Pessoal... É com grande orgulho que divido com vocês esse texto, publicado na última quinta-feira (02/04) na seção “Conheça o Clube” da Revista Trivela, principal referência sobre futebol internacional no Brasil e um dos veículos mais respeitados do país quando se trata de jornalismo esportivo!!!
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Juan Aurich: surpresa que vem de Chiclayo
Entre
as equipes que têm chamando a atenção na atual temporada do futebol
sul-americano, destaca-se El Ciclón del Norte, modesta agremiação
da cidade de Chiclayo (Departamento de Lambayeque), que vêm
desbancando os favoritos na liderança do Campeonato Peruano. O
sucesso repentino desse alvirrubro de 86 anos é o maior incentivo
para a indagação: Afinal, quem seria esse tal de Juan
Aurich?
Um dos fazendeiros mais famosos do país, Juan Aurich Pastor sempre foi considerado um visionário por seu respeito à natureza e o cultivo de florestas em suas terras. Empresário e político de família tradicional, foi descrito pelo etnólogo Enrique Brüning como um “fino senhor”, além de ser fonte de inspiração para romance de Carlos Camino Calderón na obra “El Daño” (de 1973). Não por acaso, quando um grupo de trabalhadores da Fazenda Batangrande (de sua propriedade) resolveu fundar um clube que os representasse, o nome escolhido foi o do “patrão”. Tinha início em 3 setembro de 1922 a trajetória do Club Juan Aurich.
O ingresso no futebol profissional e a estréia em Libertadores
Onze anos após sua fundação (em 1933), o time conseguiu sagrar-se Campeão de Chiclayo pela primeira vez, sob a batuta do treinador uruguaio Jorge Domenech. Em 1945, após um período de vacas magras, a equipe retirou-se da liga local retornando apenas em 1952 sob a presidência de Don Guillermo Aurich Bonilla, que procurou montar um time forte na expectativa de disputar os torneios de elite realizados naquela época. No ano seguinte o time protagonizou uma grande tragédia que marcaria o futebol peruano para sempre. Em 5 julho de 1953, na volta de um amistoso disputado em Trujillo, o ônibus que transportava a delegação do Juan Aurich invadiu uma linha férrea e foi atingido por um trem, causando um grave acidente que vitimou 22 pessoas, entre jogadores, familiares e torcedores.
Com o terceiro lugar na Copa Peru (divisão
de acesso do país) de 1967, quando o grande destaque foi o atacante
Daniel "El Chino" Ruiz (artilheiro dos nacionais de 56, 57 e 59), o
time foi convidado a participar da elite
peruana e já no ano seguinte
conquistou uma surpreendente vice-colocação, quando terminou
empatado em número de pontos com o Sporting Cristal, mas acabou
derrotado no playoff decisivo por 2x1. Mesmo assim garantiu a
classificação para a Libertadores da América de 1969, fato até
então inédito para uma equipe de fora da capital. Em sua estréia em
competições internacionais, o Juan Aurich acabou terminando na
modesta 12ª colocação, mas deu trabalho aos rivais (Sporting
Cristal, além dos chilenos Santiago Wanderers e Universidad
Católica) na fase de grupos, quando terminou empatado com os demais
adversários em número de pontos, fracassando posteriormente na
disputa do playoff desempate (que na época era previsto pelo
regulamento).
O clube ainda conseguiria manter-se na elite peruana durante toda década 70, quando foi inaugurado o estádio Elías Aguirre, porém com campanhas oscilantes nunca mais repetiu o mesmo sucesso. Durante esse período, diversos ídolos do futebol peruano em final de carreira vestiram a camisa vermelha, entre eles Víctor Calatayud (que disputou a Copa de 66); Pedro León e Orlando de La Torre (que estiveram no mundial de 70); Juan Joya (bicampeão mundial com o Peñarol em 61 e 66) e Julio Meléndez Calderon (ídolo do Boca Juniors e campeão da Copa América de 1975 com a seleção peruana).
Em 1980, o atacante Pedro Aicart retornou do futebol espanhol (onde se sagrou campeão nacional com o Barcelona, além de passar por Hércules e Málaga) para comandar uma impressionante reação da equipe no Campeonato Peruano, quando o Juan Aurich arrancou da lanterna para uma honrosa 6ª colocação. Porém, com a penúltima colocação no nacional de 1983, El Ciclón del Norte chegou ao fundo do poço e acabou rebaixado.
Fusão e ressurgimento
Entre 1988 e 1991, o Juan Aurich
limitou-se a participações em torneios
regionais do
Norte, sem obter grande sucesso. Em 1993, com o apoio da iniciativa
privada e a idéia de voltar ao topo do futebol peruano, o clube
decide fundir-se com o Deportivo Cañaña, time da província de
Lambayeque, dando origem ao Club Aurich-Cañaña. Comandado por
Horacio Baldesari, o clube recém-criado conquistou o título da Copa
Peru em 1993, retornando a elite nacional onde permaneceria com
campanhas irregulares até 1996.
