase deu
certo, já
que o Internacional terminou a
competição na vice-colocação. Nem por isso esse trabalho teve
sequência e para a atual temporada a bola da vez é o uruguaio Jorge
Fossati, que se destacou no futebol sul-americano em 2009 ao
faturar a Recopa e a Sul-Americana pela LDU. A expectativa da
torcida é que o novo treinador mantenha a fase vitoriosa e
recoloque os gaúchos na trilha dos títulos. O elenco a disposição
não sofreu grandes alterações em relação ao ano passado. Entre as
contratações, destaque para Nei, Bruno Silva, Wilson Mathias e
Thiago Humberto, além de alguns jogadores que retornam de
empréstimo e poderão ser aproveitados (como Muriel, Ramon ou
Adriano). Ao menos por enquanto, as saídas limitam-se a atletas que
não vinham jogando com regularidade, o que não deve causar maiores
impactos no esquema de jogo alvirrubro. Porém, o interesse em
estrelas como Guiñazú (assediado pelo São Paulo), Sandro (que
interessa ao Tottenham) e D’Alessandro (cogitado no River
Plate) preocupa muita gente pelos lados do
Beira-Rio...
Time base: Lauro; Bolívar, Fabiano Eller, Índio; Bruno Silva (Nei), Guiñazú, Sandro, D’Alessandro (Andrezinho), Edu (Taison), Kléber; Alecsandro. Técnico: Jorge Fossati.
Palmeiras:
Principais Reforços: Léo (Z-Grêmio), Marcio Araújo (V-Atlético Mineiro), Willian (M-Vitória), Eduardo (LE-Guarani), Edinho (V-Lecce/ITA).
Principais Baixas: Maurício (Z-Grêmio), Jumar (V-Vasco), Ortigoza (A-Sol de America/PAR), Obina (A-Atlético/MG), Marcão (Z-Sem Clube), Jefferson (LE-Barueri), Willians (M-Fluminense), Vágner Love (A-Flamengo), Edmílson (Z-Sem Clube).
Pitacos:
Passada a ressaca causada pelo fracasso no último Campeonato
Brasileiro, o Palmeiras inicia 2010 juntando os cacos. O objetivo
dos comandados de Muricy Ramalho é recomeçar do zero, ainda mais
após ficar de fora da Libertadores e ter de focar suas atenções na
disputa doméstica durante o 1º semestre. A última conquista
alviverde se deu há dois
anos, justamente no Paulistão. E
não se pode negar que aquele triunfo serviu para amenizar o ego do
torcedor, devolvendo confiança a nomes como Marcos e Pierre, além
de fortalecer jogadores como Valdívia e Kléber (que se firmariam
como ídolos no Palestra Itália). E Muricy sabe que no atual
momento, o que o Verdão mais precisa é recuperar a credibilidade
perdida ao longo do último semestre. Por isso mesmo não fez questão
de manter no elenco jogadores desgastados com a famosa “turma
do amendoim” (casos de Marcão, Maurício, Jefferson, entre
outros). A reposição defensiva foi extremamente satisfatória, com
as contratações de Léo, Edinho e Márcio Araújo, porém, as baixas na
frente enfraqueceram consideravelmente o setor ofensivo. E sem
Obina, Ortigoza e principalmente Vágner Love, a responsabilidade
recai sobre Diego Souza (que deve jogar mais adiantado) e Robert. A
diretoria sonha com o retorno de Kleber, correndo atrás de
possibilidades mais concretas (como Marcelo Moreno ou Val Baiano),
mas por enquanto a camisa 9 segue como o grande “calcanhar de
Aquiles” palmeirense em 2010.
Time base: Marcos; Léo, Maurício Ramos, Danilo; Figueroa, Pierre, Edinho (Márcio Araújo), Cleiton Xavier, Diego Souza, Armero; Robert. Técnico: Muricy Ramalho.
Santos:
Principais Reforços: Giovanni (M-Mogi Mirim), Durval (Z-Sport), Dorival Junior (T-Vasco), Marquinhos (M-Avaí), Bruno Aguiar (Z-Guarani), Bruno Rodrigo (Z-Portuguesa), Roberto Brum (V-Figueirense), Luciano Castán (Z-União São João), Maranhão (LD-Guarani), Zé Eduardo (M-ABC), Wesley (A-Atlético-PR), Arouca (V-São Paulo).
