Com o início dos estaduais as principais equipes do país começam a se movimentar, oferecendo aos fãs do futebol uma prévia de suas possibilidades para o primeiro semestre de 2010. Reforços e planejamento fazem parte da expectativa de qualquer torcedor... Mas será que sua equipe realmente acertou nesse sentido ou ainda está lhe devendo um pouco de otimismo? Confira uma análise sobre os principais clubes do Brasil e saiba o que esperar desse começo de temporada:
Atlético Mineiro:
Principais Reforços: Vanderlei Luxemburgo (T-Santos), Muriqui (A-Avaí), Jairo Campos (Z-LDU/EQU), Fabiano (M-Sport), Leandro (LE-Vitória), Hugo (M-Sport), Marcelo Nicácio (A-Fortaleza), Reinaldo (A-Botafogo), Obina (A-Palmeiras).
Principais Baixas: Celso Roth (T), Tchô (M-Marítimo/POR), Yuri (M-Marítimo/POR), Márcio Araújo (V-Palmeiras), Éder Luís (A-Benfica/POR), Rentería (A-Braga/POR), Alex Bruno (Z-Nacional/POR), Pedro Oldoni (A-Nacional/POR), Thiago Feltri (LE).
Pitacos:
Após naufragar na reta final do Brasileirão 2009, o Galo resolveu
demitir Celso Roth e aposta em Vanderlei Luxemburgo para conseguir
aquele “algo mais” que ficou faltando na última
temporada. Em baixa depois da saída de Marcelo Teixeira do Santos,
o técnico chega ao novo clube com um objetivo em comum: recuperar o
prestigio
perdido nos últimos anos. E se
não vai poder contar com algumas peças importantes que acabaram
negociadas (casos de Márcio Araújo, Éder Luís e Rentería), ao menos
ganhou reforços de sua confiança (como Leandro e Fabiano) para
remontar o time. A defesa (um dos pontos fracos no ano passado)
preocupa mesmo após a chegada do equatoriano Campos e por isso a
diretoria especula nomes como Edmílson (do Palmeiras), Adaílton
(ex-Santos), além do paraguaio Cáceres (que já jogou no Atlético).
No setor ofensivo, a esperança é que o artilheiro Diego Tardelli
(que foi mantido) mantenha a boa fase. Contratações como Kléber
Pereira foram cogitadas, mas quem realmente chegou para disputar
uma vaga no ataque foram Muriqui, Reinaldo e Obina. Sonhando em
retornar a vitrine do futebol nacional, a equipe deve concentrar
suas atenções na disputa estadual e principalmente na Copa do
Brasil. Se atletas como Renan Oliveira (uma eterna promessa) ou
Ricardinho (contratado em meio ao ano passado, mas que ainda não
parece adaptado ao novo clube) encontrarem seu melhor futebol, as
chances de sucesso podem crescer ainda
mais...
Time base: Carini; Coelho, Wélton Felipe (Werley), Jairo Campos, Júnior (Leandro); Carlos Alberto (Jonílson), Corrêa, Evandro (Fabiano), Ricardinho; Reinaldo (Obina) e Diego Tardelli. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Botafogo:
Principais Reforços: Sebastian Abreu (A), Renato Cajá (M-Grêmio), Somália (V-América-RN), Léo Guerreiro (A-Botafogo-DF), Marcelo Cordeiro (LE-Internacional), Antônio Carlos (Z-Atlético-PR), Edson (Z-Figueirense), Diguinho (M-América-RJ), Herrera (A-Grêmio), Fábio Ferreira (Z-Vitória), Vinicius (Flamengo).
Principais Baixas: Michael (M-Flamengo), Jônatas (V-Dispensado), Reinaldo (A-Atlético-MG), Juninho (Z-Samsung/CDS), Thiaguinho (LD-Fluminense), Laio (A-Macaé), Castillo (G-Deportivo Cali/COL), Emerson (Z-Avaí), Batista (V-Avaí), Victor Simões (A-Al-Ahli/ARS), Jean Coral (A-Ceará).
Pitacos:
Apesar de se salvar do rebaixamento de forma emocionante nas
rodadas finais do no último Brasileirão, a campanha botafoguense
foi um forte indício de que alguma coisa precisava mudar em General
Severiano. E por sorte, reinventar-se não tem sido problema para o
Alvinegro
nesses últimos anos. A diretoria
resolveu dar um voto de confiança a Estevam Soares, que chegou no
meio de 2009 e agora tem a oportunidade de comandar o planejamento
desde o início. Porém, a saída de alguns titulares (Thiaguinho,
Juninho, Victor Simões e André Lima) e outros medalhões que não
estavam rendendo o esperado (Castillo, Michael e Reinaldo)
enfraqueceu uma base que já era contestável. A reposição ao menos
tem sido inteligente, aproveitando bons jogadores disponíveis no
mercado (a nova dupla de ataque, composta pelo argentino Herrera e
o uruguaio “El Loco” Abreu, é o maior exemplo nesse
sentido). Mas a defesa ainda precisa de mais atenção. Por isso,
alguns nomes sondados (como Betão e Danny Morais) seriam muito
bem-vindos. Como sonhar não custa nada, a diretoria apresentou até
um projeto para contratar Ronaldinho Gaúcho. Mas o que o Botafogo
realmente precisa em 2010 é fincar os pés nos
chão.
Time base: Jefferson; Alessandro, Wellington, Antônio Carlos (Fábio Ferreira), Marcelo Cordeiro; Fahel, Leandro Guerreiro, Lúcio Flávio, Renato Cajá (Eduardo); Herrera e Abreu. Técnico: Estevam Soares.
Corinthians:
Principais Reforços: Danilo (M-Kashima Antlers/JAP), Roberto Carlos (LE-Fenerbahce/TUR), Tcheco (M-Grêmio), Iarley (A-Goiás), Ralf (V-Barueri), Moacir (V e L-Sport), Leandro Castan (Z-Barueri).
Principais Baixas: Marcelo Oliveira (V-Barueri), Marcelinho (A-Monte Azul), Bruno Bertucci (LE-São Caetano), Moradei (V-São Caetano), Diego (Z-Ceará), Henrique (A-Vitória de Setúbal/POR), Denis (LD-Náutico), Acosta (A-Oeste).
Pitacos:
Não é segredo para ninguém que a obsessão corinthiana no ano de seu
centenário é a Libertadores. Por ela, a equipe sacrificou todo
segundo semestre em 2009, após um início
de temporada arrasador (quando
faturou o estdual e a Copa do Brasil). É verdade que a negociação
de alguns destaques (como André Santos, Cristian e Douglas) também
prejudicou o desempenho do time, mas desde então a diretoria vem
trabalhando para manter o Corinthians forte em 2010. Após muitos
boatos em torno de Riquelme, a chegada de Roberto Carlos foi o
grande trunfo da pré-temporada e a expectativa é que essa
contratação seja bem-sucedida como foi a de Ronaldo no ano passado.
O técnico Mano Menezes também buscou soluções para as demais
posições enfraquecidas: Tcheco e Danilo são os principais
candidatos a organização do meio-campo, enquanto Iarley pode cavar
uma vaga na frente. O setor defensivo ganhou opções (como Moacir,
Leandro Castan e Ralf), mas o treinador ainda espera a chegada de
um zagueiro no nível dos titulares (falou-se em Henrique, Aléx
Silva e Lima). Contratações que chegaram em meio a última
temporada, mas ainda não se acertaram (casos de Marcelo Mattos, Edu
e Defederico) também podem ser importantes na formação de um grupo
que pretende quebrar o maior tabu da história do
Timão!
Time base: Felipe; Alessandro, Chicão, William, Roberto Carlos; Marcelo Mattos (Edu), Elias, Danilo (Tcheco); Dentinho (Iarley), Jorge Henrique (Defederico) e Ronaldo. Técnico: Mano Menezes.
Cruzeiro:
Principais Reforços: Anderson Lessa (A-Náutico), Pedro Ken (M-Coritiba).
Principais Baixas: Gustavo (Z-Vasco), Andrey (G-Portuguesa), Athirson (LE-Portuguesa), Jancarlos (LD-Dispensado), Patric (LD-Avaí), Wanderley (São Caetano), Thiago Martinelli (Z-Vasco).
Pitacos:
Depois do frustrante vice-campeonato na última Libertadores, os
cruzeirenses precisaram de algum tempo para reencontrar seu melhor
futebol. E a arrancada no 2º turno do Brasileirão mostrou que o
time celeste ainda
tinha “bala na
agulha”. Além de garantir um lugar na principal competição
interclubes do futebol sul-americano em 2010, a Raposa ainda teve o
gostinho de superar o Atlético, comprovando o significado da
expressão “quem ri por último, ri melhor”! Passada a
festa, pode-se dizer que as contratações para a nova temporada
foram discretas se comparadas aos anos anteriores. Falou-se em
Ayala, Macnelly Torres, Valdívia e Kléber Pereira, mas os únicos
reforços a desembarcar no Cruzeiro por enquanto foram os jovens
Pedro Ken e Anderson Lessa. Por outro lado, muitos atletas que não
estavam correspondendo às expectativas foram liberados. Uma
possível baixa seria Kléber (teoricamente insatisfeito no clube e
assediado pelo Palmeiras), mas a diretoria mineira bancou a
permanência do jogador, contando com um desempenho melhor que o do
último semestre (quando o Gladiador passou boa parte do
tempo lesionado). Sinal de que não deve haver grandes mudanças na
Toca da Raposa e que Adilson Batista vai ter de se virar com o
material humano que já possui em mãos (o que convenhamos não chega
a ser um problema levando em consideração a qualidade do
elenco).