Após a queda, a fusão com o Deportivo Cañaña foi desfeita e o time voltou a pelejar na Copa Peru com sua nomenclatura original. Em 1997, mostrando força nas divisões inferiores, o clube obteve novo sucesso e mais uma vez garantiu seu retorno à Primeira Divisão. Porém, sem grandes investimentos, a equipe continuou limitando-se a participações discretas, resistindo bravamente durante cinco anos até o novo descenso em 2002. Durante esse período, as maiores estrelas a desfilar sua classe pelos lados de Chiclayo foram o meia Alfonso Yáñez (que disputou a Copa América de 1991) e o atacante Andrés Gonzáles (que passou pelo trio de gigantes do futebol peruano e teve uma passagem apagada pelo Real Betis em 1994). No ano seguinte o clube esboçou uma reação na fase regional da Copa Peru, mas acabou superado pelo seu conterrâneo Flamengo FBC. Enfrentando péssimas administrações e grave crise econômica, entrou em profundo declínio e para desespero de seus torcedores acabou desaparecendo lentamente do cenário esportivo local.
Essa situação começou a mudar em 2004, quando o Club Social Deportivo Mariscal Nieto, que participava da Primeira Divisão de Chiclayo, entrou em crise e ficou à deriva, sem dirigentes ou jogadores. Levando em consideração essa oportunidade, o então presidente Juan Merino Aurich utilizou sua influência para mobilizar os amigos mais íntimos e retomar suas tradições familiares, tornando o clube o “novo” Juan Aurich. Nascia assim, em 28 janeiro de 2005, o Club Social Deportivo y Cultural Juan Aurich de la Victoria, nome que deixava para trás qualquer problema jurídico enfrentado pela antiga agremiação.
Em 2007, El Manchester del Norte (como o
time também é conhecido) conquistaria mais uma vez seu retorno a 1ª
Divisão após vencer a dramática decisão da Copa Peru, contra o
Sport
Águila, nos pênaltis (5x3). De
volta à elite, o Juan Aurich quase foi novamente rebaixado,
salvando-se apenas no Playoff contra o Atlético Mineiro (da cidade
de Matucana). Porém, na atual temporada tem surpreendido todo país
com seu excelente desempenho e a liderança parcial do nacional. O
nome mais respeitado do elenco comandado pelo técnico Franco
Navarro (que disputou a Copa de 1982 e foi muito contestado
enquanto diretor técnico da seleção nacional por seus atritos com
Claudio Pizarro) é o do atacante argentino Sergio “El
Checho” Ibarra, maior artilheiro na história do Campeonato
Peruano com mais de 200 gols. A esperança dos torcedores é que
dessa vez o Ciclón não bata novamente na trave e consiga manter por
mais tempo sua boa fase...

mais do que uma briga contra o
rebaixamento, mas felizmente não foi o que se viu na cidade de
Perm. O maior destaque do time é seu treinador, o montenegrino
Miodrag Božović, que apesar de jovem (40 anos), conta com
a experiência de quem já passou por vários clubes europeus e
asiáticos. Quando ainda era jogador (começou no FK Budućnost
Podgorica, clube por onde passaram Predrag Mijatović e Dejan
Savićević), rodou por clubes como Avispa Fukuoka do Japão
e o Pelita Jaya da
Indonésia. Božović
também defendeu equipes holandesas (RBC Roosendaal e RKC Waalwjik),
o APOP Kinyras Peyias do Chipre, mas foi defendendo o Estrela
Vermelha de Belgrado que ele viveu sua melhor fase, chegando a ser
convocado uma vez para a seleção Sub-21 da antiga Iugoslávia. Como
treinador, iniciou sua carreira no FK Beograd na temporada
2000/2001. Nas temporadas seguintes passou por Consadole Sapporo
(do Japão), FK Borac Cacak, FK Hajduk Beograd, AEP Paphos FC (do
Chipre), até retornar para o Borac na temporada 2005/2006. Depois
disso passou por seu clube formador, o Budućnost Podgorica,
onde ficou até a metade da temporada 2006/2007, saindo para treinar
o FK Grbalj (de Montenegro).
lugar na liga local, mesmo
brigando com as potências de Moscou: Spartak, Dynamo, Lokomotiv, FK
Moscou e CSKA, além do Zenit e toda a grana da Gazprom, que é uma
das maiores e mais ricas empresas de gás natural do mundo. Podemos
dizer que o Amkar se aproveitou bem da ressaca
“zenitista” e teve uma campanha equilibrada e
consistente. Em 30 jogos disputados,
conseguiu 14 vitórias, 9 empates
e 7 derrotas. O time fez uma campanha melhor fora de casa, vencendo
oito partidas longe de seus domínios, além de conseguir boas
vitórias e empates contra adversários diretos pela vaga. Por outro
lado, em casa (onde venceu 6 partidas), os empates contra CSKA e
Zenit não foram resultados tão bons, mas as vitórias contra FK
Moscou e Krylya Sovetov foram importantíssimas para a classificação
final. Outro ponto a se destacar é que o Amkar Perm não bobeou
contra nenhum time da parte de baixo da
tabela.
foi formada pelo goleiro Gabulov
(convocado algumas vezes para seleção russa) e o zagueiro espanhol
Antonio Soldevilla, mas o time ainda conta com jogadores das
repúblicas que formavam a antiga Iugoslávia, entre eles
montenegrinos, sérvios e croatas. Além deles, o elenco também conta
com jogadores da antiga União Soviética, como o camisa 10, Mikhail
Afanasyev (nascido na Bielorússia)







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