Principais Baixas: Emerson (V-Sem Clube), Kléber Pereira (A-Sem Clube), Vanderlei Luxemburgo (T-Atlético Mineiro), Wagner Diniz (LD-São Paulo), Fabão (Z-Sem Clube), Eli Sabiá (Z-Paulista), Felipe Azevedo (M-Paulista), Adaílton (Z-Sem Clube), Douglas (G-Ipatinga), Robson (M-Avaí), Sérgio (G-Sem Clube), Paulo Henrique Rodrigues (Z-Atlético Goianiense), Astorga (Z-Sem Clube), Triguinho (LE-São Caetano), Luizinho (LD-Ipatinga), Jean (A-Sem Clube), Rodrigo Souto (V-São Paulo).
Pitacos:
Após o fim da “era Marcelo Teixeira” (que durou dez
anos), era inevitável que ocorressem drásticas mudanças no Santos.
E foi justamente o que aconteceu após o início do mandado de Luis
Álvaro de Oliveira Ribeiro. Preocupado em manter as contas do clube
em dia, o novo presidente recebeu com um sorriso no rosto
a
notícia de que Vanderlei
Luxemburgo também abandonava o barco, abrindo as portas da Vila
Belmiro para Dorival Júnior. Credenciado pela reestruturação do
Vasco, o novo técnico ainda teve de iniciar uma faxina no elenco,
que vitimou diversos medalhões (entre eles, Fabão, Adaílton,
Emerson e Kleber Pereira). Além disso, Dorival sabe que não pode
esperar contratações renomadas de um clube em dificuldades
financeiras e o jeito é se virar com as opções disponíveis no
mercado. Para a defesa, chegam o promissor Maranhão, além do
experiente Durval. Pelo meio, a inevitável saída de Rodrigo Souto
foi transformada em uma troca por Arouca, que por sua vez deverá
jogar ao lado de Roberto Brum (que retorna ao alvinegro). Ao
contrário de seu antecessor, Dorival Junior deve apostar todas suas
fichas em Paulo Henrique e Neymar, os novos “meninos da
Vila”. Mas sabe que a experiência de atletas mais rodados,
como Marquinhos e Giovanni (homem de confiança do novo presidente),
serão fundamentais nesse processo. A contratação de um “homem
de área” (falou-se em Keirrison e Marcel) também seria
importante, já que no momento a vaga pertence ao contestável
André.
Time base: Fábio Costa; George Lucas (Maranhão), Durval, Edu Dracena, Léo; Roberto Brum, Arouca, Paulo Henrique, Mádsón (Marquinhos), Neymar; André (Giovanni). Técnico: Dorival Júnior.
São Paulo:
Principais Reforços: Rodrigo Souto (V-Santos), André Luís (Z-Barueri), Marcelinho Paraíba (A-Coritiba), Fernandinho (A-Barueri), Xandão (Z-Barueri), Léo Lima (M-Goiás), Wagner Diniz (LD-Santos), Roger (A-Vitória), Carlinhos Paraíba (M-Coritiba).
Principais Baixas: Fabiano (G-Santo André), Rodrigo (Z-Dínamo Kiev/UCR), Hugo (M-Grêmio), Borges (A-Grêmio), Saavedra (Z-Atlético Goianiense), Arouca (V-Santos).
