Home Data de criação : 08/08/18 Última atualização : 10/03/01 09:36 / 144 Artigos publicados
 

Futebol Nacional

Temporada 2010: Perspectivas e probabilidades  (Futebol Nacional) escrito em quinta 21 janeiro 2010 10:29

Com o início dos estaduais as principais equipes do país começam a se movimentar, oferecendo aos fãs do futebol uma prévia de suas possibilidades para o primeiro semestre de 2010. Reforços e planejamento fazem parte da expectativa de qualquer torcedor... Mas será que sua equipe realmente acertou nesse sentido ou ainda está lhe devendo um pouco de otimismo? Confira uma análise sobre os principais clubes do Brasil e saiba o que esperar desse começo de temporada:

Atlético Mineiro:

Principais Reforços: Vanderlei Luxemburgo (T-Santos), Muriqui (A-Avaí), Jairo Campos (Z-LDU/EQU), Fabiano (M-Sport), Leandro (LE-Vitória), Hugo (M-Sport), Marcelo Nicácio (A-Fortaleza), Reinaldo (A-Botafogo), Obina (A-Palmeiras).

Principais Baixas: Celso Roth (T), Tchô (M-Marítimo/POR), Yuri (M-Marítimo/POR), Márcio Araújo (V-Palmeiras), Éder Luís (A-Benfica/POR), Rentería (A-Braga/POR), Alex Bruno (Z-Nacional/POR), Pedro Oldoni (A-Nacional/POR), Thiago Feltri (LE).

Pitacos: Após naufragar na reta final do Brasileirão 2009, o Galo resolveu demitir Celso Roth e aposta em Vanderlei Luxemburgo para conseguir aquele “algo mais” que ficou faltando na última temporada. Em baixa depois da saída de Marcelo Teixeira do Santos, o técnico chega ao novo clube com um objetivo em comum: recuperar o prestigio perdido nos últimos anos. E se não vai poder contar com algumas peças importantes que acabaram negociadas (casos de Márcio Araújo, Éder Luís e Rentería), ao menos ganhou reforços de sua confiança (como Leandro e Fabiano) para remontar o time. A defesa (um dos pontos fracos no ano passado) preocupa mesmo após a chegada do equatoriano Campos e por isso a diretoria especula nomes como Edmílson (do Palmeiras), Adaílton (ex-Santos), além do paraguaio Cáceres (que já jogou no Atlético). No setor ofensivo, a esperança é que o artilheiro Diego Tardelli (que foi mantido) mantenha a boa fase. Contratações como Kléber Pereira foram cogitadas, mas quem realmente chegou para disputar uma vaga no ataque foram Muriqui, Reinaldo e Obina. Sonhando em retornar a vitrine do futebol nacional, a equipe deve concentrar suas atenções na disputa estadual e principalmente na Copa do Brasil. Se atletas como Renan Oliveira (uma eterna promessa) ou Ricardinho (contratado em meio ao ano passado, mas que ainda não parece adaptado ao novo clube) encontrarem seu melhor futebol, as chances de sucesso podem crescer ainda mais...

Time base: Carini; Coelho, Wélton Felipe (Werley), Jairo Campos, Júnior (Leandro); Carlos Alberto (Jonílson), Corrêa, Evandro (Fabiano), Ricardinho; Reinaldo (Obina) e Diego Tardelli. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Botafogo:

Principais Reforços: Sebastian Abreu (A), Renato Cajá (M-Grêmio), Somália (V-América-RN), Léo Guerreiro (A-Botafogo-DF), Marcelo Cordeiro (LE-Internacional), Antônio Carlos (Z-Atlético-PR), Edson (Z-Figueirense), Diguinho (M-América-RJ), Herrera (A-Grêmio), Fábio Ferreira (Z-Vitória), Vinicius (Flamengo).

Principais Baixas: Michael (M-Flamengo), Jônatas (V-Dispensado), Reinaldo (A-Atlético-MG), Juninho (Z-Samsung/CDS), Thiaguinho (LD-Fluminense), Laio (A-Macaé), Castillo (G-Deportivo Cali/COL), Emerson (Z-Avaí), Batista (V-Avaí), Victor Simões (A-Al-Ahli/ARS), Jean Coral (A-Ceará).

Pitacos: Apesar de se salvar do rebaixamento de forma emocionante nas rodadas finais do no último Brasileirão, a campanha botafoguense foi um forte indício de que alguma coisa precisava mudar em General Severiano. E por sorte, reinventar-se não tem sido problema para o Alvinegro nesses últimos anos. A diretoria resolveu dar um voto de confiança a Estevam Soares, que chegou no meio de 2009 e agora tem a oportunidade de comandar o planejamento desde o início. Porém, a saída de alguns titulares (Thiaguinho, Juninho, Victor Simões e André Lima) e outros medalhões que não estavam rendendo o esperado (Castillo, Michael e Reinaldo) enfraqueceu uma base que já era contestável. A reposição ao menos tem sido inteligente, aproveitando bons jogadores disponíveis no mercado (a nova dupla de ataque, composta pelo argentino Herrera e o uruguaio “El Loco” Abreu, é o maior exemplo nesse sentido). Mas a defesa ainda precisa de mais atenção. Por isso, alguns nomes sondados (como Betão e Danny Morais) seriam muito bem-vindos. Como sonhar não custa nada, a diretoria apresentou até um projeto para contratar Ronaldinho Gaúcho. Mas o que o Botafogo realmente precisa em 2010 é fincar os pés nos chão.

Time base: Jefferson; Alessandro, Wellington, Antônio Carlos (Fábio Ferreira), Marcelo Cordeiro; Fahel, Leandro Guerreiro, Lúcio Flávio, Renato Cajá (Eduardo); Herrera e Abreu. Técnico: Estevam Soares.

Corinthians:

Principais Reforços: Danilo (M-Kashima Antlers/JAP), Roberto Carlos (LE-Fenerbahce/TUR), Tcheco (M-Grêmio), Iarley (A-Goiás), Ralf (V-Barueri), Moacir (V e L-Sport), Leandro Castan (Z-Barueri).

Principais Baixas: Marcelo Oliveira (V-Barueri), Marcelinho (A-Monte Azul), Bruno Bertucci (LE-São Caetano), Moradei (V-São Caetano), Diego (Z-Ceará), Henrique (A-Vitória de Setúbal/POR), Denis (LD-Náutico), Acosta (A-Oeste).

Pitacos: Não é segredo para ninguém que a obsessão corinthiana no ano de seu centenário é a Libertadores. Por ela, a equipe sacrificou todo segundo semestre em 2009, após um início de temporada arrasador (quando faturou o estdual e a Copa do Brasil). É verdade que a negociação de alguns destaques (como André Santos, Cristian e Douglas) também prejudicou o desempenho do time, mas desde então a diretoria vem trabalhando para manter o Corinthians forte em 2010. Após muitos boatos em torno de Riquelme, a chegada de Roberto Carlos foi o grande trunfo da pré-temporada e a expectativa é que essa contratação seja bem-sucedida como foi a de Ronaldo no ano passado. O técnico Mano Menezes também buscou soluções para as demais posições enfraquecidas: Tcheco e Danilo são os principais candidatos a organização do meio-campo, enquanto Iarley pode cavar uma vaga na frente. O setor defensivo ganhou opções (como Moacir, Leandro Castan e Ralf), mas o treinador ainda espera a chegada de um zagueiro no nível dos titulares (falou-se em Henrique, Aléx Silva e Lima). Contratações que chegaram em meio a última temporada, mas ainda não se acertaram (casos de Marcelo Mattos, Edu e Defederico) também podem ser importantes na formação de um grupo que pretende quebrar o maior tabu da história do Timão!

Time base: Felipe; Alessandro, Chicão, William, Roberto Carlos; Marcelo Mattos (Edu), Elias, Danilo (Tcheco); Dentinho (Iarley), Jorge Henrique (Defederico) e Ronaldo. Técnico: Mano Menezes.

Cruzeiro:

Principais Reforços: Anderson Lessa (A-Náutico), Pedro Ken (M-Coritiba).

Principais Baixas: Gustavo (Z-Vasco), Andrey (G-Portuguesa), Athirson (LE-Portuguesa), Jancarlos (LD-Dispensado), Patric (LD-Avaí), Wanderley (São Caetano), Thiago Martinelli (Z-Vasco).

Pitacos: Depois do frustrante vice-campeonato na última Libertadores, os cruzeirenses precisaram de algum tempo para reencontrar seu melhor futebol. E a arrancada no 2º turno do Brasileirão mostrou que o time celeste ainda tinha “bala na agulha”. Além de garantir um lugar na principal competição interclubes do futebol sul-americano em 2010, a Raposa ainda teve o gostinho de superar o Atlético, comprovando o significado da expressão “quem ri por último, ri melhor”! Passada a festa, pode-se dizer que as contratações para a nova temporada foram discretas se comparadas aos anos anteriores. Falou-se em Ayala, Macnelly Torres, Valdívia e Kléber Pereira, mas os únicos reforços a desembarcar no Cruzeiro por enquanto foram os jovens Pedro Ken e Anderson Lessa. Por outro lado, muitos atletas que não estavam correspondendo às expectativas foram liberados. Uma possível baixa seria Kléber (teoricamente insatisfeito no clube e assediado pelo Palmeiras), mas a diretoria mineira bancou a permanência do jogador, contando com um desempenho melhor que o do último semestre (quando o Gladiador passou boa parte do tempo lesionado). Sinal de que não deve haver grandes mudanças na Toca da Raposa e que Adilson Batista vai ter de se virar com o material humano que já possui em mãos (o que convenhamos não chega a ser um problema levando em consideração a qualidade do elenco).

Time base: Fábio; Jonathan, Cláudio Caçapa (Thiago Heleno), Leonardo Silva, Diego Renan; Henrique, Marquinhos Paraná (Fabinho), Fabrício, Gilberto (Guerrón); Wellington Paulista (Thiago Ribeiro) e Kléber. Técnico: Adilson Batista.

Flamengo:

Principais Reforços: Fernando (V-Goiás), Léo Medeiros (M-Bahia), Michael (M-Botafogo), Vágner Love (A-Palmeiras).

Principais Baixas: Aírton (V-Benfica/POR), Diego (G-Sem Clube), Maxi Biancucchi (A-Cruz Azul/MEX), Éverton (M-Tigres/MEX), Zé Roberto (M-Schalke/ALE), Marlon (Z-Duque de Caxias).

Pitacos: Atual campeão brasileiro, o Flamengo viveu dias conturbados nessa virada de ano. A transição na presidência do clube trouxe algumas mudanças para a realidade Rubro-Negra, o que colaborou para a indefinição na renovação com o treinador Andrade (um dos grandes responsáveis pela conquista nacional), deixando a torcida apreensiva em relação às possibilidades da equipe para 2010. Valorizado, o técnico acabou permanecendo após muita negociação, chegando a um acordo que agradou a todos os lados (ele próprio, a diretoria e principalmente a torcida). Porém, alguns atletas não tiveram o mesmo destino e acabaram deixando a Gávea, como por exemplo, Aírton e Zé Roberto, ambos titulares no último Brasileirão. Os reforços limitavam-se ao retorno de alguns jogadores emprestados (casos de Léo Medeiros e Obina), além de discretas aquisições, como os contestáveis Fernando e Michael. Mas a poucos dias do início da temporada o clube anunciou a contratação de Vágner Love, que estava insatisfeito no Palmeiras e desembarcou na Gávea fazendo juras de amor ao novo time. Se não extrapolar com Adriano nas tabelinhas extra-campo, o novo atacante flamenguista tem totais condições de recuperar seu melhor futebol e ajudar o Urubu no principal objetivo de 2010: comprovar que o sucesso obtido no último semestre não foi apenas uma “fase passageira”.

Time base: Bruno; Leonardo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim, Juan; Maldonado, Willians, Kléberson (Toró), Petkovic; Vágner Love e Adriano. Técnico: Andrade.

Fluminense:

Principais Reforços: Thiaguinho (LD-Botafogo), Julio Cesar (LE-Goiás), David (M-Náutico), Ewerton (M-Barueri), Willians (M-Palmeiras), Leandro Euzébio (Z-Goiás), Matheus (A-São Caetano).

Principais Baixas: Luiz Alberto (Z-Dispensado), Edcarlos (Z-Cruz Azul/MEX), Fabinho (V-Sem Clube), Wellington Monteiro (V-Goiás), Augusto (LE-Ceará), Urrutia (V-LDU/EQU), Ruy (LD-Boavista), Radamés (V-Botafogo/SP), Roni (A-Dispensado), Leandro Amaral (A-Sem Clube), João Paulo (LE-Figueirense), Carlos Eduardo (M-Barueri), Paulo César (LD-Dispensado), Tartá (M-Atlético-PR).

Pitacos: Em 2009, o Fluminense contrariou a lógica dos matemáticos e permaneceu de forma heróica na elite do futebol nacional. Apontado como “virtual rebaixado” após um 1º turno medíocre, o Tricolor teve forças para uma impressionante arrancada na reta final do torneio, sobrevivendo ao pessimismo alheio. Nem por isso o técnico Cuca deixou de fazer uma faxina no elenco, dispensando os serviços de muitos jogadores que andavam devendo bom futebol pelos lados das Laranjeiras (entre ele, medalhões como Ruy, Luiz Alberto, Edcarlos, Paulo César, Fabinho, Wellington Monteiro, Urrutia, Roni e Leandro Amaral). A idéia é apostar naqueles que vestiram literalmente a camisa durante os momentos de crise, ganhando não só a confiança do treinador, como também dos torcedores. As novas contratações se destacam justamente nesse sentido: atletas pouco badalados, mas reconhecidamente eficientes, como os meias Ewerton e Willians. Talvez o nome mais conhecido seja o do lateral Júlio César, que apesar das excelentes campanhas com o Goiás ainda não brilhou em um grande centro. Porém, as maiores esperanças continuam depositadas na inspiração do argentino Conca e no faro de gols do artilheiro Fred (que espera manter a boa fase do ano passado para sonhar com uma vaga na seleção). Quem sabe assim, o Fluminense tenha ambições maiores (e realmente o que comemorar!) em 2010...