Time base: Fábio; Jonathan, Cláudio Caçapa (Thiago Heleno), Leonardo Silva, Diego Renan; Henrique, Marquinhos Paraná (Fabinho), Fabrício, Gilberto (Guerrón); Wellington Paulista (Thiago Ribeiro) e Kléber. Técnico: Adilson Batista.
Flamengo:
Principais Reforços: Fernando (V-Goiás), Léo Medeiros (M-Bahia), Michael (M-Botafogo), Vágner Love (A-Palmeiras).
Principais Baixas: Aírton (V-Benfica/POR), Diego (G-Sem Clube), Maxi Biancucchi (A-Cruz Azul/MEX), Éverton (M-Tigres/MEX), Zé Roberto (M-Schalke/ALE), Marlon (Z-Duque de Caxias).
Pitacos:
Atual campeão brasileiro, o Flamengo viveu dias conturbados nessa
virada de ano. A transição na presidência do clube trouxe algumas
mudanças para a realidade Rubro-Negra, o que colaborou para a
indefinição na renovação com o treinador Andrade (um dos grandes
responsáveis pela
conquista nacional), deixando a
torcida apreensiva em relação às possibilidades da equipe para
2010. Valorizado, o técnico acabou permanecendo após muita
negociação, chegando a um acordo que agradou a todos os lados (ele
próprio, a diretoria e principalmente a torcida). Porém, alguns
atletas não tiveram o mesmo destino e acabaram deixando a Gávea,
como por exemplo, Aírton e Zé Roberto, ambos titulares no último
Brasileirão. Os reforços limitavam-se ao retorno de alguns
jogadores emprestados (casos de Léo Medeiros e Obina), além de
discretas aquisições, como os contestáveis Fernando e Michael. Mas
a poucos dias do início da temporada o clube anunciou a contratação
de Vágner Love, que estava insatisfeito no Palmeiras e desembarcou
na Gávea fazendo juras de amor ao novo time. Se não extrapolar com
Adriano nas tabelinhas extra-campo, o novo atacante flamenguista
tem totais condições de recuperar seu melhor futebol e ajudar o
Urubu no principal objetivo de 2010: comprovar que o sucesso obtido
no último semestre não foi apenas uma “fase
passageira”.
Time base: Bruno; Leonardo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim, Juan; Maldonado, Willians, Kléberson (Toró), Petkovic; Vágner Love e Adriano. Técnico: Andrade.
Fluminense:
Principais Reforços: Thiaguinho (LD-Botafogo), Julio Cesar (LE-Goiás), David (M-Náutico), Ewerton (M-Barueri), Willians (M-Palmeiras), Leandro Euzébio (Z-Goiás), Matheus (A-São Caetano).
Principais Baixas: Luiz Alberto (Z-Dispensado), Edcarlos (Z-Cruz Azul/MEX), Fabinho (V-Sem Clube), Wellington Monteiro (V-Goiás), Augusto (LE-Ceará), Urrutia (V-LDU/EQU), Ruy (LD-Boavista), Radamés (V-Botafogo/SP), Roni (A-Dispensado), Leandro Amaral (A-Sem Clube), João Paulo (LE-Figueirense), Carlos Eduardo (M-Barueri), Paulo César (LD-Dispensado), Tartá (M-Atlético-PR).
Pitacos:
Em 2009, o Fluminense contrariou a lógica dos matemáticos e
permaneceu de forma heróica na elite do futebol nacional. Apontado
como “virtual rebaixado” após um 1º turno medíocre, o
Tricolor teve forças para uma impressionante arrancada na reta
final do torneio, sobrevivendo ao
pessimismo alheio. Nem por isso
o técnico Cuca deixou de fazer uma faxina no elenco, dispensando os
serviços de muitos jogadores que andavam devendo bom futebol pelos
lados das Laranjeiras (entre ele, medalhões como Ruy, Luiz Alberto,
Edcarlos, Paulo César, Fabinho, Wellington Monteiro, Urrutia, Roni
e Leandro Amaral). A idéia é apostar naqueles que vestiram
literalmente a camisa durante os momentos de crise, ganhando não só
a confiança do treinador, como também dos torcedores. As novas
contratações se destacam justamente nesse sentido: atletas pouco
badalados, mas reconhecidamente eficientes, como os meias Ewerton e
Willians. Talvez o nome mais conhecido seja o do lateral Júlio
César, que apesar das excelentes campanhas com o Goiás ainda não
brilhou em um grande centro. Porém, as maiores esperanças continuam
depositadas na inspiração do argentino Conca e no faro de gols do
artilheiro Fred (que espera manter a boa fase do ano passado para
sonhar com uma vaga na seleção). Quem sabe assim, o Fluminense
tenha ambições maiores (e realmente o que comemorar!) em
2010...
Time base: Rafael; Mariano (Thiaguinho), Dalton, Gum, Júlio César; Diguinho, Thiaguinho (Marquinho), Ewerton, Conca, Willians; Fred. Técnico: Cuca.
Grêmio:
Principais Reforços: Maurício (Z-Palmeiras), Silas (T-Avaí), Leandro (A-Verdy Tokio/JAP), Henrique (V-Campinense), Ferdinando (LD-Avaí), Hugo (M-São Paulo), Borges (A-São Paulo), William (A-Avaí).
Principais Baixas: Maxi López (A), Léo (Z-Palmeiras), Renato Cajá (M-Botafogo), Tcheco (M-Corinthians), Paulo Autuori (T-Al-Rayyan/CAT), Herrera (A-Botafogo), Douglas Costa (M-Shakhtar Donetsk/UCR), William Thiego (Z-Kyoto Purple/JAP).
Pitacos:
Na última temporada, o Grêmio pagou pela indefinição no comando
técnico. Após decidir que o trabalho de Celso Roth não servia, o
clube foi buscar um treinador mais experiente. O problema é que
enquanto a diretoria fechava com Paulo Autuori, o time engrenava
sob o comando do interino Marcelo
Rospide, realizando a melhor campanha na 1ª fase da Libertadores.
Na transição, o Tricolor seguiu vivo até as semifinais, quando
acabou eliminado pelo Cruzeiro. A confirmação de que o trabalho do
novo técnico não tinha dado liga veio no Brasileirão, quando os
gaúchos realizaram uma campanha caseira, mantendo-se na parte
intermediária da tabela ao longo da competição. O que levou os
gremistas a apostarem no trabalho do promissor Silas, um dos
grandes responsáveis pelo sucesso do Avaí nos últimos anos. Após a
saída de peças importantes (como Tcheco, Herrera e Máxi López) e
jovens valores (casos de Thiego e Douglas Costa), o novo treinador
ao menos ganhou reforços interessantes, entre eles Hugo, Leandro e
Borges (com passagens recentes pelo São Paulo), além de Ferdinando
e William (que trabalharam com ele em SC). Mas ainda será preciso
quebrar a cabeça para resolver alguns problemas, como a lateral
direita (onde Vitor e o argentino Angeleri são os sonhos de
consumo). A possível chegada de Douglas (ex-Corinthians) também
fortaleceria consideravelmente o novo poderio ofensivo gremista,
que na atual temporada espera alçar vôos mais altos do que no ano
passado!
Time base: Victor; Mário Fernandes, Réver, Maurício (Rafael Marques), Fábio Santos (Lúcio); Adílson, Fábio Rochemback, Souza, Hugo; Leandro e Borges. Técnico: Silas.
Internacional:
Principais Reforços: Thiago Humberto (A-Barueri), Bruno Silva (LD-Ajax/HOL), Adriano (A-Vasco), Ramon (LE-Vasco), Muriel (G-Portuguesa), Titi (Z-Vasco), Nei (LD-Atlético-PR), Jorge Fossati (T-LDU/EQU), Wilson Mathias (V-Monarcas/MEX), Guto (A-Sport).
Principais Baixas: Clemer (G-Aposentado), Bolaños (A-Barcelona-EQU), Alan Kardec (A-Benfica-POR), Marcelo Cordeiro (LE-Botafogo), Michel Alves (G-Sem Clube).
Pitacos:
Depois da saída de Tite no ano passado, a diretoria do Colorado foi
buscar Mário Sérgio para comandar a equipe durante a reta final do
Campeonato Brasileiro. Apesar de providencial, a medida quase deu
certo, já
que o Internacional terminou a
competição na vice-colocação. Nem por isso esse trabalho teve
sequência e para a atual temporada a bola da vez é o uruguaio Jorge
Fossati, que se destacou no futebol sul-americano em 2009 ao
faturar a Recopa e a Sul-Americana pela LDU. A expectativa da
torcida é que o novo treinador mantenha a fase vitoriosa e
recoloque os gaúchos na trilha dos títulos. O elenco a disposição
não sofreu grandes alterações em relação ao ano passado. Entre as
contratações, destaque para Nei, Bruno Silva, Wilson Mathias e
Thiago Humberto, além de alguns jogadores que retornam de
empréstimo e poderão ser aproveitados (como Muriel, Ramon ou
Adriano). Ao menos por enquanto, as saídas limitam-se a atletas que
não vinham jogando com regularidade, o que não deve causar maiores
impactos no esquema de jogo alvirrubro. Porém, o interesse em
estrelas como Guiñazú (assediado pelo São Paulo), Sandro (que
interessa ao Tottenham) e D’Alessandro (cogitado no River
Plate) preocupa muita gente pelos lados do
Beira-Rio...