Pitacos:
No último Campeonato Brasileiro, o torcedor são-paulino despediu-se
de Muricy Ramalho, comandante do tricampeonato nacional. A
justificativa da
diretoria era de que a relação
entre treinador e jogadores já estava desgastada, mas os seguidas
eliminações na Libertadores para adversários brasileiros pesou
consideravelmente nessa decisão. A aposta foi em Ricardo Gomes, que
se enquadrava no perfil “moderno” idealizado pela
cúpula Tricolor, mas demorou algum tempo para conseguir impor sua
filosofia de trabalho no Morumbi. Assimilado o estilo do novo
comandante, o São Paulo até esboçou uma reação na luta pelo título,
mas acabou fraquejando nos momentos decisivos (o que não costumava
acontecer nos tempos de Muricy). Dadas as circunstâncias, nenhum
torcedor ficou muito decepcionado, mas por outro lado, a
expectativa de como o novo São Paulo de Ricardo Gomes deve se sair
em 2010 já é grande! A base dos últimos anos continua mantida, a
exceção das saídas de Rodrigo, Arouca, Hugo e Borges (todos
suplentes). Porém, os reforços para essa temporada não causaram
impacto como em anos anteriores. Jogadores questionáveis, como
André Luis e Léo Lima, consistem em apostas arriscadas e alguns
nomes que retornam de empréstimo (Wagner Diniz e Roger) não tem
credibilidade com a torcida. O jeito vai ser torcer para que os
velhos conhecidos (entre eles o veterano Marcelinho Paraíba, que
retorna ao Morumbi) entrem nos eixos e retomarem o caminho das
vitórias.
Time base: Rogério Ceni; Jean, André Dias, Miranda, Jorge Wágner; Richarlyson, Hernanes, Léo Lima (Renato Silva ou Rodrigo Souto), Marcelinho Paraíba; Dagoberto e Washington. Técnico: Ricardo Gomes.
Vasco:
Principais Reforços: Thiago Martinelli (Z-Cerezo Osaka/JAP), Dodô (A-Sem Clube), Márcio Careca (LE-Barueri), Rafael Coelho (A-Figueirense), Élder Granja (LD-Sport), Léo Gago (V-Avaí), Gustavo (Z-Cruzeiro), Caíque (M-Guarani), Geovane Maranhão (A-Artsul), Jumar (V-Palmeiras), Vágner Mancini (T-Vitória), Rafael Carioca (V-Spartak/RUS).
Principais Baixas: Amaral (V-Sem Clube), Adriano (A-Inter), Dorival Junior (T-Santos), Ramon (LE-Inter), Vilson (Z-Madureira), Benítez (M-Cerro Porteño/PAR), Pará (LE-Paraná), Rafael Morisco (Z-Chapecoense), Aloísio (A-Sem Clube), Paulo Sérgio (LD-Portuguesa), Alex Teixeira (A-Shakhtar Donetsk/UCR), Vilson (Z-Vitória).
Pitacos:
Superado o calvário da Serie B, o Vasco finalmente retorna a elite
do futebol nacional. E para consagrar definitivamente essa volta,
nada como uma campanha convincente em 2010. Apesar de perder o
treinador responsável
pela reestruturação do clube
(Dorival Junior), o otimismo continua em alta pelos lados de São
Januário. Isso porque diretoria aposta em Vágner Mancini, que já
comprovou sua qualidade quando teve a tranquilidade necessária para
desenvolver seu trabalho (o que não aconteceu no ano passado).
Apesar de perder algumas peças importantes do título na 2ª divisão
nacional (casos de Paulo Sérgio, Ramón, Adriano, Aloísio e
principalmente a revelação Alex Teixeira), Mancini não pode
reclamar da diretoria na busca por reforços. Afinal, mesmo sem
muito dinheiro em caixa, o Gigante da Colina tem
demonstrado inteligência na reposição. Atletas como Elder Granja,
Gustavo, Thiago Martinelli, Jumar, Rafael Carioca e Léo Gago são
opções interessantes na composição da defesa. Na frente, o sonho de
repatriar Juninho Pernambucano ainda não se confirmou, mas ao menos
a estrela Carlos Alberto está mantida, assim como o artilheiro
Élton (que permanece após uma frustrada negociação com o futebol
ucraniano). Ao lado de Rodrigo Pimpão, Caíque, Rafael Coelho e
Dodô, eles formarão um setor ofensivo de respeito. Não fosse a
eleição de Eurico Miranda (para presidência do Conselho Benemérito
do clube) e o Vasco só teria motivos para sorrir nesse início de
2010...