Time base: Rafael; Mariano (Thiaguinho), Dalton, Gum, Júlio César; Diguinho, Thiaguinho (Marquinho), Ewerton, Conca, Willians; Fred. Técnico: Cuca.

Grêmio:

Principais Reforços: Maurício (Z-Palmeiras), Silas (T-Avaí), Leandro (A-Verdy Tokio/JAP), Henrique (V-Campinense), Ferdinando (LD-Avaí), Hugo (M-São Paulo), Borges (A-São Paulo), William (A-Avaí).

Principais Baixas: Maxi López (A), Léo (Z-Palmeiras), Renato Cajá (M-Botafogo), Tcheco (M-Corinthians), Paulo Autuori (T-Al-Rayyan/CAT), Herrera (A-Botafogo), Douglas Costa (M-Shakhtar Donetsk/UCR), William Thiego (Z-Kyoto Purple/JAP).

Pitacos: Na última temporada, o Grêmio pagou pela indefinição no comando técnico. Após decidir que o trabalho de Celso Roth não servia, o clube foi buscar um treinador mais experiente. O problema é que enquanto a diretoria fechava com Paulo Autuori, o time engrenava sob o comando do interino Marcelo Rospide, realizando a melhor campanha na 1ª fase da Libertadores. Na transição, o Tricolor seguiu vivo até as semifinais, quando acabou eliminado pelo Cruzeiro. A confirmação de que o trabalho do novo técnico não tinha dado liga veio no Brasileirão, quando os gaúchos realizaram uma campanha caseira, mantendo-se na parte intermediária da tabela ao longo da competição. O que levou os gremistas a apostarem no trabalho do promissor Silas, um dos grandes responsáveis pelo sucesso do Avaí nos últimos anos. Após a saída de peças importantes (como Tcheco, Herrera e Máxi López) e jovens valores (casos de Thiego e Douglas Costa), o novo treinador ao menos ganhou reforços interessantes, entre eles Hugo, Leandro e Borges (com passagens recentes pelo São Paulo), além de Ferdinando e William (que trabalharam com ele em SC). Mas ainda será preciso quebrar a cabeça para resolver alguns problemas, como a lateral direita (onde Vitor e o argentino Angeleri são os sonhos de consumo). A possível chegada de Douglas (ex-Corinthians) também fortaleceria consideravelmente o novo poderio ofensivo gremista, que na atual temporada espera alçar vôos mais altos do que no ano passado!

Time base: Victor; Mário Fernandes, Réver, Maurício (Rafael Marques), Fábio Santos (Lúcio); Adílson, Fábio Rochemback, Souza, Hugo; Leandro e Borges. Técnico: Silas.

Internacional:

Principais Reforços: Thiago Humberto (A-Barueri), Bruno Silva (LD-Ajax/HOL), Adriano (A-Vasco), Ramon (LE-Vasco), Muriel (G-Portuguesa), Titi (Z-Vasco), Nei (LD-Atlético-PR), Jorge Fossati (T-LDU/EQU), Wilson Mathias (V-Monarcas/MEX), Guto (A-Sport).

Principais Baixas: Clemer (G-Aposentado), Bolaños (A-Barcelona-EQU), Alan Kardec (A-Benfica-POR), Marcelo Cordeiro (LE-Botafogo), Michel Alves (G-Sem Clube).

Pitacos: Depois da saída de Tite no ano passado, a diretoria do Colorado foi buscar Mário Sérgio para comandar a equipe durante a reta final do Campeonato Brasileiro. Apesar de providencial, a medida quase deu certo, já que o Internacional terminou a competição na vice-colocação. Nem por isso esse trabalho teve sequência e para a atual temporada a bola da vez é o uruguaio Jorge Fossati, que se destacou no futebol sul-americano em 2009 ao faturar a Recopa e a Sul-Americana pela LDU. A expectativa da torcida é que o novo treinador mantenha a fase vitoriosa e recoloque os gaúchos na trilha dos títulos. O elenco a disposição não sofreu grandes alterações em relação ao ano passado. Entre as contratações, destaque para Nei, Bruno Silva, Wilson Mathias e Thiago Humberto, além de alguns jogadores que retornam de empréstimo e poderão ser aproveitados (como Muriel, Ramon ou Adriano). Ao menos por enquanto, as saídas limitam-se a atletas que não vinham jogando com regularidade, o que não deve causar maiores impactos no esquema de jogo alvirrubro. Porém, o interesse em estrelas como Guiñazú (assediado pelo São Paulo), Sandro (que interessa ao Tottenham) e D’Alessandro (cogitado no River Plate) preocupa muita gente pelos lados do Beira-Rio...

Time base: Lauro; Bolívar, Fabiano Eller, Índio; Bruno Silva (Nei), Guiñazú, Sandro, D’Alessandro (Andrezinho), Edu (Taison), Kléber; Alecsandro. Técnico: Jorge Fossati.

Palmeiras:

Principais Reforços: Léo (Z-Grêmio), Marcio Araújo (V-Atlético Mineiro), Willian (M-Vitória), Eduardo (LE-Guarani), Edinho (V-Lecce/ITA).

Principais Baixas: Maurício (Z-Grêmio), Jumar (V-Vasco), Ortigoza (A-Sol de America/PAR), Obina (A-Atlético/MG), Marcão (Z-Sem Clube), Jefferson (LE-Barueri), Willians (M-Fluminense), Vágner Love (A-Flamengo), Edmílson (Z-Sem Clube).

Pitacos: Passada a ressaca causada pelo fracasso no último Campeonato Brasileiro, o Palmeiras inicia 2010 juntando os cacos. O objetivo dos comandados de Muricy Ramalho é recomeçar do zero, ainda mais após ficar de fora da Libertadores e ter de focar suas atenções na disputa doméstica durante o 1º semestre. A última conquista alviverde se deu há dois anos, justamente no Paulistão. E não se pode negar que aquele triunfo serviu para amenizar o ego do torcedor, devolvendo confiança a nomes como Marcos e Pierre, além de fortalecer jogadores como Valdívia e Kléber (que se firmariam como ídolos no Palestra Itália). E Muricy sabe que no atual momento, o que o Verdão mais precisa é recuperar a credibilidade perdida ao longo do último semestre. Por isso mesmo não fez questão de manter no elenco jogadores desgastados com a famosa “turma do amendoim” (casos de Marcão, Maurício, Jefferson, entre outros). A reposição defensiva foi extremamente satisfatória, com as contratações de Léo, Edinho e Márcio Araújo, porém, as baixas na frente enfraqueceram consideravelmente o setor ofensivo. E sem Obina, Ortigoza e principalmente Vágner Love, a responsabilidade recai sobre Diego Souza (que deve jogar mais adiantado) e Robert. A diretoria sonha com o retorno de Kleber, correndo atrás de possibilidades mais concretas (como Marcelo Moreno ou Val Baiano), mas por enquanto a camisa 9 segue como o grande “calcanhar de Aquiles” palmeirense em 2010.

Time base: Marcos; Léo, Maurício Ramos, Danilo; Figueroa, Pierre, Edinho (Márcio Araújo), Cleiton Xavier, Diego Souza, Armero; Robert. Técnico: Muricy Ramalho.

Santos:

Principais Reforços: Giovanni (M-Mogi Mirim), Durval (Z-Sport), Dorival Junior (T-Vasco), Marquinhos (M-Avaí), Bruno Aguiar (Z-Guarani), Bruno Rodrigo (Z-Portuguesa), Roberto Brum (V-Figueirense), Luciano Castán (Z-União São João), Maranhão (LD-Guarani), Zé Eduardo (M-ABC), Wesley (A-Atlético-PR), Arouca (V-São Paulo).

Principais Baixas: Emerson (V-Sem Clube), Kléber Pereira (A-Sem Clube), Vanderlei Luxemburgo (T-Atlético Mineiro), Wagner Diniz (LD-São Paulo), Fabão (Z-Sem Clube), Eli Sabiá (Z-Paulista), Felipe Azevedo (M-Paulista), Adaílton (Z-Sem Clube), Douglas (G-Ipatinga), Robson (M-Avaí), Sérgio (G-Sem Clube), Paulo Henrique Rodrigues (Z-Atlético Goianiense), Astorga (Z-Sem Clube), Triguinho (LE-São Caetano), Luizinho (LD-Ipatinga), Jean (A-Sem Clube), Rodrigo Souto (V-São Paulo).

Pitacos: Após o fim da “era Marcelo Teixeira” (que durou dez anos), era inevitável que ocorressem drásticas mudanças no Santos. E foi justamente o que aconteceu após o início do mandado de Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro. Preocupado em manter as contas do clube em dia, o novo presidente recebeu com um sorriso no rosto a notícia de que Vanderlei Luxemburgo também abandonava o barco, abrindo as portas da Vila Belmiro para Dorival Júnior. Credenciado pela reestruturação do Vasco, o novo técnico ainda teve de iniciar uma faxina no elenco, que vitimou diversos medalhões (entre eles, Fabão, Adaílton, Emerson e Kleber Pereira). Além disso, Dorival sabe que não pode esperar contratações renomadas de um clube em dificuldades financeiras e o jeito é se virar com as opções disponíveis no mercado. Para a defesa, chegam o promissor Maranhão, além do experiente Durval. Pelo meio, a inevitável saída de Rodrigo Souto foi transformada em uma troca por Arouca, que por sua vez deverá jogar ao lado de Roberto Brum (que retorna ao alvinegro). Ao contrário de seu antecessor, Dorival Junior deve apostar todas suas fichas em Paulo Henrique e Neymar, os novos “meninos da Vila”. Mas sabe que a experiência de atletas mais rodados, como Marquinhos e Giovanni (homem de confiança do novo presidente), serão fundamentais nesse processo. A contratação de um “homem de área” (falou-se em Keirrison e Marcel) também seria importante, já que no momento a vaga pertence ao contestável André.

Time base: Fábio Costa; George Lucas (Maranhão), Durval, Edu Dracena, Léo; Roberto Brum, Arouca, Paulo Henrique, Mádsón (Marquinhos), Neymar; André (Giovanni). Técnico: Dorival Júnior.

São Paulo:

Principais Reforços: Rodrigo Souto (V-Santos), André Luís (Z-Barueri), Marcelinho Paraíba (A-Coritiba), Fernandinho (A-Barueri), Xandão (Z-Barueri), Léo Lima (M-Goiás), Wagner Diniz (LD-Santos), Roger (A-Vitória), Carlinhos Paraíba (M-Coritiba).

Principais Baixas: Fabiano (G-Santo André), Rodrigo (Z-Dínamo Kiev/UCR), Hugo (M-Grêmio), Borges (A-Grêmio), Saavedra (Z-Atlético Goianiense), Arouca (V-Santos).

Pitacos: No último Campeonato Brasileiro, o torcedor são-paulino despediu-se de Muricy Ramalho, comandante do tricampeonato nacional. A justificativa da diretoria era de que a relação entre treinador e jogadores já estava desgastada, mas os seguidas eliminações na Libertadores para adversários brasileiros pesou consideravelmente nessa decisão. A aposta foi em Ricardo Gomes, que se enquadrava no perfil “moderno” idealizado pela cúpula Tricolor, mas demorou algum tempo para conseguir impor sua filosofia de trabalho no Morumbi. Assimilado o estilo do novo comandante, o São Paulo até esboçou uma reação na luta pelo título, mas acabou fraquejando nos momentos decisivos (o que não costumava acontecer nos tempos de Muricy). Dadas as circunstâncias, nenhum torcedor ficou muito decepcionado, mas por outro lado, a expectativa de como o novo São Paulo de Ricardo Gomes deve se sair em 2010 já é grande! A base dos últimos anos continua mantida, a exceção das saídas de Rodrigo, Arouca, Hugo e Borges (todos suplentes). Porém, os reforços para essa temporada não causaram impacto como em anos anteriores. Jogadores questionáveis, como André Luis e Léo Lima, consistem em apostas arriscadas e alguns nomes que retornam de empréstimo (Wagner Diniz e Roger) não tem credibilidade com a torcida. O jeito vai ser torcer para que os velhos conhecidos (entre eles o veterano Marcelinho Paraíba, que retorna ao Morumbi) entrem nos eixos e retomarem o caminho das vitórias.

Time base: Rogério Ceni; Jean, André Dias, Miranda, Jorge Wágner; Richarlyson, Hernanes, Léo Lima (Renato Silva ou Rodrigo Souto), Marcelinho Paraíba; Dagoberto e Washington. Técnico: Ricardo Gomes.

Vasco:

Principais Reforços: Thiago Martinelli (Z-Cerezo Osaka/JAP), Dodô (A-Sem Clube), Márcio Careca (LE-Barueri), Rafael Coelho (A-Figueirense), Élder Granja (LD-Sport), Léo Gago (V-Avaí), Gustavo (Z-Cruzeiro), Caíque (M-Guarani), Geovane Maranhão (A-Artsul), Jumar (V-Palmeiras), Vágner Mancini (T-Vitória), Rafael Carioca (V-Spartak/RUS).

Principais Baixas: Amaral (V-Sem Clube), Adriano (A-Inter), Dorival Junior (T-Santos), Ramon (LE-Inter), Vilson (Z-Madureira), Benítez (M-Cerro Porteño/PAR), Pará (LE-Paraná), Rafael Morisco (Z-Chapecoense), Aloísio (A-Sem Clube), Paulo Sérgio (LD-Portuguesa), Alex Teixeira (A-Shakhtar Donetsk/UCR), Vilson (Z-Vitória).