Time base: Lauro; Bolívar, Fabiano Eller, Índio; Bruno Silva (Nei), Guiñazú, Sandro, D’Alessandro (Andrezinho), Edu (Taison), Kléber; Alecsandro. Técnico: Jorge Fossati.
Palmeiras:
Principais Reforços: Léo (Z-Grêmio), Marcio Araújo (V-Atlético Mineiro), Willian (M-Vitória), Eduardo (LE-Guarani), Edinho (V-Lecce/ITA).
Principais Baixas: Maurício (Z-Grêmio), Jumar (V-Vasco), Ortigoza (A-Sol de America/PAR), Obina (A-Atlético/MG), Marcão (Z-Sem Clube), Jefferson (LE-Barueri), Willians (M-Fluminense), Vágner Love (A-Flamengo), Edmílson (Z-Sem Clube).
Pitacos:
Passada a ressaca causada pelo fracasso no último Campeonato
Brasileiro, o Palmeiras inicia 2010 juntando os cacos. O objetivo
dos comandados de Muricy Ramalho é recomeçar do zero, ainda mais
após ficar de fora da Libertadores e ter de focar suas atenções na
disputa doméstica durante o 1º semestre. A última conquista
alviverde se deu há dois
anos, justamente no Paulistão. E
não se pode negar que aquele triunfo serviu para amenizar o ego do
torcedor, devolvendo confiança a nomes como Marcos e Pierre, além
de fortalecer jogadores como Valdívia e Kléber (que se firmariam
como ídolos no Palestra Itália). E Muricy sabe que no atual
momento, o que o Verdão mais precisa é recuperar a credibilidade
perdida ao longo do último semestre. Por isso mesmo não fez questão
de manter no elenco jogadores desgastados com a famosa “turma
do amendoim” (casos de Marcão, Maurício, Jefferson, entre
outros). A reposição defensiva foi extremamente satisfatória, com
as contratações de Léo, Edinho e Márcio Araújo, porém, as baixas na
frente enfraqueceram consideravelmente o setor ofensivo. E sem
Obina, Ortigoza e principalmente Vágner Love, a responsabilidade
recai sobre Diego Souza (que deve jogar mais adiantado) e Robert. A
diretoria sonha com o retorno de Kleber, correndo atrás de
possibilidades mais concretas (como Marcelo Moreno ou Val Baiano),
mas por enquanto a camisa 9 segue como o grande “calcanhar de
Aquiles” palmeirense em 2010.
Time base: Marcos; Léo, Maurício Ramos, Danilo; Figueroa, Pierre, Edinho (Márcio Araújo), Cleiton Xavier, Diego Souza, Armero; Robert. Técnico: Muricy Ramalho.
Santos:
Principais Reforços: Giovanni (M-Mogi Mirim), Durval (Z-Sport), Dorival Junior (T-Vasco), Marquinhos (M-Avaí), Bruno Aguiar (Z-Guarani), Bruno Rodrigo (Z-Portuguesa), Roberto Brum (V-Figueirense), Luciano Castán (Z-União São João), Maranhão (LD-Guarani), Zé Eduardo (M-ABC), Wesley (A-Atlético-PR), Arouca (V-São Paulo).
Principais Baixas: Emerson (V-Sem Clube), Kléber Pereira (A-Sem Clube), Vanderlei Luxemburgo (T-Atlético Mineiro), Wagner Diniz (LD-São Paulo), Fabão (Z-Sem Clube), Eli Sabiá (Z-Paulista), Felipe Azevedo (M-Paulista), Adaílton (Z-Sem Clube), Douglas (G-Ipatinga), Robson (M-Avaí), Sérgio (G-Sem Clube), Paulo Henrique Rodrigues (Z-Atlético Goianiense), Astorga (Z-Sem Clube), Triguinho (LE-São Caetano), Luizinho (LD-Ipatinga), Jean (A-Sem Clube), Rodrigo Souto (V-São Paulo).
Pitacos:
Após o fim da “era Marcelo Teixeira” (que durou dez
anos), era inevitável que ocorressem drásticas mudanças no Santos.
E foi justamente o que aconteceu após o início do mandado de Luis
Álvaro de Oliveira Ribeiro. Preocupado em manter as contas do clube
em dia, o novo presidente recebeu com um sorriso no rosto
a
notícia de que Vanderlei
Luxemburgo também abandonava o barco, abrindo as portas da Vila
Belmiro para Dorival Júnior. Credenciado pela reestruturação do
Vasco, o novo técnico ainda teve de iniciar uma faxina no elenco,
que vitimou diversos medalhões (entre eles, Fabão, Adaílton,
Emerson e Kleber Pereira). Além disso, Dorival sabe que não pode
esperar contratações renomadas de um clube em dificuldades
financeiras e o jeito é se virar com as opções disponíveis no
mercado. Para a defesa, chegam o promissor Maranhão, além do
experiente Durval. Pelo meio, a inevitável saída de Rodrigo Souto
foi transformada em uma troca por Arouca, que por sua vez deverá
jogar ao lado de Roberto Brum (que retorna ao alvinegro). Ao
contrário de seu antecessor, Dorival Junior deve apostar todas suas
fichas em Paulo Henrique e Neymar, os novos “meninos da
Vila”. Mas sabe que a experiência de atletas mais rodados,
como Marquinhos e Giovanni (homem de confiança do novo presidente),
serão fundamentais nesse processo. A contratação de um “homem
de área” (falou-se em Keirrison e Marcel) também seria
importante, já que no momento a vaga pertence ao contestável
André.
Time base: Fábio Costa; George Lucas (Maranhão), Durval, Edu Dracena, Léo; Roberto Brum, Arouca, Paulo Henrique, Mádsón (Marquinhos), Neymar; André (Giovanni). Técnico: Dorival Júnior.
São Paulo:
Principais Reforços: Rodrigo Souto (V-Santos), André Luís (Z-Barueri), Marcelinho Paraíba (A-Coritiba), Fernandinho (A-Barueri), Xandão (Z-Barueri), Léo Lima (M-Goiás), Wagner Diniz (LD-Santos), Roger (A-Vitória), Carlinhos Paraíba (M-Coritiba).
Principais Baixas: Fabiano (G-Santo André), Rodrigo (Z-Dínamo Kiev/UCR), Hugo (M-Grêmio), Borges (A-Grêmio), Saavedra (Z-Atlético Goianiense), Arouca (V-Santos).
Pitacos:
No último Campeonato Brasileiro, o torcedor são-paulino despediu-se
de Muricy Ramalho, comandante do tricampeonato nacional. A
justificativa da
diretoria era de que a relação
entre treinador e jogadores já estava desgastada, mas os seguidas
eliminações na Libertadores para adversários brasileiros pesou
consideravelmente nessa decisão. A aposta foi em Ricardo Gomes, que
se enquadrava no perfil “moderno” idealizado pela
cúpula Tricolor, mas demorou algum tempo para conseguir impor sua
filosofia de trabalho no Morumbi. Assimilado o estilo do novo
comandante, o São Paulo até esboçou uma reação na luta pelo título,
mas acabou fraquejando nos momentos decisivos (o que não costumava
acontecer nos tempos de Muricy). Dadas as circunstâncias, nenhum
torcedor ficou muito decepcionado, mas por outro lado, a
expectativa de como o novo São Paulo de Ricardo Gomes deve se sair
em 2010 já é grande! A base dos últimos anos continua mantida, a
exceção das saídas de Rodrigo, Arouca, Hugo e Borges (todos
suplentes). Porém, os reforços para essa temporada não causaram
impacto como em anos anteriores. Jogadores questionáveis, como
André Luis e Léo Lima, consistem em apostas arriscadas e alguns
nomes que retornam de empréstimo (Wagner Diniz e Roger) não tem
credibilidade com a torcida. O jeito vai ser torcer para que os
velhos conhecidos (entre eles o veterano Marcelinho Paraíba, que
retorna ao Morumbi) entrem nos eixos e retomarem o caminho das
vitórias.
Time base: Rogério Ceni; Jean, André Dias, Miranda, Jorge Wágner; Richarlyson, Hernanes, Léo Lima (Renato Silva ou Rodrigo Souto), Marcelinho Paraíba; Dagoberto e Washington. Técnico: Ricardo Gomes.
Vasco:
Principais Reforços: Thiago Martinelli (Z-Cerezo Osaka/JAP), Dodô (A-Sem Clube), Márcio Careca (LE-Barueri), Rafael Coelho (A-Figueirense), Élder Granja (LD-Sport), Léo Gago (V-Avaí), Gustavo (Z-Cruzeiro), Caíque (M-Guarani), Geovane Maranhão (A-Artsul), Jumar (V-Palmeiras), Vágner Mancini (T-Vitória), Rafael Carioca (V-Spartak/RUS).