Time base: Fernando Prass; Elder Granja, Gian (Gustavo), Fernando (Thiago Martinelli), Márcio Careca; Nílton, Souza (Jumar), Rafael Carioca (Léo Gago), Carlos Alberto; Dodô e Élton. Técnico: Vágner Mancini.
Pelo Brasil afora:
Entre as equipes paulistas que
disputam a 1ª divisão do Campeonato Brasileiro, um dos destaques
(mas infelizmente negativo) é a transferência do Grêmio
Barueri para Presidente Prudente, devido ao
rompimento do vínculo entre os diretores do clube e o poder público
da cidade de Barueri. Além da incoerência geográfica presente no
nome da equipe, a nova medida abre uma discussão sobre a influência
dos interesses econômicos no
futebol. O Guarani, que conseguiu um heróico acesso
na Série B em 2009, perdeu alguns jogadores importantes, como os
laterais Eduardo (cedido ao Palmeiras) e Maranhão, o zagueiro Bruno
Aguiar (ambos negociados com o Santos), além do atacante Caíque
(atualmente no Vasco). Mas como disputa a 2ª divisão do estadual
nesse primeiro semestre, espera que a base remanescente seja o
suficiente para garantir mais um acesso. Clubes tradicionais, como
a Portuguesa, investiram pensando em longo
prazo, mais especificamente no 2º semestre, quando sonham em
carimbar o passaporte de volta a elite do futebol nacional. A Lusa
investiu em atletas qualificados, como o lateral Paulo Sérgio, o
zagueiro Gladstone, além do atacante uruguaio Biscayzacu, sem falar
em velhos conhecidos que foram repatriados (casos de Athirson,
Marcos Paulo e Celsinho). A Ponte
Preta seguiu o mesmo caminho apostando na volta de
Finazzi, sem falar nas aquisições de Eduardo Martini (um dos
melhores goleiros do último brasileirão) e Octacílio Neto
(ex-Corinthians).
Em Minas Gerais, o
América renasceu das cinzas após o
retorno a elite estadual e a conquista da Série C. O alicerce do
time continua baseado na experiência do arqueiro Flávio (que vai
ter Gleuguer como concorrente), dos
defensores Evanílson, Preto e
Wellington Paulo, dos meias Luciano Ratinho e Irênio, além dos
atacantes Euller e Fábio Bala. Em Goiás, o Atlético está em festa com a volta a 1ª
divisão nacional e além de segurar seu artilheiro Marcão, ainda foi
buscar os reforços como o defensor chileno Saavedra (que não teve
oportunidades no São Paulo) e os atacantes Rodrigo Tiuí e
Washington (ex-São Caetano). O Vila
Nova, que vem de uma temporada discreta, continua
em baixa e tem como maior ambição repatriar o ídolo Wando. Por sua
vez, o Goiás, se orgulha de ter segurado
Fernandão apesar das investidas rivais, mas não teve a mesma sorte
com Leandro Euzébio, Júlio César, Léo Lima e Iarley. Entre as caras
novas, destaque para Jadílson (que retorna ao Serra Dourada),
Wellington Monteiro e Angel Rojas (ex-Universidad do
Chile).