Pitacos: Superado o calvário da Serie B, o Vasco finalmente retorna a elite do futebol nacional. E para consagrar definitivamente essa volta, nada como uma campanha convincente em 2010. Apesar de perder o treinador responsável pela reestruturação do clube (Dorival Junior), o otimismo continua em alta pelos lados de São Januário. Isso porque diretoria aposta em Vágner Mancini, que já comprovou sua qualidade quando teve a tranquilidade necessária para desenvolver seu trabalho (o que não aconteceu no ano passado). Apesar de perder algumas peças importantes do título na 2ª divisão nacional (casos de Paulo Sérgio, Ramón, Adriano, Aloísio e principalmente a revelação Alex Teixeira), Mancini não pode reclamar da diretoria na busca por reforços. Afinal, mesmo sem muito dinheiro em caixa, o Gigante da Colina tem demonstrado inteligência na reposição. Atletas como Elder Granja, Gustavo, Thiago Martinelli, Jumar, Rafael Carioca e Léo Gago são opções interessantes na composição da defesa. Na frente, o sonho de repatriar Juninho Pernambucano ainda não se confirmou, mas ao menos a estrela Carlos Alberto está mantida, assim como o artilheiro Élton (que permanece após uma frustrada negociação com o futebol ucraniano). Ao lado de Rodrigo Pimpão, Caíque, Rafael Coelho e Dodô, eles formarão um setor ofensivo de respeito. Não fosse a eleição de Eurico Miranda (para presidência do Conselho Benemérito do clube) e o Vasco só teria motivos para sorrir nesse início de 2010...

Time base: Fernando Prass; Elder Granja, Gian (Gustavo), Fernando (Thiago Martinelli), Márcio Careca; Nílton, Souza (Jumar), Rafael Carioca (Léo Gago), Carlos Alberto; Dodô e Élton. Técnico: Vágner Mancini.

Pelo Brasil afora:

Entre as equipes paulistas que disputam a 1ª divisão do Campeonato Brasileiro, um dos destaques (mas infelizmente negativo) é a transferência do Grêmio Barueri para Presidente Prudente, devido ao rompimento do vínculo entre os diretores do clube e o poder público da cidade de Barueri. Além da incoerência geográfica presente no nome da equipe, a nova medida abre uma discussão sobre a influência dos interesses econômicos no futebol. O Guarani, que conseguiu um heróico acesso na Série B em 2009, perdeu alguns jogadores importantes, como os laterais Eduardo (cedido ao Palmeiras) e Maranhão, o zagueiro Bruno Aguiar (ambos negociados com o Santos), além do atacante Caíque (atualmente no Vasco). Mas como disputa a 2ª divisão do estadual nesse primeiro semestre, espera que a base remanescente seja o suficiente para garantir mais um acesso. Clubes tradicionais, como a Portuguesa, investiram pensando em longo prazo, mais especificamente no 2º semestre, quando sonham em carimbar o passaporte de volta a elite do futebol nacional. A Lusa investiu em atletas qualificados, como o lateral Paulo Sérgio, o zagueiro Gladstone, além do atacante uruguaio Biscayzacu, sem falar em velhos conhecidos que foram repatriados (casos de Athirson, Marcos Paulo e Celsinho). A Ponte Preta seguiu o mesmo caminho apostando na volta de Finazzi, sem falar nas aquisições de Eduardo Martini (um dos melhores goleiros do último brasileirão) e Octacílio Neto (ex-Corinthians).

Em Minas Gerais, o América renasceu das cinzas após o retorno a elite estadual e a conquista da Série C. O alicerce do time continua baseado na experiência do arqueiro Flávio (que vai ter Gleuguer como concorrente), dos defensores Evanílson, Preto e Wellington Paulo, dos meias Luciano Ratinho e Irênio, além dos atacantes Euller e Fábio Bala. Em Goiás, o Atlético está em festa com a volta a 1ª divisão nacional e além de segurar seu artilheiro Marcão, ainda foi buscar os reforços como o defensor chileno Saavedra (que não teve oportunidades no São Paulo) e os atacantes Rodrigo Tiuí e Washington (ex-São Caetano). O Vila Nova, que vem de uma temporada discreta, continua em baixa e tem como maior ambição repatriar o ídolo Wando. Por sua vez, o Goiás, se orgulha de ter segurado Fernandão apesar das investidas rivais, mas não teve a mesma sorte com Leandro Euzébio, Júlio César, Léo Lima e Iarley. Entre as caras novas, destaque para Jadílson (que retorna ao Serra Dourada), Wellington Monteiro e Angel Rojas (ex-Universidad do Chile).

No sul do país, o Juventude espera voltar aos dias de glória mesclando a experiência de jogadores rodados (como o goleiro Silvio Luiz, o volante Lauro e o atacante Marcos Dener) ao futebol de suas revelações (casos do promissor Zezinho e de alguns garotos que se destacaram na última Copa São Paulo). Em Santa Catarina, o Avaí recomeça sua vida após a saída do técnico Silas (substituído por Péricles Chamusca) e mais da metade do time que realizou ótima campanha no último Brasileirão (Eduardo Martini, Fabinho Capixaba, Léo Gago, Ferdinando, Marquinhos, Muriqui e William). Para amenizar esse quadro, a diretoria trouxe figurinhas carimbadas como o volante Batista e o atacante Vandinho, além de jogadores renomados (casos de Frédson, Dinélson e o veterano Sávio). No arqui-rival Figueirense, a expectativa é pelo desempenho da dupla de argentinos Cattaneo (ex-Tigre) e Gastón Ada (que estava no Argentino Juniors). Depois de uma temporada ruim no ano passado, o Criciúma não tem grandes perspectivas após poucos investimentos e a demissão do técnico Itamar Schulle. Pelos lados do Paraná, o Atlético (único remanescente na 1ª divisão) precisa abrir os olhos se não quiser seguir os passos dos principais inimigos. Além de ter feito uma campanha discreta no nacional, o clube ainda perdeu jogadores importantes, como Galatto, Nei, Rafael Miranda e Marcinho. O jeito vai ser torcer para que os colombianos Vanegas (defensor) e Serna (atacante) façam tanto sucesso quanto o compatriota Ferreira. Além deles, também chegam Tartá (ex-Fluminense), Bruno Mineiro (que estava no Náutico) e o ídolo Alan Bahia (que retorna a Baixada). O Coritiba é outro que vai precisar de muita motivação para alcançar seus objetivos em 2010. Rebaixado no último Brasileirão, a equipe acena com as discretas chegadas dos meias Rafinha e Enrico, ao mesmo tempo em que assistiu a saída de 16 jogadores (entre eles Pedro Ken e a dupla Carlinhos e Marcelinho Paraíba). A permanência (ainda incerta) dos atacantes Marcos Aurélio e Ariel por enquanto segue como a melhor notícia. O Paraná, como de costume, realizou uma troca impactante em seu elenco: enquanto 11 jogadores deixaram a Vila Capanema, 12 foram contratados para a atual temporada. Roberto Cavalo também cede lugar a Marcelo Oliveira no comando técnico da equipe.

Pelos lados do Nordeste, o Vitória abriu mão do trabalho de Vágner Mancini para promover seu ex-auxiliar Ricardo Silva. Junto com o treinador, saíram mais de 11 atletas, entre eles Apodi, Leandro, Jackson, Leandro Domingues, Roger e Derlei. Pelo visto, o 1º semestre deve ser de economias, o que limita consideravelmente as possibilidades de reposição. Entre os recém-contratados, os nomes mais conhecidos são os defensores Marcos Pimentel, Vílson e Egídio, o meia Marcinho (que estava no Corinthians), além dos atacantes Schwenck e Índio. E o rubro-negro precisa mesmo se cuidar, já que o rival Bahia sonha em se reerguer e para tanto trouxe nomes de peso: no banco de reservas o comandante será Renato Gaúcho, enquanto o pentacampeão Edílson, que volta ao futebol após dois anos parado, será a principal referência dentro de campo. Alguns jogadores que já trabalharam com Renato também desembarcam na Fonte Nova, entre eles os meias Mateus e Abedi. O Ceará retorna a primeira divisão sem o comandante do acesso, PC Gusmão, que acabou substituído por Renê Simões. Apesar de boas contratações para o sistema defensivo, como o goleiro Eduardo (ex-Náutico), o zagueiro Diego (que estava no Corinthians), além do volante Douglas Silva (rebaixado com o Coritiba no último Brasileirão), será preciso atenção especial com o ataque, que perdeu Geraldo, Sérgio Alves e Mota. Embora o maior rival Fortaleza não assuste tanto após a vexatória campanha na Serie B do ano passado (que resultou na queda para terceira divisão). As equipes de Pernambuco também amargaram insucessos em 2009. O Sport começa sua recuperação apostando em uma reformulação para manter a hegemonia estadual. Para isso contratou jogadores com passagens por grandes clubes, como o lateral Eduardo Ratinho, os meias Eduardo Ramos e Ricardinho, além do atacante Nádson. O Náutico também mandou muita gente embora, como os atacantes Kuki, Tuta e Acosta. Um dos poucos a se salvar nessa barca foi Carlinhos Bala, que agora vai ter a companhia dos laterais Dênis (ex-Corinthians) e Zé Carlos (que estava no Goiás). Correndo por fora estará o Santa Cruz, que confia no trabalho do treinador Lori Sandri, além de ex-ídolos do arqui-rival Sport, como o meia Jackson e o atacante Gaúcho.

Fique por dentro do mercado de contratações:

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- Terra

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- Globoesporte.com

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Pelos gramados tupiniquins...  (Futebol Nacional) escrito em quarta 21 outubro 2009 05:34

No Campeonato Brasileiro, o Palmeiras mantém a liderança e persiste como principal candidato ao título, mesmo apresentando um desempenho irregular nas últimas partidas, agravado ainda mais pela convocação de Diego Souza, seu principal jogador, para seleção brasileira (onde não teve grandes oportunidades). Um dos grandes méritos do time de Muricy Ramalho foi ter acumulado gordura em um torneio que se revela cada vez mais nivelado. O equilíbrio dessa edição reflete-se, por exemplo, no desempenho do Atlético Mineiro, que chegou a liderar o torneio, oscilou na tabela, mas voltou a engrenar nesse 2º turno. Com boas contratações (como Carini, Corrêa, Ricardinho e Rentería), o Galo ao menos sugere maior consistência do que São Paulo e Inter, duas grandes incógnitas dessa competição.

Apontados como favoritos no início do torneio, ambos os clubes trocaram de comandante em meio à disputa (o Tricolor no início, com Ricardo Gomes, enquanto o Colorado só fez valer o desejo de seus torcedores nessa reta final, abdicando de Tite para dar lugar a Mário Sérgio), mas independente disso reúnem elenco suficiente para buscar a liderança da tabela. O problema é que por mais que insistam em uma suposta “perseguição”, ambas as agremiações decepcionam quando o assunto é aproveitar as brechas do líder e estabilizar-se na classificação. O fato de ambos os plantéis terem se notabilizado nos últimos anos em termos de conquistas sugere que pode estar faltando à motivação necessária para encarar o atual desafio, anunciando o desgaste de ciclos vitoriosos frente a uma inevitável renovação.

O Goiás foi outra equipe que começou muito bem, candidatando-se inclusive ao título, segundo seus próprios diretores (para quem a Libertadores parecia já estar no papo). Acontece que “pensar grande” não foi a melhor solução para o Esmeraldino, que entrou em declínio justamente após bancar a contratação do cobiçado Fernandão. Especula-se em Goiânia que o fato de investir muito dinheiro para repatriar o ídolo poderia ter contribuído diretamente para rachar o grupo, que vinha prosperando “humildemente” até então.

Na contramão dessa história toda está o Flamengo de Andrade, que com o tempo para trabalhar tem comprovado que “a sorte dos tempos de interino” era na verdade indício de sua capacidade profissional. E com Adriano e Petkovic (apontados por muitos críticos como incógnitas no começo dessa temporada) alternando grandes exibições, o Rubro-Negro tem provado em campo que uma vaga no principal torneio interclubes da América do Sul em 2010 é um objetivo absolutamente possível. Cruzeiro e Grêmio também ambicionam embalar nessa reta final de Brasileirão, embora demonstrem menos “lenha na fogueira” que os cariocas. A Raposa demorou muito tempo para se recuperar do trauma após a derrota na decisão da Libertadores, enquanto os gaúchos começam a se perguntar se o trabalho de Paulo Autuori é realmente tudo aquilo que os gremistas esperavam.

Vitória, Avaí e Barueri já tiveram altos e baixos ao longo da competição, complicando a vida de muita gente importante, mas devem terminar o ano em posição intermediária. E para quem era apontado como candidato ao rebaixamento por muitos “especialistas”, beliscar uma vaguinha na Sul-Americana já pode ser considerado um alento. O que não é o caso dos alvinegros paulistas Corinthians e Santos. Campeão estadual e da Copa do Brasil, o Timão entrou na disputa garantido na Libertadores do ano que vem (sua maior ambição no ano do centenário) e visivelmente sofreu com o “relaxamento natural”. Contribuiu para isso o relativo desmanche promovido durante a competição, que não só enfraqueceu a base do time como colocou em dúvida as possibilidades para o ano que vem. Já o Peixe se apegou em Vanderlei Luxemburgo para acreditar que uma vaga no G-4 seria plausível para um time que tem boas revelações (como Paulo Henrique e Neymar) e nomes experientes (casos de Rodrigo Souto ou Kléber Pereira). Mas a má fase de muitos desses atletas, aliada a contusões cruciais (como a de Emerson, que requereu alto investimento e gerou a dispensa do ex-titular Roberto Brum, um dos atletas mais queridos do grupo) prejudicaram muito as possibilidades do time da Vila Belmiro.