Principais Baixas: Amaral (V-Sem Clube), Adriano (A-Inter), Dorival Junior (T-Santos), Ramon (LE-Inter), Vilson (Z-Madureira), Benítez (M-Cerro Porteño/PAR), Pará (LE-Paraná), Rafael Morisco (Z-Chapecoense), Aloísio (A-Sem Clube), Paulo Sérgio (LD-Portuguesa), Alex Teixeira (A-Shakhtar Donetsk/UCR), Vilson (Z-Vitória).
Pitacos:
Superado o calvário da Serie B, o Vasco finalmente retorna a elite
do futebol nacional. E para consagrar definitivamente essa volta,
nada como uma campanha convincente em 2010. Apesar de perder o
treinador responsável
pela reestruturação do clube
(Dorival Junior), o otimismo continua em alta pelos lados de São
Januário. Isso porque diretoria aposta em Vágner Mancini, que já
comprovou sua qualidade quando teve a tranquilidade necessária para
desenvolver seu trabalho (o que não aconteceu no ano passado).
Apesar de perder algumas peças importantes do título na 2ª divisão
nacional (casos de Paulo Sérgio, Ramón, Adriano, Aloísio e
principalmente a revelação Alex Teixeira), Mancini não pode
reclamar da diretoria na busca por reforços. Afinal, mesmo sem
muito dinheiro em caixa, o Gigante da Colina tem
demonstrado inteligência na reposição. Atletas como Elder Granja,
Gustavo, Thiago Martinelli, Jumar, Rafael Carioca e Léo Gago são
opções interessantes na composição da defesa. Na frente, o sonho de
repatriar Juninho Pernambucano ainda não se confirmou, mas ao menos
a estrela Carlos Alberto está mantida, assim como o artilheiro
Élton (que permanece após uma frustrada negociação com o futebol
ucraniano). Ao lado de Rodrigo Pimpão, Caíque, Rafael Coelho e
Dodô, eles formarão um setor ofensivo de respeito. Não fosse a
eleição de Eurico Miranda (para presidência do Conselho Benemérito
do clube) e o Vasco só teria motivos para sorrir nesse início de
2010...
Time base: Fernando Prass; Elder Granja, Gian (Gustavo), Fernando (Thiago Martinelli), Márcio Careca; Nílton, Souza (Jumar), Rafael Carioca (Léo Gago), Carlos Alberto; Dodô e Élton. Técnico: Vágner Mancini.
Pelo Brasil afora:
Entre as equipes paulistas que
disputam a 1ª divisão do Campeonato Brasileiro, um dos destaques
(mas infelizmente negativo) é a transferência do Grêmio
Barueri para Presidente Prudente, devido ao
rompimento do vínculo entre os diretores do clube e o poder público
da cidade de Barueri. Além da incoerência geográfica presente no
nome da equipe, a nova medida abre uma discussão sobre a influência
dos interesses econômicos no
futebol. O Guarani, que conseguiu um heróico acesso
na Série B em 2009, perdeu alguns jogadores importantes, como os
laterais Eduardo (cedido ao Palmeiras) e Maranhão, o zagueiro Bruno
Aguiar (ambos negociados com o Santos), além do atacante Caíque
(atualmente no Vasco). Mas como disputa a 2ª divisão do estadual
nesse primeiro semestre, espera que a base remanescente seja o
suficiente para garantir mais um acesso. Clubes tradicionais, como
a Portuguesa, investiram pensando em longo
prazo, mais especificamente no 2º semestre, quando sonham em
carimbar o passaporte de volta a elite do futebol nacional. A Lusa
investiu em atletas qualificados, como o lateral Paulo Sérgio, o
zagueiro Gladstone, além do atacante uruguaio Biscayzacu, sem falar
em velhos conhecidos que foram repatriados (casos de Athirson,
Marcos Paulo e Celsinho). A Ponte
Preta seguiu o mesmo caminho apostando na volta de
Finazzi, sem falar nas aquisições de Eduardo Martini (um dos
melhores goleiros do último brasileirão) e Octacílio Neto
(ex-Corinthians).
Em Minas Gerais, o
América renasceu das cinzas após o
retorno a elite estadual e a conquista da Série C. O alicerce do
time continua baseado na experiência do arqueiro Flávio (que vai
ter Gleuguer como concorrente), dos
defensores Evanílson, Preto e
Wellington Paulo, dos meias Luciano Ratinho e Irênio, além dos
atacantes Euller e Fábio Bala. Em Goiás, o Atlético está em festa com a volta a 1ª
divisão nacional e além de segurar seu artilheiro Marcão, ainda foi
buscar os reforços como o defensor chileno Saavedra (que não teve
oportunidades no São Paulo) e os atacantes Rodrigo Tiuí e
Washington (ex-São Caetano). O Vila
Nova, que vem de uma temporada discreta, continua
em baixa e tem como maior ambição repatriar o ídolo Wando. Por sua
vez, o Goiás, se orgulha de ter segurado
Fernandão apesar das investidas rivais, mas não teve a mesma sorte
com Leandro Euzébio, Júlio César, Léo Lima e Iarley. Entre as caras
novas, destaque para Jadílson (que retorna ao Serra Dourada),
Wellington Monteiro e Angel Rojas (ex-Universidad do
Chile).
No sul do país, o
Juventude espera voltar aos dias de
glória mesclando a experiência de jogadores rodados (como o goleiro
Silvio Luiz, o volante Lauro e o atacante
Marcos Dener) ao futebol de suas
revelações (casos do promissor Zezinho e de alguns garotos que se
destacaram na última Copa São Paulo). Em Santa Catarina, o
Avaí recomeça sua vida após a saída do
técnico Silas (substituído por Péricles Chamusca) e mais da metade
do time que realizou ótima campanha no último Brasileirão (Eduardo
Martini, Fabinho Capixaba, Léo Gago, Ferdinando, Marquinhos,
Muriqui e William). Para amenizar esse quadro, a diretoria trouxe
figurinhas carimbadas como o volante Batista e o atacante Vandinho,
além de jogadores renomados (casos de Frédson, Dinélson e o
veterano Sávio). No arqui-rival Figueirense, a expectativa é pelo
desempenho da dupla de argentinos Cattaneo (ex-Tigre) e Gastón Ada
(que estava no Argentino Juniors). Depois de uma temporada ruim no
ano passado, o Criciúma não tem grandes
perspectivas após poucos investimentos e a demissão do técnico
Itamar Schulle. Pelos lados do Paraná, o Atlético (único remanescente na 1ª
divisão) precisa abrir os olhos se não quiser seguir os passos dos
principais inimigos. Além de ter feito uma campanha discreta no
nacional, o clube ainda perdeu jogadores importantes, como Galatto,
Nei, Rafael Miranda e Marcinho. O jeito vai ser torcer para que os
colombianos Vanegas (defensor) e Serna (atacante) façam tanto
sucesso quanto o compatriota Ferreira. Além deles, também chegam
Tartá (ex-Fluminense), Bruno Mineiro (que estava no Náutico) e o
ídolo Alan Bahia (que retorna a
Baixada). O Coritiba é outro que vai precisar de
muita motivação para alcançar seus objetivos em 2010. Rebaixado no
último Brasileirão, a equipe acena com as discretas chegadas dos
meias Rafinha e Enrico, ao mesmo tempo em que assistiu a saída de
16 jogadores (entre eles Pedro Ken e a dupla Carlinhos e Marcelinho
Paraíba). A permanência (ainda incerta) dos atacantes Marcos
Aurélio e Ariel por enquanto segue como a melhor notícia. O
Paraná, como de costume, realizou uma
troca impactante em seu elenco: enquanto 11 jogadores deixaram a
Vila Capanema, 12 foram contratados para a atual temporada. Roberto
Cavalo também cede lugar a Marcelo Oliveira no comando técnico da
equipe.
Pelos lados do Nordeste, o
Vitória abriu mão do trabalho de Vágner
Mancini para promover seu ex-auxiliar Ricardo Silva. Junto com o
treinador, saíram mais de 11 atletas, entre eles Apodi, Leandro,
Jackson, Leandro Domingues, Roger e
Derlei. Pelo visto, o 1º semestre
deve ser de economias, o que limita consideravelmente as
possibilidades de reposição. Entre os recém-contratados, os nomes
mais conhecidos são os defensores Marcos Pimentel, Vílson e Egídio,
o meia Marcinho (que estava no Corinthians), além dos atacantes
Schwenck e Índio. E o rubro-negro precisa mesmo se cuidar, já que o
rival Bahia sonha em se reerguer e para tanto
trouxe nomes de peso: no banco de reservas o comandante será Renato
Gaúcho, enquanto o pentacampeão Edílson, que volta ao futebol após
dois anos parado, será a principal referência dentro de campo.