No sul do país, o
Juventude espera voltar aos dias de
glória mesclando a experiência de jogadores rodados (como o goleiro
Silvio Luiz, o volante Lauro e o atacante
Marcos Dener) ao futebol de suas
revelações (casos do promissor Zezinho e de alguns garotos que se
destacaram na última Copa São Paulo). Em Santa Catarina, o
Avaí recomeça sua vida após a saída do
técnico Silas (substituído por Péricles Chamusca) e mais da metade
do time que realizou ótima campanha no último Brasileirão (Eduardo
Martini, Fabinho Capixaba, Léo Gago, Ferdinando, Marquinhos,
Muriqui e William). Para amenizar esse quadro, a diretoria trouxe
figurinhas carimbadas como o volante Batista e o atacante Vandinho,
além de jogadores renomados (casos de Frédson, Dinélson e o
veterano Sávio). No arqui-rival Figueirense, a expectativa é pelo
desempenho da dupla de argentinos Cattaneo (ex-Tigre) e Gastón Ada
(que estava no Argentino Juniors). Depois de uma temporada ruim no
ano passado, o Criciúma não tem grandes
perspectivas após poucos investimentos e a demissão do técnico
Itamar Schulle. Pelos lados do Paraná, o Atlético (único remanescente na 1ª
divisão) precisa abrir os olhos se não quiser seguir os passos dos
principais inimigos. Além de ter feito uma campanha discreta no
nacional, o clube ainda perdeu jogadores importantes, como Galatto,
Nei, Rafael Miranda e Marcinho. O jeito vai ser torcer para que os
colombianos Vanegas (defensor) e Serna (atacante) façam tanto
sucesso quanto o compatriota Ferreira. Além deles, também chegam
Tartá (ex-Fluminense), Bruno Mineiro (que estava no Náutico) e o
ídolo Alan Bahia (que retorna a
Baixada). O Coritiba é outro que vai precisar de
muita motivação para alcançar seus objetivos em 2010. Rebaixado no
último Brasileirão, a equipe acena com as discretas chegadas dos
meias Rafinha e Enrico, ao mesmo tempo em que assistiu a saída de
16 jogadores (entre eles Pedro Ken e a dupla Carlinhos e Marcelinho
Paraíba). A permanência (ainda incerta) dos atacantes Marcos
Aurélio e Ariel por enquanto segue como a melhor notícia. O
Paraná, como de costume, realizou uma
troca impactante em seu elenco: enquanto 11 jogadores deixaram a
Vila Capanema, 12 foram contratados para a atual temporada. Roberto
Cavalo também cede lugar a Marcelo Oliveira no comando técnico da
equipe.
Pelos lados do Nordeste, o
Vitória abriu mão do trabalho de Vágner
Mancini para promover seu ex-auxiliar Ricardo Silva. Junto com o
treinador, saíram mais de 11 atletas, entre eles Apodi, Leandro,
Jackson, Leandro Domingues, Roger e
Derlei. Pelo visto, o 1º semestre
deve ser de economias, o que limita consideravelmente as
possibilidades de reposição. Entre os recém-contratados, os nomes
mais conhecidos são os defensores Marcos Pimentel, Vílson e Egídio,
o meia Marcinho (que estava no Corinthians), além dos atacantes
Schwenck e Índio. E o rubro-negro precisa mesmo se cuidar, já que o
rival Bahia sonha em se reerguer e para tanto
trouxe nomes de peso: no banco de reservas o comandante será Renato
Gaúcho, enquanto o pentacampeão Edílson, que volta ao futebol após
dois anos parado, será a principal referência dentro de campo.
Alguns jogadores que já trabalharam com Renato também desembarcam
na Fonte Nova, entre eles os meias Mateus e Abedi. O Ceará retorna a primeira divisão sem o
comandante do acesso, PC Gusmão, que acabou substituído por Renê
Simões. Apesar de boas contratações para o sistema defensivo, como
o goleiro Eduardo (ex-Náutico), o zagueiro Diego (que estava no
Corinthians), além do volante Douglas Silva (rebaixado com o
Coritiba no último Brasileirão), será preciso atenção especial com
o ataque, que perdeu Geraldo, Sérgio Alves e Mota. Embora o maior
rival Fortaleza não assuste tanto após a
vexatória campanha na Serie B do ano passado (que resultou na queda
para terceira divisão). As equipes de Pernambuco também amargaram
insucessos em 2009. O Sport começa sua
recuperação apostando em uma
reformulação para manter a hegemonia estadual. Para isso contratou
jogadores com passagens por grandes clubes, como o lateral Eduardo
Ratinho, os meias Eduardo Ramos e Ricardinho, além do atacante
Nádson. O Náutico também mandou muita gente embora,
como os atacantes Kuki, Tuta e Acosta. Um dos poucos a se salvar
nessa barca foi Carlinhos Bala, que agora vai ter a companhia dos
laterais Dênis (ex-Corinthians) e Zé Carlos (que estava no Goiás).
Correndo por fora estará o Santa
Cruz, que confia no trabalho do treinador Lori
Sandri, além de ex-ídolos do arqui-rival Sport, como o meia Jackson
e o atacante Gaúcho.
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