Outro alvinegro que passa um sufoco ainda maior é o Botafogo, atualmente respirando na luta contra o rebaixamento. Assim como o dueto paranaense composto por Atlético e Coritiba, que parece revigorado sob os respectivos comandos de Antônio Lopes e Ney Franco. Mesmo assim, uma realidade cruel para quem começou o Brasileirão pensando em brigar na parte de cima da tabela. Algo que também deve ter passado pela cabeça de muitos tricolores, desolados com a atual situação em que se encontra o Fluminense, lanterna e praticamente rebaixado, uma realidade que já conhece muito bem desde meados da década de 90. O Sport, que fez campanha digna na Libertadores desse ano, provoca desespero proporcional em toda massa rubro-negra pernambucana. O conterrâneo Náutico, além do Santo André, também estão emparelhados e dificilmente conseguirão evitar essa sina ao final da temporada.

Resta saber se as últimas rodadas dessa Série A confirmarão as perspectivas ou trarão consigo maiores novidades. Em se tratando do futebol nacional, tudo é sempre possível...

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De olho na Série B:  (Futebol Nacional) escrito em segunda 05 outubro 2009 02:47

O Campeonato Brasileiro assiste a uma transição em sua estrutura desde a adoção do sistema de pontos corridos, manifestada de diversas formas ao longo dos últimos anos, inclusive na estrutura de suas equipes.

De fato, a 1ª divisão ainda não atingiu a visibilidade (veja bem, não estamos falando do nível técnico) de ligas como a inglesa ou a espanhola, mas ao menos essas mudanças já refletem positivamente na Serie B nacional, que vem ganhando a credibilidade necessária entre o grande público para se tornar uma competição atraente (e por que não, rentável?).

Prova disso é a transmissão acessível à TV aberta (embora em muitas cidades a Rede TV ainda seja um canal fechado), além do glamour de sempre contar com algum “gigante” como principal protagonista. Fluminense, Botafogo, Palmeiras, Grêmio, Atlético Mineiro, Corinthians e agora o Vasco (mais do que a metade entre os chamados “12 grandes”) são figurões que já frequentaram a segundona e sabem muito bem como funciona essa realidade.

E embora a média de público da atual edição ainda decepcione (a média do 1º turno foi de apenas 5.659 torcedores por jogo), o nível técnico do torneio tem empolgado aqueles que o acompanham com mais atenção. Para situar aqueles que se interessam pelo tema, vamos a um balanço do que anda rolando pelos gramados da Serie B:

O favorito:

A história de grandes clubes na 2ª divisão é quase sempre a mesma: começa no “fundo do poço” e termina em “redenção”. Com o Vasco não poderia ser diferente. Apostando em um elenco modesto e no trabalho do competente Dorival Júnior, a equipe de São Januário sequer classificou-se para as finais do estadual no início da atual temporada, embora a eliminação diante do Corinthians (que posteriormente se tornaria o campeão) nas semifinais da Copa do Brasil fosse um forte indício de que o clube estava no caminho certo para prosperar em seu objetivo mais óbvio...

E o início na Série B não poderia ser mais animador: nas três primeiras partidas foram seis gols marcados e nenhum sofrido, com direito a 100% de aproveitamento. Acontece que na sequência o time emperrou, sem marcar gols em cinco partidas, além de acumular uma série de sete jogos sem vencer. Para conforto do torcedor, tudo não passou de um período de instabilidade e com o respaldo da diretoria e a manutenção da comissão técnica, logo o Vasco voltou aos eixos, estruturado em um elenco que mistura a eficiência de alguns remanescentes (como o zagueiro Vílson, o volante Amaral e o meia Alex Teixeira), nomes menos badalados (como o goleiro Fernando Prass, o lateral Paulo Sérgio, o volante Nilton e o atacante Élton), além do ímpeto de jovens revelações (como o volante Souza, o atacante Robinho ou a “jóia” Philippe Coutinho, que já está negociado com a Inter de Milão há um bom tempo!). Mas a grande estrela do time é sem dúvida o meia Carlos Alberto, que após algumas passagens ruins pelos últimos clubes onde passou, parece ter reencontrado seu melhor futebol pelos lados de São Januário.

A arrancada no desfecho do 1º turno foi acompanhada pelo torcedor, que compareceu em massa nas arquibancadas. Tanto que na partida contra o Ipatinga, válida pela 19ª rodada, 76.211 vascaínos lotaram o Maracanã, quebrando o recorde de público da série B (que pertencia ao Atlético Mineiro), além de estabelecer o maior público entre todas as divisões do Campeonato Brasileiro 2009. Após atingir a liderança, o clube terminou o turno com três pontos de vantagem em relação à concorrência (atualmente essa vantagem praticamente dobrou), fazendo crer que o título é questão de tempo (não por acaso, diversos técnicos da Série B afirmam que esse ano são apenas três vagas, já que uma delas já é vascaína).

Alguém aí vai discordar?

Postulantes ao G-4:

Longe de seus melhores dias, o Guarani começou a temporada sendo rebaixado no campeonato paulista, chegando a Série B como uma grande incógnita (para não dizer candidato a mais um rebaixamento). Porém, sob a batuta do rodado Oswaldo Alvarez e com uma base formada por jogadores pouco badalados, que se destacaram jogando por clubes do interior durante o estadual (os atacantes Caíque e Ricardo Xavier, contratados respectivamente junto a Oeste e Ituano, são alguns exemplos), mesclada a jovens valores (como o arqueiro Douglas e o lateral Maranhão) e atletas mais experientes (casos de Walter Minhoca e Adriano Gabiru), o conjunto deu liga, liderando o 1º turno durante várias rodadas.  Na reta final o Bugre passou a oscilar em campo, refletindo algumas limitações em seu elenco, embora tenha se mantido no G-4 a base de muita superação e com o apoio incondicional se sua fiel torcida. Apesar de ninguém saber ao certo de onde vem o dinheiro que anda mantendo a estrutura do Guarani, é inegável que ele esteja sendo bem-vindo pelos lados do Brinco de Ouro (que quase foi leiloado em 2009)... E pode ser determinante para recolocar o campeão nacional de 1978 na elite do Brasileirão!

Outra equipe que se destaca na briga pelo acesso é o Atlético/GO, que também reflete o investimento no departamento de futebol que recolocou o clube na briga por objetivos maiores. Após a perda da hegemonia estadual e a saída de PC Gusmão, a diretoria foi buscar de volta Mauro Fernandes, que por sua vez manteve a base que prosperou no ano passado. E se perdeu alguns de seus destaques, ao menos soube repor a altura (como no caso do zagueiro Gil, que rumou para o Cruzeiro, mas foi substituído por Antônio Carlos, ex-Atlético/PR). O pilar da equipe está alicerçado no goleiro Márcio (que também cobra faltas e pênaltis), nos meias Agenor, Pituca e Anaílson, além da dupla de atacante formada por Juninho e Marcão (responsáveis pelo ataque mais positivo do torneio). Porém, uma nova mudança na comissão técnica (Arthur Neto assumiu o comando após a saída de Mauro Fernandes) em meio à reta final da competição coloca uma interrogação nas possibilidades do Dragão nessa Série B...

E se PC Gusmão acabou não dando certo pelos lados do Atlético/GO no começo do ano, quem agradece são os torcedores do Ceará, que assistiram o treinador iniciar uma guinada na situação do Vovô nesse campeonato. Após um início cambaleante (que custou o emprego do técnico Zé Teodoro), o alvinegro firmou-se na tabela emendando uma série de cinco vitórias consecutivas, exalando regularidade e chegando rapidamente ao G-4. Os maiores trunfos do clube para retornar a elite do futebol nacional (de onde está afastado desde 1993) são os componentes defensivos (os cearenses possuem a defesa menos vazada até aqui), onde se destacam o goleiro Lopes (que nunca se firmou no Botafogo, mas já conquistou a torcida em Fortaleza) e um meio-campo pegador (onde os volantes Heleno, Michel e João Marcos correm pelo experiente meia Geraldo), além de uma dupla de ataque experimentada, composta por Wellington Amorim e Mota (que chegou a ser cotado por Luxemburgo no Santos).

Outras equipes que também rondam a zona de acesso são Figueirense, Portuguesa e São Caetano. Os catarinenses começaram muito bem o torneio, mas alguns resultados negativos acabaram deixando o clube de fora do G-4 nesse 1º turno. Por isso a diretoria não mediu esforços para trazer reforços tarimbados que ajudem o Figueira a retornar a vitrine do futebol nacional. Os volantes Roberto Brum (relegado a 2º plano no Peixe após a chegada de Luxemburgo) e Ricardo Bóvio (que chega do futebol árabe), além do atacante Jean Coral (ex-Botafogo) são alguns dos exemplos nesse sentido. Somados ao ímpeto de pratas da casa (como o lateral Lucas, o volante Anderson Luis e o atacante Rafael Coelho, artilheiro do certame e um dos maiores destaques desse 1º turno) e a experiência de alguns medalhões remanescentes (casos do goleiro Wilson, dos meio-campistas Jeovânio e Fernandes, além do atacante Schwenk), eles podem fornecer ao alvinegro os ingredientes necessários para uma receita de sucesso nessa reta final de torneio.

Portuguesa e São Caetano, que apostaram na troca de treinadores em meio à competição, já experimentaram efeitos distintos nessa Série B. A Lusa sentiu em campo os reflexos das constantes mudanças em sua comissão técnica (por onde já passaram três treinadores). Os resultados frustrantes acabaram gerando uma crise no Canindé, que mais uma vez assistiu aos protestos da “pequena massa portuguesa” (o que infelizmente não é nenhuma novidade). Porém, após a derrota para o Vila Nova, os limites foram extrapolados de vez e conselheiros do clube invadiram os vestiários com seguranças armados para ameaçar os jogadores. O episódio acabou contribuindo para a saída de Edno (considerado por muitos o grande nome da Portuguesa, mas que definitivamente não vinha jogando bem) e Renê Simões (que assumiu no lugar de Bonamigo e cedeu lugar a Vágner Benazzi). Desde então a Lusa tem demonstrado algum poder de reação, apresentando maior regularidade e conquistando pontos importantes. A experiência de Benazzi, que conhece como ninguém os corredores do Canindé, tem sido fundamental nesse sentido. Amenizando a pressão sobre peças fundamentais, o treinador tem extraído melhor futebol de nomes como Marco Antonio e Fellype Gabriel, além de oferecer a confiança necessária para reforços importantes como Domingos e Zé Carlos, que até pouco tempo atrás disputavam a Série A respectivamente por Santos e Cruzeiro.

O São Caetano, que iniciou um processo de renovação no elenco em meio à temporada (abrindo mão de veteranos como Perdigão ou Tuta) e também perdeu jogadores importantes (como o atacante Luan, negociado com o futebol francês), sofreu com um início irregular, quando chegou a estar ameaçado pelo rebaixamento. Porém, após a saída de Sérgio Soares e a contratação do inexperiente Antonio Carlos Zago (na 5ª rodada), a equipe do ABC foi se acertando aos poucos, reagindo na tabela ao longo do 1º turno e encostando no bloco que briga para chegar ao G-4. Além de recuperar o prestígio de bons nomes que estavam em baixa (como o goleiro Luiz e o meia Xuxa), a aposta do ex-zagueiro tem sido em velhos conhecidos do torcedor, como por exemplo, o defensor Marcelo Batatais, o meio-campista Eduardo Ramos (ex-Corinthians), além do atacante Washington (que estava no Vitória).

Outras equipes que chegaram a oferecer esperança aos seus torcedores durante o 1º turno, mas depois acabaram não confirmando as perspectivas otimistas foram Ponte Preta, Ipatinga e Bragantino. Muito disso se deve a um fator em comum entre todas essas equipes: a irregularidade em suas exibições. No caso da Macaca, acabou pesando bastante as constantes mudanças no comando técnico, por onde já rodaram Marco Aurélio, Pintado e agora Marcio Bittencourt. Pelos lados do Vale do Aço, as oscilações têm sido constantes, a ponto de não ser nenhuma novidade o revezamento de vitórias fora de casa e derrotas dentro de seus domínios ou goleadas sofridas alternadas de goleadas aplicadas. Já em Bragança Paulista, o grande erro parece ter sido a negociação de peças fundamentais como o volante Moradei e principalmente o artilheiro Bill (ambos repassados ao Corinthians), que ao menos contrabalanceavam a idade avançada de outros destaques, como os meias Adãozinho e Sérgio Manoel.

As decepções:

Após naufragar no campeonato estadual, o Vila Nova chegou a 2ª divisão pensando em recuperar sua credibilidade, apostando em figurinhas carimbadas como os meio-campistas Cocito, Luciano Ratinho e Canindé, além dos atacantes Galvão e Vanderlei. Os resultados não vieram e consequentemente foram os treinadores quem partiram do Tigre: primeiro Gílson Kleina, depois Vágner Benazzi e por último Arthurzinho, até o interino Zé Roberto finalmente ser efetivado. O problema é que as diversas mudanças acabaram desfigurando o elenco e também minando as chances do alvirrubro brigar por objetivos maiores, como na última temporada, quando lutou até as últimas rodadas pelo acesso.