Alguns jogadores que já trabalharam com Renato também desembarcam
na Fonte Nova, entre eles os meias Mateus e Abedi. O Ceará retorna a primeira divisão sem o
comandante do acesso, PC Gusmão, que acabou substituído por Renê
Simões. Apesar de boas contratações para o sistema defensivo, como
o goleiro Eduardo (ex-Náutico), o zagueiro Diego (que estava no
Corinthians), além do volante Douglas Silva (rebaixado com o
Coritiba no último Brasileirão), será preciso atenção especial com
o ataque, que perdeu Geraldo, Sérgio Alves e Mota. Embora o maior
rival Fortaleza não assuste tanto após a
vexatória campanha na Serie B do ano passado (que resultou na queda
para terceira divisão). As equipes de Pernambuco também amargaram
insucessos em 2009. O Sport começa sua
recuperação apostando em uma
reformulação para manter a hegemonia estadual. Para isso contratou
jogadores com passagens por grandes clubes, como o lateral Eduardo
Ratinho, os meias Eduardo Ramos e Ricardinho, além do atacante
Nádson. O Náutico também mandou muita gente embora,
como os atacantes Kuki, Tuta e Acosta. Um dos poucos a se salvar
nessa barca foi Carlinhos Bala, que agora vai ter a companhia dos
laterais Dênis (ex-Corinthians) e Zé Carlos (que estava no Goiás).
Correndo por fora estará o Santa
Cruz, que confia no trabalho do treinador Lori
Sandri, além de ex-ídolos do arqui-rival Sport, como o meia Jackson
e o atacante Gaúcho.
Fique por dentro do mercado de contratações:
- Uol
- Terra
- IG
como principal candidato ao
título, mesmo apresentando um desempenho irregular nas últimas
partidas, agravado ainda mais pela convocação de Diego Souza, seu
principal jogador, para seleção brasileira (onde não teve
grandes oportunidades). Um dos grandes méritos do time de Muricy
Ramalho foi ter acumulado gordura em um torneio que se revela cada
vez mais nivelado. O equilíbrio dessa edição reflete-se, por
exemplo, no desempenho do Atlético Mineiro, que chegou a liderar o
torneio, oscilou na tabela, mas voltou a engrenar nesse 2º turno.
Com boas contratações (como Carini, Corrêa, Ricardinho e Rentería),
o Galo ao menos sugere maior consistência do que São Paulo e Inter,
duas grandes incógnitas dessa competição.
Apontados como favoritos no
início do torneio, ambos os clubes trocaram de comandante em meio à
disputa (o Tricolor no início, com Ricardo Gomes, enquanto o
Colorado só fez valer o desejo de seus torcedores nessa reta final,
abdicando de Tite para dar lugar a Mário Sérgio), mas independente
disso reúnem elenco suficiente para buscar a liderança da tabela. O
problema é que por mais que insistam em uma suposta
“perseguição”, ambas as agremiações decepcionam quando
o assunto é aproveitar as brechas do líder e estabilizar-se na
classificação. O fato de ambos os plantéis terem se notabilizado
nos últimos anos em termos de conquistas sugere que pode estar
faltando à motivação necessária para encarar o atual desafio,
anunciando o desgaste de ciclos vitoriosos frente a uma inevitável
renovação.
o tempo para trabalhar tem
comprovado que “a sorte dos tempos de interino” era na
verdade indício de sua capacidade profissional. E com Adriano e
Petkovic (apontados por muitos críticos como incógnitas no começo
dessa temporada) alternando grandes exibições, o Rubro-Negro tem
provado em campo que uma vaga no principal torneio interclubes da
América do Sul em 2010 é um objetivo absolutamente possível.
Cruzeiro e Grêmio também ambicionam embalar nessa reta final de
Brasileirão, embora demonstrem menos “lenha na
fogueira” que os cariocas. A Raposa demorou muito tempo para
se recuperar do trauma após a derrota na decisão da Libertadores,
enquanto os gaúchos começam a se perguntar se o trabalho de Paulo
Autuori é realmente tudo aquilo que os gremistas
esperavam.
alvinegros paulistas Corinthians
e Santos. Campeão estadual e da Copa do Brasil, o Timão entrou na
disputa garantido na Libertadores do ano que vem (sua maior ambição
no ano do centenário) e visivelmente sofreu com o
“relaxamento natural”. Contribuiu para isso o relativo
desmanche promovido durante a competição, que não só enfraqueceu a
base do time como colocou em dúvida as possibilidades para o ano
que vem. Já o Peixe se apegou em Vanderlei Luxemburgo para
acreditar que uma vaga no G-4 seria plausível para um time que tem
boas revelações (como Paulo Henrique e Neymar) e nomes experientes
(casos de Rodrigo Souto ou Kléber Pereira). Mas a má fase de muitos
desses atletas, aliada a contusões cruciais (como a de Emerson, que
requereu alto investimento e gerou a dispensa do ex-titular Roberto
Brum, um dos atletas mais queridos do grupo) prejudicaram muito as
possibilidades do time da Vila Belmiro.
dueto paranaense composto por
Atlético e Coritiba, que parece revigorado sob os respectivos
comandos de Antônio Lopes e Ney Franco. Mesmo assim, uma realidade
cruel para quem começou o Brasileirão pensando em brigar na parte
de cima da tabela. Algo que também deve ter passado pela cabeça de
muitos tricolores, desolados com a atual situação em que se
encontra o Fluminense, lanterna e praticamente rebaixado, uma
realidade que já conhece muito bem desde meados da década de 90. O
Sport, que fez campanha digna na Libertadores desse ano, provoca
desespero proporcional em toda massa rubro-negra pernambucana. O
conterrâneo Náutico, além do Santo André, também estão emparelhados
e dificilmente conseguirão evitar essa sina ao final da
temporada.
partidas foram seis gols
marcados e nenhum sofrido, com direito a 100% de aproveitamento.
Acontece que na sequência o time emperrou, sem marcar gols em cinco
partidas, além de acumular uma série de sete jogos sem vencer. Para
conforto do torcedor, tudo não passou de um período de
instabilidade e com o respaldo da diretoria e a manutenção da
comissão técnica, logo o Vasco voltou aos eixos, estruturado em um
elenco que mistura a eficiência de alguns remanescentes (como o
zagueiro Vílson, o volante Amaral e o meia Alex Teixeira), nomes
menos badalados (como o goleiro Fernando Prass, o lateral Paulo
Sérgio, o volante Nilton e o atacante Élton), além do ímpeto de
jovens revelações (como o volante Souza, o atacante Robinho ou a
“jóia” Philippe Coutinho, que já está negociado com a
Inter de Milão há um bom tempo!). Mas a grande estrela do time é
sem dúvida o meia Carlos Alberto, que após algumas passagens ruins
pelos últimos clubes onde passou, parece ter reencontrado seu
melhor futebol pelos lados de São
Januário.
Longe de seus melhores dias,
o
também reflete o investimento no
departamento de futebol que recolocou o clube na briga por
objetivos maiores. Após a perda da hegemonia estadual e a saída de
PC Gusmão, a diretoria foi buscar de volta Mauro Fernandes, que por
sua vez manteve a base que prosperou no ano passado. E se perdeu
alguns de seus destaques, ao menos soube repor a altura (como no
caso do zagueiro Gil, que rumou para o Cruzeiro, mas foi
substituído por Antônio Carlos, ex-Atlético/PR). O pilar da equipe
está alicerçado no goleiro Márcio (que também cobra faltas e
pênaltis), nos meias Agenor, Pituca e Anaílson, além da dupla de
atacante formada por Juninho e Marcão (responsáveis pelo ataque
mais positivo do torneio). Porém, uma nova mudança na comissão
técnica (Arthur Neto assumiu o comando após a saída de Mauro
Fernandes) em meio à reta final da competição coloca uma
interrogação nas possibilidades do Dragão nessa Série
B...
E se PC Gusmão acabou não dando
certo pelos lados do Atlético/GO no começo do ano, quem agradece
são os torcedores do
Portuguesa e São Caetano. Os
catarinenses começaram muito bem o torneio, mas alguns resultados
negativos acabaram deixando o clube de fora do G-4 nesse 1º turno.
Por isso a diretoria não mediu esforços para trazer reforços
tarimbados que ajudem o Figueira a retornar a vitrine do futebol
nacional. Os volantes Roberto Brum (relegado a 2º plano no Peixe
após a chegada de Luxemburgo) e Ricardo Bóvio (que chega do futebol
árabe), além do atacante Jean Coral (ex-Botafogo) são alguns dos
exemplos nesse sentido. Somados ao ímpeto de pratas da casa (como o
lateral Lucas, o volante Anderson Luis e o atacante Rafael Coelho,
artilheiro do certame e um dos maiores destaques desse 1º turno) e
a experiência de alguns medalhões remanescentes (casos do goleiro
Wilson, dos meio-campistas Jeovânio e Fernandes, além do atacante
Schwenk), eles podem fornecer ao alvinegro os ingredientes
necessários para uma receita de sucesso nessa reta final de
torneio.
Portuguesa
meio à temporada (abrindo mão de
veteranos como Perdigão ou Tuta) e também perdeu jogadores
importantes (como o atacante Luan, negociado com o futebol
francês), sofreu com um início irregular, quando chegou a estar
ameaçado pelo rebaixamento. Porém, após a saída de Sérgio Soares e
a contratação do inexperiente Antonio Carlos Zago (na 5ª rodada), a
equipe do ABC foi se acertando aos poucos, reagindo na tabela ao
longo do 1º turno e encostando no bloco que briga para chegar ao
G-4. Além de recuperar o prestígio de bons nomes que estavam em
baixa (como o goleiro Luiz e o meia Xuxa), a aposta do ex-zagueiro
tem sido em velhos conhecidos do torcedor, como por exemplo, o
defensor Marcelo Batatais, o meio-campista Eduardo Ramos
(ex-Corinthians), além do atacante Washington (que estava no
Vitória).
decepcionam (e muito) devido ao
peso de suas camisas e a situação vergonhosa em que se encontram na
tabela. Os paranaenses parecem não ter aprendido com as lições do
começo de semestre, quando fizeram uma campanha discreta no
estadual. Com pouco investimento no time, o Tricolor manteve essa
base e iniciou a disputa da Série B apostando em uma equipe
relativamente jovem (para não dizer inexperiente), sentindo
rapidamente as consequências dessa medida. Vieram então reforços
para o setor ofensivo, que ainda não deram liga esperada e ainda
por cima evidenciaram a fragilidade defensiva, que persiste pelos
lados da Vila Capanema.
vêm impondo aos seus torcedores,
afinal ambas as equipes investiram pesado visando essa disputa.
Pelos lados da Fonte Nova (ou seria do Pituaçú?) desembarcaram
vários nomes com passagens por grandes clubes do futebol nacional,
como o goleiro Marcelo e o lateral Diogo (ambos ex-Corinthians), o
zagueiro Nen (que já passou por Palmeiras e Atlético/MG), os
rodados Rubens Cardoso (lateral) e Paulo Isidoro (meia), além do
atacante Nádson (contratado junto ao arqui-rival Vitória). Mas a má
fase do time acabou custando o emprego de treinadores promissores,
como Alexandre Gallo e Sérgio Guedes, que não tiveram muita sorte
na “Boa Terra”. O
torcedor só espera que Paulo
Bonamigo dê conta do recado e ao menos livre a equipe do
rebaixamento. A mesma expectativa reside em Caxias do Sul, onde Ivo
Wortmann (um velho conhecido pelos lados do Alfredo Jaconi) conta
com a confiança da diretoria para recolocar o Juventude no caminho
das vitórias. Bons nomes (como a linha de frente, composta pela
revelação Zezinho e os experientes Mendes e Marcos Denner) não
faltam para cumprir essa missão e a contratação de reforços que
estavam na 1ª divisão (casos do goleiro Juninho, ex-Atlético/MG ou
do defensor Nenê, ex-Coritiba) só deve contribuir nesse sentido.
Mas nem por isso a situação do alviverde deixa de ser
preocupante...
.jpg)
torcedores. Com Muricy Ramalho
desempregado, a pressão sobre Tite beirou o insustentável e o clube
parecia definitivamente fora da disputa. Mas aí veio a Copa Suruga
(torneio amistoso disputado no Japão) e consequentemente o
adiamento de algumas partidas no Nacional... Com a situação
indefinida na tabela e sem chamar a atenção dos rivais, o Inter
teve forças para superar a crise e se recuperar, mesmo após a saída
de seu principal jogador, o atacante Nilmar. O fato de possuir um
elenco qualificado contribuiu muito nesse sentido, tanto que o
substituto Alecsandro vem correspondendo às expectativas. Nos
demais setores, o alvirrubro tem diversas peças para composição do
time, tanto que em algumas partidas se deu ao luxo de assistir
nomes como D’Alessandro ou Taison esquentarem o banco de
reservas. Além disso, revelações como Sandro ou Giuliano tem se
firmado cada vez mais, contribuindo para a fartura de opções. A
contratação de reforços importantes (como Fabiano Eller, Bolaños ou
Edu, que chegam para jogar) também reforça a teoria de que esse ano
o Internacional finalmente pode fazer diferente e escapar da rotina
de insucessos no Brasileirão! Só não convém criar muitas
expectativas...
Colocação no 1º
Turno:
Colocação no 1º Turno:
o estadual, quando as atenções
estavam voltadas para o Atlético/GO, superado por um Goiás
“revoltado” com tamanha “desconsideração”.
Uma realidade que ficou evidenciada nas declarações do treinador
após o título e também no otimismo exacerbado do presidente Syd de
Oliveira Reis, que cansado da figuração no nacional, afirmou
acreditar na possibilidade de terminar o ano como campeão
brasileiro. Nas primeiras sete rodadas, os goianos estiveram longe
dessa perspectiva, acumulando insucessos inclusive no Serra
Dourada, onde sempre tiveram um bom aproveitamento. Porém, após a
12ª rodada o clube deu uma guinada, emendando seis vitórias
consecutivas graças à combinação de jovens valores (como os
defensores Ernando e Rafael Tolói) com atletas experientes (casos
de Harlei, Felipe e Iarley), além da velocidade letal pelas alas
(com Vitor na direita e Júlio César na esquerda). O poder de
contra-ataque inclusive fez do clube o melhor visitante desse 1º
turno, com aproveitamento de 63% dos pontos disputados fora de
casa. A contratação de reforços como Léo Lima (que se encaixou
muito bem na equipe) e o ídolo Fernandão (que retorna às origens)
alimentam ainda mais a esperança do torcedor esmeraldino, que sonha
com uma inédita conquista no final dessa temporada. Mas de fato,
uma vaga na Libertadores já seria motivo de sobra para
comemorar!
Colocação no 1º
Turno:
Colocação no 1º
Turno:
competitivo durante boa parte do
1º turno, mantendo-se oito rodadas na liderança e quinze no G-4.
Empolgada com o momento, a massa atleticana compareceu ao Mineirão
para empurrar o clube, firmando-se como campeã de público (média de
42 mil pessoas por jogo). Além disso, o desempenho fora de casa
também foi muito positivo, já que o alvinegro obteve o terceiro
melhor índice de aproveitamento (51,9%). Mas o fato é que com o
desenrolar da competição (especialmente após a 14ª rodada) o
Atlético perdeu o embalo, sofrendo com os desfalques e evidenciando
a necessidade de peças de reposição à altura dos titulares. Tanto
que nos últimos seis jogos os mineiros somaram apenas quatro
pontos, terminando o turno de fora até da zona de classificação a
Libertadores, o que deu margem aos críticos de Celso Roth. Uma
realidade frustrante para quem transformou o pessimismo em ambição,
fazendo crer que seria possível lutar por um título que não vem
desde 1971. E que também levou o apaixonado presidente Alexandre
Kalil a abrir os cofres em busca de reforços que forneçam a
consistência que o elenco atleticano necessita. E nesse sentido, a
chegada de peças como Rentería, Coelho, Corrêa, Carini e Ricardinho
pode ser crucial para quem sonha em alçar vôos mais
altos!
Colocação no 1º Turno:
manter-se na 1ª divisão. Porém,
as primeiras dez rodadas da competição foram duríssimas para os
catarinenses (excetuando o triunfo por 3x2 sobre o Fluminense em
sua 7ª partida), que acumularam cinco derrotas e quatro empates,
passando metade de seus jogos na zona de rebaixamento (três na
lanterna). A situação pelos lados da Ressacada tornava-se cada vez
mais insustentável quando a partir da 11ª rodada os triunfos
começaram a aparecer. O Leão então aproveitou para tirar a barriga
da miséria, emendando uma sequência de invencibilidade que durou
nove partidas até o final do turno (no decorrer da competição elas
chegariam a onze), terminando na honrosa 6º colocação. E para quem
se preocupava mais em não retornar a Série B, postular uma vaga na
Copa Sul-Americana pode ser considerado um desempenho extremamente
satisfatório! Para o decorrer do Brasileirão, a expectativa é
manter-se na briga da metade de cima da tabela e para isso a
diretoria manteve as peças que deram liga até aqui, além de
realizar contratações precisas, como o lateral Fabinho Capixaba,
que chega para preencher uma lacuna na ala direita do time. Só não
se sabe se o atleta e sua nova equipe irão conseguir superar a
desconfiança em torno de seu futebol...