O Brasiliense, a exemplo dos últimos anos, começou bem na tabela, mantendo-se no G-4 durante algumas rodadas até começar a sentir o ritmo do campeonato. Seguindo a velha fórmula de apostar em medalhões, como Iranildo, Allann Delon, Adrianinho e Fábio Júnior (que inclusive já deixou o time), acabou faltando fôlego ao Jacaré ainda durante o 1º turno e o jeito foi contentar-se com a manutenção na zona do limbo (dividida do Z-4 por uma linha tênue). Os cariocas do Duque de Caxias têm pretensões parecidas: após estrear na Série B como um dos maiores candidatos ao descenso, o clube tem se mantido fora (porém próximo) da zona de rebaixamento graças aos gols do matador Edivaldo, que durante o 1º turno marcou 12 gols, mas atualmente sofre com as contusões.

Outras equipes tradicionais, como Paraná, Juventude e Bahia, decepcionam (e muito) devido ao peso de suas camisas e a situação vergonhosa em que se encontram na tabela. Os paranaenses parecem não ter aprendido com as lições do começo de semestre, quando fizeram uma campanha discreta no estadual. Com pouco investimento no time, o Tricolor manteve essa base e iniciou a disputa da Série B apostando em uma equipe relativamente jovem (para não dizer inexperiente), sentindo rapidamente as consequências dessa medida. Vieram então reforços para o setor ofensivo, que ainda não deram liga esperada e ainda por cima evidenciaram a fragilidade defensiva, que persiste pelos lados da Vila Capanema.

Gaúchos e baianos têm ainda menos explicações para as frustrações que vêm impondo aos seus torcedores, afinal ambas as equipes investiram pesado visando essa disputa. Pelos lados da Fonte Nova (ou seria do Pituaçú?) desembarcaram vários nomes com passagens por grandes clubes do futebol nacional, como o goleiro Marcelo e o lateral Diogo (ambos ex-Corinthians), o zagueiro Nen (que já passou por Palmeiras e Atlético/MG), os rodados Rubens Cardoso (lateral) e Paulo Isidoro (meia), além do atacante Nádson (contratado junto ao arqui-rival Vitória). Mas a má fase do time acabou custando o emprego de treinadores promissores, como Alexandre Gallo e Sérgio Guedes, que não tiveram muita sorte na “Boa Terra”. O torcedor só espera que Paulo Bonamigo dê conta do recado e ao menos livre a equipe do rebaixamento. A mesma expectativa reside em Caxias do Sul, onde Ivo Wortmann (um velho conhecido pelos lados do Alfredo Jaconi) conta com a confiança da diretoria para recolocar o Juventude no caminho das vitórias. Bons nomes (como a linha de frente, composta pela revelação Zezinho e os experientes Mendes e Marcos Denner) não faltam para cumprir essa missão e a contratação de reforços que estavam na 1ª divisão (casos do goleiro Juninho, ex-Atlético/MG ou do defensor Nenê, ex-Coritiba) só deve contribuir nesse sentido. Mas nem por isso a situação do alviverde deixa de ser preocupante...

Complementando as decepções desse campeonato, pode-se destacar a má fase do futebol nordestino na Série B: dos seis representantes na atual edição da 2ª divisão, cinco lutam desesperadamente contra o rebaixamento. São eles ABC, Fortaleza, América/RN e Campinense. Os gigantes potiguares refletem a falta de investimento em equipes que sequer prosperaram na disputa estadual (cujo nível técnico não é lá aquelas coisas). Para piorar ainda mais, o Diabo foi se desfazer de seu principal jogador, o meia Fábio Neves (negociado com o Fluminense). O Rubro-Negro paraibano também vai mal das pernas, ocupando a zona de rebaixamento (de onde dificilmente deverá escapar) desde as primeiras rodadas da competição. Já o Tricolor cearense também vive uma fase complicada, mesmo contando com o apoio de sua fiel torcida e os gols do artilheiro Marcelo Nicácio. Tanto que em visita ao Vaticano, o padre Fernando Chaves Reis presenteou o Papa em pessoa com uma camisa do clube. Resta saber se para uma benção ou uma extremunção...

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Balanço do 1º Turno do Brasileirão (Parte 1):  (Futebol Nacional) escrito em sexta 25 setembro 2009 07:01

A organização do calendário no futebol nacional é tamanha, que a primeira metade do Brasileirão só foi definida em meio ao início do 2º turno, o que consequentemente gerou uma indefinição na tabela, criando muitas expectativas e ilusões na cabeça dos torcedores. Definidos os 190 confrontos iniciais, vamos a uma análise objetiva baseada na realidade do que já aconteceu, além das perspectivas do que ainda pode acontecer nesta edição do Campeonato Brasileiro:

Internacional:

Colocação no 1º Turno: 1º lugar (37pts: 19j - 11v - 4e - 4d - 37gp - 23gc).

Baixas: Nilmar (Villarreal-ESP), Rosinei (América-MEX), Álvaro (Flamengo) e Leandrão (Vitória).

Reforços: Bolaños (Santos), Fabiano Eller (Santos), Edu (Real Bétis-ESP), Bambam (Fortaleza) e Alan Kardec (Vasco).

Perspectiva para o 2º Turno: O título.

Nos últimos anos o Colorado sempre chega ao Brasileirão festejado pela mídia especializada como um dos favoritos e acaba decepcionando. Em 2009, após um bom 1º semestre (quando faturou o estadual com sobras e ainda chegou à final da Copa do Brasil), as perspectivas eram as melhores possíveis, mas depois de alguns tropeços o time passou a oscilar na tabela e sofrer com a desconfiança de seus torcedores. Com Muricy Ramalho desempregado, a pressão sobre Tite beirou o insustentável e o clube parecia definitivamente fora da disputa. Mas aí veio a Copa Suruga (torneio amistoso disputado no Japão) e consequentemente o adiamento de algumas partidas no Nacional... Com a situação indefinida na tabela e sem chamar a atenção dos rivais, o Inter teve forças para superar a crise e se recuperar, mesmo após a saída de seu principal jogador, o atacante Nilmar. O fato de possuir um elenco qualificado contribuiu muito nesse sentido, tanto que o substituto Alecsandro vem correspondendo às expectativas. Nos demais setores, o alvirrubro tem diversas peças para composição do time, tanto que em algumas partidas se deu ao luxo de assistir nomes como D’Alessandro ou Taison esquentarem o banco de reservas. Além disso, revelações como Sandro ou Giuliano tem se firmado cada vez mais, contribuindo para a fartura de opções. A contratação de reforços importantes (como Fabiano Eller, Bolaños ou Edu, que chegam para jogar) também reforça a teoria de que esse ano o Internacional finalmente pode fazer diferente e escapar da rotina de insucessos no Brasileirão! Só não convém criar muitas expectativas...

Palmeiras:

Colocação no 1º Turno: 2º lugar (37pts: 19j - 10v - 7e - 2d - 31gp - 17gc).

Baixas: Keirrison (Barcelona-ESP), Evandro (Atlético-MG), Fabinho Capixaba (Avaí), Jéci (Coritiba), Mozart (Livorno-ITA).

Reforços: Figueroa (Colo Colo-CHI), Obina (Flamengo), Henrique (Ituano), Robert (Monterrey-MEX) e Vágner Love (CSKA Moscou-RUS).

Perspectiva para o 2º Turno: O título.

O início alviverde no Nacional não foi nada animador e após alguns tropeços nas primeiras rodadas, além da iminente saída de Keirrison (que gerou bronca pública de Luxemburgo), a diretoria do clube decidiu antecipar a inevitável saída do treinador. Sob o comando interino de Jorginho, que manteve a mesma base do antecessor, a equipe apresentou uma reação surpreendente, assistindo ao crescimento de produção do elenco (Cleiton Xavier e Diego Souza são os maiores exemplo nesse sentido) e assumindo definitivamente a ponta da tabela. Porém, quando Jorginho parecia definitivamente pronto para deixar de ser um “tampão” e assumir o cargo, eis que Muricy Ramalho (após muitas conversas nos bastidores) foi anunciado pela diretoria. A transição no comando gerou algumas oscilações, mas é fato que a equipe se manteve competitiva, assimilando rapidamente o perfil do novo técnico. Prova disso foi o fortalecimento defensivo, que rendeu ao Verdão a melhor defesa do 1º turno, embora o ataque não tenha correspondido às expectativas (com Muricy a média é de apenas um gol por partida). Aí reside outro ponto importante, que pode ser decisivo na caminhada palmeirense rumo ao título: o esforço da diretoria, que se desdobrou para manter o elenco, além de trazer reforços importantes, entre eles Vágner Love, que chega com a missão de reconduzir a equipe ao topo do futebol nacional. Não fosse a grave contusão de Pierre, um dos pilares no meio, a confiança do torcedor palestrino estaria inabalável...

Goiás:

Colocação no 1º Turno: 3º lugar (35pts: 19j - 10v - 5e - 4d - 37gp - 26gc).

Baixas: Felipe Menezes (Benfica-POR), Eduardo Ramos (São Caetano), Rafinha (Paraná) e Jael (Bahia).

Reforços: Rafael (Fluminense), Fernando (Portuguesa), Léo Lima (Vasco), Fernandão (Al Gharafa-QAT), Robert (Desportivo Aves-POR), Adriano (Oeste) e Bruno Meneghel (Resende).

Perspectiva para o 2º Turno: Vaga na Libertadores.

Superação! Essa tem sido a realidade esmeraldina desde o início da atual temporada, quando mais uma vez apresenta a mesma regularidade característica dos últimos anos, aliada a um grande poder de competitividade, advinda do trabalho sério realizado por Hélio dos Anjos (que só não é muito feliz quando resolve abrir a boca). Foi assim no estadual, quando as atenções estavam voltadas para o Atlético/GO, superado por um Goiás “revoltado” com tamanha “desconsideração”. Uma realidade que ficou evidenciada nas declarações do treinador após o título e também no otimismo exacerbado do presidente Syd de Oliveira Reis, que cansado da figuração no nacional, afirmou acreditar na possibilidade de terminar o ano como campeão brasileiro. Nas primeiras sete rodadas, os goianos estiveram longe dessa perspectiva, acumulando insucessos inclusive no Serra Dourada, onde sempre tiveram um bom aproveitamento. Porém, após a 12ª rodada o clube deu uma guinada, emendando seis vitórias consecutivas graças à combinação de jovens valores (como os defensores Ernando e Rafael Tolói) com atletas experientes (casos de Harlei, Felipe e Iarley), além da velocidade letal pelas alas (com Vitor na direita e Júlio César na esquerda). O poder de contra-ataque inclusive fez do clube o melhor visitante desse 1º turno, com aproveitamento de 63% dos pontos disputados fora de casa. A contratação de reforços como Léo Lima (que se encaixou muito bem na equipe) e o ídolo Fernandão (que retorna às origens) alimentam ainda mais a esperança do torcedor esmeraldino, que sonha com uma inédita conquista no final dessa temporada. Mas de fato, uma vaga na Libertadores já seria motivo de sobra para comemorar!

São Paulo:

Colocação no 1º Turno: 4º lugar (33pts: 19j - 9v - 6e - 4d - 28gp - 21gc)

Baixas: Wágner Diniz (Santos), Eduardo Costa (Monaco), André Lima (Botafogo) e Jean Rolt (Ponte Preta).

Reforços: Marlos (Coritiba), Saavedra (Palestino-CHI) e Adrián González (San Lorenzo-ARG).

Perspectiva para o 2º Turno: O título.

O atual tricampeão nacional iniciou a competição disposto a repetir as últimas temporadas, quando sucumbiu na Libertadores (“menina dos olhos” do Tricolor), mas afogou às magoas em meio ao Brasileirão. Porém, nas rodadas iniciais, o desempenho são-paulino foi sofrível, resultando na saída de Muricy Ramalho após mais de três anos no comando do clube, fato que alguns dirigentes desejavam há algum tempo, mas que para maioria dos torcedores significava definitivamente abrir mão do título. Ainda mais porque seu sucessor, Ricardo Gomes, não tinha um currículo capaz de convencer os críticos. E de fato o São Paulo penou até a 11ª rodada, quando acumulou apenas duas vitórias e sequer conseguiu ficar entre os sete primeiros colocados (situação que só foi contornada na 17ª rodada). Na base de muita conversa, o treinador conseguiu unir um grupo rachado e mudar o estilo de jogo mais do que manjado da equipe. Sem depender tanto das bolas paradas e alçadas na área, o clube do Morumbi ressurgiu das cinzas, recuperando o otimismo e a esperança dos torcedores com uma impressionante sequência de invencibilidade nas últimas oito partidas do 1º turno (onde somou 22 pontos). Se não apresentou o mesmo desempenho dos últimos anos como visitante, o Tricolor ao menos tem feito valer seu mando de campo (onde está invicto desde o ano passado) e apresentado equilíbrio em todos os setores do time. O retorno do capitão Rogério Ceni (recuperado de contusão) e a manutenção do elenco em meio à janela de transferências também são bons motivos para o são-paulino acreditar que definitivamente “o campeão voltou”. Só é preciso saber se em campo vai haver fôlego para repetir a mesma reação dos últimos anos...

Atlético Mineiro:

Colocação no 1º Turno: 5º lugar (32pts: 19j - 9v - 5e - 5d - 32gp – 25gc).

Baixas: Júlio César (sem clube), Kléber (Marítimo-POR), Élder Granja (Sport), Leandro Almeida (Dynamo Kiev), Fabiano (Sport), Édson (sem clube) e Juninho (sem clube).

Reforços: Alessandro (Cruzeiro), Jonílson (Botafogo/SP), Evandro (Palmeiras), Aranha (Ponte Preta), Pedro Oldoni (Valladolid-ESP), Rentería (Braga-POR), Aléx Bruno (Portuguesa), Wellington Saci (Corinthians), Coelho (Bolonha-ITA), Corrêa (Dynamo Kiev-UCR), Jorge Luiz (Suwon Bluewings-CDS), Pedro Benítez (Tigres-MEX), Carini (Murcia-ESP) e Ricardinho (Al Rayyan-QAT).

Perspectiva para o 2º Turno: Vaga na Libertadores.

Após mais um fracasso diante do arqui-rival Cruzeiro na final do estadual e em meio à transição no comando do time (Émerson Leão cedeu seu lugar a Celso Roth), o Atlético Mineiro iniciou a Série A sem muitas perspectivas otimistas, já que nos últimos anos a briga foi na metade de baixo da tabela. Porém, com uma equipe muito aguerrida e uma dupla de ataque azeitada (composta por Éder Luis e o “selecionável” Diego Tardelli), o Galo apresentou um desempenho competitivo durante boa parte do 1º turno, mantendo-se oito rodadas na liderança e quinze no G-4. Empolgada com o momento, a massa atleticana compareceu ao Mineirão para empurrar o clube, firmando-se como campeã de público (média de 42 mil pessoas por jogo). Além disso, o desempenho fora de casa também foi muito positivo, já que o alvinegro obteve o terceiro melhor índice de aproveitamento (51,9%). Mas o fato é que com o desenrolar da competição (especialmente após a 14ª rodada) o Atlético perdeu o embalo, sofrendo com os desfalques e evidenciando a necessidade de peças de reposição à altura dos titulares. Tanto que nos últimos seis jogos os mineiros somaram apenas quatro pontos, terminando o turno de fora até da zona de classificação a Libertadores, o que deu margem aos críticos de Celso Roth. Uma realidade frustrante para quem transformou o pessimismo em ambição, fazendo crer que seria possível lutar por um título que não vem desde 1971. E que também levou o apaixonado presidente Alexandre Kalil a abrir os cofres em busca de reforços que forneçam a consistência que o elenco atleticano necessita. E nesse sentido, a chegada de peças como Rentería, Coelho, Corrêa, Carini e Ricardinho pode ser crucial para quem sonha em alçar vôos mais altos!

Avaí:

Colocação no 1º Turno: 6º lugar (30pts: 19j - 8v - 6e - 5d - 28gp - 22gc).

Baixas: Evando (Ponte Preta), Michel (sem clube), Odair (Bahia), Ricardinho (sem clube) e Lima (Metalist Kharkiv-UCR).

Reforços: Luis Ricardo (Mirassol), Muriqui (Ituano), Fabinho Capixaba (Palmeiras), Xaves (Ituano), Fernando Bob (Fluminense), Augusto (Young Boys-SUI), Roberto (Cabofriense), Leonardo (Paraná), Anderson Luis (Ituano) e Dinélson (Paraná).

Perspectiva para o 2º Turno: Vaga na Sul-Americana.

O começo da temporada foi animador para o Avaí, que recuperou a hegemonia estadual após mais de uma década de jejum, além de retornar a Série A (que não disputava há 30 anos). O técnico Silas manteve a base que reconduziu o Leão a vitrine do futebol nacional e iniciou a disputa contando com o apoio da torcida e o prestígio da diretoria, fundamentais em um clube que declaradamente jogaria para manter-se na 1ª divisão. Porém, as primeiras dez rodadas da competição foram duríssimas para os catarinenses (excetuando o triunfo por 3x2 sobre o Fluminense em sua 7ª partida), que acumularam cinco derrotas e quatro empates, passando metade de seus jogos na zona de rebaixamento (três na lanterna). A situação pelos lados da Ressacada tornava-se cada vez mais insustentável quando a partir da 11ª rodada os triunfos começaram a aparecer. O Leão então aproveitou para tirar a barriga da miséria, emendando uma sequência de invencibilidade que durou nove partidas até o final do turno (no decorrer da competição elas chegariam a onze), terminando na honrosa 6º colocação. E para quem se preocupava mais em não retornar a Série B, postular uma vaga na Copa Sul-Americana pode ser considerado um desempenho extremamente satisfatório! Para o decorrer do Brasileirão, a expectativa é manter-se na briga da metade de cima da tabela e para isso a diretoria manteve as peças que deram liga até aqui, além de realizar contratações precisas, como o lateral Fabinho Capixaba, que chega para preencher uma lacuna na ala direita do time. Só não se sabe se o atleta e sua nova equipe irão conseguir superar a desconfiança em torno de seu futebol...

Grêmio:

Colocação no 1º Turno: 7º lugar (28pts: 19j - 8v - 4e - 7d - 33gp - 22gc).

Baixas: Ruy (Fluminense), Heverton (América/RN), Helder (Bahia), Aléx Mineiro (Atlético Paranaense), Orteman (Peñarol), Isael (Sport) e Bruno Renan (Villarreal-ESP).

Reforços: Lúcio (Hertha Berlin-ALE), Fábio Rochemback (Sporting-POR) e Renato (Al Ittihad-ARA).

Perspectiva para o 2º Turno: Vaga na Libertadores.

Os gremistas até criaram expectativas com a campanha na 1ª fase da Libertadores 2009, quando terminaram com o melhor desempenho entre todos os classificados. Mas em meio à transição no comando técnico (o interino Marcelo Rospide substituiu Celso Roth até a chegada de Paulo Autuori), o Tricolor acabou caindo nas semifinais diante do Cruzeiro. Muitos torcedores creditavam esse revés ao pouco tempo de trabalho que Autuori teve para armar o time, ainda mais com a mudança no esquema, que variou do já assimilado 3-5-2 para o 4-4-2 em que o técnico está habituado a trabalhar. Mas a gangorra em que o Grêmio se meteu nesse 1º turno foi um banho de água fria nos otimistas. A oscilação na tabela foi definida graças à incapacidade de vencer fora de casa (em nove jogos, empatou dois e perdeu sete, um aproveitamento de apenas 7,4%) aliada a um desempenho impecável no Olímpico (em dez jogos foram oito vitórias e dois empates, aproveitamento de 86,7%, o melhor entre todas as equipes). Da 1ª a 9ª rodada, o time transitou entre a 8ª e a 15ª colocação; na sequência, vagou entre a 6ª e a 10ª posição. Essa inconsistência refletiu-se principalmente no futebol de alguns jogadores fundamentais, como Souza e Tcheco, responsáveis direta ou indiretamente por mais de 75% dos gols da equipe, mas que alternaram partidas memoráveis a exibições sonolentas. No ataque, Máxi López e Jonas também revezaram golaços e muitas chances perdidoa. Por isso, a esperança é por mais regularidade nesse 2º turno, principalmente após a chegada de nomes interessantes como Lúcio ou Rochemback (embora a lateral-direita ainda seja um problema para Autuori). Se deixar de ser um visitante tão cordial, o Grêmio tem totais condições de crescer na disputa e lutar por objetivos maiores!

Corinthians:

Colocação no 1º Turno: 8º lugar (28pts: 19j - 8v - 4e - 7d - 23gp - 23gc).

Baixas: Eduardo Ramos (São Caetano), Wellington Saci (Atlético Mineiro), Otacílio Neto (Barueri), André Santos (Fenerbahçe-TUR), Douglas (Al Wasl-EAU), Cristian (Fenerbahçe-TUR), Lulinha (Estoril-POR), Jean (FC Moscou-RUS) e Diogo (Bahia).

Reforços: Henrique (Guarani), Moradei (Bragantino), Jucilei (J. Malucelli), Edu (Valencia-ESP), Marcinho (Noroeste), Bill (Bragantino), Edgar Balbuena (Libertad-PAR), Paulo André (Le Mans-FRA), Marcelo Mattos (Panathinaikos-GRE) e Matías Defederico (Huracán-ARG).

Perspectiva para o 2º Turno: Terminar o torneio no G-4.

Após um início de ano arrasador (quando também faturou o estadual), o Corinthians sabia que não seria fácil controlar a empolgação de seu torcedor durante o Brasileirão. Com a venda de titulares importantes como André Santos, Cristian e Douglas, além da ausência de Ronaldo, essa missão tornou-se ainda mais ingrata e desde sua estréia na competição (derrota em casa para o Internacional), o alvinegro encontrou dificuldades para reeditar o futebol competitivo do início da temporada. De fato, o time passou 12 de seus 19 jogos entre a 5ª e a 8ª colocação (chegando a beliscar uma vaga no G-4 na 13ª rodada), mas pelo potencial demonstrado no início do ano, o Corinthians sabe que teria condições de lutar por uma posição mais honrosa na tabela. Talvez por isso Mano Menezes tenha jogado a toalha antes do encerramento do 1º turno, alegando que sua equipe já não tinha mais condições de brigar pelo título, decisão que gerou muita polêmica entre os adeptos corintianos. Mas é inegável que desde então as perspectivas e cobranças em relação aos resultados diminuíram bastante e mesmo sem muito brilho, o Timão vem somando pontos importantes para se levantar na tabela. Além disso, a chegada de reforços como Marcelo Mattos, Edu e Defederico devolve a Mano a possibilidade de armar o time no eficiente 4-3-2-1 que tanto deu resultado no começo de 2009. Todos sabem que a obsessão da Fiel está na Libertadores de 2010, quando o clube também comemora seu centenário. Mas ignorar as possibilidades desse conjunto e encarar o restante dessa Serie A apenas como treinamento é um luxo que pode acabar custando caro demais ao Corinthians no ano que vem!

Barueri:

Colocação no 1º Turno: 9º lugar (28pts: 19j - 7v - 7e - 5d - 38gp - 28gc).

Baixas: Pedrão (Al Shabab-EAU), Leanderson (Juventude), Camilo (Santo André) e Xuxa (São Caetano).

Reforços: Octacílio Neto (Corinthians), João Vitor (Marília) e Vinícius (Angers-FRA).

Perspectiva para o 2º Turno: Vaga na Sul-Americana.

Caçula entre os participantes da elite nacional, o Grêmio Barueri ingressou no primeiro Brasileirão de sua história como um dos maiores favoritos... Ao rebaixamento! O rompimento dos dirigentes com a prefeitura da cidade também parecia um duro golpe nas pretensões do Abelhão, já que o apoio do poder público ajudou (e muito!) o clube a conseguir sete acessos consecutivos em oito anos de futebol profissional. As primeiras cinco rodadas, quando o time acumulou quatro empates e uma derrota, além da negociação do ídolo Pedrão, pareciam um forte indício das dificuldades que estavam por vir. Mas o fato é que a estrutura alicerçada antes dessas dificuldades acabou sendo um fator decisivo para o Barueri, que teve forças para se renovar e somar pontos importantes na briga pela permanência na 1ª divisão. O esquema armado por Estevam Soares caracterizou-se pela eficiência nos contra-ataques e, além disso, o treinador também teve méritos por descobrir Val Baiano, o substituto ideal de Pedrão, no próprio elenco. Os tentos anotados por essa dupla, somados as excelentes atuações de Fernandinho (umas das grandes revelações desse 1º turno), contribuíram para uma alta média de gols, que fizeram do Abelhão o ataque mais positivo desse 1º turno. Esse desempenho influiu diretamente para que Barueri se mantivesse entre os dez primeiros colocados na tabela durante 12 das primeiras 19 rodadas. Mas a sequência do torneio promete ser desafiadora, já que a equipe precisará continuar se reinventando para manter o nível apresentado até aqui. Ainda mais após a saída de Estevam Soares, que se deixou seduzir por uma proposta do Botafogo e foi substituído por Diego Cerri, outra “solução caseira”. A expectativa do Abelhão é manter-se na elite, mas beliscar uma vaguinha na Sul-Americana em plena estréia nacional seria doce como mel!

Flamengo:

Colocação no 1º Turno: 10º lugar (27pts: 19j - 7v - 6e - 6d - 28gp - 31gc).

Baixas: Josiel (sem clube), Ibson (Spartak-RUS), Alex Cruz (sem clube), Obina (Flamengo), Marlon (sem clube) e Emerson (Al Ain-EAU).

Reforços: Fabrício (Hoffenheim-ALE), Bruno Mezenga (Orduspor-TUR), Rômulo (Figueirense), Petkovic (sem clube), Denis Marques (Omiya Ardija-JAP), David (Panathinaikos-GRE), Álvaro (Internacional) e Maldonado (Fenerbahçe-TUR).

Perspectiva para o 2º Turno: Vaga na Sul-Americana.

O Flamengo começou o Brasileirão crente de que a contratação bombástica de Adriano somada a um elenco tricampeão estadual seria o suficiente para retornar ao topo do futebol nacional. Ledo engano. E o torcedor mais do que ninguém deveria saber, afinal o campeonato carioca há muito tempo não serve de parâmetro para definir as possibilidades de suas equipes no Campeonato Brasileiro. O início oscilante, quando sofreu derrotas vexatórias (como o 4x2 para o Sport e o 5x0 para o Coritiba), influiu diretamente na saída do técnico Cuca, constantemente vaiado pela massa rubro-negra. Assim como a má fase de jogadores fundamentais, casos do goleiro Bruno e dos laterais Leo Moura e Juan (este, sofrendo com as contusões), além da inadiável saída de Ibson (que se prorrogava há um bom tempo). Como de costume, Andrade acabou assumindo a responsabilidade, mas desta vez em um momento favorável, já que os interinos nunca estiveram tão em alta como na atual temporada. Até ser efetivado, as exibições foram convincentes, com jogadores mais jovens tendo oportunidades (casos de Éverton Silva, Jorbison, Lenon e Camacho) e alguns veteranos correspondendo as expectativas (Petkovic surpreendeu muita gente nesse sentido). Mas na sequência do trabalho, o ex-volante não conseguiu fugir da realidade contraditória de um clube que tem aproveitamento de 63,3% no Maracanã e apenas 29,6% nas partidas como visitante. A chegada de reforços importantes (principalmente para o setor defensivo) será importante para o decorrer da competição, ainda mais após a saída de Émerson (que será substituído por Denis Marques). Se adquirir a consistência necessária, a equipe pode até engrenar no 2º turno, mas repetir uma reação como aquela de 2007 será bem difícil...