Colocação no 1º Turno:
trabalho que Autuori teve para
armar o time, ainda mais com a mudança no esquema, que variou do já
assimilado 3-5-2 para o 4-4-2 em que o técnico está habituado a
trabalhar. Mas a gangorra em que o Grêmio se meteu nesse 1º turno
foi um banho de água fria nos otimistas. A oscilação na tabela foi
definida graças à incapacidade de vencer fora de casa (em nove
jogos, empatou dois e perdeu sete, um aproveitamento de apenas
7,4%) aliada a um desempenho impecável no Olímpico (em dez jogos
foram oito vitórias e dois empates, aproveitamento de 86,7%, o
melhor entre todas as equipes). Da 1ª a 9ª rodada, o time transitou
entre a 8ª e a 15ª colocação; na sequência, vagou entre a 6ª e a
10ª posição. Essa inconsistência refletiu-se principalmente no
futebol de alguns jogadores fundamentais, como Souza e Tcheco,
responsáveis direta ou indiretamente por mais de 75% dos gols da
equipe, mas que alternaram partidas memoráveis a exibições
sonolentas. No ataque, Máxi López e Jonas também revezaram golaços
e muitas chances perdidoa. Por isso, a esperança é por mais
regularidade nesse 2º turno, principalmente após a chegada de nomes
interessantes como Lúcio ou Rochemback (embora a lateral-direita
ainda seja um problema para Autuori). Se deixar de ser um visitante
tão cordial, o Grêmio tem totais condições de crescer na disputa e
lutar por objetivos maiores!.jpg)
competição (derrota em casa para
o Internacional), o alvinegro encontrou dificuldades para reeditar
o futebol competitivo do início da temporada. De fato, o time
passou 12 de seus 19 jogos entre a 5ª e a 8ª colocação (chegando a
beliscar uma vaga no G-4 na 13ª rodada), mas pelo potencial
demonstrado no início do ano, o Corinthians sabe que teria
condições de lutar por uma posição mais honrosa na tabela. Talvez
por isso Mano Menezes tenha jogado a toalha antes do encerramento
do 1º turno, alegando que sua equipe já não tinha mais condições de
brigar pelo título, decisão que gerou muita polêmica entre os
adeptos corintianos. Mas é inegável que desde então as perspectivas
e cobranças em relação aos resultados diminuíram bastante e mesmo
sem muito brilho, o Timão vem somando pontos importantes para se
levantar na tabela. Além disso, a chegada de reforços como Marcelo
Mattos, Edu e Defederico devolve a Mano a possibilidade de armar o
time no eficiente 4-3-2-1 que tanto deu resultado no começo de
2009. Todos sabem que a obsessão da Fiel está na Libertadores de
2010, quando o clube também comemora seu centenário. Mas ignorar as
possibilidades desse conjunto e encarar o restante dessa Serie A
apenas como treinamento é um luxo que pode acabar custando caro
demais ao Corinthians no ano que vem!
profissional. As primeiras cinco
rodadas, quando o time acumulou quatro empates e uma derrota, além
da negociação do ídolo Pedrão, pareciam um forte indício das
dificuldades que estavam por vir. Mas o fato é que a estrutura
alicerçada antes dessas dificuldades acabou sendo um fator decisivo
para o Barueri, que teve forças para se renovar e somar pontos
importantes na briga pela permanência na 1ª divisão. O esquema
armado por Estevam Soares caracterizou-se pela eficiência nos
contra-ataques e, além disso, o treinador também teve méritos por
descobrir Val Baiano, o substituto ideal de Pedrão, no próprio
elenco. Os tentos anotados por essa dupla, somados as excelentes
atuações de Fernandinho (umas das grandes revelações desse 1º
turno), contribuíram para uma alta média de gols, que fizeram do
Abelhão o ataque mais positivo desse 1º turno. Esse desempenho
influiu diretamente para que Barueri se mantivesse entre os dez
primeiros colocados na tabela durante 12 das primeiras 19 rodadas.
Mas a sequência do torneio promete ser desafiadora, já que a equipe
precisará continuar se reinventando para manter o nível apresentado
até aqui. Ainda mais após a saída de Estevam Soares, que se deixou
seduzir por uma proposta do Botafogo e foi substituído por Diego
Cerri, outra “solução caseira”. A expectativa do
Abelhão é manter-se na elite, mas beliscar uma vaguinha na
Sul-Americana em plena estréia nacional seria doce como
mel!
Colocação no 1º
Turno:
oscilante, quando sofreu derrotas vexatórias
(como o 4x2 para o Sport e o 5x0 para o Coritiba), influiu
diretamente na saída do técnico Cuca, constantemente vaiado pela
massa rubro-negra. Assim como a má fase de jogadores fundamentais,
casos do goleiro Bruno e dos laterais Leo Moura e Juan (este,
sofrendo com as contusões), além da inadiável saída de Ibson (que
se prorrogava há um bom tempo). Como de costume, Andrade acabou
assumindo a responsabilidade, mas desta vez em um momento
favorável, já que os interinos nunca estiveram tão em alta como na
atual temporada. Até ser efetivado, as exibições foram
convincentes, com jogadores mais jovens tendo oportunidades (casos
de Éverton Silva, Jorbison, Lenon e Camacho) e alguns veteranos
correspondendo as expectativas (Petkovic surpreendeu muita gente
nesse sentido). Mas na sequência do trabalho, o ex-volante não
conseguiu fugir da realidade contraditória de um clube que tem
aproveitamento de 63,3% no Maracanã e apenas 29,6% nas partidas
como visitante. A chegada de reforços importantes (principalmente
para o setor defensivo) será importante para o decorrer da
competição, ainda mais após a saída de Émerson (que será
substituído por Denis Marques). Se adquirir a consistência
necessária, a equipe pode até engrenar no 2º turno, mas repetir uma
reação como aquela de 2007 será bem
difícil...
.jpg)
Colocação no 1º
Turno:
diante do Atlético/PR em plena
Arena da Baixada, valeu a liderança da competição e na sequência, o
clube se manteve no G-4 em 11 das 12 rodadas seguintes. Jogadores
que não prosperaram em outros clubes (como Leandro, Apodi, e
Leandro Domingues) acertaram o pé no Barradão, somando ainda mais
qualidade a um grupo que continua mesclando a experiência de alguns
veteranos à velha tradição de investir na prata-da-casa. O inchaço
no elenco ainda fez com que a diretoria liberasse nomes que não
vinham correspondendo às expectativas (como Thiago Gomes, Luciano
Almeida, Reina, Washington e Nádson). Outra baixa foi o atacante
Neto Baiano, negociado com o futebol japonês e substituído por
Roger, que atualmente briga pela artilharia do nacional. Em casa, o
time até ia bem (obteve um aproveitamento de 74,1%), mas acontece
que na reta final do 1º turno voltou a oscilar (em suas últimas
cinco partidas, somou apenas um ponto). Essa queda de rendimento
não fez apenas o Vitória despencar na tabela (terminou o turno em
11º), como também custou o cargo de Carpegiani. Para o lugar dele,
a diretoria trouxe de volta Vágner Mancini (que no ano passado fez
um excelente 1º turno, mas terminou o nacional na 10ª colocação),
além de reforços interessantes (como os atacantes Leandrão e
Derlei). O torcedor rubro-negro só espera que o filme dessa
temporada tenha um desfecho diferente... Um final feliz e não uma
reprise!
Colocação no 1º
Turno:
nove rodadas, quando permaneceu
na zona de rebaixamento. Resultados que acabaram custando o emprego
de Geninho, substituído por Waldemar Lemos, que por sua vez deixou
o Náutico. Além do novo treinador, a diretoria percebeu que era
necessário reforçar o grupo, contratando nomes como Paulo Baier e
Aléx Mineiro em meio à competição. Sob novo comando, o Atlético até
esboçou uma reação, mas após poucas rodadas, voltou a conviver com
o medo da queda. Contribuiu para essa realidade o fato do time não
conseguir reeditar as grandes atuações em seu estádio, onde sempre
obteve excelente aproveitamento. Em 2009, até o fechamento do 1º
turno, o clube havia somado apenas 46,7%. Além disso, titulares
importantes no começo do semestre, como Antonio Carlos e Rafael
Moura, acabaram afastados pela diretoria. O Rubro-Negro só foi
reagir de verdade com a chegada de outro técnico, Antônio Lopes,
que chega para comandar a equipe pela quarta vez (as outras foram
em 2000, 2005 e 2007). Apostando basicamente no mesmo grupo, o
“delegado” arrumou a cozinha e conseguiu extrair algo
mais dos jogadores nas últimas partidas, colocando o ataque (o 2º
pior do 1º turno) para funcionar e elevando o clube até a 13ª
colocação com seguidas vitórias. Algo muito positivo para quem
passou 13 das 19 rodadas iniciais com a corda no pescoço. E que
será fundamental nesse 2º turno se o Atlético quiser firmar- se na
tabela.
Colocação no 1º
Turno:
isso, o início do Brasileirão
foi encarado com relativo desdém e a torcida celeste teve de
conviver com um time misto, que nas primeiras rodadas até conseguiu
equilibrar-se em posições intermediárias, mas logo depois ruiu na
tabela. Só que a derrota para os argentinos na decisão do torneio
continental resultou em um período de instabilidade na equipe, que
além de não engrenar no nacional, passou a conviver com o fantasma
do rebaixamento. A fase ruim confirmou-se com o desfalque de
diversos atletas contundidos e também suspensos, já que o clube foi
o recordista de cartões vermelhos ao longo do 1º turno, somando 11
no total. O desempenho do ataque (19 gols em 19 jogos) também foi
pífio, o pior dessa metade inicial do torneio. Isso para não falar
da saída de Ramires, Wágner e Gérson Magrão, titulares importantes
que foram negociados em meio à disputa, uma prática comum promovida
pela família Perrella há muitos anos no clube. De fato, chegaram
reforços para contrabalancear essa situação (como Caçapa, Gilberto,
Leandro Lima e Guerrón), mas até que alguns deles tivessem tempo
hábil para se entrosar com o elenco, a Raposa continuou pagando o
pato. Para a sequência da competição, fica a expectativa de que o
clube possa reeditar suas melhores exibições, para ao menos sair da
incomoda posição em que terminou após as 19 rodadas iniciais. Mas
será inevitável a sensação de estar correndo atrás de tempo
perdido...