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Balanço do 1º Turno do Brasileirão (Parte 2):  (Futebol Nacional) escrito em sexta 25 setembro 2009 05:08

A organização do calendário no futebol nacional é tamanha, que a primeira metade do Brasileirão só foi definida em meio ao início do 2º turno, o que consequentemente gerou uma indefinição na tabela, criando muitas expectativas e ilusões na cabeça dos torcedores. Definidos os 190 confrontos iniciais, vamos a uma análise objetiva baseada na realidade do que já aconteceu, além das perspectivas do que ainda pode acontecer nesta edição do Campeonato Brasileiro:

Santos:

Colocação no 1º Turno: 11º lugar (26pts: 19j - 6v - 8e - 5d - 34gp - 34gc).

Baixas: Bolaños (Internacional), Lúcio Flávio (Botafogo), Tiago Luis (União Leria-POR), Molina (Seongnam Ilhwa-CDS), Roni (Fluminense) e Fabiano Eller (Internacional).

Reforços: Wágner Diniz (São Paulo), Eli Sábia (Paulista), Emerson (Milan), Rodrigo Mancha (Coritiba), Alan (Vitória), George Lucas (Celta-ESP), Jean (Al-Sharjah-EAU), Sérgio (sem clube) e Edu Dracena (Fenerbahçe).

Perspectiva para o 2º Turno: Vaga na Libertadores.

Após salvar o Peixe do sufoco no Brasileirão do ano passado, o interino Márcio Fernandes ganhou uma chance da diretoria no início da atual temporada (além de alguns reforços), mesmo não contando com a confiança dos adeptos santistas. Os resultados ruins confirmaram o pessimismo da torcida e o jeito foi apostar em um nome mais qualificado. A bola da vez foi Vágner Mancini, credenciado pelo trabalho no Vitória, que chegou “gelando” jogadores renomados que não vinham correspondendo às expectativas (casos de Bolaños e Lúcio Flavio), além de oferecer oportunidade aos garotos da base (como Paulo Henrique e Neymar). A reação que culminou com a segunda colocação no estadual levava a crer que o Santos estava no caminho certo para o Brasileirão, mas após as primeiras cinco rodadas da competição, o alvinegro empacou na zona intermediária da tabela (oscilando entre a 9ª e a 13ª colocação) e sofrendo com desfalques importantes (como Fábio Costa e Kleber Pereira, ambos prejudicados pelas contusões). A gota d’água foi a vexatória derrota para o Vitória por 6x2, que abriu as portas para o recém-desempregado Vanderlei Luxemburgo retornar a Vila Belmiro. Acontece que o ex-comandante do Palmeiras, que chegou falando em conquistar uma vaga para Libertadores, também causou impacto ao assumir o clube dispensando os serviços de jogadores até então titulares (como Roberto Brum) e trazendo nomes de sua confiança (casos de George Lucas, Jean e Emerson). Sob as rédeas do novo treinador, as exibições tornaram-se mais regulares, mas o Santos ainda não mostrou futebol suficiente para cumprir suas metas. O 2º turno será a prova cabal para o Peixe realmente provar se tem condições de chegar a Libertadores do ano que vem. E se desta vez a diretoria acertou na escolha do novo treinador.

Vitória:

Colocação no 1º Turno: 12º lugar (25pts: 19j - 7v - 4e - 8d - 27gp - 29gc).

Baixas: Bosco (Santos), Neto Baiano (JEF Chiba) e Victor Ramos (Standard Liége-BEL).

Reforços: Leandro Domingues (Fluminense), Neto Berola (Itabuna), Fábio Ferreira (Grêmio), Leandro (Fluminense), Nino (Campinense), Gil (Guaratinguetá), Ernandes (Ferroviário), Robert (Atlético-BA), Leandrão (Internacional) e Derlei (Sporting-POR).

Perspectiva para o 2º Turno: Vaga na Sul-Americana.

Campeão estadual, o Vitória iniciou o Brasileirão demonstrando grande poder de fogo, a exemplo do que já havia ocorrido no ano passado. As críticas em relação ao trabalho de Paulo César Carpegiani, muito contestado até então, enfim tiveram uma trégua e o Rubro-Negro mostrou em campo o futebol que estava devendo. O triunfo na estréia, diante do Atlético/PR em plena Arena da Baixada, valeu a liderança da competição e na sequência, o clube se manteve no G-4 em 11 das 12 rodadas seguintes. Jogadores que não prosperaram em outros clubes (como Leandro, Apodi, e Leandro Domingues) acertaram o pé no Barradão, somando ainda mais qualidade a um grupo que continua mesclando a experiência de alguns veteranos à velha tradição de investir na prata-da-casa. O inchaço no elenco ainda fez com que a diretoria liberasse nomes que não vinham correspondendo às expectativas (como Thiago Gomes, Luciano Almeida, Reina, Washington e Nádson). Outra baixa foi o atacante Neto Baiano, negociado com o futebol japonês e substituído por Roger, que atualmente briga pela artilharia do nacional. Em casa, o time até ia bem (obteve um aproveitamento de 74,1%), mas acontece que na reta final do 1º turno voltou a oscilar (em suas últimas cinco partidas, somou apenas um ponto). Essa queda de rendimento não fez apenas o Vitória despencar na tabela (terminou o turno em 11º), como também custou o cargo de Carpegiani. Para o lugar dele, a diretoria trouxe de volta Vágner Mancini (que no ano passado fez um excelente 1º turno, mas terminou o nacional na 10ª colocação), além de reforços interessantes (como os atacantes Leandrão e Derlei). O torcedor rubro-negro só espera que o filme dessa temporada tenha um desfecho diferente... Um final feliz e não uma reprise!

 

Atlético Paranaense:

Colocação no 1º Turno: 13º lugar (24pts: 19j - 7v - 3e - 9d - 21gp - 29gc).

Baixas: Júlio César (Atlético-MG), Antonio Carlos (Atlético-GO), Zé Antônio (Sport), Gustavo (Vitória de Guimarães-POR), Jairo (São Caetano), Eduardo (Sport), Jorge Preá (Bragantino), Júlio dos Santos (Cerro Porteño-PAR) e Rafael Santos (Bologna-ITA).

Reforços: Wesley (Santos), Rafael Miranda (Atlético-MG), Ticão (Ituano), Paulo Baier (Sport), Alex Mineiro (Grêmio), Rodrigo Díaz (Argentinos Juniors-ARG), Zulu (Criciúma), Claiton (Consadole Sapporo-JAP) e Rodrigo Tiuí (Sporting-POR).

Perspectiva para o 2º Turno: Manter-se na 1ª Divisão.

Após faturar o título estadual com relativa dificuldade (ainda mais para um clube que foi favorecido por um regulamento estapafúrdio), os torcedores atleticanos sabiam que o Brasileirão não seria dos mais fáceis, ainda mais com a diretoria concentrando suas atenções (e investimentos) nas reformas da Arena da Baixada. Mas o início do nacional não podia ter sido pior para o Furacão, que acumulou cinco derrotas e dois empates nas primeiras nove rodadas, quando permaneceu na zona de rebaixamento. Resultados que acabaram custando o emprego de Geninho, substituído por Waldemar Lemos, que por sua vez deixou o Náutico. Além do novo treinador, a diretoria percebeu que era necessário reforçar o grupo, contratando nomes como Paulo Baier e Aléx Mineiro em meio à competição. Sob novo comando, o Atlético até esboçou uma reação, mas após poucas rodadas, voltou a conviver com o medo da queda. Contribuiu para essa realidade o fato do time não conseguir reeditar as grandes atuações em seu estádio, onde sempre obteve excelente aproveitamento. Em 2009, até o fechamento do 1º turno, o clube havia somado apenas 46,7%. Além disso, titulares importantes no começo do semestre, como Antonio Carlos e Rafael Moura, acabaram afastados pela diretoria. O Rubro-Negro só foi reagir de verdade com a chegada de outro técnico, Antônio Lopes, que chega para comandar a equipe pela quarta vez (as outras foram em 2000, 2005 e 2007). Apostando basicamente no mesmo grupo, o “delegado” arrumou a cozinha e conseguiu extrair algo mais dos jogadores nas últimas partidas, colocando o ataque (o 2º pior do 1º turno) para funcionar e elevando o clube até a 13ª colocação com seguidas vitórias. Algo muito positivo para quem passou 13 das 19 rodadas iniciais com a corda no pescoço. E que será fundamental nesse 2º turno se o Atlético quiser firmar- se na tabela.

Cruzeiro:

Colocação no 1º Turno: 14º lugar (22pts: 19j - 6v - 4e - 9d - 19gp - 28gc).

Baixas: Ramires (Benfica-POR), Sorín (aposentado), Gérson Magrão (Dynamo Kiev-UCR), Wágner (Lokomotiv-RUS), Zé Carlos (Portuguesa), Wanderley (Marítimo) e Anderson (Lyon-FRA).

Reforços: Athirson (Portuguesa), Fabinho (Corinthians), Gil (Atlético-GO), Guerrón (Getafe-ESP), Gilberto (Tottenham-ING), Rômulo (Strasbourg), Leandro Lima (Porto-POR), Claudio Caçapa (Newcastlle-ING), Luizão (Bunyodkor-UZB) e Patric (Benfica-POR).

Perspectiva para o 2º Turno: Vaga na Sul-Americana.

Apontado como uma das maiores forças do futebol nacional, o Cruzeiro iniciou a temporada comprovando em campo as vantagens da estabilidade no comando técnico somada a diversidade de opções no elenco. Prova disso foram os resultados positivos obtidos na Libertadores, onde a Raposa eliminou rivais caseiros, como São Paulo e Grêmio, até chegar à decisão contra o Estudiantes (isso para não falar do estadual, conquistado de lambuja!). Por tudo isso, o início do Brasileirão foi encarado com relativo desdém e a torcida celeste teve de conviver com um time misto, que nas primeiras rodadas até conseguiu equilibrar-se em posições intermediárias, mas logo depois ruiu na tabela. Só que a derrota para os argentinos na decisão do torneio continental resultou em um período de instabilidade na equipe, que além de não engrenar no nacional, passou a conviver com o fantasma do rebaixamento. A fase ruim confirmou-se com o desfalque de diversos atletas contundidos e também suspensos, já que o clube foi o recordista de cartões vermelhos ao longo do 1º turno, somando 11 no total. O desempenho do ataque (19 gols em 19 jogos) também foi pífio, o pior dessa metade inicial do torneio. Isso para não falar da saída de Ramires, Wágner e Gérson Magrão, titulares importantes que foram negociados em meio à disputa, uma prática comum promovida pela família Perrella há muitos anos no clube. De fato, chegaram reforços para contrabalancear essa situação (como Caçapa, Gilberto, Leandro Lima e Guerrón), mas até que alguns deles tivessem tempo hábil para se entrosar com o elenco, a Raposa continuou pagando o pato. Para a sequência da competição, fica a expectativa de que o clube possa reeditar suas melhores exibições, para ao menos sair da incomoda posição em que terminou após as 19 rodadas iniciais. Mas será inevitável a sensação de estar correndo atrás de tempo perdido...

Botafogo:

Colocação no 1º Turno: 15º lugar (21pts: 19j - 4v - 9e - 6d - 26gp - 31gc).

Baixas: Tony (Duque de Caxias), Lucas Silva (sem clube), Jean Coral (Figueirense) e Diego (sem clube).

Reforços: Michael (Dynamo Kiev-UCR), Jônatas (Flamengo), André Lima (São Paulo), Ricardinho (Figueirense), Jefferson (Kunyaspor-TUR), Diego (Barueri), Vítor (Marcílio Dias) e Rodrigo Fuska (Barueri).

Perspectiva para o 2º Turno: Manter-se na 1ª divisão.

No ano passado, Ney Franco assumiu o Fogão em meio a um momento complicado no nacional, mas conseguiu terminar em um honroso 7º lugar, a melhor colocação do alvinegro desde a adoção do sistema de pontos corridos. A expectativa para esta temporada era que os resultados fossem ainda melhores, já que mesmo precisando adequar o elenco a realidade financeira do clube, Ney teria condições de realizar o planejamento desde o começo do ano. No estadual, o treinador conseguiu manter a média dos últimos anos, quando o Botafogo tem insistido no 2º lugar, mas ao menos parecia ter dado liga na base que disputaria o Campeonato Brasileiro. Porém, o que se viu em capo foi um time contraditório, oscilando entre exibições convincentes (como as vitórias sobre Santos e Inter) e atuações medíocres (vide a goleada de 4x1 sofrida diante do Goiás), que desde a 2ª rodada passou a conviver com o fantasma do rebaixamento. Os diversos empates somados pelo Botafogo (foram nove ao todo) durante o 1º turno também pesaram muito nesse sentido. Nem a chegada de reforços (como os repatriados Lúcio Flávio e André Lima) mudou essa perspectiva, motivos que fizeram a diretoria desistir de Ney Franco para apostar em Estevam Soares (que fazia boa campanha com o Grêmio Barueri). Fica clara a expectativa por um “upgrade” no desempenho do clube durante o returno, exatamente como aconteceu no ano passado. Mas para isso será preciso melhorar o desempenho em casa, já que anda complicado para o Fogão se impor no Engenhão. Outros contratados (como Jefferson, Jonatas e Ricardinho) também precisarão mostrar serviço, até porque Michael já se desentendeu com o novo técnico e está de saída, enquanto outros reforços indicados por Estevam (como Diego e Rodrigo Fuska, que estavam na reserva do Barueri), não chegam a empolgar o torcedor.

Coritiba:

Colocação no 1º Turno: 16º lugar (19pts: 19j - 5v - 4e - 10d - 26gp - 32gc).

Baixas: Marlos (São Paulo), Thiago Silvy (América-RN), Vicente (sem clube), Rodrigo Mancha (Santos), Douglas Silva (sem clube), Ramon (South China-CHN), Nenê (Juventude) e Felipe (Standard Liège-BEL).

Reforços: Bruno Batata (J. Malucelli), Leozinho (Icasa), Demerson (Cabofriense) Rodrigo Crasso (J. Malucelli), Germán Sagovia (Olímpia-PAR), Ângelo (Náutico), Jéci (Palmeiras) e Thiago Gentil (Aris-GRE).

Perspectiva para o 2º Turno: Manter-se na 1ª divisão.

O Coritiba demorou a engrenar no Brasileirão por priorizar a Copa do Brasil, onde só foi cair nas semifinais diante do Inter. Foram quatro derrotas e um empate nas cinco primeiras rodadas do nacional, resultados que acabaram relegando o time a luta contra o rebaixamento. Com as atenções centradas exclusivamente no Brasileirão, o Coxa até esboçou uma reação, dando uma demonstração de sua força com a goleada de 5x0 diante do Flamengo (a maior do campeonato) e as vitória sobre São Paulo (2x0) e Grêmio (2x1), ambas jogando no Couto Pereira. Apoiado em um esquema versátil, que transitava facilmente do 3-5-2 para o 3-4-3, a equipe comandada por Renê Simões destacava-se pela qualidade ofensiva, onde brilham nomes como Carlinhos Paraíba, Marcos Aurélio, Pedro Ken e Ariel, além de um inspirado e decisivo Marcelinho Paraíba, que sem dúvida alguma esteve entre os maiores destaques da metade inicial da competição. O problema é que o time também oscilou bastante e não conseguiu manter por mais de duas partidas uma sequência de invencibilidade. A saída de nomes importantes (como Marlos, Rodrigo Mancha e Felipe) aliada à fragilidade defensiva e o excesso de cartões (a média de 3,63 cartões amarelos por partida foi a maior entre todos concorrentes e contribuiu para diversas suspensões) acabaram influindo em uma queda vertiginosa à partir da 13ª partida, quando o Coxa sofreu um declínio que o levou a 18º posição e culminou com 10 derrotas ao longo do 1º turno. Resultados que acabaram custando o emprego de Renê Simões, substituído por Ney Franco, até então no Botafogo. Outra chegada foi a do defensor Jéci, que conhece bem os caminhos do Couto Pereira. Renovado o espírito, o time até voltou a jogar bem, mas ainda não convenceu seu torcedor, que esperava comemorar algum título no ano do centenário e agora precisa se contentar em não ser rebaixado!

Santo André:

Colocação no 1º Turno: 17º lugar (18pts: 19j - 4v - 6e - 9d - 21gp - 29gc).

Baixas: Dirceu (São Bernardo), Junior Caiçara (sem clube) e Antônio Flavio (AIK-SUE).

Reforços: Basílio (Criciúma), Nunes (Bragantino), Sidney (Trofense-POR), Dionísio (Oeste), Ávine (Bahia), Eduardo Ratinho (Fluminense), Rogério (Bahia), Fábio Júnior (Brasiliense), Malaquias (Paraná) e Camilo (Marítimo-POR).

Perspectiva para o 2º Turno: Manter-se na 1ª divisão.

Para quem era apontado como um dos maiores candidatos ao rebaixamento, o Ramalhão até que começou o Brasileirão de forma convincente. Basta ressaltar que durante quase todo tempo, a equipe conseguiu manter-se afastada das quatro últimas posições. Mas uma derrota em casa para o Inter, na última rodada do 1º turno, acabou resultando na 17ª colocação. A situação evidenciou que o returno pode ser ainda mais complicado para o time do ABC, que deveria aprender com os erros cometidos até aqui. Começando pelo planejamento, que foi simplesmente deixado de lado com a saída do promissor Sérgio Guedes, demitido após três derrotas consecutivas entre a 12ª e a 14ª rodada. Na sequência, Alexandre Gallo assumiu o comando faltando quatro partidas para o desfecho do turno, colecionando derrotas em todos esses jogos. Não por acaso, também sucumbiu durante o começo do 2º turno, cedendo lugar a Sérgio Soares, outro velho conhecido pelos lados do ABC. O péssimo desempenho como mandante (o pior entre todos participantes com 33,3% de aproveitamento) também prejudicou a situação do Ramalhão na tabela, ainda mais porque a equipe transferiu partidas importantes (como os jogos contra os grandes paulistas) para longe de seus domínios, priorizando nesse sentido a questão financeira. A aposta em medalhões (entre eles Marcelinho Carioca e Gustavo Nery) também teve consequências, mostrando que em alguns momentos faltou fôlego ao elenco. E mesmo assim, veteranos como Sidney e Fábio Júnior figuram entre os reforços contratados para a reta final da competição. Resta saber se no atual momento em que se encontra, o Santo André precisará de experiência ou de “pernas” para correr atrás do prejuízo...

Náutico:

Colocação no 1º Turno: 18º lugar (18pts: 19j - 4v - 6e - 9d - 22gp - 37gc).

Baixas: Gladstone (sem clube), Wellington (Figueirense), Júnior Carioca (sem clube), Sidny (Bahia), Édson Miolo (sem clube) e Gilmar (Guingamp-FRA).

Reforços: Ailton (Central), Acosta (Corinthians), Patrick (Brasiliense), Márcio Barros (Santa Cruz), Douglas Maia (Atlético/PR), Dudu Araxá (Rio Branco-MG), Cláudio Luis (Brasiliense), Michel (Atlético-PR), Rudnei (Botafogo/SP), Ferreira (Ipatinga), Tuta (São Caetano), Irênio (América/MG), Mariano Torres (Corinthians) e Bruno Mineiro (América/MG).

Perspectiva para o 2º Turno: Manter-se na 1ª divisão.

O início do Brasileirão foi até animador para o alvirrubro, que se manteve invicto nas quatro primeiras rodadas, chegando inclusive a frequentar o G-4. Porém, após a saída de Waldemar Lemos a equipe acusou o golpe, tendo uma queda vertiginosa na tabela, tanto que após a 9º rodada não conseguiu mais sair da zona de rebaixamento, chegando a acumular 13 derrotas consecutivas. A demora em se acertar após a saída de Waldemar foi agravada ainda mais porque a diretoria apostou em Marcio Bittencourt para despedi-lo 33 dias (e cinco derrotas) depois, nomeando Geninho como novo comandante. E nesse meio tempo, quem mais sofreu foi o torcedor, que assistiu uma equipe totalmente descaracterizada dentro de campo. Basta ressaltar que durante todo 1º turno, o Timbu utilizou 35 jogadores, ficando atrás apenas do Corinthians (que usou 39 atletas) nesse quesito. A falta de ritmo refletiu-se nitidamente no sistema defensivo, que revezou 25 jogadores e colecionou 37 gols, a pior defesa do torneio ao lado do conterrâneo Sport. Nesse sentido, a saída do zagueiro Gladstone (que chegou a ser convocado para seleção no começo da “Era Dunga”) pouco ajuda. Mas nada que se compare a perca do artilheiro Gilmar, negociado com o futebol francês e que formava a dupla de ataque ao lado de Carlinhos Bala. Juntos, ambos foram responsáveis 15 dos 22 tentos alvirrubros na metade inicial do Brasileirão (ou seja, 68% dos gols). Sem um reserva gabaritado para suprir essa ausência, a diretoria (que dispensou Somália e Adriano Magrão no início da temporada) foi buscar o veterano Tuta. Acostumado a se salvar na reta final do Brasileirão desde que retornou a Série A, o Timbu precisará ir além da reação esboçada nessa reta final de 1º turno para permanecer na elite nacional. A expectativa dos torcedores é que ainda haja tempo para Geninho repetir as últimas façanhas de Roberto Fernandes!

Fluminense:

Colocação no 1º Turno: 19º lugar (15pts: 19j - 3v - 6e - 10d - 21gp - 32gc).

Baixas: Eduardo Ratinho (Santo André), Everton Santos (Albirex Niigata-JAP), Thiago Neves (Al Hilal-ARA), Romeu (Larissa-GRE) e Fábio Santos (sem clube).

Reforços: Adeilson (Nice-FRA), Ruy (Grêmio), Roni (Santos), Augusto (ASA), Gum (Ponte Preta), Ezequiel González (Rosário Central-ARG), Kieza (Americano) Paulo César (Tolouse-FRA), Urrutia (LDU-EQU) e Fábio Neves (América-RN).

Perspectiva para o 2º Turno: Manter-se na 1ª divisão.

Ao analisar a atual situação do Fluminense no Campeonato Brasileiro, é impossível evitar o clichê e não se lembrar das temporadas de 98 e 99, quando o Tricolor conseguiu a proeza de ficar dois anos consecutivos na zona de rebaixamento. E se os fantasmas do passado voltam a rondar as Laranjeiras, é sinal de que muita coisa precisa ser repensada no clube, que no ano passado foi do céu ao inferno após o vice-campeonato da Libertadores e a constante luta contra o rebaixamento no Brasileirão. Renê Simões, herói naquela ocasião, acabou sendo demitido logo no começo de 2009, vitimado por um planejamento que priorizou a aquisição de atletas dos rivais locais (Rafael, Diguinho e Jailton são alguns dos exemplos), ignorando as verdadeiras carências do elenco. A chegada de Fred (que passou grande parte da temporada no estaleiro) também ofuscou as atenções, embora evidenciasse ainda mais a divisão existente entre os atletas do clube e os contratados pelo patrocinador, responsáveis por um racha no grupo. Para tentar amenizar essa situação, a aposta foi no tarimbado Carlos Alberto Parreira, que naufragou no estadual e foi eliminado nas quartas-de-final da Copa do Brasil. Os resultados negativos acabaram gerando a saída de alguns nomes e a chegada de tantos outros, mas o desempenho em campo pouco mudou. Após um início oscilante, quando transitou entre a 4ª e a 12ª colocação nas seis primeiras rodadas, o Flu emendou uma sequência de 10 partidas sem vencer, chegando definitivamente ao fundo do poço. Mas ainda tinha mais... Muito mais! Primeiro foi a invasão dos torcedores a um treinamento da equipe, que resultou em agressões (verbais e físicas) aos jogadores. Na sequência, Parreira não resistiu a pressão e acabou sendo trocado por Renato Gaúcho, que parece não ter aprendido com os erros do passado, centrando seu trabalho em declarações polêmicas no momento em que o Tricolor precisava mostrar serviço dentro de campo. Ainda mais quando o saldo final do 1º turno foram apenas três vitórias e 15 pontos em 19 jogos (10 deles na zona de descenso). Para o 2º turno, a aposta será em Cuca, que pelos últimos trabalhos realizados (inclusive o do ano passado nas Laranjeiras) não parece ser a escolha mais indicada para ajudar o Fluminense a deslanchar na tabela. Para a galera pó-de-arroz, pior do que o rebaixamento eminente, só a certeza de que dessa vez não haverá “tapetão” para ajudar o Tricolor...

Sport:

Colocação no 1º Turno: 20º lugar (13pts: 19j - 3v - 4e - 12d - 24gp - 37gc).

Baixas: Paulo Baier (Atlético-PR), Weldon (Benfica-POR) e Bruno Teles (Juventude).

Reforços: Fabiano (Atlético-MG), Paulinho (Kyoto Purple Sanga-JAP), Adriano (Blooming-BOL), Zé Antônio (Atlético-PR), Élder Granja (Atlético-MG), Eduardo (Atlético-PR), Juliano (São Luiz), Hugo (Atlético-MG), Juan Arce (Oriente Petrolero-BOL), Lincom (Rio Branco-SP), Isael (M, Grêmio), Fininho (Lokomotiv-RUS) e Freire (Paraná).

Perspectiva para o 2º Turno: Manter-se na 1ª divisão.

Os torcedores rubro-negros se perguntam como uma temporada promissora pode ter se transformado nesse verdadeiro desastre que tem sido a campanha do Sport no Brasileirão. Após o título estadual e uma campanha honrosa na Libertadores, a base pernambucana sofreu modificações drásticas no início do nacional, perdendo o comandante Nelsinho Baptista (que saiu de forma conturbada) e o meia Palo Baier (um de seus principais reforços, mas que ainda não tinha empolgado pelos lados da Ilha do Retiro). Sem engrenar na tabela, a  expectativa com a chegada de Emerson Leão era de uma arrancada na competição. O novo treinador modificou o esquema do time e trouxe alguns homens de confiança, como Elder Granja e Fabiano. No começo, essa renovação pareceu surtir efeito, com o Sport acumulando vitórias contra Flamengo, Grêmio e Goiás (seus únicos triunfos ao longo de todo 1º turno, diga-se de passagem), chegando a 10ª rodada na 12ª colocação. Acontece que os pernambucanos pararam por aí e na sequência apenas declinaram, perdendo posições e sofrendo com a fragilidade defensiva (responsável por 37 gols sofridos), além do péssimo aproveitamento em campo (com 12 derrotas, o rubro-negro foi o time que mais perdeu nas 19 partidas iniciais). Isso porque o goleiro Magrão tem sido um dos poucos destaques da equipe... O estopim da crise foi a derrota de 5x1 para o Fluminense, que relegou o clube a lanterna do nacional e culminou com a demissão de Emerson Leão. Para seu lugar foi contratado Pericles Chamusca (que andava pelo futebol japonês), além de reforços providenciais para um grupo que sofreu algumas baixas consideráveis (como Weldon e Fumagalli). Para escapar da situação em que se meteu nesse 1º turno, só mesmo com o Sport repetindo as atuações do 1º semestre!

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