Colocação no 1º Turno:
conseguiu manter a média dos
últimos anos, quando o Botafogo tem insistido no 2º lugar, mas ao
menos parecia ter dado liga na base que disputaria o Campeonato
Brasileiro. Porém, o que se viu em capo foi um time contraditório,
oscilando entre exibições convincentes (como as vitórias sobre
Santos e Inter) e atuações medíocres (vide a goleada de 4x1 sofrida
diante do Goiás), que desde a 2ª rodada passou a conviver com o
fantasma do rebaixamento. Os diversos empates somados pelo Botafogo
(foram nove ao todo) durante o 1º turno também pesaram muito nesse
sentido. Nem a chegada de reforços (como os repatriados Lúcio
Flávio e André Lima) mudou essa perspectiva, motivos que fizeram a
diretoria desistir de Ney Franco para apostar em Estevam Soares
(que fazia boa campanha com o Grêmio Barueri). Fica clara a
expectativa por um “upgrade” no desempenho do
clube durante o returno, exatamente como aconteceu no ano passado.
Mas para isso será preciso melhorar o desempenho em casa, já que
anda complicado para o Fogão se impor no Engenhão. Outros
contratados (como Jefferson, Jonatas e Ricardinho) também
precisarão mostrar serviço, até porque Michael já se desentendeu
com o novo técnico e está de saída, enquanto outros reforços
indicados por Estevam (como Diego e Rodrigo Fuska, que estavam na
reserva do Barueri), não chegam a empolgar o
torcedor.
Colocação no 1º
Turno:
campeonato) e as vitória sobre
São Paulo (2x0) e Grêmio (2x1), ambas jogando no Couto Pereira.
Apoiado em um esquema versátil, que transitava facilmente do 3-5-2
para o 3-4-3, a equipe comandada por Renê Simões destacava-se pela
qualidade ofensiva, onde brilham nomes como Carlinhos Paraíba,
Marcos Aurélio, Pedro Ken e Ariel, além de um inspirado e decisivo
Marcelinho Paraíba, que sem dúvida alguma esteve entre os maiores
destaques da metade inicial da competição. O problema é que o time
também oscilou bastante e não conseguiu manter por mais de duas
partidas uma sequência de invencibilidade. A saída de nomes
importantes (como Marlos, Rodrigo Mancha e Felipe) aliada à
fragilidade defensiva e o excesso de cartões (a média de 3,63
cartões amarelos por partida foi a maior entre todos concorrentes e
contribuiu para diversas suspensões) acabaram influindo em uma
queda vertiginosa à partir da 13ª partida, quando o Coxa sofreu um
declínio que o levou a 18º posição e culminou com 10 derrotas ao
longo do 1º turno. Resultados que acabaram custando o emprego de
Renê Simões, substituído por Ney Franco, até então no Botafogo.
Outra chegada foi a do defensor Jéci, que conhece bem os caminhos
do Couto Pereira. Renovado o espírito, o time até voltou a jogar
bem, mas ainda não convenceu seu torcedor, que esperava comemorar
algum título no ano do centenário e agora precisa se contentar em
não ser rebaixado!
Colocação no 1º
Turno:
com os erros cometidos até aqui.
Começando pelo planejamento, que foi simplesmente deixado de lado
com a saída do promissor Sérgio Guedes, demitido após três derrotas
consecutivas entre a 12ª e a 14ª rodada. Na sequência, Alexandre
Gallo assumiu o comando faltando quatro partidas para o desfecho do
turno, colecionando derrotas em todos esses jogos. Não por acaso,
também sucumbiu durante o começo do 2º turno, cedendo lugar a
Sérgio Soares, outro velho conhecido pelos lados do ABC. O péssimo
desempenho como mandante (o pior entre todos participantes com
33,3% de aproveitamento) também prejudicou a situação do Ramalhão
na tabela, ainda mais porque a equipe transferiu partidas
importantes (como os jogos contra os grandes paulistas) para longe
de seus domínios, priorizando nesse sentido a questão financeira. A
aposta em medalhões (entre eles Marcelinho Carioca e Gustavo Nery)
também teve consequências, mostrando que em alguns momentos faltou
fôlego ao elenco. E mesmo assim, veteranos como Sidney e Fábio
Júnior figuram entre os reforços contratados para a reta final da
competição. Resta saber se no atual momento em que se encontra, o
Santo André precisará de experiência ou de “pernas”
para correr atrás do prejuízo...
Colocação no 1º
Turno:
apostou em Marcio Bittencourt
para despedi-lo 33 dias (e cinco derrotas) depois, nomeando Geninho
como novo comandante. E nesse meio tempo, quem mais sofreu foi o
torcedor, que assistiu uma equipe totalmente descaracterizada
dentro de campo. Basta ressaltar que durante todo 1º turno, o Timbu
utilizou 35 jogadores, ficando atrás apenas do Corinthians (que
usou 39 atletas) nesse quesito. A falta de ritmo refletiu-se
nitidamente no sistema defensivo, que revezou 25 jogadores e
colecionou 37 gols, a pior defesa do torneio ao lado do conterrâneo
Sport. Nesse sentido, a saída do zagueiro Gladstone (que chegou a
ser convocado para seleção no começo da “Era Dunga”)
pouco ajuda. Mas nada que se compare a perca do artilheiro Gilmar,
negociado com o futebol francês e que formava a dupla de ataque ao
lado de Carlinhos Bala. Juntos, ambos foram responsáveis 15 dos 22
tentos alvirrubros na metade inicial do Brasileirão (ou seja, 68%
dos gols). Sem um reserva gabaritado para suprir essa ausência, a
diretoria (que dispensou Somália e Adriano Magrão no início da
temporada) foi buscar o veterano Tuta. Acostumado a se salvar na
reta final do Brasileirão desde que retornou a Série A, o Timbu
precisará ir além da reação esboçada nessa reta final de 1º turno
para permanecer na elite nacional. A expectativa dos torcedores é
que ainda haja tempo para Geninho repetir as últimas façanhas de
Roberto Fernandes!
Colocação no 1º
Turno:
alguns dos exemplos), ignorando
as verdadeiras carências do elenco. A chegada de Fred (que passou
grande parte da temporada no estaleiro) também ofuscou as atenções,
embora evidenciasse ainda mais a divisão existente entre os atletas
do clube e os contratados pelo patrocinador, responsáveis por um
racha no grupo. Para tentar amenizar essa situação, a aposta foi no
tarimbado Carlos Alberto Parreira, que naufragou no estadual e foi
eliminado nas quartas-de-final da Copa do Brasil. Os resultados
negativos acabaram gerando a saída de alguns nomes e a chegada de
tantos outros, mas o desempenho em campo pouco mudou. Após um
início oscilante, quando transitou entre a 4ª e a 12ª colocação nas
seis primeiras rodadas, o Flu emendou uma sequência de 10 partidas
sem vencer, chegando definitivamente ao fundo do poço. Mas ainda
tinha mais... Muito mais! Primeiro foi a invasão dos torcedores a
um treinamento da equipe, que resultou em agressões (verbais e
físicas) aos jogadores. Na sequência, Parreira não resistiu a
pressão e acabou sendo trocado por Renato Gaúcho, que parece não
ter aprendido com os erros do passado, centrando seu trabalho em
declarações polêmicas no momento em que o Tricolor precisava
mostrar serviço dentro de campo. Ainda mais quando o saldo final do
1º turno foram apenas três vitórias e 15 pontos em 19 jogos (10
deles na zona de descenso). Para o 2º turno, a aposta será em Cuca,
que pelos últimos trabalhos realizados (inclusive o do ano passado
nas Laranjeiras) não parece ser a escolha mais indicada para ajudar
o Fluminense a deslanchar na tabela. Para a galera pó-de-arroz,
pior do que o rebaixamento eminente, só a certeza de que dessa vez
não haverá “tapetão” para ajudar o
Tricolor...
Colocação no 1º Turno:
com a chegada de Emerson Leão
era de uma arrancada na competição. O novo treinador modificou o
esquema do time e trouxe alguns homens de confiança, como Elder
Granja e Fabiano. No começo, essa renovação pareceu surtir efeito,
com o Sport acumulando vitórias contra Flamengo, Grêmio e Goiás
(seus únicos triunfos ao longo de todo 1º turno, diga-se de
passagem), chegando a 10ª rodada na 12ª colocação. Acontece que os
pernambucanos pararam por aí e na sequência apenas declinaram,
perdendo posições e sofrendo com a fragilidade defensiva
(responsável por 37 gols sofridos), além do péssimo aproveitamento
em campo (com 12 derrotas, o rubro-negro foi o time que mais perdeu
nas 19 partidas iniciais). Isso porque o goleiro Magrão tem sido um
dos poucos destaques da equipe... O estopim da crise foi a derrota
de 5x1 para o Fluminense, que relegou o clube a lanterna do
nacional e culminou com a demissão de Emerson Leão. Para seu lugar
foi contratado Pericles Chamusca (que andava pelo futebol japonês),
além de reforços providenciais para um grupo que sofreu algumas
baixas consideráveis (como Weldon e Fumagalli). Para escapar da
situação em que se meteu nesse 1º turno, só mesmo com o Sport
repetindo as atuações do 1º semestre!









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